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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Da indignação e do vazio da transformação

Por Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Doutor Cabeto) (*)

Tenho acumulado ao longo do tempo, uma coletânea de eventos que ilustram a minha vida como profissional de saúde.

Numa conversa, era um amigo de muita identidade em relação as desavenças do viver, das experiências passadas, cada um a sua forma, quer representassem as concepções de vida de cada um de nós, quer divergíssemos sobre conceitos.

São eles tão frágeis a ponto de nos aproximar. Cada qual em cada espaço, mas o que nos unia era o bem querer.

Em alguns momentos nossa conversa foi algo áspera. Mas, terminou com ternura, tipo eu gosto muito de você.

Enfim, o que me ficou claro; cada um defende sua experiência e seu arcabouço de regras, conceitos e preconceitos.

Num dado momento ele perguntou-me: Cabeto o que é ser de esquerda ou de direita?

Não hesitei em dizer que cria na ciência com certo comedimento, com a capacidade de atualizar a realidade, ou mesmo, traduzir os fatos baseados em conceitos epistemológicos, de acordo com as circunstâncias de cada época.

Em síntese, entendo que tais denominações, com alguma frequência, relacionam-se a nossa insistente necessidade de dar nomes, de batizar padrões.

Então, falei-lhe da minha percepção, da nossa incapacidade de conviver com o não palpável.

Enfatizei que prefiro crer na efetividade das ações, que se traduzem em mudanças, e não nomeá-las como forma de acalentar as nossas inseguranças.

Em seguida ele argumentou: Cabeto, para mim, de esquerda é quem deseja a mudança.

Fiquei imediatamente surpreso, quando percebi que na minha experiência não havia conhecido ninguém que realmente desejasse mudança, excluo desse contexto, os desvalidos. Embora, esses sejam presas fáceis da manipulação.

Instantaneamente, busquei na psicanálise alguma explicação, na ambivalência entre o querer e o não querer ao mesmo tempo, pelo temor de perder o que lhe é familiar. Nesse prisma, o inconsciente boicota o consciente.

No campo político, o desejo de mudança é substituído por indignação, idealização, ódio ao inimigo e consequentemente pela esperança de redenção por um líder. A meu ver características semelhantes aos de “esquerda “e aos de “direita”.

Assim, entendo o desejo intrínseco de mudar e não mudar, e, às vezes, “mudar” para não mudar.

Ao menos enquanto chega a natureza e sua maturidade.

Que assim seja!

Ps: “Cara mesmo é a ignorância“

A frase é do Brizola, respondendo às críticas do presidente Fernando Henrique sobre os gastos da educação no Rio de Janeiro.

Na minha interpretação ambos estavam certos, a educação é uma prioridade, mas é preciso analisar os resultados e corrigir rumos. Não se trata de ser esquerda ou direita, e sim de honestidade, transparência e humildade diante dos fatos.

(*) Médico. Professor da UFC. Ex-Secretário Estadual de Saúde do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 24/01/2026. Opinião. p.19.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

A CALÇA CRESCEU

Por Patrícia Soares de Sá Cavalcante (*)

Caminhava pela calçada quando parei diante de uma banca. Na capa da revista Quatro Cinco Um, a manchete: "Cem anos de Mrs. Dalloway", um clássico de Virginia Woolf. Que coincidência! Havia terminado o livro naquela semana. Fiquei feliz; para mim, a revista era um presente que chegava na hora certa. Comprei-a e comecei a folheá-la, sentada em uma loja próxima, quando um senhor entrou sozinho e perguntou: - Eu tô ficando velho, e a calça cresceu. Vocês fazem o ajuste?

A vendedora foi solícita e sorriu. Achei uma graça a pergunta dele. Inverteu a perspectiva: não foi ele quem diminuiu, foi a calça que cresceu. O passar dos anos não lhe diminuía o tempo que viria; ao contrário, alargava a trama do tecido da vida vivida.

"Mrs. Dalloway disse que ela mesma compraria as flores." Assim começa o livro, que se passa concretamente em um único dia, cujas vinte e quatro horas são marcadas pelas badaladas do Big Ben. Mas, entre um som e outro, cabe uma vida inteira. As horas que o relógio mede são poucas diante das que a memória de Clarissa, a protagonista, abriga. O tempo de fora corre em linha reta, o de dentro se esparrama, desdobra-se e se multiplica para todos os lados. É infinito.

