domingo, 15 de novembro de 2015

O QUE DÁ PECHINCHAR


Um casal resolve hospedar-se no Sheraton Hotel.
Quando estavam no balcão passa uma loiraça maravilhosa.
A mulher comenta com o marido: "Nossa que mulherão! Será que é alguma artista?"
O marido responde: "Que nada é mulher de programa!"
A mulher retruca: "Não pode ser."
O marido: "Se você quiser vou lá conversar com ela e você fica perto para ouvir o que falamos."
Mulher: "Tá bem."
O marido chega no bar ao lado da loira e pergunta se pode oferecer uma bebida. A loira topa. Depois começa um papo e lero-lero, pergunta: "Tá a fim de um programa!?"
A loira: "Se você tá disponível..."
Ele pergunta: "Quanto você cobra?"
Ela responde: "R$ 500,00."
Ele: "Não dá para fazer por R$ 100?"
Ela: "R$ 100? Não paga nem meu cabeleireiro e a maquiagem!"
Eles se afastam e a mulher percebe que o marido tinha razão.
No dia seguinte, ao tomarem o elevador eles dão de cara com a loiraça. Ela olha a esposa do cara de cima abaixo e diz para ele:
"Viu no que dá pechinchar?"
Fonte: Circulando por e-mail (internet), sem autoria explícita.

“AVIZOS I ANUCIUS”: Desavisados e Impróprios V

 


 
 
 
Fonte: Circulando por e-mail (internet).

sábado, 14 de novembro de 2015

“AVIZOS I ANUCIUS”: Desavisados e Impróprios IV



 


 
Fonte: Circulando por e-mail (internet).

“AVIZOS I ANUCIUS”: Desavisados e Impróprios III




 
 
 
Fonte: Circulando por e-mail (internet).

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

UECE: 40 anos construindo saberes


Por Jerffeson Teixeira de Souza (*)
A Universidade Estadual do Ceará (Uece), em seu jubileu de 40 anos, celebra nesta semana sua grande festa acadêmica anual. A Semana Universitária da Uece, em sua XX edição, serve como fórum de divulgação dos trabalhos e das pesquisas desenvolvidas por estudantes e professores da Uece e de outras Instituições de Educação Superior (IES) do nosso Estado.
Além disso, leva à sociedade um conjunto de oportunidades de formação e de serviços, integrando de forma intensa toda a comunidade institucional.
Grandiosa, como a própria Uece, a Semana Universitária impressiona pelos seus números. São 118 minicursos, 37 oficinas, 166 sessões técnicas de apresentação de trabalhos na modalidade oral, quatro sessões na modalidade painel, onde, no total, serão apresentados 3.695 trabalhos científicos para um público esperado de 8.000 pessoas.
Novamente, o tema central do evento foi escolhido por enquete pública, com a participação de mais de 1.750 votantes, que decidiram pela temática “Uece: 40 anos construindo saberes, 20 anos compartilhando experiências”, refletindo não somente o jubileu da Uece, mas os 20 anos de criação da própria Semana Universitária.
A terceira edição da Feira das Profissões apresenta as oportunidades de formação oferecidas pela Uece em nível de graduação, e deve receber, durante toda a semana, a visita de mais de 50 escolas de ensino médio, públicas e privadas.
Além das atividades acadêmicas e culturais, o evento disponibiliza à comunidade um conjunto de serviços, em parceria com outras instituições, incluindo doação de sangue (Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará - Hemoce) e teste de acuidade visual (Instituto Olhar).
A cerimônia de encerramento da Semana Universitária, que será amanhã, sexta-feira, dia 13, pela manhã, contará com a presença do secretário de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, Inácio Arruda, discutindo a importância das universidades estaduais para o desenvolvimento econômico e social do estado.
Fica o convite a toda a comunidade cearense para celebrarmos, juntos, os 40 anos da nossa Uece e os 20 anos de seu maior evento.
(*) Coordenador geral da XX Semana Universitária da Uece.
Publicado In: O Povo, Opinião, de 12/11/15. p.9.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

ANTÔNIO CONSELHEIRO E AS DOENÇAS RARAS


Lúcio Flávio Gonzaga Silva (*)

