quinta-feira, 18 de novembro de 2021

POSSE DE NOVAS TITULARES DA ACADEMIA CEARENSE DE ENFERMAGEM

 

Fotografia das novas acadêmicas, sentadas na fila da frente, com as veteranas posicionadas atrás.

Participei na tarde de 17 de novembro de 2021, quarta-feira, no Auditório da Associação Brasileira de Enfermagem – Seção Ceará, como representante da Academia Cearense de Medicina, da solenidade de posse de cinco novos membros titulares na Academia Cearense de Enfermagem (ACEn), considerada a primeira do gênero, de âmbito estadual, no Brasil.

A professora Maria Lúcia Duarte Pereira, atual Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da Uece, ladeada pela professora Maria Elisabeth da Silveira Cruz, presidente da ACEn, e pelo professor Marcelo Gurgel, membro titular da Academia Cearense de Medicina. Por coincidência, todos os retratados são docentes da UECE.

A solenidade foi conduzida, com muito cuidado e organização, pela Presidente da ACEn, a Dra. Maria Elisabeth da Silveira, que, após a audição.do Hino Nacional, fez a entrega dos diplomas de reconhecimento aos representantes das confreiras Almerinda Holanda Gurgel e Maria Graciema Daniel Silveira que passaram de membros titulares para a categoria de membros honorárias do sodalício.

Na oportunidade, foram empossadas as seguintes enfermeiras:

Acad. Albertisa Rodrigues Alves - CADEIRA 04 - Laís Netto dos Reys (Patrona)

Acad. Francisca de Fátima Alencar - CADEIRA 05 - Maria Hercília Fernandes Pequeno (Patrona)

Acad. Maria Lúcia Duarte Pereira – CADEIRA 07 - Geraldina Lomônaco Romcy (Patrona)

Acad. Míria Conceição Lavinas Santos - CADEIRA 08 - Margarida Maria Cola (Patrona)

Acad. Teresinha Neide de Oliveira - CADEIRA 21 - Maria Rodrigues da Conceição (Patrona)


A apresentação dos curricula vitarum das neoacadêmicas foi lida pela cerimonialista do evento. As novas titulares da ACEn, já portando a medalha e o pelerine do silogeu, uma a uma, fizeram o panegírico da sua correspondente patrona e leram em conjunto o juramento de posse.

A fala, em nome das empossadas, coube à Acad. Albertisa Rodrigues Alves.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Academia Cearense de Medicina

A JUVENTUDE E A PÓS-MODERNIDADE

Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)

A pós-modernidade desafia a Igreja a fazer compreensível a mensagem de Jesus aos jovens. Como atualizar sua mensagem? Primeiro, conhecer a realidade deles. O jovem está inserido numa época de novas denominações: influenciadores, redes sociais, seguidores, entre outras.

Geração denominada "nativos digitais", "millennial" ou geração Y, que possui controle da informação, utilizam linguagem própria, interagem em diferentes redes sociais. Mergulhados no ciberespaço com milhares de 'amigos', são solitários.

Nunca tivemos uma geração tão abastada e tão solitária, ansiosa, cheia de medos, complexos, desamparo e incompletude. Possuem milhares de "conhecidos virtuais", mas não dialogam com os que estão perto. O excesso de uso das mídias digitais tem aumentado a infelicidade.

Alguns se deprimem porque acompanham vidas perfeitas e querem uma igual, contudo o que vemos é apenas um recorte. Nunca tivemos uma geração tão depressiva.

Na minha vivência com famílias, no ambiente escolar e na igreja é fácil constatar isso. Existe esperança de transformação desse cenário.

Acreditamos na construção de pressupostos que podem servir de suporte para a transformação da vida das próximas gerações.

O que posso fazer para que os jovens tenham dias felizes e saudáveis numa sociedade que cresce doente? Numa perspectiva inaciana o enfoque está na construção do projeto de felicidade, que dá sentido à própria vida, educando no autoconhecimento, no saber e competências relacionais.

Uma orientação holística, que engloba corpo, pensamento, sentimentos e movimentos interiores. A interioridade não se reduz ao intimismo, mas também a relação com o outro, despertando solidariedade e partilha. Jovem que desenvolve sua liberdade para viver e decidir com responsabilidade.

Disposto a superar-se, a perder, ganhar, desenvolver habilidades intelectuais, emocionais e sociais a serviço dos outros.

