sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 855

Abro a coluna com os puxa-sacos e a farta de feição.

Tempos eleitorais. Tempos de fidelidade e infidelidade. Guararé era cabo eleitoral do governador Sebastião Archer, do Maranhão. Convenção do PSD, alguém acusou Guararé de puxa-saco. Guararé argumentou:

- Cada um puxa quem pode. Eu puxo o senhor, governador Archer. O senhor já puxa o senador Vitorino Freire. E o senador puxa o general Dutra. É a lei da fidelidade partidária.

Farta feição

José Aparecido chegou à sua Conceição do Mato Dentro/MG, começou a romaria dos amigos. Entrou um coronel, mansos passos e chapéu na mão:

- Bom dia, doutor. Boa viagem?

- Boa. Como vão as coisas?

- Tudo correndo como de costume. Novidade aqui nunca tem e lá pra fora não sei, porque minha televisão está defeituada.

- O que é que aconteceu com ela?

- Não sei não. Às vez, farta prosa, às vez farta feição.

(José Aparecido foi deputado federal, ministro da Cultura, governador de Brasília e embaixador em Portugal. Excepcional figura, amigo de meu irmão, Ivonildo Torquato, médico-cirurgião, que o operou no HSE, RJ).

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/410935/porandubas-n-855


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Eventos Corporativos fortalecem a rede hoteleira caririense

Por Rita Fabiana Arrais (*)

A Região Metropolitana do Cariri (RMC) consolidou-se como uma das mais prósperas e atrativas do Nordeste, em virtude da diversidade econômica, a expansão dos investimentos públicos e privados.

Além disso, a escolha pelo Cariri, em especial Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, liga-se ao fato dos elevados índices de geração de emprego, e um setor de turismo religiosos e ecológico de destaque no cenário nacional.

Para uma melhor descrição da economia local, reportaremos aos dados do IBGE (2024) no qual mensura num espaço de dez anos (2011-2021) o crescimento do Produto Interno Bruto do Cariri, mostrando que a região havia duplicado (R$ 2,47 bi para R$ 5,11 bi) a riqueza gerada na economia.

No ano de 2024 o Produto Interno Bruto da região totalizou R$ 14,67 bilhões, contribuindo com a fatia de 7,53% do PIB do Ceará. (Anuário do Ceará 2025-2026). Consequentemente, a RMC impõe segurança financeira para os investidores, ao mesmo tempo em que exige ações de fomento público na infraestrutura das cidades (saneamento, mobilidade urbana, conectividade, acesso ao transporte rodoviário e aéreo) fator indissociável para o crescimento e desenvolvimento econômico.

Diante deste cenário a economia se movimenta de forma urbana e regional, como ecossistema em que há uma rede de organizações interdependentes, tais como: as universidades, as startups, as franquias, as grandes empresas, investidores privados, etc.).

Cabe observar, ainda, a forte cultura empreendedora da região que impulsiona e mantém competitivos outros setores da economia, como o hoteleiro e o gastronômico. E este avanço é resultado do crescimento da oferta de eventos corporativos - workshops, eventos de networking e treinamentos específicos - na região que buscam atender as necessidades dos parceiros comerciais, assim como proporcionar aos colaboradores a capacitação profissional, a internalização da missão e objetivos da empresa.

Logo, a rede hoteleira criou espaços (auditórios) para locações, como também incrementou o menu da cozinha para atender as demandas específicas dos locatários. Investiu-se em infraestrutura, equipe especializada, acomodações, conectividade e audiovisual.

No Cariri há mais de dez hotéis disponíveis para a realização de eventos, com a diária de um auditório para 100 pessoas variando de R$ 1.380,00 a R$ 1.560,00 reais. A inclusão do coffee-break está condicionada ao pagamento de valores entre R$ 40,00 a R$ 68,00 reais por pessoa.

A média de eventos nestes hotéis fica entre quatro a dez eventos mensais, e isto favorece o caixa em tempos de baixa demanda, além de estimular a concorrência que beneficia os consumidores e ofertantes.

(*) Economista.

Fonte: O Povo, de 19/12/25. Opinião. p.19.

ENCONTRO OU DESENCONTRO?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie (*)

Conviver é a arte do encontro, ainda que no desencontro. Quer seja uma vida em comum, um bom relacionamento com alguém ou ainda uma partilha de ambiente, de empresa, de trabalho.

O ser humano é ‘Homo socialis’.

Desde que a terra experimentou os passos da criatura humana, assistiu e acompanhou sua epopeia, fornecendo-lhe abrigo, alimentação e repouso, não como uma dádiva inerte, mas como uma conquista, uma, diria Darwin, ‘luta pela vida’. Assim, originou-se a ‘companhia’ dos humanos, não por afinidade, senão pela partilha do pão (cum + panis), ou seja, do alimento e da sobrevivência, num meio, tremendamente, tão hostil.