Fiquei pensando em como usufruir melhor do que nos é mais sagrado: o tempo. Não apenas na dimensão da quantidade ou das escolhas que dão sentido aos nossos dias, mas também na forma de alargar a trama da existência, para que ela não cresça só no comprimento, e sim na densidade do que vivemos.

Clarissa Dalloway saiu em busca de flores, eu fui à banca de revista, e aquele senhor saiu para ajustar a calça. Há uma semelhança entre nós três: estávamos fazendo coisas triviais, comuns à rotina da vida diária. Não havia nada de extraordinário em nossas ações.

Um livro escrito há cem anos foi capaz de me tocar e transformar um instante comum em algo mais profundo, que vai além do que simplesmente "acontece". O passado e o presente pareciam um só, eu estava aqui e lá. São os pequenos momentos em que o banal se torna sagrado - e a vida, maior.

(*) Médica psiquiatra.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 4/11/2025. Opinião. p.16.


domingo, 27 de outubro de 2024

A FOFOQUEIRA

Otília, a fofoqueira da vila e autoproclamada guia da moral da igreja, ficava metendo o nariz na vida das outras pessoas. Vários membros da congregação não aprovavam suas atividades extracurriculares, mas a temiam o suficiente para manter o silêncio.

Ela cometeu um erro, no entanto, quando acusou Alaor, um novo membro, de ser um pinguço vagabundo depois que ela viu sua velha caminhonete estacionada em frente ao único bar da cidade uma tarde.

Ela disse enfaticamente ao Alaor e a vários outros que "todo mundo que visse isso saberia o que ele estava fazendo." Alaor, um homem de poucas palavras, olhou para ela por um momento e apenas se virou e foi embora. Ele não explicou, defendeu ou negou. Ele não disse nada.

Mais tarde naquela noite, Alaor estacionou silenciosamente sua picape em frente à casa de Otília … e deixou-a lá a noite toda.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sábado, 26 de outubro de 2024

O PIOR DIA PRA ISSO

Um homem está sentado em um bar, apenas olhando para sua bebida, por mais de uma hora.

Ricardo, um rapaz conhecido na vizinhança por estar sempre tentando arranjar brigas, entra no bar, pega o copo do homem, bebe tudo e começa a rir. O pobre homem começa a chorar, para a surpresa de Ricardo.

"O que é isso?", pergunta Ricardo. "Você começa a chorar e nem tenta brigar comigo? Seja homem!"

"Não, não é isso", responde o homem.

"É que este é o pior dia da minha vida... Primeiro, meu chefe me pega tirando uma soneca no escritório e me demite; Eu estava indo embora, mas quando cheguei no estacionamento, o meu carro tinha sido roubado; Peguei um táxi, mas quando cheguei em casa, percebi que tinha esquecido todo o meu dinheiro e cartões de crédito no carro, e o taxista sumiu com tudo; Quando entrei em casa, tudo o que eu queria era tomar um banho e dormir... mas encontrei minha mulher na cama com o meu melhor amigo!

Então eu saí de casa e vim ao bar... E justamente quando eu estava pensando em colocar um fim à minha vida, você chega aqui e bebe todo o meu veneno!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

domingo, 15 de setembro de 2024

O EMPRESÁRIO PÃO-DURO

O padre responsável por uma igreja em uma cidade do interior estava com muitos problemas: buracos no piso, assentos quebrados, problemas na fiação elétrica, o teto, então, tão furado que chovia mais dentro do que fora da igreja em dia de tempestade. E ele nem tinha dinheiro para comprar baldes.

Na mesma cidade tinha um empresário do ramo de agronegócios que era muito, muito rico, mas tinha fama de ser extremamente pão-duro. Mesmo assim o padre decide ligar pra ele e conta toda a situação da paróquia.

— Muito bem, responde o advogado, após ouvir o pároco, o senhor parece conhecer muito bem todo o meu patrimônio e minha renda, mas com certeza não conhece outros detalhes da minha vida, certo?

O padre diz:

— Não, o que acontece?

E o empresário continua:

— Por acaso o senhor sabe o valor do tratamento da minha filha excepcional?

