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quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

FELIZ 2025!!

2025 = 45² é:

1) É um quadrado perfeito:

45² = 2025

2) É o produto de dois quadrados:

9² x 5² = 81 x 25 = 2025

3) É a soma de 3 quadrados:

40²+ 20²+5²= 1600 + 400 + 25 = 2025

4) É o quadrado da soma de todos os algarismos do sistema de numeração decimal.

(0 + 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9)² = 2025.

5) É a soma dos cubos de todos os algarismos do sistema de numeração decimal.

(0³ + 1³ + 2³ + 3³ + 4³ + 5³ + 6³ + 7³ + 8³ + 9³) = 2025.

6) Separado em duas partes: 20 e 25, sua soma, 20 + 25 = 45, ao quadrado é 2025

O último "ano-quadrado-perfeito" ocorreu em 1936 e depois de 2025 só em 2116.

Feliz 45² para todos!!!!

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria explícita.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

FELICIDADE EM TEMPOS DE PANDEMIA

Por Cláudia Leitão (*)

E 2020 se foi. Todos dirão que já foi tarde, ou que esse ano nem aconteceu. Mas se pensarmos mais e melhor, poderíamos concluir que este annus horribilis poderia nos ter ensinado muito.

O primeiro aprendizado é que, apesar dos benefícios conquistados pelo projeto civilizatório iluminista, a felicidade continua tão invisível para nós quanto o alinhamento sideral de Júpiter e Saturno.

Se olharmos para os últimos séculos, poderíamos constatar que a idade da razão nos vendeu "gato por lebre" e que os avanços materiais e intelectuais do ser humano não o aproximaram do bem viver. A pandemia veio coroar essa sensação de fracasso e por o dedo em nossas feridas existenciais quando nos adverte que, nem o domínio da natureza, nem o aperfeiçoamento das virtudes humanas, nem o governo racional permitiram à humanidade um final feliz.

Afinal, no que erramos? Como transformamos o sonho do jardim das delícias em uma realidade ecológica catastrófica, ameaçadora da nossa própria existência no planeta?

Eduardo Gianetti observa que o erro capital da ética iluminista foi dar uma ênfase desmesurada à transformação, em detrimento de uma atenção maior à espiritualidade. Evidente que há condições objetivas e subjetivas para que se possa experimentar o status da felicidade. E, quanto mais se produzem indicadores para tentar mensurar esse état d'âme, menos conseguimos experimentá-lo.

Em um país marcado por uma histórica e abissal desigualdade sócio-econômica, vale, ainda, refletir sobre os significados e a viabilidade do "ser feliz"? Em tempos de pandemia talvez tenhamos uma consciência para responder a essa pergunta. De repente, todas as grandes ambições pessoais e profissionais sucumbem diante dos pequenos desejos e instintos legitimam nossa humanidade.

Queríamos abraçar, acolher, estar próximos. Queríamos nos reunir para exorcizar juntos esse ano trágico, mas a ratio humana cumpre seu importante papel e estimula a prudência. Quem sabe possamos reconhecer, em meio a tantas perdas e impossibilidades, que a felicidade se alimenta da empatia e da solidariedade e, por isso, como poetizou Belchior, é uma arma quente.

(*) Professora da Uece. Diretora do Observatório de Governança Municipal do Iplanfor.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 28/12/20. Opinião, p.21.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

CAMINHO DA FELICIDADE

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)

O Estado brasileiro enfrenta momentos de dificuldades envolvendo os três Poderes Constituídos podendo comprometer, infelizmente, os objetivos fundamentais da República. É claro que os desajustes decorrentes dessa situação aflitiva se projetam nas estruturas da sociedade civil e da família. Para que possamos refletir, desprovidos de qualquer conotação partidária, acerca do grau de inquietação nacional, bem como da necessidade de cada brasileiro ter sua parcela de responsabilidade na solução da problemática, apresentaremos algumas ideias de pensadores relacionadas com atitudes e comportamentos das pessoas: “É surpreendente o quanto você pode realizar se não estiver preocupado em saber quem receberá os elogios.” (Abraham Lincoln). “Como é estranho ambicionar o poder e perder a liberdade.” (Francis Bacon). “O supérfluo dos ricos é o necessário dos pobres.” (Santo Agostinho). “Há homens cuja fraqueza de inteligência não lhes permitiu ir além das coisas corpóreas.” (Santo Tomás de Aquino). “Recorda-te do rosto do homem mais pobre e necessitado que haja visto. Vê se o passo que pensas em dar lhe servirá de alguma ajuda”. (Mahatman Gandhi). “Por que a política tem mais sucesso quando promove o ódio que quando promove a concórdia?” (Bertrand Russel). “O único fim em vista do qual um poder exerce-se legitimamente sobre um membro de uma comunidade civilizada é o de impedi-lo de prejudicar os outros.” (Stuart Mill). “Abra o coração para que entre mais amor.” (Goethe). “Ah! Como dói viver quando falta a esperança.” (Manuel Bandeira). Não estamos perdidos. Se a tristeza e a desilusão o perturbam, pense em Deus, que se encontra dentro de todos nós. Depois de vencer, distribua solidariedade e amor, não guarde ódio nem rancor, somente assim, pode-se encontrar o caminho da felicidade. Pensemos nos valores espirituais e não apenas nos valores materiais.