Reconhece o outro em sua dignidade. Comprometido com a transformação da humanidade e com o cuidado da "casa comum". Quando estas atitudes interagem, formamos para a felicidade e atualizamos a mensagem de Deus. 

(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia. Diretor do Seminário Apostólico de Baturité.

Fonte: O Povo, de 25/9/2021. Opinião. p.16.

SAÚDE MENTAL E DEMOCRACIA

Por José Jackson Coelho Sampaio (*)

O filósofo Theodor Adorno, expoente da Escola de Frankfurt, tinha uma pergunta dolorosa a fazer: como o povo alemão, criador de um projeto civilizacional e de obras de alta cultura, deixou-se envolver pelo populismo anti-iluminista, anti-intelectual, racista, violento e cruel do nazismo? Grande parte de sua obra tenta responder esta pergunta. Destaque-se "A Personalidade Autoritária" que propõe, por tese, que a consciência busca unidade em meio aos fragmentos do mundo objetivo. Mas, sua pesquisa resultou na constatação da reprodução subjetiva da fragmentação objetiva.

Se uma pessoa era afetiva, tolerante e inclusiva em seu trabalho e em sua família, ela também o seria na rede social externa, nas escolhas políticas e no exercício do poder. Mas, dilacerados, o que construímos para suturar as diferenças e contradições é, no plano externo, a frágil casca de ovo da democracia, e, no plano interno, a luz fugaz que chamamos saúde mental. Democracia e saúde mental precisam uma da outra para o interpontenciamento.

Em escritos autobiográficos (ex.: "Eremita em Paris"), Ítalo Calvino, romancista italiano, expõe tentativas de compreender o drama de uma geração posta diante da aliança com o stalinismo para combater o nazifascismo, sobretudo na Itália, sob a ditadura de Mussolini. Parece ser da natureza das nacional-demagogias e dos autoritarismos estreitar as possibilidades de opção até restar a bipolaridade, mais ainda, mutatis mutandis, quando encontra cultura patrimonialista, corporativa e escravista adubada pelos séculos.

Uma geração desconstrói ditadura militar, outra geração se beneficia dos acúmulos de direitos democráticos, uma geração vinda das sombras assume a desconstrução dos ganhos democráticos. Como diz Calvino: "a escassa eficácia da transmissibilidade da experiência é desanimadora", e, "não há como impedir uma geração de tapar os olhos", pois "a história continua a ser movida por impulsos não (...) dominados, por convicções parciais e não claras, por escolhas que não são escolhas, por necessidades que não são necessidades."

O Brasil precisa dar o exemplo de como podemos escapar desta armadilha histórica, a despeito de tão pouca experiência democrática e do fascínio segregacionista que ainda informa nossa experiência social da saúde mental. 

(*) Professor titular de Saúde Pública e ex-Reitor da Uece.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 5/11/2021. Opinião. p.18.

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Defesa de Dissertação em Saúde Coletiva (UECE) de Lucélia Rodrigues Afonso

 

Aconteceu na tarde de ontem (16/11/21), na Universidade Estadual do Ceará, via virtual pelo Google Meet, mais uma defesa de Dissertação de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPSAC) da UECE.

A banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, Patrícia Coelho de Soárez; Maria da Silva Pitombeira e Antonio Rodrigues Ferreira Júnior (suplente), aprovou a DissertaçãoAnálise de custos de doenças infecciosas pós-transplante de células tronco-hematopoiéticas em um centro de referência do nordeste brasileiro”, de conclusão do Curso de Mestrado Acadêmico em Saúde Coletiva, apresentada pela mestranda LUCÉLIA RODRIGUES AFONSO, que foi anteriormente coorientada por Maria Helena Lima Sousa (in memoriam).

Essa foi a nossa 204ª (duocentésima quarta) participação em banca de mestrado e com ela completamos 50 (cinquenta) orientados de mestrado.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do PPSAC-UECE

COVID-19, a situação de gestantes e vacinas

Por Ricardo Martins (*)

Muitas gestantes têm me procurado para saber se elas podem se vacinar e se é seguro. Desde o mês de julho deste ano, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação de gestantes e puérperas - ou seja, aquelas que deram à luz há pouco tempo - com os imunizantes contra a covid-19.

