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domingo, 15 de fevereiro de 2026

INSTITUTO DO CÂNCER DO CEARÁ: Jubileu de Carvalho

O Instituto do Câncer do Ceará (ICC) completou, em novembro de 2024, os seus 80 anos de fundação, alicerçado no amplo reconhecimento público que detém dos préstimos ofertados no Ceará, à conta dos seus serviços de oncologia, como instituição filantrópica, o que é motivo a ser grandiosamente festejado pelo povo cearense.

Ao cabo dos primeiros setenta anos de existência do ICC, com a valiosa colaboração da Profa. Elsie Studart, por duas décadas, foi possível expor as suas efemérides e os seus feitos institucionais, em distintas mídias, com referência especialmente a livros comemorativos, como os que assinalaram os 50, 60, 65 e 70 anos dessa pujante entidade.

Em sessão solene do Instituto do Ceará: Histórico, Geográfico e Antropológico, transcorrida a 22/06/2015, deu-se o lançamento de “Instituto do Câncer do Ceará: 70 anos de conquistas”, livro que, reunindo maiormente crônicas e ensaios, teve a evidenciada proposta de narrar as conquistas do ICC, no correr das suas sete décadas de funcionamento.

Agora, em 2025, passados dez anos do feito literário anterior, para celebrar o jubileu de carvalho, torna-se pública, como forma de atualização das crônicas mais recentes do ICC, a obra “Instituto do Câncer do Ceará: jubileu de carvalho, cuja ênfase principal foi o resgate das publicações precedentes, descortinando os registros escritos de uma exitosa trajetória, iniciada há 80 anos por dez médicos e um padre, que sonharam erigir, no Ceará, uma entidade para, originalmente, prestar atendimentos a pessoas desvalidas portadoras de câncer.

Esse livro, lançado no ICC em 17/10/2025, em comemoração do Dia do Médico, e prefaciado pelo notável urologista Prof. Dr. Lúcio Flávio Gonzaga Silva, está distribuído em seis partes: I – A História do ICC em Livros, II – Dirigentes do ICC em Livros, III – Discursos & Crônicas, IV – Homenagens Institucionais, V – Homenagens Pessoais e VI – Apêndices & Anexos.

Aos nossos fundadores do ICC, abnegados e pioneiros desbravadores, todos eles trasladados deste mundo menor, comporta reiterar a gratidão de todos os cearenses, pelo tão importante legado, semeado e cultivado, que eles fincaram no Ceará.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Médico epidemiologista do ICC

* Publicado In: Revista AMC (Associação Médica Cearense). Outubro de 2025 - Edição n.49. p.16 (online).

quinta-feira, 8 de maio de 2025

JUBILEU DE PRATA

Por Rev. Munguba Jr. (*)

Recebi um telefonema do amigo Sabino dizendo: Reverendo, o senhor pode participar de uma reunião amanhã a tarde aqui no Jornal o POVO? Mesmo sem saber ao certo o objetivo do encontro, aceitei prontamente.

Na tarde do dia seguinte, cheguei ao Jornal no horário marcado e me conduziram à sala da presidência. Demócrito Dummar e sua esposa Lúcia, estavam ladeados de vários colaboradores e de um Padre que se tornou um grande amigo, Pe. Brendan Coleman McDonald. Soube então do que se tratava: os 70 anos do Jornal o POVO.

Como a família do Jornal está sempre antenada com o novo, decidiram fazer uma Celebração Ecumênica na Catedral Metropolitana de Fortaleza. Iniciamos ouvindo ideias gerais e logo propus compormos um núcleo menor de trabalho que apresentaria suas propostas em cinco dias.

Nossa segunda reunião se deu na sede da CNBB Nordeste, onde fui muito bem recebido. Desenhamos uma celebração com a participação do Arcebispo Dom Cláudio Hummes, outros Padres e Pastores representativos do nosso Ceará, a Orquestra Eleazar de Carvalho, corais e o envolvimentos de pessoas que marcaram a vida e a história do Jornal o Povo.

Foi uma noite linda, inspiradora, de rara beleza e harmonia, realizando oficialmente, e, pela primeira vez na cidade, uma celebração onde os diferentes não eram inimigos ou concorrentes, mas pela graça e pelo amor do Eterno, estavam juntos celebrando e escrevendo a história.

Há vinte e quatro anos tenho o privilégio de caminhar com a família O POVO, em cada Natal, dia das mães, aniversário do Grupo de Comunicação O POVO. Próximo mês de janeiro será o meu Jubileu de Prata de amor e carinho. Vivenciamos momentos de vitória, celebração, grandes conquistas, mas, também, choramos juntos com os corações e mãos dadas, cantando “Ao Pé da Cruz” a uma só voz, agradecendo pelo amor, pelo companheirismo e por vivemos o acolhimento do diferente em cada nova estação.

Eis a nossa canção:

“Meu Jesus, maravilhoso és minha inspiração a prosseguir, e mesmo quando tudo não vai bem eu continuo olhando para Ti. Pois sei que Tu tens o melhor pra mim, há um segredo no Teu coração, oh, dá-me forças pra continuar guardando a promessa em oração. Firme, oh, Deus está o meu coração. Firme nas promessas do Senhor. Eu continuo olhando para ti e assim eu sei que posso prosseguir. E mesmo quando eu chorar as minhas lágrimas serão para regar a minha fé e consolar meu coração. Pois o que chora aos pés da cruz, clamando em nome de Jesus, alcançará de Ti Senhor misericórdia, graça e luz. Teu grande amor não cessa, eterno não tem fim. Quão grande és Tu Senhor, quão grande és pra mim. Tua graça é o meu refúgio, descanso no Teu poder, maravilhoso és, maravilhoso és pra mim”.

(*) Pastor Munguba Jr. Embaixador Cristão da Oração da Madrugada e Erradicação da Pobreza no Brasil e presidente da Igreja Batista Seven Church.

