quarta-feira, 19 de junho de 2013

SERMÃO DO BOM LADRÃO (parte)



Padre Antônio Vieira
O que eu posso acrescentar pela experiência que tenho é que não só do Cabo da Boa Esperança para lá, mas também da parte de aquém, se usa igualmente a mesma conjugação. Conjugam por todos os modos o verbo rapinar, não falando em outros novos e esquisitos, que não conhecem Donato nem Despautério (a). Tanto que lá chegam começam a furtar pelo modo indicativo, porque a primeira informação que pedem aos práticos, é que lhes apontem e mostrem os caminhos por onde podem abarcar tudo. Furtam pelo modo imperativo, porque, como têm o misto e mero império, todo ele aplicam despoticamente às execuções da rapina. Furtam pelo modo mandativo, porque aceitam quanto lhes mandam; e para que mandem todos, os que não mandam não são aceitos. Furtam pelo modo optativo, porque desejam quanto lhes parece bem; e gabando as coisas desejadas aos donos delas por cortesia, sem vontade as fazem suas. Furtam pelo modo conjuntivo, porque ajuntam o seu pouco cabedal com o daqueles que manejam muito; e basta só que ajuntem a sua graça, para serem, quando menos, meeiros na ganância. Furtam pelo modo permissivo, porque permitem que outros furtem, e estes compram as permissões. Furtam pelo modo infinito, porque não tem fim o furtar com o fim do governo, e sempre lá deixam raízes, em que se vão continuando os furtos. Estes mesmos modos conjugam por todas as pessoas; porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus criados e as terceiras quantas para isso têm indústria e consciência. Furtam juntamente por todos os tempos, porque o presente (que é o seu tempo) colhem quanto dá de si o triênio; e para incluírem no presente o pretérito e o futuro, de pretérito desenterram crimes, de que vendem perdões e dívidas esquecidas, de que as pagam inteiramente; e do futuro empenham as rendas, e antecipam os contratos, com que tudo o caído e não caído lhes vem a cair nas mãos. Finalmente nos mesmos tempos não lhes escapam os imperfeitos, perfeitos, plus quam perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtavam, furtaram, furtariam e haveriam de furtar mais, se mais houvesse. Em suma, o resumo de toda esta rapante conjugação vem a ser o supino do mesmo verbo: a furtar, para furtar. E quando eles têm conjugado assim toda a voz ativa, e as miseráveis províncias suportadas toda a passiva, eles, como se tiveram feito grandes serviços, tornam carregados e ricos: e elas ficam roubadas e consumidas... Assim se tiram da Índia quinhentos mil cruzados, da Angola, duzentos, do Brasil, trezentos, e até do pobre Maranhão, mais do que vale todo ele.
Nota do Blog: Incrível e, principalmente, triste verificar como um discurso escrito em 1655 permanece tão atual na Terra da Santa Cruz....

terça-feira, 18 de junho de 2013

O sangue das arenas



Por Ricardo Alcântara (*)
Se há um aspecto positivo a ressaltar nas três primeiras partidas de futebol da Copa das Confederações foi a conduta disciplinar dos atletas, que jogaram na bola e receberam poucos cartões amarelos. Fora das “arenas”, deu-se o contrário.
A polícia baixou o pau – desacostumada, talvez, em lidar com mobilizações de rua, ausentes desde que as lideranças sociais passaram a se ocupar mais em molhar os beiços nas bicas governamentais do que em cuidar da agenda de aflições populares.
Órfã de seus libertadores – agora mais ocupados em cavar boquinhas na máquina do Estado – a sociedade civil se vale do potencial agregador das redes sociais para reagir a agressões diversas ao interesse comum: violência, carestia e corrupção.
Movimentos sociais adotam estratégias de visibilidade para ampliar sua força de expressão e intensificar o impacto dos seus atos. Conquistar a solidariedade pública é multiplicar sua força de pressão. Logo, a mídia sempre fez parte do plano.
E, nos dias de agora, melhor lugar não há para marcar encontro com as câmeras de televisão do que os estádios, que – infeliz coincidência semântica – tão logo rebatizaram como “arenas”, não tardaram a ver sangue derramado em suas portas.
A presidente Dilma, que nem precisa de esforço para andar de cara feia, não escondeu desapontamento ao ser vaiada na abertura do evento, mas alguém há de fazê-la entender: o povo que adora futebol é o mesmo que detesta ser roubado.
E roubados fomos com a disparidade entre o orçamento inicial e o custo real das arenas, construídas com uma participação de recursos públicos muito acima do inicialmente planejado. Era este, o recado da vaia: “Por que te cala, Dilma?”
Igualmente escandaloso é o silêncio da presidente diante da pancadaria com que o movimento social está sendo recepcionado nas ruas – logo ela, que sentiu na carne o peso do arbítrio e foi eleita pelas melhores tradições das lutas civis.
Por um evento esportivo não se pode exigir da nação a interdição temporária de sua consciência. O fetichismo midiático turbina a máquina de consumo que sustenta o evento, mas faz com que a esperteza prove de seu próprio veneno: o mundo todo nos ouviu gritar.
Ora, a virulência policial não foi combustão espontânea: alguém mandou bater! E foi um idiota: os atos públicos seriam pouco mais do que um episódio abonador da nossa saúde democrática, mas entraram na mídia global com viés de negatividade.
Dentro da arena, as vaias à presidente quiseram lembrá-la do crédito de decência que houvera recebido. No lado de fora, as manifestações demonstram que uma sociedade que prospera se torna mais exigente. E é só o começo: “imagine na copa”.
(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.
Pauta Livre é cão sem dono. Se gostou, passe adiante.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A EINSTEIN E A EXISTÊNCIA DE DEUS



