sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Defesa de Dissertação em Saúde Coletiva (UECE) de Francisco Tarcísio Seabra Filho

Aconteceu na tarde de ontem (17/12/20), na Universidade Estadual do Ceará, via virtual pelo Google Meet, mais uma defesa de Dissertação de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPSAC) da UECE.

A banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, Ana Débora Assis Moura e Antonio Rodrigues Ferreira Junior, Lucilane Maria Sales da Silva (suplente), aprovou a DissertaçãoPerdas de imunobiológicos e sua repercussão na gestão do Programa Estadual de Imunizações do Ceará”, de conclusão do Curso de Mestrado Acadêmico em Saúde Coletiva, apresentada pelo mestrando FRANCISCO TARCÍSIO SEABRA FILHO.

Essa foi a nossa 200ª (duocentésima) participação em banca de mestrado e com ela completamos 48 (quarenta e oito) orientados de mestrado.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do PPSAC-UECE

FOLCLORE POLÍTICO XLIX

Abro a Coluna com duas historinhas. A primeira é bem adequada a esses tempos de descoberta de roubalheira.

Geladeira de graça

Um sujeito comprou uma geladeira nova e, para se livrar da velha, colocou-a em frente da casa com o aviso: "De graça. Se quiser, pode levar". A geladeira ficou três dias sem receber um olhar dos passantes. Ele chegou à conclusão: ninguém acredita na oferta. Parecia bom demais pra ser verdade. Mudou o aviso: "geladeira à venda por R$ 50,00". No dia seguinte, a geladeira foi roubada! (Historinha enviada por Álvaro Lopes).

O mel de Frei Damião

Fausto Campos sempre passava pela BR-232, entre Serra Talhada e Custódia, em Pernambuco. Na beira da estrada, vendedores ofereciam o melhor mel do mundo, o mais puro. Um dia, resolveu levar uma garrafa. Perguntou: "o mel é puro"? O vendedor: "o mais puro do mundo". Fausto arrematou: "pois vou levar esse mel para o Frei Damião". O vendedor apressou-se a esclarecer: "doutor, é melhor não levar esse pote. Quem tirou esse mel foi meu irmão e ele gosta de juntar um pouco d'água no mel para render mais. Desculpe. Na próxima vez, o senhor vai levar um mel 100% puro. Agora, só se o senhor quiser levar esse pro senhor. Mas pro Frei Damião, de jeito nenhum". (Historinha enviada por Delmiro Campos, filho de Fausto).

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Exame de Qualificação em Saúde Coletiva (UECE) de Maria Janaina Alves de Azevedo

Aconteceu na tarde de hoje (17/12/20), na Universidade Estadual do Ceará, via virtual pelo Google Meet, o Exame de Qualificação de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPSAC) da UECE.

A banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. Maria Helena Lima Sousa, Geziel dos Santos Sousa, Marcelo Gurgel Carlos da Silva e Thereza Maria Magalhães Moreira (suplente), aprovou o Projeto de DissertaçãoIMPACTO DOS GASTOS FEDERAIS COM INTERNAÇÕES POR CAUSAS EXTERNAS NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE DO CEARÁ”, apresentado pela mestranda Maria Janaina Alves de Azevedo, que é orientada por Maria Helena Lima Sousa.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do PPSAC-UECE

SERVIDORES PÚBLICOS, HERÓIS PERSEGUIDOS

Por Fernando José Pires de Sousa (*)

Não há homenagem mais justa do que aos servidores públicos! São eles que exercem profissões das mais honrosas e dignas justamente por atenderem diretamente a sociedade, cumprindo assim um dever cívico por excelência. As políticas públicas não existiriam sem o trabalho incansável de milhares de servidores espalhados por este imenso País, nos três poderes e esferas de governo, exercendo suas funções da melhor forma possível!

Esta pandemia tem mostrado o valor e a entrega incondicional dos profissionais de saúde que diuturnamente arriscam suas próprias vidas, muitas delas ceifadas pela doença, no esforço de salvar seus pacientes. Presenciamos também o trabalho incansável dos profissionais da educação, procurando cumprir seu papel de professor e educador, muitos sob condições precárias de trabalho, fazendo de tudo para que crianças, jovens e adultos não interrompam seus estudos, garantindo, assim, o cumprimento do processo de formação e aprendizagem, educacional e profissional. Estes exemplos são emblemáticos, por estarem na linha de frente no atendimento "emergencial" da população. Mas milhares de outros profissionais, de diferentes áreas, também são demandados e cobrados, como assistentes sociais, bombeiros, auxiliares, secretárias, vigilantes, psicólogos etc.