Fonte: O Povo, 21/12/2024. Opinião. p.22.


quinta-feira, 16 de setembro de 2021

FESTA DE SÃO VICENTE DE PAULO 2021 - DE 17 a 27 DE SETEMBRO

TEMA: SÃO VICENTE DE PAULO E O JUBILEU DE OURO DA PARÓQUIA

1971-2021 – 50 ANOS DE EVANGELIZAÇÃO

UMA IGREJA DO PASSADO, DO PRESENTE E DO FUTURO 

PROGRAMAÇÃO

De 17 a 27/09 - Novenário - Em todas as missas:

Seg. a Sex: 6h30min, 11h30min e 17h30min

Sab. 6h30min, 12h e 16h

Dom. 6h30min, 9h, 11h30min, 17h e 19h

De 17 a 27/09 – Exposição no salão Paroquial – Memória da Paróquia – o dia todo

(venda do livro sobre a memória histórica da Paróquia)

19/09 – Feijoada de São Vicente – No Centro Comunitário – Av. Desembargador Moreira 2121 - Das 11h às 14h (modelo drive thru)

25/09 – Apresentação dos carros com os banheiros utilizados no BANHO VICENTINO, pelos moradores de rua, coordenado pelas Irmãs Filhas da Caridade. – 17h (em frente à Igreja Matriz)

26/09 – Missa Comemorativa – Jubileu de Ouro – 18h30min –Celebrante: Dom José Antonio e concelebrantes – Igreja Matriz

27/09 – Dia de São Vicente de Paulo – Almoço na quadra do Centro Comunitário às 11h para 120 idosos carentes com distribuição de cestas básicas. (Av. Desembargador Moreira 2121)

Missas na Igreja Matriz: 6h30min, 11h30min e 17h30min

Mais informações:

3224 64 89   Secretaria Paroquial (no horário comercial)

Email – secretaria@psvpfortaleza.org

98873 5476  Orlando

99625 7273  Pe. Neto

sábado, 30 de novembro de 2019

Homenageados dos 75 anos do Instituto do Câncer do Ceará

Homenageados do ICC (Sra. Maria Luiza Gonçalves, Sra. Consuelo Dias Branco, Dr. José Maria Mendes e o coronel Luís Eduardo Soares de Holanda, representado por Cel. Nildson Oliveira), ao término da Assembleia dos Sócios em 29/11/19.

MARIA CONSUELO SARAIVA LEÃO DIAS BRANCO
A senhora Consuelo Dias Branco é presidente do Conselho de Administração de uma das maiores Companhias industriais do País, o Grupo M Dias Branco, no qual já exerceu a vice-presidência executiva, entre 2003 e 2006. Consuelo Dias Branco foi, ao lado do marido Ivens Dias Branco, um esteio ao crescimento desse grupo empresarial.
Iniciou a sua vida profissional como professora, ofício que, de certa forma, continua presente em seu fazer cotidiano, pois atualmente coordena projetos ligados à educação ambiental realizados por meio de oficinas, palestras, cursos e eventos temáticos, desenvolvendo ações formuladas com importante participação da comunidade, envolvendo, principalmente, crianças e jovens.
No rol dos empreendimentos da empresa, D. Consuelo Dias Branco viabiliza iniciativas sociais de grande relevância, proporcionando conhecimento, reflexão sobre valores, habilidades e experiências que provoquem mudanças de atitude. Consuelo também reconhece o valor da cultura e da história construída por cada empresa dentro da sociedade. Foi idealizadora do Centro Histórico M. Dias Branco, que preserva as raízes da companhia e de seu fundador, o Sr. Manuel Dias Branco.
A outorga da placa de reconhecimento é uma manifestação, ainda que tardia, ao casal Ivens e Consuelo Dias Branco, os quais, ao longo dos anos, continuadamente, concederam suprimentos, na forma de gêneros alimentícios, produzidos por suas fábricas, como cortesia à Casa Vida, obra social de largo escopo que abriga dignamente pacientes e seus acompanhantes que não dispõem de acomodações em nossa urbe, na vigência do tratamento no ICC.
Por certo, D. Heloisa Juaçaba, que presidiu a Rede Feminina do ICC, se conosco estivesse, aplaudiria essa decisão e assumiria o honroso encargo de passar essa placa celebrativa às mãos de sua dileta amiga.
MARIA LUIZA GONÇALVES NASCIMENTO
Há muitos anos a Sra. Maria Luiza Gonçalves participa ativamente do corpo de voluntários do ICC, como figura sempre presente, e mais do que cumprindo o disposto na Lei do Voluntariado, em termos dos seus requisitos legais, a Sra. Maria Luíza demonstra um altruísmo acentuado, expresso no carinho para com aqueles que buscam um lenitivo para o enfrentamento da doença que os acomete.
De primeira hora, exacerbando o seu fervor pela nossa instituição, prontificou-se ela a colaborar com o esforço do ICC de criar a Faculdade Rodolfo Teófilo (FRT), integrando a Comissão Própria de Avaliação (CPA), na condição de representante da comunidade, participando intensa e intensivamente do processo de avaliação conduzido pelo Ministério da Educação, dando seguimento do seu trabalho durante a implantação da FRT, após a autorização de funcionamento conferida pelo MEC.
Agora, com o encerramento do seu mandato na CPA, de pronto, aquiesceu em compor o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do ICC, como representante dos usuários, para o próximo triênio.
É por esse desprendimento, que serve de exemplo aos demais que se doam, abnegadamente, ofertando trabalho e afeição aos nossos utentes, que o ICC presta a Sra. Maria Luiza Gonçalves, e, por extensão ao seu voluntariado, o seu reconhecimento neste ano jubilar.
LUÍS EDUARDO SOARES DE HOLANDA
O coronel Luís Eduardo Soares de Holanda tem 30 anos de serviço no Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE). É mestrando em Segurança da Aviação (ITA/UFC), especialista em Políticas Públicas (FAMETRO) e bacharel em Direito (UFC) e em Segurança Pública (APMGEF). Foi Coordenador de Atividades Técnicas do CBMCE, pregoeiro do Estado e piloto da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas. Atuou como instrutor nos cursos Superior, de Aperfeiçoamento e de Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar do Ceará.
O Cel. Holanda, atual Comandante-Geral do CBMCE, cumpriu um papel proativo a favor do ICC, por contornar impasses burocráticos naturais que amiúde retardam o início de obras da construção civil, criando condições legais e meritórias, para que o andamento das obras em curso no ICC tivesse o fluxo normal, tornando viável a ampliação do Serviço de Radioterapia, com a incorporação de mais dois aceleradores lineares, ao tempo em que prossegue a passos largos a materialização de outro prédio anexo que implementará robustamente a capacidade instalada do ICC.
Nota: Em virtude de viagem foi representado pelo Cel. Nildson Oliveira, Comandante do Corpo de Bombeiros da Capital
JOSÉ MARIA MARTINS MENDES
José Maria Mendes é contador graduado pela Universidade de Fortaleza (Unifor), administrador, com especialização na Fundação Getúlio Vargas (FGV). É especialista habilitado em Perícia Contábil, Auditor Independente Credenciado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras. Ocupou as seguintes funções: membro do Conselho Universitário e da Comissão de Pesquisa e Pós-Graduação da Unifor; diretor da Faculdade de Ciências Administrativas da Unifor; secretário de Estado e assessor especial do Governo do Estado do Ceará. Ocupou, ainda, a Secretaria de Finanças do Município de Fortaleza (janeiro de 1997 a junho de 1998); e foi presidente da Fundação Brasileira de Contabilidade de 1998 a 1999. Foi Presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), entre os anos de 1994 e 1997, secretário da Fazenda do Estado do Ceará e participou da criação da Fundação Brasileira de Contabilidade.
O Dr. José Maria Mendes recebe essa placa de reconhecimento por sua atuação como membro da direção do ICC, a quem, por mais vinte anos, emprestou a sua experiência como gestor público, concorrendo para o progresso tecnológico e gerencial de nossa entidade.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Coordenador do CEP/ICC


