terça-feira, 18 de agosto de 2020

Saúde do Brasil num túnel sem réstia de luz


Por Márcia Alcântara Holanda (*)
Estava no aeroporto de Guarulhos-SP, em 15/03/2020, quando vi o então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta posando para os noticiários nacionais de TV, ao lado de pilhas de caixas contendo vacinas antigripais que sairiam dali para o Brasil a dentro. Sorridente, com ar de entusiasmo, garantiu que todos os idosos seriam vacinados contra gripe, em poucos dias. Cumpriu o prometido: fez chegar aos que da vacina precisavam, 75 milhões de doses.
Vinte dias antes desse feito, registrava-se em São Paulo o primeiro caso da Covid-19 e, dias depois, o mesmo entusiasmado ministro decretou o isolamento social posicionando-se de acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), com o objetivo de "achatar a curva" da disseminação do vírus letal. Foi aí que o presidente Jair Bolsonaro começou a apagar algumas luzes que norteavam a saúde no túnel já escurecido pela epidemia da Covid-19, que aqui chegara, com sua força ceifadora de vidas. Tomado de ironia, o presidente disse que a Covid-19 era uma "gripezinha" e que não seria bom para a economia do Brasil a tomada de tal medida. Iniciou-se então uma discordância entre autoridades: de presidente com ministro e, depois, com governadores e prefeitos. Mandetta foi demitido e Nelson Teych assumiu seu posto, em 17/04/2020, adotando a filosofia de Mandetta e da OMS. Ambos foram contra o uso indiscriminado da cloroquina, por não se ter ainda hoje um consenso sobre sua aplicabilidade segura no controle da epidemia. Teych, após ser constrangido pela intervenção de Bolsonaro sobre essas posições, pediu demissão, após 29 dias no cargo. O comando do controle da Covid-19 tem sido tumultuado, gerando desassossego na população, pela perspectiva de desastre que os desencontros poderão provocar: mais adoecimentos e mortes. No momento, a saúde do brasileiro está sob a égide de Eduardo Pazuello, que segue, à revelia da ciência, a receita que Bolsonaro prescreveu para todos os brasileiros que venham a adoecer de Covid-19, o uso indiscriminado da cloroquina. Relaxou-se também o isolamento social completando assim as atitudes bolsonaristas de facilitarem cada vez mais a disseminação do vírus na população.
Com traços de lucidez, no Ceará, o Sistema Único de Saúde (SUS) segue as observações da OMS. Além disso, uma força tarefa desenvolve serviços que mantêm educação continuada dos profissionais de saúde, disseminação da informação, atendimento médico de 24h por dia, em unidades especiais para portadores da Covid-19 e, ainda desenvolveu o respirador Elmo, construído com inteligência, ciência e tecnologia cearenses. Estamos, porém, sob inconsequências e desacertos do nosso presidente a apagar as luzes da ciência e a nos colocar, cada vez mais, na escuridão desse túnel, sem uma réstia de luz. 
(*) Médica pneumologista; coordenadora do Pulmocenter; membro da Academia Cearense de Medicina.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 8/6/2020. Opinião. p.23.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

DUAS ESCOLAS


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
As manifestações culturais e intelectuais são várias nos campos da literatura, da música, da pintura, da economia, etc. No entanto, observando-se apenas a pintura, em séculos mais recentes, pode-se dizer que o romantismo opôs-se ao classicismo; o realismo foi de encontro ao romantismo e precedeu ao impressionismo que, por sua vez, possibilitou o surgimento do expressionismo, bem como serviu de transição para a arte moderna. Apesar de vários movimentos existentes, concentrei-me de forma resumida, no exame das correntes impressionista e expressionista. Pintores geniais. A primeira, com origem no final do século XIX, na França, caracterizou-se pelo interesse em efeitos de luz, não se preocupando com contornos e com tons sombrios, porém enaltecendo a alegria de viver. A segunda procurou mostrar, não só os aspectos objetivos, mas as emoções subjetivas onde pensamentos e acontecimentos suscitam no artista. Foi iniciado na Alemanha, atingiu seu auge entre 1910 e 1920. O impressionismo, embora mantendo temas do realismo, não se propôs a fazer denúncia social. Mostra paisagens urbanas e suburbanas, como o naturalismo. Entre os impressionistas, destacam-se: Monet, Manet e Renoir. Nos quadros destes artistas são comuns cenas passadas em jardins, a beira do rio Sena, em cafés, teatros e festas. Destacaria Monet e Renoir como os principais integrantes do movimento e as telas “Manhã no Sena” (Monet) e “Rosa e Azul” (Renoir). Embora Renoir tenha sido um dos fundadores do impressionismo, seu maior expoente, desejou ser um pintor renascentista. Já no expressionismo, não existe a preocupação com a beleza tradicional e as obras mostram um enfoque pessimista da vida. O artista muitas vezes, dominado pela angústia e a dor, denuncia problemas sociais. O precursor foi Van Gogh e, na minha visão, as telas “Os Girassóis” e “Noite de Verão” foram suas obras principais.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 24/7/2020.