— Não, não sei..., diz o padre, já envergonhado.

— E o senhor sabe que eu tenho um filho que também precisa de um tratamento médico caríssimo e que preciso importar medicamentos da Europa?

O padre mal conseguia falar de tanto constrangimento. E o empresário prossegue, já bastante irritado:

— E o senhor sabe também que o marido da minha irmã morreu em um acidente de trânsito com três filhos e deixou a família sem um tostão e cheio de dívidas??

— Desculpe, realmente não sabia... — diz o padre, com muita vergonha.

E aí o empresário responde:

 — E você acha que se eu não dou um tostão para eles, vou dar para as suas obras?!?

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sábado, 11 de maio de 2024

CONVERSA NO TÁXI

A Sra. Nogueira está visitando parentes em Amsterdã e decide levar seu filho de 12 anos para um passeio pela cidade.

Chamam um táxi e pedem ao motorista que os leve aos pontos mais interessantes da cidade. Ao passarem pelo famoso Bairro da Luz Vermelha, Juquinha vê as "mulheres de vida fácil" na calçada e pergunta:

"Mamãe, o que essas mulheres estão fazendo aí no frio?"

“Nada”, diz a envergonhada Sra. Nogueira. "Provavelmente esperando um táxi."

“Não, não”, interrompe o motorista. "a senhora não deve mentir para seu filho. Essas são prostitutas. Elas cobram dinheiro para fazer sexo.”

O menino está chocado. "Mas mamãe, o que vai acontecer com os filhos dessas mulheres?"

"Todos eles serão motoristas de táxi, Juquinha."

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

quarta-feira, 8 de maio de 2024

EPIDEMIA DE AUTISMO

Por Sabrina Matos (*)

Quando o psiquiatra austríaco Leo Kanner, radicado nos EUA, definiu o autismo em 1943, a denominação inicial era de distúrbio autístico do contato afetivo, sinalizando uma condição com características específicas, como perturbação das relações afetivas com o meio, solidão autística extrema, inabilidade com o uso da linguagem para comunicação, comportamentos ritualísticos, início precoce e incidência predominante no sexo masculino.

O que nos chama a atenção enquanto profissional da saúde mental (e já não é de hoje) é o desmedido nos diagnósticos de autismo, do transtorno do espectro autista, assim como também dos diagnósticos de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Nem vou abordar aqui os excessos nos diagnósticos de depressão e ansiedade, igualmente estarrecedores.

No que tange ao autismo, lembro-me de uma matéria em uma revista de circulação nacional que apontava um percentual de prevalência de 25% na população, ou seja, a cada 100 pessoas, 25 seriam autistas. Um dado absurdo sob todos os aspectos. Urge nos questionarmos: a quem isso serve? Sim, porque o cenário é o de uma verdadeira indústria do autismo. Uma epidemia de diagnósticos que serve a uma outra indústria: a dos psicofármacos. Mas também a um mercado de diversos "produtos" que vão de suplemento vitamínico para autistas, clínicas especializadas, brinquedos e até o partido político dos autistas, o "Agir".

Precisamos nos atentar para o fato de que falar de autismo implica sempre algo complexo por abranger etiologias múltiplas e deixar de lado discursos ancorados em pseudociências que enfeitiçam, ancoradas, na maioria das vezes, nos pausterizados protocolos de reeducação comportamental, por exemplo. É preciso que se considere que cada sujeito é singular e único, a despeito de sintomatologias que podem ser idênticas. Cada sujeito tem sua história, ocupa um lugar na família, está inserido em um tempo, faz parte de uma cultura. Como já disse o colega psicanalista Éric Laurent, falar de autismo é sempre uma batalha.

(*) Psicóloga e psicanalista. Professora da Unifor.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 19/04/2024. Opinião. p.22.


domingo, 21 de abril de 2024

A CONTA DO SOCIALISMO EM UM BAR

Todos os dias 10 homens se encontram em um bar para conversar e beber cerveja. A conta total dos dez homens é de R$ 100.

Concordaram em pagar a forma proporcional como são pagos os impostos na sociedade, conforme a escala de riqueza e renda de cada um:

Os primeiros 4 (os mais pobres) não pagam nada.

O 5º paga R$ 1.

O 6º paga R$ 3.