terça-feira, 26 de novembro de 2019

É PRECISO CORAGEM, PORQUE É DESAFIADOR

Reginaldo Costa, Superintendente Clínico do ICC - Instituto do Câncer do Ceará, em entrevista para as Páginas Azuis do jornal O Povo. (Foto: Alex Gomes/O Povo)
Por Ana Rute Ramires

Fortaleza, CE, Brasil, 03-09-2019:
ONCOLOGIA - Neste mês, o Instituto do Câncer do Ceará completa 75 anos. Superintendente clínico da entidade, Reginaldo Costa analisa os avanços e desafios contra a doença e a pesquisa no Ceará
Referência mundial na pesquisa e no tratamento oncológico, o Instituto do Câncer do Ceará (ICC) completa, neste mês, 75 anos de existência. Nos últimos 15 anos, o cirurgião oncológico Reginaldo Costa faz parte dessa trajetória. Há oito anos, ele é superintendente clínico da instituição. A história do médico se confunde com a do ICC, diz. Formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), ele se interessou pelo estudo do câncer ainda na residência médica e, desde então, trabalha na gestão, na pesquisa e no cuidado de pessoas com a doença. Em entrevista ao, o piauiense, da cidade de Floriano, conta sobre o início da sua carreira, quando veio para Fortaleza prestar vestibular, avanços e inovações da pesquisa em oncologia no Ceará. Ele ressalta o pioneirismo do ICC em pesquisas internacionais e o trabalho de excelência da instituição. O superintendente avalia ainda o desafio apresentado pela prospecção de crescimento da doença junto à crise econômica.
O POVO - Como foi a sua chegada ao Ceará?
Reginaldo Costa -Cheguei aqui em 1993. Vim sozinho para concluir o Ensino Médio. No ano seguinte, ingressei na Faculdade de Medicina da UFC. Vim com a cara e a coragem morar numa pensão na avenida da Universidade. Depois, minha família acabou vindo por uma feliz coincidência. Minha irmã cursava Pedagogia e morava numa das residências universitárias. Minha mãe era dona de casa e meu pai trabalhava numa construtora que, em 1994, fez um trabalho na avenida Washington Soares. Daí, eles vieram para cá e a gente conseguiu juntar toda a família novamente. Foi um momento maravilhoso. Meu ambiente familiar sempre foi muito favorável, então, eu pude contar com esse apoio. Apesar de ser uma fase bastante puxada, a faculdade foi muito boa.
OP - Ainda hoje o curso de Medicina é muito concorrido. Na sua época, como era essa questão?
Reginaldo - Recentemente, pude acompanhar a trajetória do meu filho de 23 anos que, após dois anos de cursinho, conseguiu ingressar em Medicina. Foi um momento muito bom porque tive a oportunidade de rever todo o processo que vivi um dia. Eu cheguei a anular um ano inteiro da minha vida. Me pergunte sobre 1993 que eu não lembro de nada. Foi um ano de total dedicação. Além das aulas regulares, fazia cursos paralelos. Cursar Medicina sempre foi um desafio muito grande. É um curso de seis anos, a maioria termina ali nos 23 anos. Normalmente, os estudantes terminam a faculdade e é quase obrigatório fazer uma residência em seguida, caso contrário, ele não se insere no mercado. A maioria também se sente pressionada a fazer uma subespecialidade. Depois da faculdade, eu engatei logo na residência de cirurgia geral. Em seguida, entrei na residência oncológica do Instituto do Câncer do Ceará (ICC). Desde então, estou por aqui. Apesar de toda história bonita, tem esse lado muito cruel. É um curso quase de dedicação exclusiva, especialmente depois do quinto ano, no qual você entra na fase dos estágios. É empenho total mesmo, porque, além das aulas, você tem os plantões. É necessário analisar essa questão do tempo.
OP - Como foi sua entrada no ICC e seus primeiros anos?
Reginaldo - Nos anos 2000 e 2001, fiz residência em cirurgia geral no Hospital Geral Dr. César Cals. Durante esse período, fiz também estágio eletivo de um mês no ICC. O contato veio a partir daí. Foi na cirurgia geral que tive contato com oncologia. Sempre fui apaixonado pela especialidade, porque sempre achei uma área desafiadora. Quando veio a decisão, foi para atender a necessidade de me aprofundar. Cumpri os dois anos de residência aqui e, a partir daí, minha vida profissional se confunde um pouco com a vida do próprio ICC. A minha história está muito inserida aqui dentro.
OP - Como você ingressou na gestão do ICC?
Reginaldo - Após concluir a residência, eu trabalhei numa cidade do interior cearense, na Santa Casa de Canindé, onde fui eleito diretor clínico. A partir desse desafio, surgiu o interesse de entender mais do mundo da gestão. É um hospital que tem suas particularidades, tem suas dificuldades, porém foi também um local de aprendizado para assumir a direção pública de uma unidade hospitalar mais complexa e com um corpo clínico muito maior. Por isso, fiz MBA em Gestão Empresarial. Conclui a residência e passei a integrar o corpo clínico do ICC. Em 2005, assumi também a coordenação do setor de emergência. Ou seja, sempre tive uma proximidade muito grande com o corpo diretivo, até pela necessidade de interagir, porque a emergência daqui é um dos corações do hospital. Em 2011, veio o convite para assumir a direção clínica.
OP - Como você avalia a vida de médico e gestor e concilia essas funções?
Reginaldo - Falar do ICC e falar de se sentir bem aqui é muito fácil. Porque é um hospital que me sinto empolgado todas as vezes que saio de casa e venho para cá. Não só pelos desafios contínuos, é impossível passar por aqui e sair do mesmo jeito que entrou, seja como profissional, seja como paciente, seja como acompanhante. Você não sai a mesma pessoa. Todo mundo sempre tem um olhar de pesar por se tratar de câncer, e vincula a um momento de sofrimento e de dor, mas a gente percebe, com o passar do tempo, que também é um local de muita esperança. Hoje, a história natural do câncer mudou muito, principalmente a perspectiva dos pacientes. Isso motiva a lutar com o caráter de excelência. Não tem um dia sem desafio diferente, seja de dificuldade, seja de crescimento. Conviver com médicos residentes renova tudo aquilo que você viu lá atrás e serve como combustível para sair de casa e vir trabalhar. Participar desse processo de formação melhora nosso convívio. O balanço é muito positivo todos os dias.
OP - Qual o desafio de ser um médico oncologista no Ceará com relação à estrutura e tecnologia?
Reginaldo - Quando se fala de oncologia ainda num Estado tão pobre como o Ceará e a região Nordeste como um todo, mesmo com muitos avanços que já aconteceram, mesmo inserido num hospital de excelência como ICC, a gente ainda convive com muitos desafios relacionados principalmente ao acesso dos pacientes. Muitos nos procuram quando a doença está avançada. Há um atraso no acesso mesmo. Muitos pacientes tiveram o diagnóstico feito há dois meses que batem a porta hoje lá do interior e não conseguem transporte. Você tem um hospital de excelência, consegue ofertar tudo de mais atual na vanguarda da tecnologia, mas muitas vezes tem de conviver com essa realidade. Esse é um dos desafios dentro de um hospital com essa complexidade. Mas ao mesmo tempo muito desafiador, o ICC tem um modelo de atendimento que não faz ações centradas somente na figura do médico, mas descentralizadas e compartilhadas com outras profissões. Isso tem um valor agregado muito forte e faz com que o dia a dia de trabalho seja muito mais fácil.
OP - Muita gente do interior é atendida no ICC. Como é a parceria com as prefeituras? O que ainda precisa melhorar?