Dessa forma, são heróis porque em geral se dedicam sob condições que deixam muito a desejar, não somente em termos de remuneração como em condições de trabalho e valorização. Além de tudo, são perseguidos, daí o título deste artigo. Isto é evidenciado pela história política de governos irresponsáveis, desde Jânio Quadros, com o slogan da vassourinha, passando por Collor, Temer e pelo atual governo. Eles se lançam nos braços de segmentos conservadores que fazem apologia ao mercado, à desvalorização dos servidores e de tudo o que for público. Recursos e direitos são suprimidos para justificar privatizações, como a PEC dos gastos e este famigerado Decreto 10.530 que, em plena pandemia, tenta acabar com o SUS. Para o bem comum, a sociedade precisa estar ao lado destes heróis, parabéns a eles! 

(*) Professor da Universidade Federal do Ceará e coordenador do Observatório de Políticas Públicas.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 6/11/20. Opinião, p.20.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

A FÉ E A MORTE

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

O mês de novembro nos convida a refletir sobre a vocação à santidade, a qual é inerente a todos nós. Nesse mês, em vista do dia de finados, refletimos também na efemeridade da vida, e como superar a dor da perda. Viver é um aprendizado, e experimentar perdas faz parte da nossa trajetória desde que nascemos, passamos por elas aceitando-as com certa naturalidade, e nesse caminho adquirimos conhecimento, capacidades e sabedoria.

Contudo, existem também outras áreas de nossa vida em que as perdas provocam grande sofrimento e precisam ser elaboradas para que não se transformem em um sofrimento permanente. Estamos vivendo uma situação extrema, onde muitas vidas foram perdidas para a terrível a Covid 19, causada pelo novo coronavírus. É difícil de aceitar que aqueles que amamos estavam bem, e de uma hora se foram. Especialmente quando não podemos velá-los e sepultá-los com a dignidade que mereciam, para evitar o contagio, medidas necessárias de segurança, mas difíceis.

As perdas ferem e chorá-las é necessário. Sem dúvida, a perda de alguém querido é uma das maiores dores que o ser humano pode sentir. Para ela, nunca estamos preparados.

Deus não mandou a pandemia e quando me questionam sobre o porquê da morte, sempre faço questão de reforçar que essa nunca foi a vontade de Deus. A morte é uma contingência humana, ou seja, faz parte da fragilidade do ser humano e entrou no mundo pelo Pecado Original. “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5, 12).

A perda provoca em nós uma reação imediata que é chamada de luto. Trata-se de um processo que pode se estender por mais ou menos tempo, e a maneira de vivenciá-lo depende de cada um e do quão significativo é aquele ou aquilo que foi perdido. Segundo os especialistas, em geral o luto é marcado, num primeiro momento, pelo choque diante do inesperado ou do incontrolável, gerando uma espécie de anestesia, principal indicador de que a perda ainda não foi assimilada.

Depois, vem a fase em que a “ficha cai”, como se diz popularmente. Nela, entendemos a dimensão do ocorrido, mas resistimos em aceitar; muitos chegam a acreditar que irão acordar e a realidade será outra. Quando, finalmente, percebemos que nada mudará, vem o sofrimento, o choro, a falta que a pessoa começa a fazer. Então, chega o momento da revolta e também da culpa, quando entra em cena o “se”: “se tivesse feito diferente”, “se isso...”, “se aquilo...” Por fim, como em outras perdas, chega a aceitação e o necessário retorno à rotina.

Fiz essa detalhada descrição para enfatizar que é muito importante vivenciar integralmente o luto e, assim, conseguir superar a perda e continuar a viver. Não podemos ignorar a ausência de um ente querido, mas temos de aprender a seguir em apesar disso, evitando a instalação de um sofrimento desordenado e duradouro, que traria consequências negativas para a saúde do corpo, da mente e do espírito. No caso da morte, superar a perda não significa esquecer aqueles que amamos e já partiram, pois o amor não termina com a interrupção da vida biológica. O amor é redirecionado. Os mortos não fazem mais parte da nossa vida terrena, mas continuam em nosso coração e, se dóceis à graça de Deus, no céu. A saudade e a lembrança devem ser cultivadas; o sofrimento, não.