O 7º paga R$ 7.

O 8º paga R$ 12.

O 9º paga R$ 18.

O 10º (o mais rico) paga R$ 59.

A partir daí, todos se divertem, respeitando o acordo, até que, um dia, o dono do bar disse para eles:

- Já que vocês são bons clientes, vou reduzir o custo de suas cervejas em R$ 20. As bebidas a partir de agora custam R$ 80.

O grupo, no entanto, propôs continuar pagando a conta na mesma proporção de antes. Os quatro primeiros continuaram a beber de graça. Eles calcularam que os R$ 20 divididos por 6 seriam R$ 3,33, mas se subtraíssem isso da porção de cada um, o 5º e o 6º homens seriam pagos para beber, já que o 5º pagou R$ 1 antes e o 6º pagou R$ 3.

Então o barman sugeriu uma fórmula baseada na riqueza de cada um, e passou a calcular o valor que cada um deveria pagar.

O 5º bebedor, igual aos quatro primeiros, não pagaria nada.

O 6º agora pagaria R$ 2 em vez de R$ 3 (economia de 33%).

O 7º pagaria R$ 5 em vez de R$ 7 (economia de 28%).

O 8º pagaria R$ 9 em vez de R$ 12 (economia de 25%).

O 9º pagaria R$ 14 em vez de R$ 18 (economia de 22%).

O 10º pagaria R$ 49 em vez de R$ 59: (economia de 16%).

Cada um dos seis pagantes estava agora melhor do que antes: os quatro primeiros bebedores ainda bebiam de graça, assim como o quinto.

Mas, uma vez fora do bar, começaram a comparar o que estavam economizando. “Recebi apenas R$ 1 dos 20 economizados”, reclamou o 6º homem e disse ao 10º bebedor, “Mas você recebeu 9!”

“Sim, isso mesmo" - disse o 5º homem - “Também economizei apenas R$ 1; é injusto que ele receba nove vezes mais do que eu.”

“É verdade", exclamou o 7º homem. “Porque ele ganha R$ 9 de desconto quando eu só recebo R$ 2? Os ricos sempre obtêm os maiores benefícios!”

“Espere um minuto!” - os quatro primeiros gritaram ao mesmo tempo - “Não recebemos absolutamente nada. O sistema explora os pobres!”

Os nove homens cercaram o 10º e o espancaram.

Na noite seguinte, o décimo homem não veio beber, então todos os nove sentaram e beberam suas cervejas sem ele. Mas na hora de pagar a conta eles notaram algo perturbador: entre todos eles não juntaram o dinheiro para pagar nem METADE da conta.

E é assim, amigos, jornalistas e professores universitários, sindicalistas e funcionários, como funciona o sistema tributário. As pessoas que pagam os impostos mais altos são as que mais se beneficiam de um corte de impostos. Tribute-os muito alto, ataque-os por serem ricos, e as chances são de que eles nunca mais apareçam. Na verdade, é quase certo que eles vão começar a beber em algum bar no exterior onde o ambiente é um pouco mais amigável.

Moral: "O problema com o socialismo é que você acaba ficando sem dinheiro de outras pessoas."

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). (Autor desconhecido).

quinta-feira, 4 de abril de 2024

MEDO DO LIVRO

Por Saraiva Junior (*)

Ao me aposentar, voltei a residir na velha casa onde nasci, na cidade de Senador Pompeu. Há duas escolas próximas à casa, em cuja calçada transitam muitos estudantes. Na mudança, levei todos os meus livros. Instalei a biblioteca em algumas estantes na sala de estar e no corredor. Logo percebi que aquela simples biblioteca despertou a curiosidade dos passantes. Em conversa com vizinhos, estudantes e professores, expliquei que os livros estavam à disposição para serem emprestados.

Confesso que recebi poucas visitas. A casa que havia sido dos meus avós costumava passar a maior parte do tempo fechada. Os batentes na sua fachada tornaram-se ponto de encontro dos alunos antes e depois das aulas. Mesmo após a minha chegada na casa, tendo aberto porta e janelas, esses jovens não se intimidaram e seguiram com a algazarra, o bate-boca e as palavras de insulto entre eles.