Reginaldo - Existem ações de curtíssimo prazo, no momento que a gente notifica a prefeitura, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) fica ciente da dificuldade que aquele paciente tem. O serviço social do hospital, por exemplo, quando está diante de um caso mais urgente, liga para prefeitura a fim de facilitar a chegada desse paciente aqui. Essa é uma ação de curto prazo. Existem ações de médio prazo, como trabalhos de educação continuada com agentes de saúde do interior. Recentemente, colocamos dentro do auditório do ICC mais de 50 agentes de saúde de Fortaleza e quase todos passaram por um processo de treinamento. Além de facilitar o conhecimento desses profissionais no que se refere ao câncer, isso melhora o acesso em termos de saber o caminho para que o paciente possa chegar mais precocemente. Existem ações de longo prazo, como os programas de residência, não só de residência médica, mas residência multiprofissional. No momento em que se começa a produzir profissionais mais capacitados - sejam eles médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas - com formação em oncologia, todos acabam voltando para o seu município e lá começam a diagnosticar mais precocemente. Isso facilita o acesso dos pacientes ao instituto. Então, temos iniciativas que são rápidas, muito rápidas e outras que colheremos em cinco, dez, quinze anos.
OP - Em relação à tecnologia, como está o ICC dentro desse cenário se comparado aos centros internacionais?
Reginaldo - De maneira muito palpável e prática mesmo, nós temos o terceiro maior programa de residência em cancerologia no Brasil. Temos um programa em parceria com o Hospital A. C. Camargo (SP) que produz doutores e pesquisas desenvolvidas em nível local. Quando a gente fala de material humano, temos isso. Se levarmos em conta a quantidade de equipamentos em funcionamento, contamos com o maior parque de radioterapia do Norte e Nordeste, executando os mesmos procedimentos de excelência do Sul e do Sudeste. O parque se destaca porque incorpora um número de equipamento mas também de complexidade de procedimentos que se destacam do restante do Brasil. Temos um centro cirúrgico com equipamentos de excelência. Além disso, temos uma parceria com a International Business Machines Corporation (IBM). Existe uma plataforma chamada IBM Watson que surge como inteligência artificial. Nessa parceria direta, o ICC passou a ser o primeiro hospital do mundo a utilizá-la com enfoque em oncologia. A gente tem ajudado na estruturação desses protocolos de utilização voltados para oncologia. Estamos na vanguarda do mundo todo no que se refere a material humano, equipamentos e processos. Existe o interesse direto da IBM no instituto, porque alguns tipos de tumores são mais frequentes no Ceará e não são encontrados em países de primeiro mundo, como o câncer de colo uterino. Um tipo de câncer de altíssima mortalidade que seria facilmente diagnosticado, de maneira muito barata, por meio de um Papanicolau simples. Mas, infelizmente, a maioria das pacientes buscam atendimento numa fase muito avançada. Esse tipo de tumor não é encontrado lá fora, especialmente porque existem programas de prevenção muito fortes. Por isso, o interesse deles em pesquisas desse tipo de câncer. E a gente tem uma estrutura e um corpo clínico organizado, protocolos bem estabelecidos e em números de casos que impulsionam a pesquisa. Com o câncer de pênis também. Existem trabalho na Europa em que os pesquisadores levantam 15 casos. Existem trabalhos do ICC que levantam 300 casos. Tem alguns tumores que são mais frequentes no nosso meio e despertam muito interesse de outros centros de pesquisa. Até porque a gente tem uma estrutura aqui chamada de "banco de tumores" que armazena essas amostras e serve para pesquisas não somente em nível local.
OP - E como fica o investimento nesse momento de crise?
Reginaldo - Por ser filantrópico, o ICC tem atendimento tanto feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como por meio de convênio de maneira equilibrada. Existe uma obrigação para atender pelo menos 60% de pacientes pelo SUS. Esse número é de 70% aqui. Ao longo desses 75 anos, é nesse pilar que a gente se mantém. Apesar de todos os desafios do SUS, mas existem alguns princípios que conseguimos executar na integralidade, que é oferecer tudo num só local. Desde a consulta inicial passando pelo atendimento inicial, ultrassom, mamografia, biópsia do nódulo da mama — temos laboratório de patologia que entrega o resultado do exame em três dias —, tomografia, raio-x. Além de executar o tratamento específico, quimioterapia, radioterapia, cirurgia de alta complexidade, entre outros. Na integralidade, o SUS é viável. O desafio é estender esse tratamento num cenário que aponta para crescimento do número dos casos de câncer. Trabalhos apontam que a perspectiva para 2050 é quase o dobro do número de casos atuais. A estimativa é de 30 milhões/ano. Se, diante desse cenário de crescimento e envelhecimento da população, junto às graves crises econômicas que vão se sucedendo, você ainda tem uma gestão muito enxuta, é preciso processos muito estabelecidos e coragem para trabalhar, porque é desafiador. É necessário mais investimento e redirecionamento dentro do processo de gestão. Apesar de ser uma entidade filantrópica, sofre diretamente das ações públicas, porque se o investimento dos recursos públicos em saúde cai, limitando-se a quantidade de pacientes a serem tratados. Para o futuro, o desafio é continuar prestando esse modelo de assistência, com esse volume de atendimento e destinando os recursos para o crescimento de casos.
OP - O investimento atual tem sido suficiente?
Reginaldo - Já não é suficiente na medida que, por exemplo, a Prefeitura de Fortaleza estabelece um teto para realização de cirurgias. Hoje o ICC faz aproximadamente 450 cirurgias por mês. Essa limitação vem no momento do aumento do número de casos. Muitos pacientes podem ficar sem atendimento em tempo hábil. Vão ser atendidos, porque existe uma lei que obriga a operação, a quimioterapia e o início do tratamento em até 60 dias. Mas a tendência é que esse investimento caia. O desafio aumenta.
OP - O que a gente tem de pesquisa com foco na individualidade do paciente oncológico?
Reginaldo - O ICC mantém uma parte muito forte na pesquisa clínica, não só do que é o câncer e da forma como ele se comporta. Hoje o estudo ontogenético é muito forte. Esses estudos visam individualizar a questão do tratamento. Porque muitas vezes você pega duas pessoas no mesmo estágio da doença. Elas fazem o mesmo tratamento e os resultados são muito diferentes. Algumas com resultados satisfatórios e outras nem tanto. Com base nisso o estudo oncogenético é feito. Os estudos chegam e sinalizam que uma droga "A" serve para um grupo de pacientes que tem determinadas alterações, enquanto a droga "B" não serve para ele, mas pode servir para outro. O tratamento passa a ser cada vez mais individualizado e isso tem impacto direto na sobrevida, nos resultados assistenciais e também nos custos. Como é tudo muito novo, tem muitas medicações que são de um custo diferente, outras não são produzidas em nível local, em nível Brasil, muitas estão saindo agora de protocolos de pesquisa e acabam tendo um custo maior, até que perdem patente e passam a ser comercializadas em larga escala. De fato, têm-se um custo alto, mas é em benefício dos pacientes.
OP - Como estão as pesquisas em relação a um tratamento menos agressivo?