Formaram-se os clãs, que disputavam entre si os mais ricos ambientes de caça, de pesca e de abrigo, cada clã com suas manias e formas de convivência.

A humanidade emergiu, cresceu e desenvolveu-se, tingidas desse ‘grito prodrômico de ‘convivência’’, condição ‘sine qua non’ para a vida. No correr dos séculos, tomou várias dimensões, firmando-se grupos sociais, dos quais a família é o grupo protagonista, por excelência.

E, no andar da carruagem, estamos nós aqui, herdeiros e herdeiras de toda essa frenética e maravilhosa História, com as mesmas necessidades básicas universais, acrescidas de outras, que o tempo nos mostrou indispensáveis.

Somos coevos. Somos encontros, por imposição social e institucional. Somos encontros por crenças, por profissões e por outras situações, como encontros de amizade, encontros de amor, estes nunca por cobranças, nem com imposições.

Em todos esses encontros, alguns tocam-nos mais de perto: o nosso micromundo espera um encontro de nós conosco, predispondo-nos para um encontro aconchegante com o outro, nas emoções de empatia, nas sensações de desejo e no desiderato de partilhar sonhos, rumos e navegações. Encontros têm matizes, têm suas modulações, têm sentimentos próprios e peculiares.

Desencontro é a outra face do encontro, pois somente há desencontro, se falha o encontro ou quando o encontro finda em desencontro. A guerra, por exemplo, caracteriza-se por ser o desencontro do encontro da paz, o ódio é o desencontro do encontro do amor, a intolerância é o encontro do desencontro do diálogo. E vice-versa.

Encontros jamais vingam sem amor, perdão, lealdade, cujas dosagens definem a intensidade.

Em qualquer situação, a criatura humana é, sim, ‘Homo socialis’, ‘Ser de relacionamento’.

Finalmente, somos mesmo encontros, até quando nos desencontramos.

Tenhamos uma boa quinta-feira, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 15/01/26.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Cursos de medicina mal avaliados serão punidos

O Povo, Editorial.

O resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) mostrou uma situação preocupante dos cursos de medicina no Brasil. Foram avaliadas 351 instituições públicas e privadas. Dos cursos participantes em todo o Brasil, 30% tiveram desempenho considerado insatisfatório pelo Ministério da Educação (MEC), a maioria de faculdades particulares. É preciso dar destaque a esse dado, pois o maior número de formandos atualmente é oriundo de faculdades privadas.

Segundo estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), publicado na página da Associação Paulista de Medicina, das 494 escolas médicas do País (2025), com 50.974 vagas anuais de graduação, 80% dos estudantes estão em instituições privadas.

O levantamento também mostrou uma nova fase de expansão do ensino médico. De acordo com a FMUSP, entre janeiro de 2024 e setembro de 2025, o MEC autorizou 77 novos cursos de Medicina. O estudo avalia que o Enamed é parte do esforço para assegurar a qualidade dos cursos de formação de futuros médicos.

É preciso ressaltar que não se trata de desconsiderar o papel importante desempenhado pelas faculdades privadas, mas de preservar aquelas que oferecem ensino de qualidade e obrigar a evoluir aquelas que tiraram notas baixas. São muitas as instituições privadas que conseguem administrar o empreendimento educacional, sem descuidar da preparação de seus alunos e dos interesses da sociedade, que precisa de profissionais bem formados, em área tão sensível, que cuida da saúde e da vida das pessoas.

No Ceará, nove cursos participaram do exame, sendo que três deles obtiveram nota 5 (máxima); três (nota 4); duas (nota 3) e uma (nota 2).

Existe outra proposta, de iniciativa do Senado, já aprovada na Comissão de Assuntos Sociais, que visa criar o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed), que ficou conhecido como "OAB da Medicina". Seria exigência de uma prova obrigatória para médicos recém-formados receberem o registro profissional. Para o ministro Camilo Santana, o Enamed já cumpre esse papel, juntamente com mais rigor no monitoramento dos cursos, inclusive com visitas presenciais.

As sanções, conforme as notas obtidas, podem incluir redução de vagas de ingresso (nota 2), chegando à suspensão do curso (nota 1). Os conceitos 1 e 2 ainda terão suspendidos os contratos de financiamento estudantil (Fies) e o de bolsas (Prouni). Caso não haja melhora ou as medidas exigidas pelo MEC não forem cumpridas, os cursos poderão ser extintos.

O relevante é que o tema está sendo debatido e o MEC tem implementado medidas positivas, como maior fiscalização e punições aos cursos que obtiverem notas insuficientes.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 21/01/2026. Editorial. p.16.