A situação era um incômodo para minha companheira e eu, que costumávamos tirar um cochilo após o almoço. Creio que os moradores idosos das casas vizinhas sofriam com o barulho, pois também tinham o hábito da sesta. Vez por outra, eu me dirigia aos jovens e pedia que baixassem o volume. Bastava eu dar as costas para a gritaria retornar com mais força.

Certa feita, em pleno sol do meio dia, cheguei em casa e encontrei a mesma galera na maior balbúrdia na calçada. Por acaso, estava com o livro de contos do conterrâneo Moreira Campos, "Dizem que os cães veem coisas", embaixo do braço. Aproximei-me deles e mostrei o livro, anunciando que se tratava de um presente para ser compartilhado por toda a turma. Mencionei a importância do autor e sugeri que cada um lesse um conto para me relatar no dia seguinte, assim poderíamos conversar bem mais.

Adivinhem qual foi a minha surpresa? Eles abandonaram definitivamente a calçada. Minha companheira observou que muitos começaram a passar pelo outro lado da rua. Claramente fui sendo evitado por eles, antes tão efusivos. Na vizinhança, ouvi diversas vezes comentários que associavam a loucura ao gosto pela leitura. Até quando, neste país, ainda reinará o medo do livro?

(*) Escritor e ex-conselheiro do Conselho de Leitores de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 2/03/24. Opinião. p.16.

sábado, 2 de março de 2024

JOSIAS, O BÊBADO DO BAIRRO

Josias era o maior beberrão do bairro. Ninguém ganhava dele, passando em praticamente todos os bares e botecos da região, desde a primeira hora do dia até tarde da noite.

Um dia, no meio da madrugada, ele resolve ligar para o Seu Josué, dono de um dos bares da região.

— Alô?

 — Alô, Josué, aqui é o Josias...

 — Josias? Você está louco? São três horas da manhã! O que você quer?

— Eu quero saber que o hora o senhor vai abrir o bar...

— Faça-me o favor, Josias! Vai beber em casa que eu voltarei a dormir! — e desliga o telefone na cara do bêbado.

Insatisfeito e muito teimoso, Josias liga de novo.

— Alô??

— Seu Josué, é Josias de novo... já sabe que horas o senhor vai abrir o bar?

Josué fica furioso e grita do outro lado da linha:

— Eu já te disse! São 3 da manhã! Eu quero dormir!

E Josias insiste:

— Mas eu preciso saber que horas o senhor vai abrir o boteco!

— Ora essa! E por que você quer tanto saber a que horas eu vou abrir o boteco??

E o bêbado responde:

— Porque eu estou preso aqui dentro e já tomei toda a bebida que tinha disponível!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

domingo, 7 de janeiro de 2024

A COINCIDÊNCIA

Um criador de galinhas entrou no bar da cidade. Ele sentou-se ao lado de uma mulher e pediu uma taça de champanhe. A mulher disse:

"Que estranho, eu também acabei de pedir uma taça de champanhe."

"Que coincidência", disse o homem, que acrescentou: "É um dia especial para mim. Estou comemorando."

"É um dia especial para mim também, eu também estou comemorando!", disse a mulher.

"Que coincidência!", disse o criador.

Enquanto brindavam, ele perguntou:

"O que você está comemorando?"

"Meu marido e eu estamos há anos tentando ter um filho e, como você pode ver, minha champanhe é sem álcool – descobri hoje que estou grávida!", disse a mulher, cheia de alegria em seu rosto.

"Que coincidência", disse o homem.

"Eu sou um criador de galinhas e há anos que todas as minhas galinhas são inférteis, mas agora elas estão todas botando ovos fertilizados."

"Isso é incrível!", disse a mulher.

"O que você fez para as suas galinhas ficarem férteis?"

"Eu usei um galo diferente", disse ele.

A mulher sorriu e disse: "Que coincidência..."

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

domingo, 8 de outubro de 2023

O CORTE DE CABELO

Mulher 1: Ah, você cortou o cabelo! Que lindo!

Mulher 2: Você acha mesmo? Eu fiquei na dúvida quando me vi no espelho. Não sei, será que não ficou com muito volume?

Mulher 1: É claro que não! Ficou perfeito. Eu queria cortar o meu cabelo assim também, mas acho que meu rosto é muito redondo para isso. Eu acho que não há muitas opções de corte para mim.