Reginaldo - Todas as áreas de tratamento do câncer tiveram avanços nesse sentido. Há 30 anos, você tinha dois grandes desafios. O primeiro era comunicar para o paciente que ele tinha câncer e o segundo era dizer a necessidade da quimioterapia. O que gerava um temor entre os pacientes. O que era um temor real. Ao longo desses anos, a gente teve muitos avanços tanto em quimioterapia, como em radioterapia, quanto em cirurgia. Na quimioterapia, as drogas passaram a ser mais efetivas, exatamente como resultados dessas pesquisas. Os tratamentos, cada vez mais, passam a ser individualizados. Eles têm um alvo, a história da "terapia-alvo", que age especificamente sobre a célula tumoral. Entendendo que muitos efeitos colaterais aconteciam porque as drogas mais antigas atuavam tanto na célula doente quanto na célula normal. Os remédios passaram a ter menos efeitos colaterais e agora são mais efetivos. A própria radioterapia, você passou a dosar, modular melhor o campo a ser irradiado. Isso afeta diretamente na questão dos efeitos colaterais. Irradia-se uma área muito menor, ataca a área de uma forma muito mais direcionada. E a cirurgia acabou sendo um resultado de muitos avanços, como da própria quimioterapia, porque antes se partia direto dela. No câncer de mama, por exemplo, a maior parte dos pacientes tratava inicialmente com cirurgia para depois fazer quimioterapia e radioterapia. Hoje, é quase mandatório os pacientes fazerem primeiro tratamento para ver se reduz o tumor e, assim, fazer uma cirurgia mais econômica. Em vez de se fazer uma cirurgia muito mutilante, como tirar a mama completa da mulher, você consegue tirar só um quadradinho com os mesmos resultados. Se comparar os resultados de antes com os de hoje, esses provam que são muito mais efetivos do que se tinha no passado, contrariando o pensamento popular de que "tem câncer? Tira logo que resolve". Muitas das cirurgias decorrem disso e da evolução tecnológica, como a videocirurgia e a cirurgia a laser. Há 20 anos, praticamente não se executava uma videocirurgia para operar câncer de estômago. Atualmente, os trabalhos apontam também que os resultados em termos de cirurgia são iguais. A cirurgia convencional, com uma incisão muito maior, acaba tendo mais complicações a médio prazo porque o tempo de recuperação é maior, as complicações são mais frequentes. Já uma cirurgia por vídeo leva o paciente a ter uma recuperação mais rápida. Tudo o que é em oncologia teve muito avanço como consequência das pesquisas e em decorrência de avanços em outras áreas também.
OP - O que o senhor projeta para o futuro em relação ao tratamento contra o câncer?
Reginaldo - Hoje, existem muitas pesquisas, principalmente voltadas ao desenvolvimento de drogas, e isso é contínuo. As medicações tendem a ser cada vez mais efetivas, direcionadas e mais práticas em termos de administração. Tem muita coisa nova surgindo, de comprimido mesmo, em termos de cura e de controle da doença. Resultados tão efetivos como a quimioterapia, que é injetável. Muitas técnicas novas em radioterapia. A própria cirurgia também, a cirurgia robótica, por exemplo. Nos EUA, você tem mais cirurgia de próstata feita por robô do que da forma convencional. Cada vez mais, a gente vai ver a incorporação dessas tecnologias nos tratamentos de câncer como resultado de pesquisas. A radioterapia, em particular, pelo avanço não somente dos equipamentos, como também das técnicas novas que permitem melhor resultado em termos de irradiação e de efeitos colaterais.
OP - Nesse processo de tratamento, qual a importância de ações transversais e de assistência ao paciente?
Reginaldo - Na hora que o paciente busca atendimento no setor da triagem, que é a porta de entrada do ICC, ele realiza uma consulta para separar os casos que são suspeitas dos que realmente são diagnósticos de câncer. Uma vez atendido nisto que a gente chama de "linha de cuidado", ele é assistido não só pelo médico, mas por todos os profissionais que, em algum momento, vão intervir na assistência desse paciente, como o pessoal da fisioterapia, da farmácia, da nutrição, da psicologia e do serviço social. Principalmente, esses dois últimos, embora pareçam coisas muito intangíveis. É impressionante como muitos pacientes não conseguem dar prosseguimento ao tratamento porque não tem como ficar na cidade, pois estavam tão angustiados, tinham tantas coisas formuladas sobre o tratamento, que resolveram abandonar. Por isso que é importante ter um assistente social para ver questões de direito do paciente, de receber benefício, onde ele vai ficar, o contexto familiar que está inserido. A psicologia também serve para ter uma abordagem além da questão buscam os hospitais carregam um peso muito forte na questão psicológica, principalmente porque o câncer tem todo um estigma de morte. Além dessa questão assistencial, o ICC mantém um programa de cuidados continuados, que presta assistência ao paciente pós-conclusão de tratamento. Alguns pacientes entram numa fase que a gente chama de "refratária de tratamento". Ou seja, não obtiveram a cura ou uma evolução favorável e passam a ser assistidos em casa. Todos os profissionais avaliam as dimensões psicológica, social, nutricional e médica. O paciente continua recebendo essa assistência em domicílio e participando de muitas ações do hospital também. Existem outras ações que correm na paralela, como o laboratório de oncogenética que serve para aconselhamento familiar. Você vai ver que muitas famílias têm histórico de câncer. Além da prestação de assistência ao paciente, existe para os familiares.
OP - Após tantos anos conhecendo diferentes histórias de pacientes, como trabalhar no ICC mudou sua perspectiva de vida?
Reginaldo - É impossível você passar por aqui e sair com os mesmos princípios e valores. De fato, você começa a perceber a vida com outro olhar, com outros valores, com outros propósitos. Tudo isso leva você a repensar muita coisa. Minha esposa teve câncer muito jovem, com 21 anos, estava no início de faculdade. Tive a oportunidade de conviver com todo o histórico de tratamento dela. Mesmo antes disso, todas as histórias daqui não são apenas de sofrimento, mas de superação condicionam você a repensar muito daquilo que é visto como um bicho de sete cabeças. Sem querer ser simplório na definição, muitas vezes a gente se apega nas pequenas coisas. Quando você vê pacientes lutando por semanas ou dias de vida, motiva a repensar muito dessas coisas e a valorizar mais.
OP - Com isso, que avaliação você faz de dificuldades que passou?
Reginaldo - Dificuldades, desafios pessoais, todo mundo tem, mas eu não me permito falar de sofrimento, dizer que sou triste. Sinceramente, eu nunca sofri na minha vida, absolutamente nada. Acho que minha vida é boa demais. Sinto cansaço, preocupação, tenho um filho de 23 anos, outro de 17, um de 13 e outro de um ano e quatro meses. Sou uma pessoa extremamente abençoada em diversos aspectos, mas não consigo lembrar de nenhum momento como "ah, abri mão de uma noite de festa" ou algo do tipo. Não tenho dúvida nenhuma que eu tive de fazer muitas escolhas na minha vida, mas nenhuma delas vi como sofrimento e nem consigo achar que o sofrimento é só a doença. O sofrimento também é a dor na alma. Eu me acho agraciado por ter sido escolhido e ter a oportunidade de trabalhar com isso. Por ter a percepção que eu acho que eu tenho do mundo, que vai muito além da questão da medicina e do trabalho. Não consigo dizer que tenho problema algum. Zero.
História
O nascimento do ICC foi uma iniciativa de um grupo composto pelo padre Arquimedes Bruno e por dez médicos: Waldemar Alcântara, Haroldo Juaçaba, Walter Cantídio, Newton Gonçalves, Antônio Jucá, João Batista Saraiva Leão, Livino Pinheiro, Jurandir Picanço, Walter Porto e Luiz Gonzaga da Silveira.
Conquistas
Algumas conquistas do Instituto foram a construção do Hospital Haroldo Juaçaba (HHJ), que iniciou oficialmente suas atividades em 1999. O ICC mantém, ainda, a Casa Vida, casa-abrigo que recebe pacientes e familiares, além da Educação Continuada em Oncologia (ECO) e a Faculdade Rodolfo Teófilo (FRT), no campo do ensino e da pesquisa. O ICC conta com o terceiro maior programa de residência em cancerologia no Brasil e com o maior parque de radioterapia do Norte e Nordeste.
Parceria
O ICC passou a ser o primeiro hospital do mundo a utilizar a plataforma IBM Watson, da International Business Machines Corporation (IBM), que trabalha com inteligência artificial, com enfoque em oncologia.
Fonte: Jornal O Povo, de 25/11/2019. Páginas Azuis. p.6-7.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Dom Edmilson da Cruz comemora 70 anos de sacerdócio