O grupo foi incorporado ao Plano Nacional de Imunizações (PNI) e foram previstas mais de 2,5 milhões de mulheres imunizadas. O cenário agora é de liberação dessas aplicações em gestantes com e sem alguma(s) comorbidade(s).

Isso somente ocorreu após análises técnicas, avaliações e debates por parte dos pesquisadores levando em conta os dados epidemiológicos.

Com as informações atuais já sabemos que o coronavírus e suas variantes podem causar formas mais graves da Covid-19 em gestantes, por isso, esse grupo é considerado de risco. Esse é mais um motivo para as futuras mamães ficarem atentas para buscar a proteção que elas e os seus bebês precisam.

O Ministério da Saúde, no entanto, orienta que em grávidas sejam aplicadas somente doses dos imunizantes da Pfizer e da CoronaVac, pois essas não possuem o chamado vetor viral. Enquanto que as vacinas da AstraZeneca e da Janssen utilizam essa tecnologia, sendo assim, são excluídas do plano de vacinação de gestantes e puérperas.

É necessário dizer que as pesquisas sobre a Covid-19 estão avançando cada vez mais em busca de uma proteção mais efetiva e que as vacinas existentes já fazem um bom trabalho quanto à imunização. 

No caso daquelas grávidas que, por algum motivo específico, tenham tomado a primeira dose da AstraZeneca, o Ministério da Saúde recomenda que aguardem o momento da passagem do período puerpério para que estejam habilitadas e recebam a segunda dose da vacina.

Vale ainda ressaltar que não se deve combinar doses de vacinas diferentes e que as normas de higiene e biossegurança contra o vírus da Covid-19 devem ser mantidas.

Reforço a enorme importância de tomar todas as doses recomendadas do imunizante, dessa forma você protege a sua vida, do seu filho e de muitas outras pessoas. Vacinas salvam.

(*) Ginecologista e obstetra.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 6/10/2021. Opinião. p.22.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

SERÁ QUE EXISTE CIÊNCIA POLÍTICA?

Meraldo Zisman (*)

Médico-Psicoterapeuta

… Entendo como ciência um conjunto de técnicas e modelos que permite organizar o conhecimento sobre uma estrutura de ocorrências objetivas. Por outro lado, entendo P(p)olítica, como uma atividade ideológica destinada à tomada de decisões de um bando/grupo/pessoas que visam alcançar objetivos e o exercício de competências para a resolução de desordens.

Fazem-se ciências com fatos, como se faz uma casa com pedras, cimento, tijolos e telhas, porém uma acumulação de fatos não é uma ciência, assim como um acúmulo de material de construção não é uma casa.  Não consigo assistir praticamente qualquer programa de debate televisivo, em particular, aqueles onde imperam os “intelectuais” que se intitulam cientistas políticos. Afirmam alguns que fatores intelectuais, morais e de justiça se entrelaçam na definição dessa classe.

Entendo como ciência um conjunto de técnicas e modelos que permite organizar o conhecimento sobre uma estrutura de ocorrências objetivas. Por outro lado, entendo P(p)olítica, como uma atividade ideológica destinada à tomada de decisões de um bando/grupo/pessoas que visam alcançar objetivos e o exercício de competências para a resolução de desordens.

Chamaria de pronto o leitor a distinguir as ciências formais (aquelas sem conteúdo concreto, como a matemática) das ciências naturais (que estudam a natureza, como a geografia) e das ciências sociais (que tratam de analisar os fenômenos da cultura e a sociedade, como a história).

Assim sendo, posso afirmar que a ciência política é uma ciência social que se dedica ao estudo da atividade política como um fenômeno universal, se considerarmos o Estado como organização social.

Para não andar muito para o passado considero o renascentista Nicolas Maquiavel (um dos fundadores desse conhecimento) que defendia que o único objetivo da política é o controle do poder. A política encarrega-se, hoje em dia, de analisar o exercício do poder político, as atividades estatais, a administração e a gestão pública, os sistemas políticos, o regime partidarista, os processos de eleições e outros assuntos correlatos. Fazer política é encontrar a melhor forma de garantir os direitos e deveres dos cidadãos, levando em conta as diferenças entre os indivíduos, bem como os interesses de cada um.

…O que precisamos, urgentemente, é empreender reformas em nossos políticos, antes de pensarmos em reformas políticas. Estas últimas, com certeza, viriam, de forma automática, como que por gravidade, se a política fosse uma ciência com fatos e aprendizados.