A Organização Mundial de Saúde define doença rara aquela com prevalência 65 casos/100.000 habitantes. O Brasil (204 milhões de habitantes) tem cerca de 13 milhões de portadores.
Monte Santo é uma cidade do interior da Bahia, um lugar lendário. Ali foi cenário de uma das mais sanguinárias expedições do exército brasileiro, a campanha de Canudos (1896-97), onde morreram 20.000 sertanejos e mais cinco mil soldados.
O episódio foi consagrado em três livros, o primeiro, Os Sertões, de Euclides da Cunha, que forneceu à história o enfoque técnico, geográfico e antropológico da contenda; o segundo, do ilustre escritor peruano Mário Vargas LLosa, A guerra do fim do mundo, que proveu uma versão romanceada dos fatos. Por fim, o terceiro, do húngaro Sándor Márai, que fascinado pelas narrativas de Euclides, escreveu o seu Veredicto em Canudos.
Os três livros contam a história de Antonio Vicente Mendes Maciel, o Conselheiro, nascido em Quixeramobim, que arrebanhou para aquelas bandas, nos idos da seca do 1877, milhares de sertanejos, desassistidos e desesperançados, esperançosos porém de um mundo melhor. Resultou na fundação de uma comunidade de desgraciosos, desengonçados e fanáticos religiosos. A diversidade humana coexistia sem violência, em meio a uma solidariedade e exaltação que os escolhidos não conheciam.
Foram confundidos como subversivos que, saudosistas do império, combatiam a república. Armados, partiriam em direção à capital para depor o governo republicano e reinstalar a Monarquia.
Monte Santo, hoje com 52.000 habitantes foi um centro de convergência de todas as gentes religiosas dos sertões nordestinos, dentre elas muitos doentes que procuravam cura nos milagres do Conselheiro. A comunidade formada fomentou os casamentos entre parentes originando as bases do surgimento de doenças genéticas físicas e mentais.
Pesquisadores da Universidade Federal da Bahia identificaram em Monte Santo uma alta incidência de doenças raras: 13 pacientes com Síndrome de Maroteaux-Lamy (deformidades esqueléticas e baixa estatura), 84 com perda da audição, 12 com hipotireoidismo congênito, nove com fenilcetonúria. Quatro com osteogênese imperfeita. Todas consequentes a casamentos endogâmicos. As pessoas procuravam milagres no Conselheiro. Resultado: “milagre às avessas”.
(*) Professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e conselheiro do Conselho Federal de Medicina
Fonte: Publicado In: O Povo, de 3/11/2015. Opinião. p.7.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A UECE EM 2015: revendo história, obstáculos e desafios


Por José Jackson Coelho Sampaio (*)

SEMANA UNIVERSITÁRIA
A 20ª edição de nossa Semana Universitária anual coincide com o 40º aniversário da própria Uece. A convergência de datas simbólicas estimula o olhar sobre fatos e feitos, obstáculos superados e por superar, no pano de fundo da crise político-financeira que o poder público brasileiro, em seus vários níveis, vivencia.
No Brasil, trazendo a memória da milenar instituição universitária - história, ritos, defesa da própria autonomia e zelo pela publicização do conhecimento -, mas como organização concretamente jovem, menos que secular, reagindo diante da pletora de demandas acumuladas e da ameaça de estraçalhamento por racionalidades antagônicas, as universidades brasileiras se perguntam: de onde viemos? O que somos? Para onde vamos? Somos parte do Estado burocrático-autoritário e da sociedade massificada/globalizada de consumo, sem clareza sobre rotas e portos.
Além das missões canônicas de formação das elites e dos trabalhadores, da pesquisa para a produção de conhecimento novo, da extensão comunitária e da inovação tecnológica, agrega-se a demanda por solução de problemas como a empregabilidade dos trabalhadores, a redução das desigualdades sociais, a compensação de iniquidades historicamente acumuladas e a oferta de conhecimento para a incorporação por empresas.
Enfrentar tais desafios requer novas formas sustentáveis de financiamento e de planejamento e novas formas de gestão da produção acadêmica, destacando-se a autonomia para o distanciamento crítico que nos permita filtrar demandas. Compreender a Uece demonstra que estamos desafiados por problemas complexos, sistêmicos e globais, que requerem superação das soluções pontuais, emergenciais, ao sabor das iniciativas de cada reitor em particular, na solidão de sua conjuntura político-financeira, para o enfrentamento dos determinantes.
Necessita-se de planejamento estratégico e sistêmico do conjunto da educação superior estadual cearense, incluindo projetos políticos com visão criativa de totalidade, não sequestrados por interesses particulares de classes ou grupos sociais, externos ou internos. Assim, convém compormos lideranças acadêmicas colegiadas que possam, na forma de um corpo coletivo de trabalho, realmente empoderado e respeitando a pluralidade, replicar as grandezas que marcam o percurso da universidade no Ocidente. A Uece, em meio a suas desigualdades e carências, olha o Ceará, o mundo e a história.
(*) Professor titular em saúde pública e reitor da Uece.
Publicado In: O Povo, Opinião, de 10/11/15. p.9.
 

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