Mulher 2: Você está falando sério? Eu acho seu rosto lindo! E você pode tentar cortar em camadas, eu acho que ficaria ótimo em você. Era o que eu queria fazer, mas estava com medo de chamar muita atenção para o meu pescoço longo.

Mulher 1: Que engraçado! Eu adoraria ter o seu pescoço! Qualquer coisa para tirar a atenção dos meus ombros, que são grandes demais.

Mulher 2: Você está brincando? Qualquer mulher adoraria ter seus ombros. Toda roupa fica ótima em você. Veja aqui, meus braços são super curtos! Se eu tivesse os ombros mais largos, poderia encontrar roupas que me servem muito melhor!

Homem 1: Cortou o cabelo?

Homem 2: Sim.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 12 de agosto de 2023

A BALANÇA MÁGICA

Uma freira tinha um voo para Chicago. Ela foi ao aeroporto e sentou-se, esperando a chamada. Ela olhou para um canto e viu uma daquelas balanças que dizem a sorte. Então, ela pensou consigo mesma: "Vou tentar apenas para ver o que me diz."

Ela foi até a máquina, colocou seu níquel e tirou um cartão que dizia: "Você é freira. Você pesa 55kg e está indo para Chicago, Illinois." Ela se sentou e pensou sobre isso, dizendo a si mesma que provavelmente a máquina diz a todos a mesma coisa, mas decidiu tentar novamente. Colocou outro níquel e saiu um cartão que dizia: "Você é uma freira. Você pesa 55kg. Você está indo para Chicago, Illinois, e você vai tocar violino." A freira disse a si mesma: "Sei que isso é errado. Nunca toquei um instrumento musical um dia em minha vida." Ela voltou a sentar-se. Do nada, um cowboy se aproximou e colocou sua caixa de violino ao lado dela. A freira pegou o violino e começou a tocar uma bela música. Assustada, ela olhou para a máquina e disse: "Isso é incrível! Tenho que tentar de novo!

Ela voltou para a máquina, colocou mais um níquel e outro cartão saiu. Dizia: “Você é freira, pesa 55kg. Você vai para Chicago, Illinois, e vai soltar um peido”. Agora, a freira sabia que a máquina estava errada. "Eu nunca peidei em público em toda a minha vida!" Só que então, ela tropeçou, caiu da balança e soltou um peido.

Atordoada, ela se sentou e olhou para a máquina. Ela disse a si mesma: "Isso é realmente inacreditável! Tenho que tentar mais uma vez." Ela voltou para a máquina, colocou seu níquel e pegou o cartão. Dizia: "Você é freira, pesa 55kg, tocou violino e peidou e acaba de perder o voo para Chicago!!!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Trabalho precário e precariado: um debate político vital

Por José Jackson Coelho Sampaio (*)

Do escravismo ao capitalismo o que se observa é trabalho precário, exposto ou camuflado, sempre alegoricamente justificado pelos poderes. Durante o séc. XX ocidental avançou-se no modelo taylorista de produção, nas lutas sindicais e no advento da social-democracia para várias conquistas de proteção legal, direitos remuneratórios e ajustes no processo de trabalho visando a saúde física e mental. Mas, nos últimos seis anos deste Brasil do séc. XXI, vê-se a derrocada dos ganhos, pela radicalidade neoliberal caracterizada por extensa malha de desregulamentações do trabalho.

O termo precariado circula desde os anos 1970, referindo-se aos trabalhadores sem benefícios sociais, com baixos salários, vínculos de curto prazo e part time. Precarização significaria menor proteção da norma legal sobre os vínculos e de condições de trabalho inadequadas ou insalubres, com remuneração insuficiente aos padrões mínimos de consumo. Observa-se círculo pernicioso: a menor proteção legal leva a piores condições de trabalho e de vida, o que dificulta a organização para a luta por melhores condições de trabalho e de vida. A literatura sócio-política diverge quanto ao precariado ser novo fragmento de classe ou nova classe social, mas converge na sua maior universalidade.

A flexibilização do mercado de trabalho tem sido justificada pela capacidade das empresas de se manterem globalmente competitivas. A flexibilização de salários é, geralmente, para baixo, e a flexibilização dos vínculos é diminuição das despesas necessárias para demitir. Ocorre uma socialização desigual dos riscos próprios à produção de bens e serviços, com alívio para os empregadores e sobrecarga para os trabalhadores.