O estudo da política exige que se trabalhe em assessorias de políticos, partidos, sindicatos, organizações não-governamentais (ONGs), em assessorias a parlamentares, vereadores, deputados e senadores; trabalhar como analista político, produzindo dados eleitorais, atuando em institutos de pesquisa. E ainda atuar com ‘marketing’ político em campanhas eleitorais e servir como gestor do Governo, concebendo, implementando e avaliando as políticas públicas das diversas áreas da administração.

Como a Universidade de Brasília virou a nossa, Versalhes Tropical, ela seria o melhor “campus” universitário, por sua localização, para servir de polo de ensino dessa denominada ciência política.  Encontra-se ao lado das instituições representativas do Poder Federal sendo, portanto, fácil o acesso dos estudantes aos materiais relevantes de pesquisa. Em outras palavras, para se conhecer qualquer assunto relativo aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, basta se dirigir aos Ministérios e Tribunais, que estão logo ao lado. Na UNB (Universidade Federal de Brasília), o estudante aprende a teoria política clássica, a moderna e a contemporânea, baseadas no pensamento de grandes expoentes tais como Platão, Aristóteles, Maquiavel, Rousseau, Stuart Mill, entre tantos outros, e os brasileiros Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Celso Furtado e outros. O aluno lê o regimento interno do Órgão em que vai operar, examina as leis, e estuda o perfil dos partidos políticos e de seus representantes.

“Eles vivenciam – in loco – o papel de grupos que constituem a política nacional e internacional”. Embora no Brasil se fale tanto de reformas políticas, não vejo ocorrer mudanças substantivas, na prática, e passo a crer que a localização daquela Universidade não é adequada para que os jovens alunos obtenham o poli conhecimento.

Lá se ensina e se aprende o quê? Talvez como não se deve fazer política… Na verdade, entendo, agora, uma das causas das reformas políticas não saírem do papel. O que precisamos, urgentemente, é empreender reformas em nossos políticos, antes de pensarmos em reformas políticas. Estas últimas, com certeza, viriam, de forma automática, como que por gravidade, se a política fosse uma ciência com fatos e aprendizados.

Infelizmente não o é.

(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE), da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES) e da Academia Recifense de Letras. Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

PESAR POR PROFESSOR MELQUÍADES PINTO PAIVA

É com grande pesar que informo o falecimento hoje (16/11/2021) Melquíades Pinto Paiva, docente aposentado da Universidade Federal do Ceará (UFC) e doutor honoris causa da Universidade Estadual do Ceará.

Nascido em Lavras da Mangabeira-Ceará, em 6 de março de 1930, contava ele com 91 anos de idade ao falecer.

Formou-se engenheiro agrônomo pela antiga Escola de Agronomia do Ceará em 1952 e obteve o Doutorado em Ciências pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo em 1972.

Ingressou no corpo docente da UFC em 1954, ano da fundação dessa universidade, tendo cumprido brilhante trajetória acadêmica, culminada em 1980, quando por concurso foi alçado ao cargo de professor titular.

Deu valiosa contribuição científica à Agronomia e à Engenharia de Pesca, área em que se destacou entre os grandes vultos nacionais, especialmente no campo da Ictiologia.

Era, atualmente, o decano do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), entidade que o acolheu como sócio efetivo em dezembro de 1974.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Sócio do Instituto do Ceará

BIOGRAFIA RESUMIDA DE MELQUÍADES PINTO PAIVA

Melquíades Pinto Paiva é filho de José Rodrigues Tavares Paiva e Creusa Pinto Paiva, nasceu no dia 6 de março de 1930, na cidade de Lavras da Mangabeira (Estado do Ceará-Brasil).

Engenheiro Agrônomo pela então denominada Escola de Agronomia do Ceará (1952), posteriormente incorporada à Universidade Federal do Ceará. Nos anos 1957–1958 estagiou no Museu Nacional (Universidade Federal do Rio de Janeiro), especializando-se em Ictiologia. Doutor em Ciências pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (1972).

Iniciou em 1954 suas atividades docentes junto à atual Universidade Federal do Ceará e, através de concursos públicos realizados em 1980, atingiu os cargos de professor titular do Departamento de Engenharia de Pesca (aposentado em 1981) e do Departamento de Biologia (aposentado em 1987).

