Mostrando postagens com marcador Fábula. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fábula. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 726

Abro a coluna com uma fábula.

Em cinco anos, tudo pode ocorrer

Um poderoso sultão, sábio entre os sábios, possuía um camelo muito inteligente. Obedecia a todas as ordens que nem precisavam ser emitidas de viva voz. Faltava-lhe apenas o dom da palavra. Esse detalhe entristecia sobremaneira o sultão. Um dia, decidiu convocar o Grande Conselho e chamou o grão-vizir.

- Quero que ensine meu camelo a falar!

- Mas isso é impossível.

- Cortem a cabeça dele! Tragam-me o adjunto!

Mesma afirmação de desejo sultanesco, mesma resposta, mesma sentença. A cena repetiu-se diversas vezes e cabeças rolaram. Exasperado o sultão declarou.

- Aquele que ensinar meu camelo a falar será meu grão-vizir.

Silêncio! O sultão repetiu a exortação. Eis que surgiu um humilde ajudante de cozinheiro. Disse:

-Dá-me, ó incomparável senhor, um prazo de cinco anos, e farei falar teu camelo.

Estupefação geral. Seguida do cumprimento da promessa.

-Doravante, és meu grão-vizir! Mas se falhares, sabes o que te espera!

- Bem sei!

Encantado, o jovem fez profunda reverência e saiu correndo para dar a boa notícia à esposa.

- Infeliz, acabas de assinar tua condenação.

- Não é bem assim, meu bem. Pedi cinco anos. Você sabe que muitas coisas poderão acontecer em cinco anos: morre o camelo, morre o sultão...

(Fábula enviada pelo atento Alexandru Solomon). Nada a ver com as próximas eleições.

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/349194/porandubas-n-726


sábado, 3 de agosto de 2024

CASAMENTO COM O SAPO

Há muito tempo, havia em um distante vilarejo um homem com um pênis de 50 centímetros. Depois de consultar médicos e profissionais para tentar resolver este grande problema, ele optou por consultar uma feiticeira.

Chegando lá, ele contou seu problema: "Preciso da sua ajuda. Meu pênis é muito grande e nenhuma mulher quer se casar comigo por causa disso! Como faço para resolver este problema? Ajude-me, por favor!"

A feiticeira então pensou um pouco e respondeu: "Vá até o meio da floresta e lá você encontrará um sapo falante. Então peça-o em casamento. Todas as vezes que ele disser não, o seu pênis vai diminuir 10 centímetros. Trata-se de um sapo amaldiçoado, mas no seu caso vai ser uma bênção!"

Então ele foi à floresta, e após horas de procura, ele finalmente encontrou o sapo, ajoelhou sobre ele e perguntou:

"Casa comigo?"

"Não", disse o sapo.

E seu pênis diminuiu 10 centímetros.

O homem perguntou de novo, "Você casaria comigo?", e mais uma vez o sapo disse:

"Não".

E lá se foram mais 10 centímetros.

Ele pensou: "Bem, 30 centímetros ainda é muito grande... Vou perguntar mais uma vez, afinal, 20 centímetros está ótimo".

Por fim, ele perguntou ao sapo pela última vez:

"Casa comigo?"

O sapo, já muito impaciente, responde:

"Eu já falei: não, não e NÃO!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

domingo, 21 de abril de 2024

A CONTA DO SOCIALISMO EM UM BAR

Todos os dias 10 homens se encontram em um bar para conversar e beber cerveja. A conta total dos dez homens é de R$ 100.

Concordaram em pagar a forma proporcional como são pagos os impostos na sociedade, conforme a escala de riqueza e renda de cada um:

Os primeiros 4 (os mais pobres) não pagam nada.

O 5º paga R$ 1.

O 6º paga R$ 3.

O 7º paga R$ 7.

O 8º paga R$ 12.

O 9º paga R$ 18.

O 10º (o mais rico) paga R$ 59.

A partir daí, todos se divertem, respeitando o acordo, até que, um dia, o dono do bar disse para eles:

- Já que vocês são bons clientes, vou reduzir o custo de suas cervejas em R$ 20. As bebidas a partir de agora custam R$ 80.

O grupo, no entanto, propôs continuar pagando a conta na mesma proporção de antes. Os quatro primeiros continuaram a beber de graça. Eles calcularam que os R$ 20 divididos por 6 seriam R$ 3,33, mas se subtraíssem isso da porção de cada um, o 5º e o 6º homens seriam pagos para beber, já que o 5º pagou R$ 1 antes e o 6º pagou R$ 3.