Os adjetivos temporário, casual e sub-remunerado denotam a mobilidade do trabalhador entre muitos afazeres, em polivalência autodestrutiva (mais sabe, menos ganha), fluida identidade ocupacional e baixa sindicalização. O diploma superior não supera o problema, pois há dissonância entre status e expectativa de futuro, a não ser que, mesmo sub remunerado, mantenha a autoilusão autonomista. Mas, quando a situação de partida é muito ruim, o ganho adicional resulta em algum alívio. Completa o quadro a ausência de agenda pública, por ação política errática entre apatia e extremos, hoje, sobretudo, de direita.

(*) Professor titular de Saúde Pública e ex-Reitor da Uece.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 16/06/2023. Opinião. p.23.


terça-feira, 25 de julho de 2023

Síndrome do Pescoço de Texto e o uso de dispositivos móveis

Por Rômulo Pinheiro (*)

A síndrome do pescoço de texto é uma lesão por esforço repetitivo no pescoço, como quando se fica muito tempo com a cabeça inclinada para baixo. Esse hábito pode causar lesões sérias na coluna e pescoço, tais como: deformidade óssea, inflamação no ligamento, estiramento muscular e compressão da hérnia de disco.

O uso prolongado de dispositivos móveis é a causa da síndrome do pescoço de texto. Basta observar que, na maioria das vezes em que as pessoas estão mexendo nos dispositivos móveis como celulares e tablets, elas estão de pescoço baixo digitando, lendo ou jogando. Em uma posição neutra, nossa cabeça pesa de 4 a 5 kg.

Com a cabeça inclinada para frente - posição chamada de flexão - esse peso aumenta em até cinco vezes. A consequência é que o aumento da flexão do pescoço durante o uso do dispositivo provoca alterações biomecânicas e sobrecarga muscular/articular na região cervical.

Um dos sintomas mais comuns da síndrome do pescoço de texto é a dor no pescoço. Porém, há outros sintomas que você pode sentir que indicam um problema na região. Fique atento se você sentir alguns desses outros sintomas - juntos ou isolados - são: dificuldade de movimentar o pescoço, dor de cabeça constante, dor nos ombros, dor nas costas, região do trapézio tensa e resistente, formigamento ou sensação de dormência em mãos e dedos.

Quando os problemas causados pelo uso excessivo dos dispositivos móveis, deve-se buscar ajuda de um médico ortopedista especialista em coluna para que sejam realizados os exames necessários para avaliar a gravidade do quadro.

O tratamento indicado deverá auxiliar na recuperação da mobilidade e alívio das dores na região da coluna cervical. Os principais tipos de tratamento são: medicamentos e calor local - o médico pode prescrever analgésicos, anti-inflamatórios ou relaxantes musculares para alívio da dor. Em casos mais graves, pode-se utilizar infiltrações locais. Também é indicado a fisioterapia.

cirurgia nessa região não está descartada em menos de 10% dos casos que são os mais graves, mas pode e deve ser evitada. Para isso basta corrigir a postura quando fizer uso dos aparelhos móveis. 

(*) Ortopedista. Especialista de cirurgia de coluna.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 10/06/2023. Opinião. p. 19.

domingo, 23 de julho de 2023

O TROCO

Um milionário, de passagem por São Paulo, entra no luxuosíssimo restaurante e senta no piano bar. Chama o Chef, pede uma dose de uísque Royal Salute e reserva uma mesa para jantar. Após a quarta dose indica ao Chef que irá para a mesa, sendo atendido prontamente. Sentado, consultando o Menu sem preços, se surpreende quando o Chef, em pé ao seu lado diz:

- Doutor, é política da casa informar aos clientes o valor das contas separadas da mesa, no seu caso a do piano bar: sua despesa foi de R$ 0,60.

- Acho que houve um engano. Eu tomei quatro doses de Royal Salute.

- Com todo o respeito, nós nunca nos enganamos: quatro doses a 0,15 centavos cada dá exatamente 0,60 centavos.

- Tudo bem, não quero discutir, vamos à comida, anote, por favor:

- Pois não...?