domingo, 16 de agosto de 2020

MARIDO DESPERTANDO DO COMA


Uma mulher acompanhava o marido no hospital, onde ele despertava do coma em que estava há vários meses após um acidente.
Ela ficava ao lado dele todos os dias, esperando sua recuperação.
Quando ele finalmente voltou a si, ele pediu que ela se aproximasse e, com lágrimas nos olhos, sussurrou:
- Minha querida: você sempre esteve comigo em tempos ruins. Quando fui demitido, você estava lá para me apoiar, quando minha empresa faliu, você também estava lá, quando levei um tiro, você continuou lá, quando perdemos a casa, você ainda estava ao meu lado, quando fui parar na polícia, você não me falhou e quando minha saúde começou a decair, você ficou ao meu lado, quando o acidente aconteceu ... você sabe o quê?
- Me diga meu amor, respondeu a mulher.
- Acho que você me dá um azar danado!
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

COMPETINDO COM A SOGRA


Uma bela e jovem mulher vai, desesperada, procurar ajuda com o psicólogo e diz:
- Já não aguento mais! Apesar de todos os meus esforços, meu marido não me dá atenção. Desde que nos casamos, ele só fala sobre sua mãe, mãe, mãe ... É como se eu não existisse!
O psicólogo pergunta se ele já tentou fazer um jantar especial.
- Sim, mas não ajudou em nada.
- Eu tenho uma ideia, senhora - diz o psicólogo.
- Se existe um lugar onde sua sogra não pode rivalizar com você, é na cama. Hoje à noite você se veste com uma camisola esvoaçante e uma négligé de renda preta, tudo transparente. Também coloque meias de renda, uma mini-calcinha fio dental e cinta-liga preta, a cor preta é muito sexy e insinuante, use maquiagem, use salto alto, obviamente preto, também. Mude os lençóis; coloque lençóis de seda. Você também pode colocar algumas velas em vez de luz elétrica.
A atraente esposa seguiu todo o plano, sem esquecer nenhum detalhe. Ela sentia um leve tremor por todo o corpo enquanto se preparava para o marido.
A verdade é que ela nunca se sentiu tão sexy, gostosa e bonita. Quando o marido chega, ela o espera fazendo uma pose provocante.
O marido entra na sala, a vê e pergunta, aos berros:
- Por que você está toda de preto? Não me diga que aconteceu alguma coisa com minha mãe!
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 15 de agosto de 2020

Aniversário de 89 anos do Professor Ruy Laurenti

Hoje, dia 15/08/2020, se vivo fosse, o Prof. Dr. Ruy Laurenti estaria completando 89 anos de idade.

Falecido, em São Paulo, em 12 de junho de 2015, deixou um grande legado à Saúde Pública e merece ter seu nome sempre lembrado.

Eu, que tive a oportunidade de seu por ele orientado de Mestrado e de Doutorado, rendo-lhe a minha homenagem reproduzindo a sua biografia de membro efetivo da Academia de Medicina de São Paulo, abaixo transcrita:

RUY LAURENTI

Ruy Laurenti nasceu em 15 de agosto 1931, na cidade de Rio Claro (SP). É o sétimo filho de Ernesto Laurenti e de Rosa Campilongo Laurenti.

Formou-se, em 1957, pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e aí começou sua dedicação à carreira universitária, atuando, inicialmente, no Serviço de Cardiologia (2ª. Clínica Médica) do Hospital das Clínicas da FMUSP.

Obteve o título do doutor em medicina, na área de cardiologia, em 1969.

Em 1971 transferiu-se para a Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, no Departamento de Epidemiologia, onde, através de concurso, galgou a condição de professor livre-docente (1973), professor adjunto (1976) e professor titular (1979).

Na FSP-USP foi chefe do Departamento de Epidemiologia; vice-diretor e diretor. Na USP atuou também como pró-reitor de Cultura e Extensão; vice-reitor (1990-1994); reitor (agosto-novembro de 1993) e ouvidor-geral (2001-2010).