(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 23/10/2020.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

FELICIDADE


Por Tales de Sá Cavalcante (*)
Certa vez, estava eu a negociar com o mar para que o veículo por mim dirigido vencesse a maré cheia. Acima, um céu de brigadeiro. À esquerda, o belo Ceará: praia e mar de Beberibe. À direita, o Ceará feio: um casebre, onde residiam alguns dos inúmeros injustiçados que a pandemia mostrou ao clamar "acorda, Brasil".
Observei que, apesar de sua pobreza e da convivência de oito pessoas num único vão, as crianças que se aproximavam possuíam um precioso sorriso em seus rostos. E refleti: elas são mais felizes que um riquíssimo amigo que estava nos EUA a se tratar de depressão.
Realmente, riqueza não produz felicidade, embora um homem simples, mais "filósofo" que muitos "doutores", ao ser entrevistado pelo Fantástico, tenha afirmado: "Dinheiro não traz felicidade, mas a falta dele pode trazer infelicidade."
A palavra "cínico" tem hoje outro significado, mas, antigamente, os cínicos constituíam uma corrente filosófica que considerava a verdadeira felicidade independente de luxo, poder político ou qualquer coisa efêmera. Para eles, ela poderia ser alcançada por todos.
Conta-se que o famoso filósofo cínico Diógenes estava a tomar sol, e Alexandre, o Grande, conhecido na época como o mais poderoso do mundo, disse-lhe: "Tudo o que quiseres eu posso dar a ti. O que desejas?". E Diógenes respondeu: "Não me tires o que não me podes dar!". Ou seja: sai da frente do meu sol.
Um estudo de Harvard, feito durante 80 anos, concluiu que a chave da felicidade está na qualidade dos relacionamentos. O que não deve ser confundido com quantidade de amizades virtuais das redes sociais. Trata-se, nesse caso, de uma conexão profunda com amigos, família e com a comunidade em que se vive, resultando na conquista de mais saúde e maior longevidade. Segundo Shawn Achor, "primeiro se é feliz, para depois se ter sucesso, e não o contrário".
Nesta pandemia, aproveitemos para ficar mais off-line com o trabalho e em tempo real com a família. Sejamos felizes e alegres, ao seguir o Poetinha Vinicius quando disse: "É melhor ser alegre que ser triste. Alegria é a melhor coisa que existe."
(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Membro da Academia Cearense de Letras.
Fonte: Publicado In: O Povo, Opinião, de 2/07/20. p.16.

segunda-feira, 23 de março de 2020

DEMOCRACIA E FELICIDADE


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
O Estado brasileiro enfrenta momentos de dificuldades envolvendo os três Poderes Constituídos, podendo comprometer, infelizmente, os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, conforme o art. 2º de nossa Carta Magna: São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.  É claro que os desajustes decorrentes dessa situação aflitiva se projetam nas estruturas da sociedade e da família. Para que possamos refletir, desprovidos de qualquer conotação partidária, acerca do grau de inquietação nacional, bem como da necessidade de cada brasileiro ter sua parcela de responsabilidade na solução da problemática, apresentaremos algumas ideias de pensadores relacionadas com atitudes e comportamentos das pessoas: “Como é estranho ambicionar o poder e perder a liberdade.” (Francis Bacon). “O supérfluo dos ricos é o necessário dos pobres.” (Santo Agostinho). “Há homens cuja fraqueza de inteligência não lhes permitiu ir além das coisas corpóreas.” (Santo Tomás de Aquino). “A nação que preza outros valores acima da liberdade perderá sua liberdade; e, ironicamente, se forem o conforto e o dinheiro que ela preza mais, ela os perderá também”. (Somerset Mangham). “Abra o coração para que entre mais amor.” (Goethe). “Ah! Como dói viver quando falta a esperança”. (Manuel Bandeira). “Recorda-te do rosto do homem mais pobre e necessitado que haja visto. Vê se o passo que pensas em dar lhe servirá de alguma ajuda”. (Mahatman Gandhi). Não estamos perdidos. Observemos a verdadeira justiça. Se a tristeza e a desilusão o perturbam, pense em Deus. Distribua solidariedade e amor, não guarde ódio, somente assim, pode-se encontrar o caminho da democracia e da felicidade. Pensemos nos valores espirituais e não apenas nos valores materiais. Dessa forma, conseguiremos uma sociedade justa.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 13/3/2020.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