Então o barman sugeriu uma fórmula baseada na riqueza de cada um, e passou a calcular o valor que cada um deveria pagar.

O 5º bebedor, igual aos quatro primeiros, não pagaria nada.

O 6º agora pagaria R$ 2 em vez de R$ 3 (economia de 33%).

O 7º pagaria R$ 5 em vez de R$ 7 (economia de 28%).

O 8º pagaria R$ 9 em vez de R$ 12 (economia de 25%).

O 9º pagaria R$ 14 em vez de R$ 18 (economia de 22%).

O 10º pagaria R$ 49 em vez de R$ 59: (economia de 16%).

Cada um dos seis pagantes estava agora melhor do que antes: os quatro primeiros bebedores ainda bebiam de graça, assim como o quinto.

Mas, uma vez fora do bar, começaram a comparar o que estavam economizando. “Recebi apenas R$ 1 dos 20 economizados”, reclamou o 6º homem e disse ao 10º bebedor, “Mas você recebeu 9!”

“Sim, isso mesmo" - disse o 5º homem - “Também economizei apenas R$ 1; é injusto que ele receba nove vezes mais do que eu.”

“É verdade", exclamou o 7º homem. “Porque ele ganha R$ 9 de desconto quando eu só recebo R$ 2? Os ricos sempre obtêm os maiores benefícios!”

“Espere um minuto!” - os quatro primeiros gritaram ao mesmo tempo - “Não recebemos absolutamente nada. O sistema explora os pobres!”

Os nove homens cercaram o 10º e o espancaram.

Na noite seguinte, o décimo homem não veio beber, então todos os nove sentaram e beberam suas cervejas sem ele. Mas na hora de pagar a conta eles notaram algo perturbador: entre todos eles não juntaram o dinheiro para pagar nem METADE da conta.

E é assim, amigos, jornalistas e professores universitários, sindicalistas e funcionários, como funciona o sistema tributário. As pessoas que pagam os impostos mais altos são as que mais se beneficiam de um corte de impostos. Tribute-os muito alto, ataque-os por serem ricos, e as chances são de que eles nunca mais apareçam. Na verdade, é quase certo que eles vão começar a beber em algum bar no exterior onde o ambiente é um pouco mais amigável.

Moral: "O problema com o socialismo é que você acaba ficando sem dinheiro de outras pessoas."

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). (Autor desconhecido).

segunda-feira, 8 de abril de 2024

TUDO TEM SEU TEMPO

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)

Bravata é um país com um território amplo, banhado pelo oceano Ico, com muitas riquezas minerais e vegetais, possuindo bastante água doce (rios, lagos, lagoas e represas) e habitado por um povo, em sua grande maioria, bom, trabalhador, ordeiro e sempre buscando o desenvolvimento. Todavia, vez por outra, surgem minorias violentas com ódio no coração, que prejudicam o progresso de Bravata. Essas minorias não possuem formação cristã e são desprovidas de princípios éticos e morais. Os três Poderes Constituídos, infelizmente, não atuam de forma harmônica e independente, como estabelecido no documento jurídico e político que é a base de comportamento bom do povo bravatense. Certa vez a desarmonia foi tão intensa, prevalecendo a força do Poder Judiciário sobre os outros dois, ou seja, determinadas decisões deste Poder se tornaram parciais não cumprindo os princípios fixados na Carta Maior. Pior, ainda mais, um juiz, possuidor de uma vasta cabeleira, falava pelo restante da Corte e não considerava as prerrogativas do Legislativo e nem do Executivo. Este, em certas ocasiões, caminhava pacificamente com o juiz soberano. Os bravatenses corretos viviam momentos de tristeza e perplexidade. A força do referido juiz era tão grande que pouca importância tinha a Procuradoria Geral e a Guarda Nacional de Bravata, por exemplo. Aos amigos do juiz tudo; aos adversários ou inimigos nada. Nem a lei. É certo que a Guarda Nacional é formada, em sua grande maioria, por pessoas sérias, honestas e que amam a Pátria, merecedoras do respeito e consideração do povo bom de Bravata. É o caso do general Ruas Boas, homem do bem e de bem, líder ético maior da Guarda Nacional, apesar de suas limitações físicas. Por outro lado, compondo uma minoria, mas amigo do juiz mencionado, existe o general G. Anos, ex- ministro e amigo pessoal do viajante incansável. Os bravatenses de bem estão com receio de se expressar, de fazer críticas construtivas e de defender a liberdade, a justiça, a paz, enfim a democracia. Talvez essas pessoas que amam o país Bravata, pensem: “Vade Retro Satanás”. Moral da fábula: Manda quem pode; mas obedece quem não tem juízo.