NOTA DA AMB ENAMED 2025

Nota da Associação Médica Brasileira (AMB) sobre os resultados do Enamed 2025 e a qualidade da formação médica no Brasil

Após a divulgação dos resultados do Enamed 2025 (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), a Associação Médica Brasileira (AMB) vem a público demonstrar sua extrema preocupação com os números que foram apresentados, que revelam uma realidade gravíssima na formação médica do país.

O exame, que mede o desempenho dos estudantes e a qualidade dos cursos de Medicina no país, revela um cenário alarmante, que exige respostas firmes e responsáveis por parte das instituições de ensino e das autoridades regulatórias.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (19/01/2026) pelo Ministério da Educação (MEC), da Saúde e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).  Acreditamos que esta avaliação vem em bom tempo para nos mostrar objetivamente a realidade do ensino de graduação médica em nosso país.

Foram avaliados 351 cursos de Medicina. Desse total, 99 cursos sob regulação federal obtiveram conceitos 1 ou 2, faixas consideradas insatisfatórias pelo Inep. Embora 67,1% dos cursos estejam entre conceitos 3 e 5, a presença de 32,6% de cursos com desempenho abaixo do mínimo aceitável segue preocupante. Entre os 39.258 estudantes concluintes avaliados, apenas 67% demonstraram proficiência adequada, enquanto cerca de 13 mil alunos não atingiram o nível esperado para o exercício seguro da Medicina.

 Os cursos de medicina no Brasil são terminais. Ou seja, quando o aluno conclui o curso de graduação, ele recebe o diploma de formado em medicina. Com base neste certificado, vai ao Conselho Regional de Medicina (CRM) do seu estado, obtém o seu registro profissional e o seu número de inscrição no CRM. Uma vez portador desta documentação, está legalmente habilitado para atender pacientes e exercer a medicina em nosso país.

Nestas circunstâncias, equivale dizer que esses 13.000 médicos apontados pelo Enamed como não proficientes podem, de acordo com a legislação atual, atender pacientes em nosso país. Isso nos permite afirmar, sem sombra de dúvidas, que a nossa população atendida por esse contingente de médicos não proficientes ficará exposta há um risco incalculável de má prática médica.

Esses números apontam claramente para a necessidade de instituirmos o mais breve possível exame de proficiência médica como um pré-requisito para o exercício da medicina. Sendo mais claro, não comprovada a proficiência médica pelos egressos dos cursos de medicina, não lhes seria concedido o registro profissional pelos CRM, impedindo-os, desta forma, de atender pacientes.

Esta seria uma ação muito bem-vinda em direção a proteção e segurança dos pacientes. Esta não é uma medida contra o egresso de medicina. É uma medida com finalidade voltada única e exclusivamente à boa prática da medicina e a segurança dos pacientes.

Os dados do Enamed também evidenciam uma forte assimetria na formação médica no Brasil. Universidades públicas federais e estaduais concentram mais de 84% de seus cursos nas faixas de excelência, enquanto os piores resultados ocorrem principalmente em instituições municipais e privadas com fins lucrativos.

Estes achados reforçam alertas históricos da AMB sobre os riscos da expansão desordenada de escolas médicas, muitas vezes abertas sem infraestrutura adequada, corpo docente qualificado ou condições mínimas para a formação segura de novos médicos, nem residência médica.

O Ministério da Educação anunciou, na direção correta, sanções para as instituições avaliadas com desempenho insuficiente, incluindo suspensão total de ingresso, redução do número de vagas e restrição de acesso a programas federais como o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). As instituições terão 30 dias para apresentar defesa e as penalidades permanecerão em vigor até o próximo Enamed, previsto para outubro de 2026.

Consideramos essas medidas necessárias para proteger a população e garantir padrões mínimos de qualidade no ensino médico e reforça que o Enamed representa um avanço importante para o país ao oferecer um diagnóstico objetivo da formação médica e ao fortalecer a transparência na avaliação das instituições.

Porém alertamos que a questão central não é ampliar indiscriminadamente o número de vagas, mas assegurar que cada futuro médico tenha formação adequada, sólida e compatível com as demandas reais do sistema de saúde. Não se trata de formar mais médicos, mas de formar bons médicos, preparados para atuar no SUS e para responder às necessidades da população brasileira.

A Associação Médica Brasileira reitera seu compromisso permanente com a educação médica de qualidade e com a proteção da sociedade.

Continuaremos trabalhando junto ao MEC, ao Ministério da Saúde, ao Conselho Federal de Medicina, ao Conselho Nacional de Educação e aos órgãos reguladores para aprimorar as diretrizes curriculares, fortalecer os estágios e o internato e estabelecer critérios rigorosos para abertura de novos cursos e ampliação de vagas.