Dom Edmilson da Cruz, bispo emérito de Limoeiro do Norte (Foto – Paulo MOska)

Dom Edmilson da Cruz, bispo emérito de Limoeiro do Norte, ganhará Missa de Ação de Graças hoje, às 19 horas, na Igreja da Prainha, por seus 70 anos de sacerdócio. Após o ato religioso, haverá confraternização com o bispo no salão ao lado da igreja. A homenagem parte das Irmãs Josefinas e de pastorais sociais que sempre tiveram no religioso, agora aos 94 anos, um exemplo de luta em defesa dos pobres e que sempre bradou contra a sociedade de injustiças institucionalizadas.
Corajoso, nunca se curvou aos poderosos.
Um exemplo disso ocorreu no dia 21 de dezembro de 2010. Dom Edmilson, nessa data, recusou receber a comenda Dom Helder Câmara de Direitos Humanos do Senado. Nada de desrespeito à comenda, mas numa atitude de protesto contra o aumento salarial de 61,8% aprovado pelos parlamentares em causa própria. O bispo emérito discursou perante um plenário de senadores surpresos. Foi ousado e aplaudido pela maioria dos brasileiros nessa ocasião, insatisfeitos com uma classe política longe da realidade do País.
Fonte: O Povo, de 5/12/18. Coluna Eliomar de Lima. p.2
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sábado, 12 de maio de 2018

