quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

PRECONCEITO ESCONDIDO À BRASILEIRA: Quotas Raciais


… Foi assim: o presidente diz que a culpa da crise é dos loiros de olhos azuis. E emendou dizendo “não conheço nenhum banqueiro negro ou índio”. Pois eu conheço vários que são semitas, indianos, chineses, japoneses. Nenhum deles é “loiro de olhos azuis”. (26.03.09).
Aprendi desde criança que o Brasil é um país livre de preconceitos. Menino, ainda, entendi, por algumas manifestações, que eu era diferente e apenas tentava ser igual aos demais. Navio Negreiro de Castro Alves foi o meu poema preferido, por fazer lembrar a chaga da escravidão, perseguição e preconceito contra o Negro.
Quando deixei o Colégio Israelita sofri meu primeiro choque racial, junto com meus colegas de mesma origem, conhecidos por judeus. Muitas vezes as xingações eram tantas que resultavam em brigas homéricas. ‘Te espero na saída’ e estava agendada a briga. Naquele tempo eu não sabia nem de longe o que era o tal do bullying. Mas se fosse conhecido, nós judeus sofríamos de bullying. Patrício não significava ser brasileiro da gema, mas sim cognome de outro judeu. Assim fui crescendo, sendo considerado diferente, embora não o desejasse, e tentando ser igual à maioria. Era muito difícil. Quando tentava namorar alguma moça, era perguntado e soletrava o meu sobrenome, perguntavam sempre se era judeu. Os mais delicados indagavam se minha origem era alemã.
Os que diziam admirar os israelitas o faziam na forma de preconceito-enaltecedor destacando a inteligência, a sagacidade e outros atributos comerciais da raça privilegiada que feria mais que o próprio preconceito. Mesmo que assim não desejassem, os autores de tais louvores, dessas distinções, ainda mais golpeavam este jovem descendente cujos pais não eram mais do que refugiados de pogroms e do holocausto. Sem falar da Inquisição, que ainda permanece encruada nos descendentes dos nossos colonizadores.
O pior era quando alguém se encontrava comigo pela primeira vez e, no início da conversa, enumerava um grande número de pessoas patrícias (compatriotas de mesma religião, pensando com isso ganhar pontos comigo e ser politicamente correto). Não sei para quê! Agradar a um estranho filho de um modesto prestamista. E eu pensava, como aprendi ou li depois, sobre a cordialidade do povo brasileiro.
No meu tempo de vestibular no Recife não tenho notícia de judeu que se formou em Bacharel em Direito. Para ser advogado ou entrar para magistratura tinha que ter sobrenome “brasileiro”. Pertencer à nobreza canavieira, ter nome de família.
Restava para essa primeira geração de emigrantes apenas duas oportunidades no Recife. Os que davam para matemática faziam vestibular para Engenharia e escolhiam terminar o curso ginasial e o científico no antigo Ginásio Pernambucano. Os que não possuíam propensão para a matemática estudavam no Colégio Oswaldo Cruz, já que a grade escolar desse colégio era mais orientada para as humanidades e a medicina. Restava ainda a Escola de Química e algumas outras que atraíam uns poucos filhos desses imigrantes. As moças estudavam para Odontologia, Farmácia, Línguas, Filosofia e outras profissões humanísticas conhecidas por “espera marido”. Para fugir à regra.
Na minha família tive um irmão formado em Direito e um primo Engenheiro Agrônomo. O resto era Medicina ou Engenharia. Os mais ricos estudavam para “inglês ver” ou para prosseguir o negócio paterno. Não havia as tais quotas raciais, o que não impedia que qualquer aluno pudesse frequentar uma Universidade brasileira. E se as houvesse eu certamente me sentiria ofendido por me oferecerem uma ‘ajuda’ para entrar numa faculdade, e tomaria isso como mais uma manifestação de racismo.
Assim fui aprendendo que a vida em um país cristão era dura para um judeu. Apesar do não convencionalismo físico explicito, o psicossocial estava presente e latente, sobretudo da classe média para cima— a ferida do antissemitismo permanecia cruenta e vergonhosa plantada pela infame Inquisição. Lembro-me de um Congresso Eucarístico Nacional (1939) que tinha por lema o refrão: Quem não crê brasileiro não é. E como ficavam os não católicos?
Ainda hoje me lembro: as cátedras não podiam ser ocupadas por judeus e somente conheci um catedrático judeu já falecido na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco. E mais dois na Universidade de Pernambuco, durante minha vida profissional. Ser judeu era um entrave. O Brasil é um país com preconceito disfarçado.
Até que um dia um mulato, pobre, operário e sem diploma superior alcança a Presidência de República Federativa do Brasil. Por incrível que pareça, é quem estabelece quotas raciais para as universidades. E termina dizendo em plena crise econômica mundial que os culpados são os brancos de olhos azuis.
Pela experiência de mais de cinco mil anos de perseguição, fico com medo. Medo justificado. A nossa cor brasileira não é de raça e sim do local para aonde o grosso da atual população brasileira migrou para fugir das perseguições: raciais, religiosas ou econômicas.
Não importa se de própria vontade ou a força, como no caso dos afrodescendentes. Quanto à dizimação dos povos indígenas nem é bom falar, no momento. Somos todos brasileiros por opção ou imposição que se transmutou num grande orgulho de pertencer a esta Nação miscigenada.
Aquele Senhor Presidente da República Federativa do Brasil precisa saber que não devia nos ter deixado quotas e preconceitos raciais após o seu mandato. Os nossos problemas são outros – e muitos. Livremo-nos de mais esse — pelo amor ao nosso querido Brasil.
Não seria melhor se, em lugar de quotas, melhorássemos a transmissão de conhecimento em nossas escolas?
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