Tão logo ingressou no magistério superior, passou a desenvolver intensas atividades de pesquisa. Atua nos campos da ictiologia, biologia pesquisa, pesca, piscicultura e impacto ambiental de grandes projetos de engenharia. Isoladamente ou co-autoria, assina vasta produção bibliográfica, que chega perto de três centenas de trabalhos (1958-2005), incluindo-se livros técnico-científicos sobre assuntos diversos, editados no Brasil.

Na Universidade Federal do Ceará foi o diretor-fundador do atual Instituto de Ciências do Mar (1961-1976) e o primeiro chefe do Departamento de Engenharia de Pesca. Agora, é diretor-émerito do Instituto de Ciências do Mar (2003).

Como representante oficial do Brasil, desempenhou 19 missões diplomáticas (1966-1982), principalmente junto à Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns do Atlântico e à III Conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Foi eleito vice-presidente da Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns do Atlântico, em dois biênios sucessivos, permanecendo no cargo no período de 1972-1975.

É membro de 31 sociedades profissionais, científicas ou culturais, estando seu nome incluído em importantes publicações que relacionam os especialistas das áreas científicas em que atua, entre as quais estão editadas pela Academia Nacional de Ciências e Conselho Nacional de Pesquisas, ambos dos Estados Unidos da América, e pela Organização de Agricultura e Alimentação das Nações Unidas, sendo ainda verbete da Grande Enciclopédia Delta Larousse. 

No seu desempenho técnico-profissional tem prestado serviços de consultoria a empresas de engenharia e organizações internacionais. Desde 1975 passou a ser consultor e, posteriormente, engenheiro da Centrais Elétricas Brasileiras S/A – ELETROBRÁS (1982-1992). Pertence ao “Scientific Expert Group of the UNEP/UNESCO Project – Integrated Evaluation of water Resources Development”, a convite da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Na condição de representante do Ministério das Minas e Energia, desempenhou missões de serviços relevantes, como membro titular da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (1979-1986) e da Comissão Nacional de Assuntos Antárticos (1982-1986).

Sua militância conservacionista já cobre período de quase cinco décadas. Foi eleitos presidente do conselho Curador (1987-1990) e vice-presidente da Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza (1991-1993). Chefe eleito da Divisão Técnica de Recursos Naturais Renováveis do Clube de Engenharia (Rio de Janeiro-Brasil) – (1990-1991).

Foi agraciado com as seguintes medalhas: Amigo da Marinha, por ato do comando do III Distrito Naval (1971); Presidente Castelo Branco, outorgada pelo Governo do estado do Ceará (1984); Mérito Científico, outorgada pelo Conselho Universitário da Universidade Federal do Ceará (1987); Medalha Francisco Gonçalves de Aguiar, do Governo do estado do Ceará (1999). È cidadão honorário de Fortaleza desde o ano de 1982. Recebeu o Diploma de Honra ao Mérito, concedido pela Sociedade Brasileira de Zoologia e o Comitê Organizador do XXIII Congresso Brasileiro de Zoologia (Cuiabá-13/11/2000), em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à Zoologia do Brasil.

Agraciado com o Troféu Sereia de Ouro (2004), do Sistema Verdes Mares (Jornal, Rádio e Televisão) de Fortaleza. Foi considerado como um dos 2000 destacados cientistas do século XX, pelo International Biographical Centre, da cidade de Cambridge (Inglaterra).

Esteve como professor visitante na Universidade Federal do Rio de Janeiro, lotado no seu departamento de Biologia Marinha (1982-1998); pesquisador bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (1993-2003); coordenador da equipe responsável pelo levantamento dos dados pretéritos, referentes a recursos pesqueiros, estuarinos e marinhos do Brasil, junto ao Programa de Recursos Vivos da Zona Econômica Exclusiva - REVIZEE, conduzido pelo Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal (1996). Permanece desenvolvendo atividades de natureza científica e/ou técnica.

Sócio efetivo do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico) e sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás. Sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Sócio fundador da Academia Cearense de Ciência, Letras e Artes do Rio de Janeiro e seu presidente no triênio 2003-2005.

* A biografia resumida acima serviu de lastro à proposta da concessão do Diploma de Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Ceará, redigida em 1º de setembro de 2006 pelo Conselheiro Prof. Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, Coordenador do Curso de Medicina da UECE, e apresentada ao Conselho Universitário da UECE, que a aprovou por unanimidade.

 

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