A fé é determinante para encarar a morte como início de nova etapa, e seu fundamento está na Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo e na certeza de que Aquele que O ressuscitou também nos ressuscitará, como ensina São Paulo: “Deus, que ressuscitou o Senhor, ressuscitará também a nós pelo seu poder“ (1 Cor 6, 14).

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 21/11/2020. Opinião. p.16.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

TERRA

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Há 51 anos, nos porões da Ditadura, Caetano Veloso viu uma foto a mostrar a magnanimidade do azul de um sólido quase esférico: a inédita vista da Terra a partir do espaço sideral. E surgiram lindos versos, entre os quais: "Quando eu me encontrava preso / Na cela de uma cadeia / Foi que eu vi pela primeira vez / As tais fotografias / Em que apareces inteira / Porém lá não estavas nua / E sim coberta de nuvens". Era criada a música Terra.

Em 22 de setembro, às 10h31min, o Sol se alinhou ao plano do Equador, com sua luz a incidir da mesma forma sobre os dois hemisférios. Abriram-se as pétalas. Naturalmente, brotaram as flores. A Natureza (com N maiúsculo, como desejamos) reciclou-se na esperança de que as pessoas rejuvenescessem. Chegou a Primavera, a trazer boas e novas lições de vida. Podemos aproveitar esta estação para iniciarmos uma nova era nos cuidados com o meio ambiente.

Vivemos numa sociedade que muito maltrata o nosso planeta, a ponto de uma minoria planificar um sólido redondo. E uma maioria acredita que, para ser feliz, é preciso acumular bens tangíveis, pois o consumismo instituiu a ilusão da felicidade que se compra, de acordo com uma visão puramente materialista.

As lições de preservação ainda não foram aprendidas. E, às vezes, quem ensina é alguém ainda na adolescência, como Greta Thunberg e Malala Yousafzai, aliadas aos princípios da Unesco, a provar ao mundo que ser uma voz ativa por causas como Educação, Direitos Humanos e Meio Ambiente independe de idade, gênero, raça, crença.

Faltam mediadores entre os que defendem o progresso em detrimento da proteção ambiental e os que praticam a recíproca. Um paradigma similar ao das escolas que preparam para a vida a esquecer os desafios e das que, voltadas a estes, desprezam os valores humanos. Também aqui, a virtude está em fazer as duas coisas. E, no caso da Natureza, realizar ambas significa conseguir o sonhado desenvolvimento sustentável.

Que os terráqueos cuidem bem de sua morada porque, como versou e musicou Caetano, "Terra, Terra / Por mais distante / O errante navegante / Quem jamais te esqueceria? 

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Membro da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, Opinião, de 5/11/20. p.18.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

CAPITAL SOCIAL

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)

Os economistas quando se referem ao capital social ressaltam o volume de investimentos ou gastos nas áreas de educação, saúde e apoio às comunidades carentes, etc. São dispêndios importantes que, em última análise, têm por objetivo contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, bem como para a redução do número de excluídos numa região. O conceito de capital social poderia ser examinado sob dois aspectos complementares e não dicotômicos: capital social tradicional e capital social comportamental. O primeiro, representado pelas ações mencionadas, teoricamente apoia-se na política. Já o segundo abrange conceitos mais amplos, envolvendo fundamentos filosóficos, religiosos, morais, éticos, dentre outros, além da política. O tradicional dificilmente se consolida sem alterações substanciais no comportamento das pessoas. Não adianta a adoção de teses liberais, socialistas e clássicas, os exemplos de “apartheid” social existiram e continuarão, caso não surjam modificações no pensamento da humanidade relacionadas, do ponto de vista coletivo, com a paz, a justiça e a liberdade como também, do individual, com o amor, a solidariedade e a humildade. Eis as atitudes integrantes do verdadeiro capital social. É difícil compreender as propostas de filósofos e teólogos, como também os pensamentos de ateus e agnósticos. Vale salientar nossa admiração às ideias e sentimentos de Santo Agostinho, na Escola Patrística, e de São Tomás de Aquino, na Escola Escolástica, em busca da conciliação da fé e da razão, ambos inspirados nas mensagens de Cristo e de São Paulo e nas filosofias de Platão (Santo Agostinho) e de Aristóteles (São Tomás de Aquino), mostrando a importância do Cristianismo em proporcionar uma resposta integral. Deus é a própria verdade. Conforme o Evangelho de São João (14.6): “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 20/11/2020.

 

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