domingo, 16 de fevereiro de 2014

COMPÊNDIO ILUSTRADO DA DILMA II





Fonte: Circulando por e-mail (internet).

COMPÊNDIO ILUSTRADO DA DILMA I





Fonte: Circulando por e-mail (internet).

sábado, 15 de fevereiro de 2014

ALTA DE MÉDICO CUBANO





Chargista: Sinfrônio
Fonte: Circulando por e-mail (internet).

SAÚDE ASILADA



Por João Brainer Clares de Andrade (*)
O pedido de refúgio político da médica cubana Ramona Rodriguez reacendeu as discussões em torno da fraternal e sigilosa relação Brasil-Cuba. A ideia maquiavélica de importar mão-de-obra aos rincões desassistidos de profissionais e, principalmente, de estrutura, não é recente; e agora ajuda a mostrar que tudo se incubava sob o sigilo já típico da relação com a ilha caribenha.
Meses após a importação em massa, os erros cometidos pelo exército branco de Fidel são aberrantes. Há provas claras que circulam em diversos meios dando conta de atrocidades contra a saúde alheia. Ainda mais, a quebra de silêncio pela médica Ramona externou ao mundo como são tratados os médicos cubanos, em comum acordo com a gestão brasileira. A relação de emprego mostrou-se temerosa, quando acordo de estado se dá com uma entidade empresarial cubana, o que nada nos garante que não poderá haver doações, em retribuição ao coleguismo brasileiro, nas eleições do outubro próximo.
O silêncio que há na mídia, além da aparente assistência “digna”, não habita no meio médico. O contato com pacientes oriundos dos ambulatórios de língua espanhola nos faz saber de erros que, infelizmente, fragilizam ainda mais a população que merecia boa assistência. As universidades por todo o país, e que deveriam dar o suporte, supervisão e avaliação prometidas pelo Governo, fecham suas portas, vendo que não podem macular seus brasões, além da falta de professores dispostos a igualmente macular suas histórias prestando tutoria a projeto cheio de aleijo e brechas.
Que o refúgio da médica cubana, já refutado no alto escalão do Governo, faça valer os direitos da cidadã que se prestou a imigrar de seu país para a tão calorosa missão apelidada pelo Governo brasileiro como “solidária”. O que há na verdade é um estado de exceção à democracia. Há um risco constante à saúde da população, além do discurso desalinhado do Governo, quando rejeita cidadania a quem lhe presta um bem.. Não há coerência no programa; não há sentido no discurso... Seria bom que também pudéssemos pedir asilo.
E garanto que não seria em Cuba!
(*) Médico formado pela Uece – turma 2013.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 15/2/14. Opinião. p.10.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A HUMILDADE HIPÓCRITA




Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Não valeria alcançar a idade provecta se toda a sabedoria do mundo fosse uma tolice.  Nunca poderíamos conservar os arroubos da juventude, desde que a velhice traz consigo as suas distorções, que dela são próprias. Pois o velho, em seu gênero, é criatura tão imperfeita quanto o moço. Os velhos permanecem isolados, as crianças continuam morrendo de fome, as guerras prosseguem e a fome - não somente de comida, mas de compreensão e solidariedade - persiste.
Como passei minha vida de médico estudando a falta de comida, causadora da desnutrição ancestral do ser humano, sei que, apesar de todos os avanços tecnológicos, não nos livramos da cadeia alimentar. O medo ancestral de passar fome persiste e é aumentado pela propaganda que incute que estamos abalando a existência do planeta. Em suma, adicionaram à nossas culpas o pecado de sermos destruidores do Planeta.
Ao envelhecermos, cresce em nós o medo do julgamento final, que se anuncia cada vez mais próximo - muito embora digam por aí que nem o jovem morre, nem o velho vive... Apesar da opinião geral de que todo idoso é trombudo, não são poucos os que,  cansados de serem maltratados, resolvem, para sobreviver, aparentar humildade. Mas poucos são os que se tornaram verdadeiramente humildes. Vamos a uma parábola rabínica sobre a humildade.
Quando Jeová estava escrevendo os Mandamentos das Leis, dizem que originalmente seriam onze e não dez. Havia um deles que comandava: Serás humilde na tua vida. Foi quando a Humildade soube (fofocas sempre existiram, tanto na Terra como no Céu), que ela fora elevada ao status de Mandamento. Desesperada, bateu à porta da casa do Senhor. O frio da madrugada era intenso, mesmo no Paraíso.
Vestida como de costume de farrapos e andrajos, ao bater na porta de Jeová ficou congelada, mais de medo do que de frio...
Deus, ouvindo as batidas insistentes àquelas horas ficou com receio de um assalto, perguntou: — Quem bate? Trêmula, balbuciou a visitante: — É a Humildade, SENHOR. Deus abriu a porta, e vendo o seu estado enregelado, ordenou, severo e penalizado: —  “Entre - vá se aquecer junto à lareira”.
Apesar do calor do fogo ela tremia mais do que vara verde... E gaguejando conseguiu dizer:
— Soube... Que o SENHOR inscreveu-me entre Vossos Mandamentos... E grossas lágrimas escorreram pelo rosto da miserável.
— E por que choras, pergunta Jeová? É uma honra estar inscrita nos preceitos que entregarei amanhã ao patriarca Moisés.
Ajoelhada e implorando, a Humildade pede ao seu Deus:
— Senhor Jeová, caso eu passe a ser um mandamento, como poderei ser nomeada de Humildade? Perderei minha identidade, prosseguiu: — Para algo existir é preciso ter um nome. A Humildade não pode ser um Mandamento. Caso tenha algum poder, não serei mais o que sou, seria transformada em Hipocrisia. Eu não quero deixar de ser Humilde. Deus parou um pouco, pensou, alisou as barbas e exclamou:
- Serás atendida, não mais farás parte dos meus preceitos. E assim foram esculpidos os 10 Mandamentos.
Muitos anos, séculos, se passaram da entrega das Tábuas da Lei ao patriarca Moisés. Foi quando um teatrólogo compôs um diálogo para uma das suas peças: Assim cubro a nudez de minha perversidade/ com velhos andrajos roubados das Escrituras/ parecendo um santo quando mais encarno o Diabo [William Shakespeare (1564-1616) Ricardo III, Ato.I ]. Outro, seu contemporâneo e escritor, espanhol de nascimento, disse: “A humildade é o fundamento de todas as virtudes e sem ela não existe nenhuma que o seja” [Cervantes (1547-1616) Colóquio dos Cães].
E concluo eu, simples mortal:
— A hipocrisia é uma homenagem que o orgulho presta à Humildade.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Oposição pede que TCU apure contrato do Mais Médicos com cubanos



A oposição ingressou nesta quarta-feira (12/2) com uma representação pedindo que o TCU (Tribunal de Contas da União) investigue os repasses do governo para a OPAS (Organização Panamericana da Saúde) que viabiliza o convênio do programa Mais Médicos com médicos cubanos.
Segundo o documento do DEM, o contrato contraria as diretrizes da ABC (Agência Brasileira de Cooperação), vinculada ao MRE (Ministério de Relações Exteriores). Segundo a ABC, a utilização de acordos de cooperação internacional para a contratação de pessoas físicas pressupõe a prestação de consultorias com o objetivo de transferência de know-how, para promoção de mudanças qualitativas na área que se pretende desenvolver, enquanto no Mais Médicos os profissionais estão prestando um serviço ao país.
Para a oposição, está provado ainda que há um vínculo trabalhista e não apenas para especialização. "Nesse acordo firmado entre Brasil e Cuba, com intermediação da OPAS, o simples recrutamento de profissionais médicos exclusivamente para suprirem a carência de mão de obra na área de saúde, clara relação trabalhista, o que é proibido".
E completou: "pelos termos explicitados pela Agência Brasileira de Cooperação, caracteriza-se desvio de finalidade o uso de subcontratos nos projetos de cooperação técnica internacional".
A representação assinada pelo líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), multiplicado o valor da "bolsa" por 4.000 médicos cubanos, daria um total de R$ 344 milhões pagos pelo governo brasileiro, no período de oito meses.
"São recursos públicos, sujeitos, portanto, à fiscalização. Por isso entendemos que devam restar esclarecidos por essa Corte de Contas a destinação destes valores, bem como a legalidade, legitimidade e economicidade dos pagamentos efetuados pelo governo brasileiro", atestam os deputados.
Fonte: Do UOL, de Brasília, 12/02/2014.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Defecções expõem fragilidade do Mais Médicos