JUBILEU DE RUBI DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA


A Academia Cearense de Medicina (ACM) instalou-se em 12/05/1978, ao tempo das celebrações do Jubileu de Pérola da fundação da escola-mater da Medicina cearense. Ela, em parte, foi gestada como desdobramento dessa grande e consolidada obra, nascida em 1948, e veio em adição da sua matriz, para zelar pela História da Medicina no Ceará.
A ACM foi constituída por 26 sócios fundadores, escolhidos dentre médicos renomados e de méritos reconhecidos, para ocuparem as cadeiras, cujos patronos eram colegas falecidos, que emprestaram valiosas contribuições à Medicina do Ceará.
A Academia foi criada com as seguintes finalidades: a) preservar a memória da Medicina Cearense; b) incentivar o aprimoramento da cultura e da ética médicas; e c) apresentar sugestões, solicitar providência e colaborar com as autoridades competentes, em prol da educação médica e da promoção da Saúde.
Dentre as atividades programadas para celebrar os 40 anos de fundação da ACM, foi incluído o lançamento de livros que resgatem a história do Sodalício, cumprindo, assim, uma de suas finalidades seminais, a de preservar a memória da Medicina cearense.
Para marcar a efeméride, a ACM realizará uma sessão solene no próximo dia 12/05/2018, que se revestirá das mais caras lembranças aos formam o sodalício, pelas reverências aos patronos e aos confrades e confreiras que retornaram à Casa do Pai.
A solenidade em epígrafe ensejará a projeção de um vídeo, que rememora os nossos patronos, e o lançamento do primeiro livro comemorativo do Jubileu de Rubi da ACM.
As páginas iniciais desse livro contam a história e a trajetória da nossa arcádia médica. A sua parte central contém as biografias de todos os patronos das cadeiras criadas e instaladas, quase todas redigidas pelos respectivos ocupantes, tendo por base, preferencialmente, os textos, panegíricos e perfis biográficos de tais patronos inseridos nos Anais deste silogeu médico.
Como fechamento, foi inclusa nas páginas finais desta obra uma memória iconográfica, extraída do acervo institucional, expondo fatos marcantes da ACM, no curso dos seus oito lustros de existência.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina
* Publicado In: O Povo. Fortaleza, 12 de maio de 2018. Opinião. p.21.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

