domingo, 25 de novembro de 2018

AS ESCOLHAS DE ADÃO E EVA



Quando Deus criou Adão e Eva, disse aos dois:
- Tenho dois presentes para distribuir entre vocês: Um é para fazer xixi em pé e… ...
Adão, ansiosíssimo, interrompeu, gritando:
- Eu! Eu! Eu! Eu! Eu quero, por favor… Senhor, por favor, por favor. Sim?
- Facilitaria-me a vida substancialmente! Por favor! Por favor! Por favor!
Eva concordou e disse que essas coisas não tinham importância para ela.
Então, Deus presenteou Adão.
Adão ficou maravilhado. Gritava de alegria, corria pelo jardim do Éden fazendo xixi em todas as árvores.
Correu pela praia fazendo desenhos com seu xixi na areia.
Brincava de chafariz. Acendia uma fogueirinha e brincava de bombeiro…
Deus e Eva contemplavam o homem louco de felicidade, até que Eva perguntou a Deus:
- E… Qual é o outro presente?
Deus respondeu:
Cérebro, Eva … O cérebro é seu!
Fonte: Circulando por e-mail (internet) e i-Phones.

sábado, 24 de novembro de 2018

COMO MANTER-SE JOVEM



"Maria Jiló" é uma senhora de 92 anos, miúda e tão elegante, que todo dia às 8 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
Hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por 2 horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, a atendente deu uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
A senhora a interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho:
- Ah, eu amo essas cortinas!
- Dona "Maria Jiló", a senhora ainda nem viu seu quarto. Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, - ela respondeu - felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada. Vai depender de como eu preparo minha expectativa.
- E eu já decidi que vou amar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
- Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim? - pergunta a atendente.
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e todos podem aprender. Exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos afora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Calmamente a senhora continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Depois ela pediu para anotar:
"COMO MANTER-SE JOVEM"
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.
2. Mantenha os amigos divertidos. Os depressivos procure ajudar se puder.
3. Aprenda sempre. Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. 'Uma mente preguiçosa é a oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!
4. Aprecie mais as pequenas coisas. Aprecie mais.
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele/ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem. Aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama: a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
8. Tome cuidado com a sua saúde: Se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhorá-la, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa.
10. Diga às pessoas que as ama, e que ama cada oportunidade de estar com elas.
Fonte: Circulando por e-mail (internet) e i-Phones.

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Novembro/2018



A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de NOVEMBRO/2018, que será realizada HOJE (24/11/2018), às 18h30min, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!
MUITO OBRIGADO!
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sociedade Médica São Lucas