Por Josias de Souza
Tomado pela propaganda, o Mais Médicos visa criar um mundo inteiramente novo na área da saúde. Considerando-se que no Sistema Único de Saúde caos não falta, algo sempre pode ser feito. Mas o governo deveria maneirar nos efeitos especiais. Concebido em cima da perna, o programa foi anunciado em julho de 2013, nas pegadas da jornada de protestos. Desde então, vem sendo implementado em ritmo de truque cinematográfico.
Descobriu-se que, sob o barulho causado na semana passada pela deserção da médica cubana Ramona Rodriguez, havia um ruído que o toque de caixa de Brasília vinha abafando. Cuba não é o único problema do programa. Em sete meses de vida, o Mais Médicos já foi abandonado por 192 profissionais. Desse total, apenas 27 são cubanos, dos quais cinco desertaram com o propósito de fugir da ditadura.
Repetindo: o Mais Médicos ainda não fez aniversário de um ano e já vem sendo abandonado por uma média de 27,4 profissionais por mês – é quase um por dia. Considerando-se os 6.600 profissionais mobilizados até a segunda fase do programa, chega-se a uma taxa de abandono de quase 3%. Num instante em que anuncia o início da terceira fase do programa, que elevará o contingente de médicos para 9.540 a partir de março, o novo ministro da Saúde, Arthur Chioro, considerou o índice de desistências “muito baixo, insignificante”. Será?
Ns palavras de Chioro, é de “livre e espontânea vontade” que os médicos aderem ao programa. Vale para os brasileiros e também para os estrangeiros – inclusive para os cubanos, o ministro acredita. “Eles aceitam ir para o Norte e o Nordeste, para distritos sanitários indígenas, para regiões ribeirinhas, para o semiárido…” Beleza. Porém, inspirado nesse seu diagnóstico, o ministro talvez devesse dirigir uma pergunta aos seus botões:
Por que diabos um médico que virou sua vida de ponta-cabeça, trocou o conforto dos grandes centros urbanos pela vida precária dos fundões do Brasil, deslocou-se de um país estrangeiro, distanciou-se da família… por que um sujeito que fez tudo isso abandona o programa antes que a nova experiência complete um ano? Parece claro que há parafusos soltos no Mais Médicos.
Nos últimos dias, o Ministério da Saúde descobriu que 46,3% dos doutores que abdicaram do programa – 89 dos 192 – bateram em retirada sem a delicadeza de comunicar a desistência às prefeituras dos municípios onde estavam lotados. Subtraindo-se os cinco cubanos que desertaram para fugir da ditadura de Havana, há nesse lote 80 profissionais formados no Brasil, um colombiano, um argentino e dois médicos provenientes do México – um deles brasileiro.
A despeito do aparente pouco caso do ministro Chioro – “desistências e abandonos acontecem, fazem parte da vida” –, a verdade é que o governo foi surpreendido pelas defecções. De repente, sete meses depois do lançamento do Mais Médicos, o Ministério da Saúde se deu conta de que não dispunha de regras claras para administrar o inusitado. Um dos fujões cubanos não dá as caras no posto de saúde desde 21 de janeiro. E só na última sexta-feira (8) Brasília tomou conhecimento da deserção.
De calças curtas, os gestores do Mais Médicos decidiram tomar providências. Nesta quarta (12), a pasta de Chioro divulgará formalmente os nomes dos 89 médicos cujo paradeiro é ignorado. Na sequência, o ministério enviará e-mails e telegramas, convocando-os. Se não aparecerem em 48 horas, serão desligados do programa. Se forem estrangeiros, a autorização para exercer a medicina no Brasil será cancelada. Na quinta-feira (13), as novas regras serão impressas no Diário Oficial.
Chioro dá de barato que os sumidos não retornarão. O ministro não quer saber deles. Sua prioridade é promover as substituições. Ótimo. Mas o substituto de Alexandre Padilha erra ao desprezar os médicos que se desinteressaram do programa. Deveria determinar à sua equipe que localizasse os desertores.
O ministério talvez não encontre os estrangeiros. Mas não terá dificuldades para localizar os brasileiros. Até porque a maioria saiu pela porta da frente, com comunicação prévia. Ouvindo-os, o governo descobriria as razões do desalento com o programa. A sondagem talvez revele o óbvio: os médicos deram no pé porque não encontraram nos postos de saúde condições mínimas de trabalho.
E daí? Bem, se Dilma Rousseff quiser fazer do Mais Médicos algo além de uma peça de campanha, certamente não se esquivará de providenciar mais equipamentos, mais recursos e, sobretudo, mais respeito… A propósito, o Ministério da Saúde já detectou um outro flagelo do improviso: vários municípios estão descumprindo os compromissos que haviam assumido com o governo federal.
Algumas prefeituras vêm sonegando aos médicos, por exemplo, transporte e alimentação. Apanhado novamente no contrapé, o Ministério da Saúde publicará no Diário Oficial desta quinta (13) as regras que os municípios terão de observar, sob pena de exclusão do programa. Contra um pano de fundo assim, tão conturbado, é espantoso que o ministro Chioro não se interesse em saber as razões que levaram tantos doutores a abandonar o Éden.
Fonte: Do UOL, Blog do Josias, 11/02/2014.
 

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