- De entrada eu quero caviar da Ucrânia com lentilhas finlandesas; depois salmão da Escandinávia com recheio de gengibre sul-africano e batatas inglesas douradas em queijo de cabras francesas. Ah! E para beber, um Rotchilld safra 1891.

- Ótima escolha Doutor, mas cabe a mim como chef, alertá-lo que isso ficará um pouco caro.

- Olha amigo primeiro eu não perguntei o preço e, segundo, estou achando que isso aqui é uma casa de malucos, mas já que você quer, fale.

- Pois não Doutor, o seu pedido vai ficar em R$ 20,00.

- Você está querendo me sacanear? Cadê o dono dessa merda?

- Está lá em cima com a minha mulher.

- E o que é que ele está fazendo lá em cima com a sua mulher?

- O mesmo que eu estou fazendo aqui embaixo com o restaurante dele...

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). (Autor desconhecido).

sábado, 10 de junho de 2023

MACHO x FÊMEA x RAPARIGA

Charge autoexplicável

Fonte: Circulando por e-mail (internet).


EXAME DE FERTILIDADE: homem X mulher

 


 Fonte: Circulando por e-mail (internet).

terça-feira, 6 de junho de 2023

EM PROL DA BRASILIDADE

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Articulistas costumam receber reclamações dos serviços de instituições públicas e privadas. Tais mensagens provam a validade do pensamento oriental que nos ensina: "A descoberta de um defeito é um tesouro." Realmente, ao descobrir um defeito chamado febre, você vai ao médico e tende a curar-se. Inúmeras críticas são ligadas a hotéis e transportes terrestre e aéreo, este, inclusive com repetidas atitudes ditatoriais e recente conduta considerada, ao que tudo indica, prática de racismo. Viagens combinam com trabalho, lazer e/ou prazer, e não com terror.

Um reclamante foi ao exterior e, antes de embarcar, por ser bem tratado pelos funcionários brasileiros de raios X, sugeriu que eles ensinassem os estrangeiros a trabalhar com polidez. Na volta, foi um dos indicados para exame de suas compras e contava com a nossa usual e exclusiva brasilidade. Havia adquirido só miudezas e poucos aparelhos eletrônicos a fim de presentear seus familiares. Tendo em vista que o valor total dos mimos excedia o máximo permitido, reconheceu o erro e se dispôs a pagar a multa.

Apesar de informar ter provas de que vinha de um encontro onde representou o Brasil e de que era um cidadão de bom conceito, foi vítima de inúmeras grosserias e tratado como um facínora, num ato destoante de um órgão federal de alto nível, com eficiência e credibilidade reconhecidas, e composto por servidores exigentes, honestos, mas não grosseiros.

Em sua seguinte ida a outro país, comprou apenas uma lembrança. Ao chegar ao mesmo setor do incidente anterior, rejeitou o corredor com "nada a declarar" e escolheu a opção "algo a declarar". Lá narrou o insultuoso e injusto acontecido na primeira viagem. Após reflexão, o funcionário indagou o que ele tinha a declarar e, em seguida, recebeu uma linda caixa fechada. Ao abri-la, lembrou-se do brilhante Quintino Cunha que, certa vez, ao fazer anos, ganhou um par de chifres como presente de um inimigo. Quintino aguardou o aniversário do desafeto e concedeu-lhe um buquê de flores, acompanhado de um cartão onde se lia: "Cada um dá o que tem."

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Presidente da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 4/5/23. Opinião, p.20.


sábado, 3 de junho de 2023

BERNARDO X10

Uma senhora vai tirar o passaporte junto de sua família, e o oficial de serviço pergunta:

— Quantos filhos a senhora tem?

— Dez.

— Quais são seus nomes?

— Bernardo, Bernardo, Bernardo, Bernardo, Bernardo, Bernardo, Bernardo, Bernardo, Bernardo e Bernardo.

— Todos são chamados Bernardo?

— Sim...

— E como você os chama, por exemplo, quando estão todos brincando lá fora?

 — É muito simples, eu grito "Bernardo" e todos entram.

 — E se você quer chamá-los para comer?

— A mesma coisa. Eu grito "Bernardo" e todos se sentam para comer.

— Mas e se você quer falar com um deles em particular, como você faz?

— Ah! Nesse caso, eu chamo pelo sobrenome!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

 

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