A INVEJA, MAIS UMA VERSÃO E ALGUNS PALPITES


Por João Soares Neto (*)
A psicanalista Anna Veronica Mautner, em artigo publicado na Folha, sob o nome “Inveja, um pecado capital” diz: ‘Hoje a inveja funciona quase como um motor da ação.’ “Por que não tenho? Não tenho por que não quero o suficiente, com a força necessária”. E fala mais: “Quem inveja é porque quer o que não tem. Por que uns e outros, não? O mundo é assim.”
Você, caro(a) leitor(a) como se sente? A inveja passa longe de você? Vivemos em um mundo em que os valores das pessoas podem deixar crer que são os bens que elas possuem que as fazem invejadas. Se forem esses os seus únicos valores, pobres delas, mesmo que muito tenham e alardeiem para deixar bem claro quem são no mundo da aparência ou do interesse. O pintor Salvador Dali, no auge da fama, por ele próprio estimulada, com sua vida tão surreal quanto suas pinturas, ousou dizer: “O termômetro do sucesso é apenas a inveja dos descontentes”. Ele parecia ter ouvido o que falava o escritor Oscar Wilde, tão sofrido com sua vida pessoal exposta e julgada: “O número dos que nos invejam confirma as nossas capacidades”.
Mautner insiste: “E por que será que falamos tão pouco da inveja quando ela ocupa tanto espaço na nossa vida? Uma resposta plausível é que a gente prefere não pensar na nossa relação com os pecados que cometemos frequentemente”. Estranho que uma psicanalista fale de pecado como sentimento de culpa por algo que desejamos e não temos. Eu substituiria a palavra pecado por erro ou falha de caráter. O pecado pressupõe a crença em uma divindade maior que absolve ou culpa. Enfim, julga. O erro faz parte da humanidade e é, algumas vezes, desenho do aprendizado. Erro porque sou humano, e essa foi a forma que encontrei para aprender e não para invejar o outro.
Moderna, Anna fala que “a tecnologia parece atender a vontade infinita que temos de ser invejados. Estou em uma festa, em um restaurante e espalho isso para o meu mundo virtual. Basta ser meu amigo no Facebook para eu alcançá-lo”. Será que estaremos felizes apenas por mostrar as nossas companhias, os lugares que frequentamos, a estética das mesas de que participamos?
Creio que admitir que alguém tenha inveja de outro a partir de registro fotográfico ou de uma gravação amadora é presunção egoísta e de efeito relâmpago. Apaga-se o flash, desliga-se a câmera e o ambiente charmoso fica a espera do olho do outro, daquele que não está a participar do festim que tornou alguém exposto de forma infantil e nada sutil.
Ariano Suassuna, no jeito peculiar dele, fala sobre a morte – como o fim da inveja – no “Auto da Compadecida” e mostra que invejosos e invejados morrem. Leiam-no: “Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo que é vivo, morre”.
A própria Bíblia dá muita atenção ao tema inveja. Dois exemplos. Gálatas 5:26: “Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros”. Por sua vez, em Tiago 3:15 está dito: “Mas se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica”.
Nessa história ou estória de inveja é preciso saber a quantas anda a autoestima das pessoas. Essa que oscila como os mares e as fases da lua e não nos assegura que o olho do outro fique de acordo com o que a nossa vaidade quer que ele enxergue, perceba, veja e, enfim, inveje. Mas, se alguém precisa da inveja do outro para se afirmar como um ser maior, estará, a cada passo, diminuindo a sua estatura como refém do olhar de outrem, muitas vezes perdido em suas próprias angústias e incapaz de, sequer, notar o outro. Alguém que não seja ele.
(*) João Soares Neto é escritor e membro da Academia Cearense de Letras.
Fonte: Publicado, provavelmente, no jornal O Estado, de 14/12/18.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Morre o geógrafo Caio Lóssio Botelho, estudioso das secas no Nordeste