ESPERANÇA E FELICIDADE


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
No atual estágio da humanidade, destacam-se como fundamentais os direitos à vida e à liberdade, como também o direito de se ter o mínimo indispensável para alcançar a cidadania. Ações de política econômica precisam ser concebidas visando buscar uma melhor justiça distributiva, consequentemente uma organização socialmente justa. A vida é mais agradável e bela quando percebemos a presença da amizade e a ausência da inveja e do ódio. Torna-se básico a exaltação dos valores internos e morais, para que possamos buscar felicidade e esperança. Vivemos dias de expectativas, para não dizer de intranquilidade e angústia no contexto mundial. Em todas as nações, da mais ricas às mais pobres, existem problemas relacionados com a falta de entendimento, humildade, justiça, amor e paz. Acreditamos que a supremacia dos valores materiais sobre os espirituais é a grande responsável pelo atual desajuste universal. Quando dizemos valores espirituais não estamos nos referindo e também nos restringindo a uma determinada religião, doutrina ou seita. Vale lembrar Mahatman Gandhi: “Considero-me hindu, cristão, muçulmano, judeu, budista e confuciano”. Não podemos mais conviver com guerras, terrorismo, disputas inócuas, enfim, com qualquer tipo de violência política, social, econômica, etc. A discriminação entre as pessoas, por exemplo, representa a forma mais cruel de coação, permitindo o constrangimento físico ou moral. A falta de solidariedade leva ao desentendimento, à intolerância e ao comportamento irracional. Não queremos um mundo preconceituoso e sem amor. Tudo que fazemos para reduzir ou evitar o sofrimento de nossos irmãos é uma prova de estarmos cada vez mais perto de Cristo. Como disse Goethe: “Abra o coração para que entre mais amor”. Segundo Jo (13, 34-35): “Amem uns aos outros, como eu amo vocês”. Orientemo-nos pela palavra de Deus.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 6/9/2019.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

VAIDADE


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Smith, homem de meia idade, boa aparência, possuidor de recursos econômicos herdados do genitor, graduado – com dificuldade – em Ciências Sociais era extremamente vaidoso. Apesar de casado, procurava ter relacionamentos com moças bonitas e, enganando-as, fazer viagens românticas. Não se dedicava ao trabalho, vivendo ou “vegetando” de rendas auferidas sem esforço. A rigor, mau caráter, pois sua vida era dominada por sentimentos oriundos da vaidade, tais como, a inveja, a calúnia, o ódio, a ambição, o orgulho, dentre outros. Por não possuir um interior sadio e consistente, não se importava com o mundo exterior. Coitado do Smith! Não percebia que a vaidade de hoje é a ilusão da grandeza que se transformará em sofrimento amanhã. Pois bem, como sempre, vivendo de aventuras irresponsáveis, procurou o seu “melhor amigo” para pedir uma opinião. Desejava se candidatar a um cargo no Legislativo Federal e gostaria de saber de Pedro Luiz se era uma boa ideia. Ao ouvir a pergunta, o “pseudo-amigo” ficou perplexo. No entanto, Pedro Luiz teve um momento de lucidez e desaconselhou o visionário e egoísta Smith. Foi mais além, indagando-lhe a razão do seu desejo. Respondeu Smith: Na vida consigo tudo o que quero e “ficaria feliz”, quando falecer, ter meu nome imortalizado numa avenida, numa praça, numa rua, ou até mesmo num município. Pobre Smith! Observando-se trechos do poema “Ilusão da Vida” de Francisco Otaviano, pode-se dizer: Smith você “passou pela vida em branca nuvem”; “foi espectro de homem”; “só passou pela vida, não viveu”. É importante saber que a humildade é o caminho para se encontrar a verdade e a felicidade.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 6/7/2018.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