Durante uma conferência com vários universitários no início do século XX, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta: Deus criou tudo o que existe? Um aluno respondeu valentemente: Sim, Ele criou… O professor respondeu: Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e, partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau!
O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.
Outro estudante levantou a mão e disse: Posso fazer uma pergunta, professor? Lógico, foi a resposta do professor. O jovem ficou de pé e perguntou: O frio existe? Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu: De fato, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos quando não temos calor.
E o aluno continuou a perguntar: Professor, a escuridão existe? O professor respondeu: Existe. O estudante respondeu: Novamente comete um erro, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. “A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não, um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz. Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim? Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.”
Finalmente, o jovem perguntou ao professor: Senhor, o mal existe? O professor respondeu: Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são a expressão do mal.
E o estudante respondeu: O mal não existe, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.
Este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado… Então perguntou o nome do ousado estudante. E ele respondeu: ALBERT EINSTEIN.
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

domingo, 16 de junho de 2013

CHARGE: Recordando Lula, o que nada sabia






Fonte: Circulando por e-mail (internet).

E O BALDE?



Sempre tive um tremendo tesão pela vizinha do apartamento ao lado. Vivia pensando num jeito prá traçá-la. Um dia, conversando com o marido dela, ouvi dele:
- Preciso pintar meu apartamento, mas trabalho o dia inteiro e chego cansado. Tentei contratar um pintor, mas o cara pediu os “olhos da cara” ...
Aí tive a idéia:
- Não seja por isso. Estou de férias e pintar paredes é o meu hobby. Posso fazer o serviço pra você, com prazer ...
O marido aceitou feliz, a oferta.
Bom papo que eu sou mal comecei a pintar o apartamento e consegui levar a mulher pra cama. Só não esperava que o marido fosse esquecer os documentos em casa e voltar, justo nesse dia. A mulher, ouvindo o marido abrir a porta da sala, correu para o banheiro e o marido me encontrou peladão, no quarto, em cima da escada, dando umas pinceladas na parede ...
Aos berros, perguntou:
- O que é isso, cara?! ... Começou pelo quarto,... e nu?!
- Ora, estou pintando de graça, começo por onde quiser.
- Mas nu?
- Queria que eu manchasse a minha roupa com tinta? ...
- Mas de p.... duro?!?! ...
- E onde é que eu iria pendurar o balde?
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sábado, 15 de junho de 2013

Defesa de Tese em Saúde Coletiva (UECE) de Maria Helena Lima Sousa



Aconteceu na manhã de ontem (14/06/13), na Escola de Saúde Pública do Ceará, a defesa de tese do programa de Doutorado em Saúde Coletiva em Associação Ampla da Universidade Estadual do Ceará, da Universidade Federal do Ceará e da Universidade de Fortaleza. A banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. Rosa Maria Pinheiro Souza (Fiocruz), Patrícia Coelho de Soárez (USP), Fernando José Pires de Sousa (UFC), Luiz Odorico Monteiro de Andrade (UFC) e Marcelo Gurgel Carlos da Silva (UECE), aprovou a Tese “Proposta de alocação de recursos para hospitais terciários gerenciados pelo Estado do Ceará baseada em eficiência e resultados”, apresentada pela nossa orientanda MARIA HELENA LIMA SOUSA.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor do Doutorado em Saúde Coletiva

SEIS GRANDES VERDADES



1ª Verdade:
Ninguém consegue tocar em todos os dentes da boca com a língua.
2ª Verdade:
Todo retardado, depois de ler a 1ª verdade, tenta tocar com a língua todos os dentes que tem na boca.
3ª verdade:
Descobre que a 1ª verdade é mentira.
4ª Verdade:
Começa a sorrir, porque concorda que é retardado.
5ª Verdade:
Tá pensando pra quem vai enviar essas verdades.
6ª Verdade:
E continua com o sorriso de retardado na cara!!! Fala sério, vc tocou a língua nos dentes, né?
EU TAMBÉM!!!
Agora pega outro...
PRECISAMOS RIR MAIS, PARA DEIXARMOS NOSSO MUNDO MAIS ALEGRE
Fonte: Internet (circulando por e-mail).
 

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