Morreu, nesta terça-feira, o engenheiro e geógrafo Caio Lóssio Botelho (85), que também era membro do Instituto Histórico, Geográfico e Antropológico do Ceará. O velório ocorre na Funerária Anjo da Guarda, na avenida Jovita Feitosa, 125, no bairro Parque Araxá. Às 15 horas, haverá um culto e às 16h30min, uma missa. O corpo do professor Caio Lóssio, que foi vítima de falência múltipla dos órgãos, será cremado.
Caio Lóssio Botelho era doutor em planejamento regional e geografia integral, técnico em fotointerpretação e planejamento, técnico em métodos quantitativos em Geografia e, também, bacharel em Administração Pública pela UFC, e bacharel e licenciado em Geografia pela, além de bacharel e licenciado, por essa mesma universidade, em História.
Era associado a diversas instituições como a National Geographic Society, União Brasileira de Ciências Antropológicas e Etnográficas, Academia Cearense de Ciências e Sociedade Cearense de Geografia e História. Caio era um estudioso do fenômeno das secas no Nordeste, principalmente do Ceará.
Obras
Brasil A Europa dos Trópicos (Evolução da Infra-Estrutura Civilizatória Brasileira à Luz de Sua Filosofia Geográfica) Gráfica Record Editora, Rio de Janeiro, 1967;
Geoclimorfologia no Tempo e no Espaço Editora A. Batista Fontenele, Fortaleza, 1959;
Geografia Dinâmica do Ceará-Evolução da Infra-Estrutura Civilizatória Cearense à Lua de Sua Filosofia Geográfica Editora Voz de São Francisco 1965;
A Geografia e a Geopolítica na Organização do Espaço Brasileiro 1973;
A Geografia Econômica na Organização do Espaço Regional 1978,.
A Geopolítica O Brasil em face desta Ciência Ed. Progresso, 1961;
Uma Visão Integrada da Seca 1981;
A Filosofia e o Processo Evolutivo da Geografia Imprensa Universitária do Ceará, 1987.
Fonte: Blog do Eliomar. Em 18/10/18.

Uece entrega mais 40 médicos para a sociedade


A Universidade Estadual do Ceará (Uece) acaba de diplomar sua 11ª turma do curso de Medicina. São mais 40 médicos capacitados para atender a sociedade. Os concludentes colaram grau na última terça-feira (11/12), no Campus Itaperi, em cerimônia presidida pelo reitor Jackson Sampaio.

Na solenidade, a turma, por meio de seu represente, o formando Leonardo Barreira Portela, relembrou o início dessa jornada. "Enxergo nesses sorrisos a mesma emoção de em 2013, quando descobrimos que teríamos o privilégio e a responsabilidade de sermos médicos. Alguns realizando seu sonho de infância, enquanto outros meio que, inconscientemente, respondendo ao chamado de Asclépio, deus da Medicina, que despertou em seus corações o desejo de ajudar o próximo e confortar as almas em sofrimento".
Após relembrar bons e também difíceis momentos ao longo da trajetória de seis anos, a exemplo do período de Internato, quando cuidavam de "pacientes que já depositavam confiança demasiada para o alívio de seus sintomas", o orador discente concluiu: "tudo isso valeu a pena!".
A professora Maria Nicó Duarte de Castro Alves, representante do corpo docente, conhece bem o caminho percorrido pelos concludentes. "Acompanhei as muitas pelejas e mesmo sem poder fazer muito, me admirei da força e da boa índole de vocês".
A docente orientou ainda os formandos para que sejam "eficientes e felizes" na profissão. "Com o genuíno respeito por si mesmo, facilmente enxergamos o outro. Cuida do outro quem sabe cuidar de si. Suportar a frustração gera um bem! Largamos o espelho ao lidarmos com a dor e a morte do outro. O tempo passa, a experiência transforma nosso limite e impotência, em juízo crítico. Esta é a essência do Juramento de Hipócrates, pura receita para sermos eficientes e felizes", destacou.
O juramento de Hipócrates, específico para médicos, assim como o juramento oficial, foi realizado pelos concludentes durante a cerimônia, momento de maior importância da ocasião, juntamente à outorga de grau dada pelo presidente da solenidade.

Foi sobre este mesmo juramento, de Hipócrates, de tão grande importância para os que tomam a Medicina como profissão, que o reitor, também médico, Jackson Sampaio, falou aos novos doutores.