O país precisa de uma política nacional de formação médica pautada pelo rigor acadêmico, pela responsabilidade social e pelo compromisso com a segurança do paciente.

Associação Médica Brasileira (AMB)

20 de janeiro de 2026


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Curso de Medicina da Uece atinge nota máxima na primeira edição do Enamed

O curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará (Uece) recebeu nota máxima (5) na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizado em 2025. Ao todo, foram avaliados 351 cursos de Medicina em todo o país, dos quais apenas 49 alcançaram a nota máxima. O Enamed é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e tem como principal objetivo avaliar a formação médica brasileira.

O reitor em exercício da Uece, professor Dárcio Texeira, ressaltou que o desempenho alcançado no Enamed reflete a maturidade acadêmica da Universidade e o trabalho contínuo desenvolvido ao longo dos anos. “A nota máxima obtida pelo curso de medicina da Uece confirma a consolidação do curso da Universidade Estadual do Ceará como referência na formação médica, resultado do investimento em qualificação docente, infraestrutura, integração com os serviços de saúde e compromisso com a sociedade cearense”.

O Enamed é organizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e será aplicado anualmente, como uma adaptação do Exame Nacional de Avaliação dos Estudantes (Enade) para os concluintes do curso de Medicina no Brasil. O desempenho dos estudantes no Enamed poderá ser utilizado para o ingresso em programas de residência médica, por meio do Exame Nacional de Residência (Enare).

Além de avaliar a formação médica, o Exame tem como objetivos apoiar a melhoria dos cursos, aprimorar os processos de seleção para a residência médica, fortalecer o SUS e promover maior unificação e transparência, a partir de um modelo padronizado de avaliação em âmbito nacional.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Uece em 19/01/26.


Roberto Proença de Macedo. Este é o cara

Por Pedro Jorge Ramos Vianna (*)

Escrevo este artigo para homenagear um grande homem. O verbo está no presente e não no passado, por que o que ele deixou como ensinamento para nós não se apagará. Eu tive a honra, enquanto era economista do INDI (Instituto de Desenvolvimento da Indústria (Fiec), de trabalhar com o Senhor Roberto Macedo como Assessor de Economia.

Este cargo me permitiu, muitas vezes, discutir com ele sobre os aspectos econômicos do Estado do Ceará, do Nordeste e do Brasil. E, naturalmente, sobre os aspectos da política econômica que afetavam a indústria cearense.

O primeiro aspecto que me chamou a atenção foi seu interesse em conhecer os meandros da ciência econômica para melhor compreender os fatos pertinentes à política econômica dos governos, seja federal, estadual ou municipal. Isso me chamou a atenção para um outro aspecto relevante de sua personalidade: a simplicidade.

Aqui eu relembro o fato de ele ter pedido, publicamente, desculpas a uma funcionária da FIEC por ter julgado mal um ato daquela funcionária. Este foi um exemplo cabal de sua simplicidade. Me lembro que na oportunidade o parabenizei pela sua coragem.

O Senhor Roberto Macedo jamais usou da empáfia (fato comum dentre aqueles que ocupam cargos relevantes) para justiçar suas posições. Quando havia alguma conferência ou palestra de algum técnico e ele não entendia o ponto defendido pelo expositor, sempre nos encontrávamos para discutir o que foi apresentado pelo conferencista.

O fato de ele ter dado apoio ao INDI para que nossas análises fossem cada vez melhores é um exemplo da sua preocupação com o saber. Outro aspecto que me chamou a atenção sobre sua personalidade foi o primar pela bem querência, pela amizade, pela harmonia no trabalho.

Aqui me vem à memória um fato muito importante em sua vida de empresário. Estavam em seu gabinete algumas pessoas da Fiec e conversávamos sobre as dificuldades das indústrias cearenses, em termos gerais, inclusive do problema de administração. Ele, então, contou como resolveu um problema que ocorreu em sua empresa.

Em reunião da Diretoria e examinando os dados financeiros ele concluiu que a empresa estava indo para a falência. E ele disse: "Vou chamar o japonês". Ele não deu o nome do "japonês". Mas era um especialista em administração empresarial. E o problema da empresa foi resolvido.

O que isso demonstra? Primeiro sua capacidade de pensar, primeiro, no sucesso da empresa; segundo, a sua capacidade em admitir erros. Se o caminho da empresa não estava indo para o sucesso, que algo fosse mudado.

Hoje sua empresa é uma das maiores empresas do Ceará, empregando milhares de pessoas. Termino este trabalho com uma frase do Amarílio Macedo "Era gostoso gostar dele"!

(*) Economista e professor titular aposentado da UFC,

Fonte: O Povo, de 14/12/25. Opinião. p.18.

 

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