Por aprovação unânime do Conselho Universitário, foi indicado e recebeu o título de Professor Emérito da Universidade de São Paulo.

Desde 1976 é diretor do Centro Colaborador da OMS para a Família de Classificações Internacionais. É também membro de três comitês/grupos de trabalho da Rede de Centros Colaboradores da OMS; membro de comitês/grupos de trabalho da Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde.

Ruy Laurenti é autor e coautor de trabalhos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais.

Recebeu vários prêmios e distinções dentre os quais se destacam: medalha de Defesa da Saúde conferida pelo Centro de Estados do Serviço de Saúde da Força Pública de São Paulo (1962); prêmio Ouvídio Pires de Campos por trabalho científico realizado no Departamento de Clínica Médica da FMUSP, em 1970; Abraham Horowitz Award concedido pela Associação Pan-Americana de Educação em Saúde, em Washington – DC, Estados Unidos da América, em reconhecimento pelas atividades na educação e saúde na América Latina (2001); placa em reconhecimento pela relevante contribuição na criação do Sistema de Informação de Mortalidade conferida pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (2008); e placa em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à Organização Mundial de Saúde (2010).

Ruy Laurenti é casado e ingressou, em 14 de abril de 1999, como membro titular da Academia de Medicina de São Paulo, sendo o primeiro ocupante da cadeira n o 76, cujo patrono é Arnaldo Amado Ferreira.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor titular da UECE

SEIS PIADAS DE POLÍTICOS


Políticos, figuras históricas, partidos políticos ... alguns são heróis reconhecidos e outros são vilões famosos. Porém, de um jeito ou de outro, precisamos deles à frente do governo. Aliás, em muitos casos, nós os escolhemos! Sem intenção de ofender e em tom de bom humor, apresentamos esta divertida coleção de seis piadas políticas:
1. Um homem, passando em frente à Câmara dos Deputados, ouve uma tremenda gritaria vindo da sala:
- Ladrão, mentiroso, corrupto, caluniador, canalha, idiota, imbecil, vigarista, bastardo, vendido, punguista, jagunço, cara dura, farsante, inútil, rato, fdp, entreguista, imbecil, bobalhão, oportunista, trapaceiro...!
O homem, assustado, pergunta ao segurança que está na porta:
- Senhor, o que está acontecendo lá dentro? Eles estão brigando?
Ao que o guarda responde:
- Eu acho que eles estão fazendo a chamada.
2. Dois amigos conversam informalmente na rua e um pergunta ao outro:
- Como você está indo com a atual crise?
A resposta não tarda a chegar:
- Bem, eu durmo como um bebê.
Ante a incredulidade do amigo, ele esclarece: "eu acordo a cada três horas chorando!"
3. Um americano diz a um russo que os Estados Unidos são tão livres que uma pessoa pode parar em frente à Casa Branca e gritar "para o inferno com Donald Trump". O russo responde:
- Isso não é nada. Também posso ficar na frente do Kremlin e gritar 'para o inferno com Donald Trump'.”
4. Um ladrão confronta um cara na rua e, à mão armada, diz a ele:
- Isso é um assalto. Me passa todo o seu dinheiro!
O homem fica surpreso, mas em vez de ficar com medo, ele responde:
- Ei, você não sabe com quem está mexendo. Eu sou um político muito influente.
O ladrão olha para ele e diz:
- Nesse caso, devolva todo o meu dinheiro!
5. O juiz pergunta ao acusado:
- O senhor é acusado de entrar no Senado e dar uma surra em 15 senadores. Como você se declara?
- Muito satisfeito!
6.- Se um avião cair no mar com todo o governo do país... Quem é que se salva?
- O país.
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

OS CIRURGIÕES E SEUS PACIENTES PREFERIDOS


Na sala de cirurgia, cinco cirurgiões conversam sobre quem são os melhores pacientes para operar.
O primeiro cirurgião diz:
- Gosto de operar os contadores, porque, quando você os abre, tudo é classificado por números.
O segundo cirurgião responde:
- Sim, mas os eletricistas são melhores, porque todos os órgãos são codificados por cores, não há como dar errado.
O terceiro cirurgião acrescenta:
- Não, os bibliotecários são melhores: dentro deles está tudo em ordem alfabética.
O quarto diz:
- Não há nada como mecânicos, que já trazem as peças de reposição para serem colocadas.
O quinto, finalmente, declara:
- Lamento discordar de vocês, colegas, mas para mim, os políticos são os melhores pacientes do mundo para operar porque não têm coração, não têm entranhas e também o cérebro e o reto são totalmente intercambiáveis.
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.
 

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