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

AOS VIVOS: Bênção atravessada ... e outros causos



Bênção atravessada

Fiofó de calango, ouviu falar? Foi a modalidade de conversa que ouvi num ônibus Parangaba/Náutico. Aquilo é lá modo de falar do Divino! Mas, antes de examinar a expressão verbal torta do fariseu em tela, que entra pela traseira do coletivo e pede que alguém lhe franqueie a passagem, conto doutro sujeito que, à moda aquele, é também cheio de nove horas. Adentrou puxando um menino pelas bitacas, chamando ele de “nó cego”. E o bichim golfando frases criadas, no colo do pai:
- Bó, negada! Esmolinha aqui p’apainho! Ou dá ou desce! Em nome de Deuso!!!Estica, irmão!!!
Voltando pastor às avessas do introito desta missiva (escrita à mão na Rodoviária João Tomé), vamos ao fuá que presenciei. Tinha já o pastor de agá cruzado a roleta quando, faminto, observou um estudante chupando agarradamente algo que continha lascas de coco, e disparou esgalamido:
- Amado, em Atos – versículo 1 está escrito: “Que o teu dindim sirva para suavizar a sede dos teus irmãos nos desertos do pecado...” Ou serás tratado como o coqueiro seco da parábola do Mestre!
Ganhou o restinho de dindim do jovem passageiro. A seguir, pediu salva de palmas pra Deus, presente no aluno do IFCE. No exato instante, a tripulação era acrescida da mais linda entre todas as passageiras da cidade: morenaça de endoidar cristão com mil e seis demônios. O pregador, um olho na missa e outro na moça, murmura:
- Pai, afasta de mim essa coisa! Ah, tentação! Vigiai e orai, fila da mãe!...
E mirando fixamente os quartos da beldade fardada, pede encarecidamente:
- Uma salva de palmas para o criador dos animais!
Assina, JAIR DE MORAIS MOURA
Voto que não elege
O pai desempregado, na sala, folheia publicação religiosa. À certa altura, lê em voz alta, para o filhinho ao lado, trecho que tem tudo a ver com o momento vivido:
- O voto de pobreza nos liberta da avidez do acúmulo, da sede insaciável de ter o mais possível, o melhor e logo, porque encontramos nossa “suficiente riqueza”...
O pivete invocado “urubuserva” tudo, e quer falar. Mas o pai torna à leitura, dirigindo-se ao inteligente garoto:
- O voto de pobreza nos protege contra qualquer tipo de posse. Viva o voto de pobreza!
O menino não aguentou.
- Voto de pobreza é pra quem pode, pai. No teu caso, é voto de liseira!
Os meninos do Antônio
Pense num caba trabalhador! Só um pouco brabo. E aí, segurando as mãozinhas dos gêmeos de 3 anos na calçada de casa, espera o transporte escolar que levará os bichinhos ao educandário. 51 minutos ali plantados, perto das 13 horas, e nada de a kombi chegar. Antônio esculhamba, vocifera, manda o mundo praquele canto.
Até que a vizinha moralista, atordoada com tantos palavrões e gestos obscenos, liga pra polícia. Em cinco o carro chega. Da polícia.
Nesse dia, os meninos do Antônio faltaram.
Fonte: O POVO, de 2/09/2017. Coluna “Aos Vivos”, de Tarcísio Matos. p.8.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

EBOLA



Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
Alguns pensadores se expressam com singular eloquência e lúcida concisão. Assim o historiador francês Louis Labourie denominou "unificação microbiana do mundo" a disseminação universal dos afrovírus.
Entre estes avultam aqueles da febre amarela (no Brasil desde o século XX), os dois da Aids, da dengue, da chikungunya, da zika, este trazido durante a Copa Mundial em 2014. Atualmente teme-se, e milhares sucumbem ao Ebola, das ribeiras do rio homônimo, na República Democrática do Congo. (Lembro meu artigo "Chico da Matilde", neste jornal, em 20/03/2016).
Há pouco (26-27/05/2018) outro noticioso local informou novo surto de Ebola naquele continente, nas regiões de Bikoro e Iboko. Tal reeditou a tragédia de 2014-2016, acometendo 20 mil pessoas, registrando 11.000 óbitos.
Nessa época a epidemia (paradoxalmente alimentada pelos progressos interurbanos) alastrou-se para a Libéria, Guiné, Sierra Leone, Nigéria, Mali, e de lá para a Espanha, até a Alemanha.
O Brasil sempre foi hospitaleiro com doenças alienígenas. Seria mesmo um País "filoxenista (das raízes gregas "philein"= amor "xenos" = estrangeiro). O agente da febre amarela (Aedes aegypti) aqui aportou em 1865, teria sido "extinto" em 1942 ou '57, mas agora reapareceu como epidemia em animais nos nossos Estados fronteiriços (MS, SC, RS, PR: Folha de São Paulo, 22/02/2017).
O Ebola, flagelo mortal em 70% dos infectados (consoante a Organização Mundial da Saúde) é uma febre hemorrágica, comprometendo fígado, baço, pulmões e tecidos linfáticos.
Prossegue incurável, com as vacinas ainda em experimentação nos EUA. Ali a indústria farmacêutica hesita em investir seus bilhões pesquisando drogas anti-infecciosas primariamente usadas por países em desenvolvimento (Revista TIME, 03/11/2014). "Shame on them!" Vergonha para eles!
Felizmente, diferindo de outras viroses respiratórias transmitidas pelo ar v.g. influenza, H1N1, o vírus da Ebola não sobrevive sem meios fluidos como a saliva, o suor, as fezes ou o vômito. É portanto menos contagioso.
Recentemente surgiu em Cascavel (Paraná) o primeiro suspeito, no Brasil, um imigrante da Guiné. Oxalá seja o primeiro e último
(*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.
Fonte: O Povo, 11/08/2018. Opinião, p.21.
 

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