"A ética sem a habilidade técnica torna-se apenas uma boa intenção fracassada e a habilidade técnica sem ética gera horrores. (...) Devemos ter sempre cuidado, não só de praticar a justiça, mas que ela seja distributiva, pensando mais no coletivo do que nos indivíduos (...). A ética coletiva, a justiça distributiva, é tão importante para a prática médica como qualquer cuidado individual", ressaltou Jackson Sampaio.
Os 40 médicos receberam ainda, das mãos do reitor, seus aguardados diplomas.
Estiveram também presentes na cerimônia o vice-reitor da Uece, professor Hidelbrando Soares; a pró-reitora de Graduação, Mônica Cavaignac; a diretora do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Glaucia Posso Lima; e a representante da Coordenação do curso de Medicina, Maria das Graças Barbosa Peixoto.



Fonte: Uece/Assessoria de Comunicação, em 14/12/2018.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Nota de pesar pelo falecimento do professor Antonio Renê Diógenes de Sousa

A Universidade Estadual do Ceará (Uece) manifesta profundo pesar pelo falecimento do professor de Práticas Médicas, Antonio Renê Diógenes de Sousa, ocorrido nesta quinta-feira (13/12). Renê tinha 55 anos de idade.
De acordo com a coordenadora do curso, Denise Carvalho, o professor Renê esteve na Uece desde a primeira turma de Medicina, sendo co-responsável pela formação de quase 400 médicos. O docente atuava como professor de práticas médicas em Dermatologia e como orientador da Liga de Dermatologia da instituição (Laderm), além de operacionalizar o acesso ao Centro de Dermatologia Dona Libania como campo de prática para o curso da Uece.
O sepultamento do professor René acontecerá na manhã deste sábado (15/12), no município de Jaguaribe, a 300 km de Fortaleza.
Fonte: Uece/Assessoria de Comunicação, em 14/12/2018.

EDUCAÇÃO


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Os países emergentes, principalmente, vêm, apresentando ao longo do tempo, baixos índices educacionais. No Brasil, por exemplo, os níveis fundamental, médio e superior, apesar de algumas melhorias pontuais, ainda permanecem num estágio pouco satisfatório. Entra governo e sai governo, percebe-se que a educação brasileira continua baseada numa prioridade retórica e não em ações objetivas visando à realização de investimentos, nas múltiplas dimensões do acesso, equidade e qualidade. Todos sabem que uma estrutura de ensino eficaz é fundamental para melhorar as condições de vida do povo, nos aspectos do emprego, da saúde, da violência, dentre outros. Segundo o professor Albert Fishlow, conhecedor profundo da problemática dos países emergentes, “investir na educação é a forma mais eficiente para se conseguir uma melhor e mais justa distribuição de renda”. A pessoa com maior nível de escolaridade tem melhor possibilidade de acesso ao mercado de trabalho em constante evolução, característica desta era de globalização. Com o aperfeiçoamento da mão de obra há mais atração de investimentos, qualificação de empregos e dinamização do consumo. De fato, a educação melhora a qualidade de vida do cidadão, o que permite torna-lo um consumidor mais consciente e exigente. Com o desenvolvimento de novas tecnologias e métodos produtivos são requeridas novas aptidões. Não basta acompanhar as transformações, há que se ter a capacidade de antecipá-las. Daí a necessidade da educação ao longo de toda a vida. Através do caminho da educação, encontramos o verdadeiro desenvolvimento humano abrangendo a solidariedade, a liberdade e a igualdade de oportunidades. Por sua vez, convém lembrar Aristóteles: “Educar a mente sem educar o coração não é educação”, bem como Luther King: “Inteligência mais caráter, esse é o objetivo da verdadeira educação”.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 7/12/2018.

domingo, 16 de dezembro de 2018

O CENTÉSIMO LIVRO DE MARCELO GURGEL


Ontem (15/12/18), às 10 horas, ao ensejo da celebração natalina da Sociedade Médica São Lucas (SMSL), o médico e escritor Marcelo Gurgel Carlos da Silva lançou seu centésimo livro.
Trata-se da obra "SURSUM CORDA: corações ao alto", que teve como apresentador o médico Dr. Janedson Baima Bezerra.
O local do evento foi o Auditório do Edifício-Sede da Unimed Fortaleza.
A renda apurada com os exemplares vendidos localmente foi destinada às ações sociais e evangelizadoras da SMSL, entidade da qual Marcelo Gurgel é membro atuante.
Fonte: Postado por Paulo Gurgel Carlos da Silva no gurgel-carlos.blogspot.com.
Nota: Os 50 exemplares doados foram todos vendidos.

 

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