MEDICINA - 50 anos

Manassés Claudino Fonteles (*)

O Conselho Regional de Medicina fez homenagem especial à turma que completou 50 anos sem nenhum desvio ético

Em 16 de dezembro de 1967, colávamos grau na Concha Acústica da Universidade Federal do Ceará. Saímos para a vida, para o mundo real despedimo-nos da vida estudantil. Naqueles tempos as vidas acadêmicas no sentido stricto sensu resumia-se à graduação seguida de especialização. Residências, só na região leste e no extremo sul; e as vagas eram muito poucas. Nossa Universidade transpunha suas primeiras décadas. Não havia mestrado e doutorado nem mesmo na USP, e na UFC a residência era incipiente oferecendo pouquíssimas vagas.
A primeira pós-graduação nasceu na Farmacologia e esta catalisou todas as outras da saúde que vieram depois, muito depois. Na história da Universidade, ela era muito jovem naqueles dias, muito longe das Faculdades da Bahia e do Rio de Janeiro, fundadas após a chegada da família Real ao Brasil. A alma mater de todas elas foi a Academia Nacional de Medicina no Rio de Janeiro, fundada no século XIX, pelo imperador dom Pedro I. Alguns foram especializar-se no Rio e em São Paulo, outros permaneceram pelo Nordeste, principalmente em Pernambuco, Ceará e na Bahia. Outros retornaram às suas origens, no Rio Grande do Norte, no interior do Ceará, Piauí e Maranhão.
Completamos 50 anos numa reunião muito festejada sob o comando impecável dos doutores Vicente Leitão e Luís Airesneides Aires Leal, em festividades memoráveis, no Hotel Marina Park, com uma verdadeira explosão de alegria, muitas reminiscências com uma interatividade contagiante. Uma sessão remêmora foi comandada pelo colega Ruver Herculano, numa noite cheia de saudades e a despedida final no sábado à noite. O comando musical esteve na direção de Vitoriano Escócia, um dos componentes dos Esmeraldas, constituído por Walber Pinto, Stoessel Figueiredo e Manassés. Este grupo conduziu serestas por toda a cidade de Fortaleza do primeiro ao sexto ano de Medicina.
O Conselho Regional de Medicina fez uma homenagem especial à turma que completou 50 anos sem nenhum desvio ético, sem nenhum dolor, ou qualquer escape das filigranas legais, hoje tão conspurcadas em seus vários recantos do nosso imenso país. Os que permanecem entre nós não deixaram de mencionar as partidas dos 28 colegas que nos deixaram para as mansões celestiais, causando sofrimento aos nossos corações.
(*) Professor emérito da Universidade Estadual do Ceará (Uece), presidente da Academia Cearense de Medicina e membro da Academia Nacional de Medicina
Fonte: Publicado In: O Povo, de 26/12/2017. Opinião. p.11.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

CONVITE: Jubileu Sacerdotal de Frei Arnaldo, ofm


A Comunidade Franciscana convida para a Missa Solene de Ação de Graças pelos 60 anos de vida sacerdotal de Frei Arnaldo Motta e Sá.
Local: Igreja Nossa Senhora das Dores. Bairro Otávio Bonfim – Fortaleza-Ceará.
Data: 23 de dezembro de 2017 (sábado) Horário: 18h30.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

CONVITE: Jubileu de Carvalho da Sociedade Médica São Lucas

 
São Lucas, de Arlindo C. de Carli

A Diretoria da Sociedade Médica São Lucas (SMSL) convida para a Missa Gratulatória do Jubileu de Carvalho da SMSL, seguida de solenidade comemorativa dos 80 anos de fundação dessa entidade de médicos católicos.
Local: Capela do Colégio Santo Inácio. Av. Desembargador Moreira, Nº 2.355, Dionísio Torres, em Fortaleza-CE.
Data: 11 de novembro de 2017, sábado, às 9h.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sociedade Médica São Lucas

domingo, 9 de dezembro de 2012

COMEMORAÇÕES DOS 35 ANOS DA TURMA JOSÉ CARLOS RIBEIRO

De 7 a 9 de dezembro de 2012, trinta e três colegas da Turma Prof. José Carlos Ribeiro, composta por médicos formados pela UFC, em dezembro de 1977, estiveram reunidos no Hotel Jangadeiro, na Praia do Presídio, em Iguape-CE, para celebrar o nosso Jubileu de Coral.
Na sexta-feira à noite, dia 7/12/12, aconteceu a Aula da Saudade ministrada pela colega Roseli Callado, seguida de um jantar, tendo o pianista Olavo Albuquerque propiciado o fundo musical, com suas magníficas performances.
No sábado, pela manhã, a programação começou com um Momento Espiritual, aberto pelo colega lucano Janedson Baima, com a animada exposição a cargo do também colega lucano João Brito, ambos movidos sob a inspiração do Divino Espírito Santo. Depois houve o lançamento e a distribuição do livro Medicina da UFC 1977-2012: jubileu de coral da Turma Prof. José Carlos Ribeiro, a mim cabendo fazer a apresentação da obra. A parte da manhã foi encerrada por uma sessão de “contação” de causos médicos, com destaque para os colegas José Ramon e Lineu Jucá, com suas jocosas narrativas, somente interrompidas pelo horário da feijoada. Na tarde, vários se formaram nas mesas para prosear e jogar conversas fora, entremeadas por muitas piadas.
À noite do sábado, tendo a orquestra dos “Brasas” a animar a festa, ocorreu o jantar-dançante, com o já tradicional Baile, com direito à valsa da meia-noite, somente terminado com o “Caldo da Misericórdia”, servido às duas da madrugada.
O domingo foi reservado ao churrasco e às conversas informais entre colegas e amigos, ao tempo que os nossos familiares se divertiam com banhos de piscina e uso do parque aquático, disponível às crianças, notadamente netas de nossos colegas.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico da Turma José Carlos Ribeiro
 

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