CARTA AO LEITOR V


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Amigas e amigos, a vida é um dom de Deus. Esta pequena frase expressa a importância do nosso amor para com Ele e também para com os nossos irmãos. Faça e, quando necessário, refaça a sua vida mediante o reconhecimento e arrependimento de erros cometidos. Precisamos alcançar, de forma correta, os valores espirituais e materiais, pois, para quem verdadeiramente os deseja, não há obstáculos intransponíveis. O importante é a caminhada com humildade e amor. As virtudes teologais (fé, esperança e caridade) e as cardeais (prudência, temperança, fortaleza e justiça) abrangem a orientação e o sentido da vida. Dentro desta linha de raciocínio, gostaríamos de citar a segunda e a quarta estrofes do nosso soneto “Sentido da Vida”: 2ª- A verdade está escondida; irmã gêmea da virtude; diminui o interesse na vida; aqueles sem atitude. 4ª- Quanta dor, quanta tristeza; não se busca o sentido da vida; mas a vida sem sentido. A falta de atitude que nos referimos, levando-nos a uma vida sem sentido, é decorrência do distanciamento de Deus. Devemos abrir o nosso coração para que a luz divina penetre e nos torne pessoas solidárias e afastadas da violência em todos os seus aspectos (fome, corrupção, falta de saúde e educação, desemprego, agressões físicas, guerras, preconceitos, drogas, etc.). A paz, interior e exterior, existe quando vivemos num mundo ou numa sociedade sem conflitos. Como disseram Einstein: “A paz é a única forma de nos sentirmos humanos” e Platão: “A paz do coração é o paraíso dos homens”. Encerramos este sucinto texto salientando que seremos felizes e justos, desde que sigamos a vontade de Deus. Saudações.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 15/6/2018.

terça-feira, 27 de junho de 2017

A UTOPIA DO AMOR

Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Viva o amor e pouco importa se é uma utopia.
O que a mente imagina torna-se realidade, pois, em um momento pode-se viver uma vida. Um instante de felicidade equivale a anos de vida.
Utopia, nome dado por Thomas Morus (humanista inglês, 1477-1535) a uma ilha imaginária, com um sistema sociopolítico ideal. Amor: forma de interação psicológica ou psicobiológica entre pessoas, seja por afinidade imanente, seja por formalidade social; atração afetiva ou física que, devido a certa afinidade, um ser manifesta por outro; forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais; atração baseada no desejo sexual; afeição e ternura sentida por amantes. Derivação por extensão de sentido: relação amorosa, aventura amorosa; caso, namoro. (Dicionário Eletrônico Houaiss, 2011).
Meus leitores irão estranhar o fato de eu escrever sobre Utopia (ilusão, fantasia, quimera, sonho) em um texto que pretende falar do Amor. Esclareço. Enquanto a utopia é pura imaginação, o amor acontece. O amor acontece sob o olhar do presente, do diário, do cotidiano e pode tornar-se necessidade para que seja usufruído dentro da plenitude existencial do que é: o lugar comum onde o dia-dia-acontece…
Queiramos ou não, a história caminha rumo à utopia, levando-nos a esquecer, de quando em vez, do término da vida. Como na metafísica de Spinoza (1632-1677) — há a Substância, isto é, o ser absolutamente infinito que tem infinitos atributos. E os sábios, filósofos e até os poetas encontram-se no dilema de Todos os Tempos, a procurar uma maneira de evitar, de sonhar acontecer e poder explanar a realidade de um amor-utópico que acontece em uma sociedade não–utópica, menos perfeita e cada vez mais livre e egoísta.
Portanto, considero o amor entre os amantes uma ilha cercada pelo mesmo oceano que cerca a Utopia. Viável e Navegável e com Pontes, ligando o impossível ao possível. Apesar de crer ser o Mundo do futuro um mundo de tolerância e de aceitação do próximo, fico em dúvida… Sei que as pessoas jamais poderão aceitar incondicionalmente as diferenças. Creio que nascemos portadores de determinados preconceitos e desigualdades, sem com isso defender o fundamentalismo de todos os tipos ou gêneros e muito menos acastelar a passividade que obrigue a uma concordância total.
Assim como um amor utópico é impossível de acontecer e mesmo assim nele embarcamos, sabemos que amantes utópicos são impossíveis de sê-lo. O Amor Utópico, ou a Ilha da Utopia, é uma fantasia que nunca poderá ser concretizada. E isso faz parte do seu conceito: assim que ela se realize, deixa de ser — uma utopia. Não sei o motivo desta procura descomedida pelo amor de outra pessoa, se o amor, para que aconteça, nasce utópico.
Mas, apesar de tudo, escrevo: Ampliar a possibilidade de amar é ampliar os limites do possível, pois o amar será – sempre – um processo em construção. Mas para que se amofinar? Ora, “… o amor acontece na vida. Estavas desprevenida e por acaso eu também”, como cantam os que estão plenos de amor, através da música simples de Dorival Caymmi (1914-2008)?
 Parece que a utopia está mais próxima de nós do que imaginamos e se as coisas são inatingíveis… Ora! Não é motivo para não querê-las… Que tristes os caminhos, se não fora a presença distante das estrelas!” Mario Quintana (1906-1994). O amor vive de recordações, enquanto o ódio, para continuar existindo, necessita da realidade presente.
Viva o amor e pouco importa se é uma utopia. O que a mente imagina torna-se realidade, pois, em um momento pode-se viver uma vida. Um instante de felicidade equivale a anos de vida.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).
 

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