(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste, 15/09/2023. Ideias.

domingo, 25 de junho de 2023

FÁBULAS MENOS CONHECIDAS MAS IGUALMENTE SÁBIAS DE ESOPO VI

17. Os dois cães

"Um homem tinha dois cães: um cão de caça, treinado para ajudá-lo em seus esportes, e um cão de pastoreio, ensinado a vigiar a casa. Quando ele voltava para casa depois de um bom dia de esporte, ele sempre dava ao cão que guardava a casa uma grande parte do que havia conseguido na caça. O outro cão, sentindo-se muito ofendido com isso, repreendeu seu companheiro, dizendo: “É muito difícil ter todo esse trabalho, enquanto você, que não ajuda na caça, desfruta dos meus esforços.” O cão da casa respondeu: “Não me culpe, meu amigo, mas critique o mestre, que não me ensinou a trabalhar, mas a depender da subsistência do trabalho dos outros”.

As crianças não devem ser culpadas pelas falhas de seus pais.

Há um ditado que diz: “Dê um peixe a um homem e ele come por um dia. Ensine um homem a pescar e ele nunca mais sentirá fome.”. Os pais são os primeiros professores com os quais os jovens aprendem as principais lições da vida, que determinarão como eles serão no futuro.

18. O Veado doente

"Um Cervo doente estava deitado num canto sossegado do pasto. Seus companheiros vieram em grande número para inquirir sobre sua saúde, e cada um se serviu de uma parte do alimento que havia sido colocado para seu uso; de modo que ele morreu, não da sua doença, mas por não ter o que comer."

Companheiros maus trazem mais dor do que lucro.

É importante estar atento a quem você mantém por perto, como muitos procuram ganhar com a sua perda, e o maior sofredor será você.

19. O urso e os dois viajantes

"Dois homens estavam viajando juntos, quando um urso de repente os encontrou em seu caminho. Um dos homens subiu rapidamente em uma árvore e se escondeu nos galhos. O outro, vendo que o ataque seria iminente, caiu no chão e se fingiu de morto. Quando o Urso se aproximou, logo o farejou todo com seu focinho, enquanto o homem caído prendeu a respiração e se fingiu de morto tanto quanto pode. O Urso logo o deixou, pois sabe-se que ursos não tocam coisas mortas. Quando o urso se fez completamente ausente, o outro Viajante desceu da árvore e perguntou, de forma jocosa, ao amigo o que o urso havia sussurrado em seu ouvido. O viajante sobrevivente respondeu: "O Urso me deu esse conselho: nunca viaje com alguém que te abandona na hora do perigo”.  

O infortúnio testa a sinceridade dos amigos.

Um amigo na necessidade é um amigo de verdade. Um amigo que abandona você em um momento de necessidade, no entanto, não é amigo de forma alguma.

20. O homem e o leão

"Um homem e um leão viajaram juntos pela floresta. Eles logo começaram a se gabar de sua respectiva superioridade de um sobre o outro em força e destreza. Enquanto eles estavam discutindo, passaram por uma estátua esculpida em pedra de um leão sendo estrangulado por um homem. O viajante apontou para a estátua e disse: “Veja lá! Quão fortes somos e como prevalecemos sobre o rei da selva. ”O Leão respondeu:“ Esta estátua foi feita por um de vocês homens. Se nós, Leões, soubéssemos erigir estátuas, o Homem seria colocado sob as garras do Leão”.

Uma história é boa, até que outra seja contada.

Costuma-se dizer que a história é contada pelos vencedores. No entanto, o destino vem com muitas reviravoltas. É importante lembrar que, uma vez que você tenha sido o vencedor, mais tarde poderá facilmente se tornar o derrotado. Então é melhor não se concentrar em apenas uma história!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

FÁBULAS MENOS CONHECIDAS MAS IGUALMENTE SÁBIAS DE ESOPO V

13. O corvo e a ovelha

"Um corvo problemático sentou-se nas costas de uma ovelha. A Ovelha, muito contra sua vontade, a carregou para todo lado por um longo tempo, e finalmente disse: “Se você tivesse tratado um cão desta maneira, você teria experimentado o terror de seus dentes afiados”. E o corvo respondeu: “Eu desprezo os fracos e cedo aos fortes. Sei quem posso intimidar e a quem devo adular; e assim prolongo minha vida até uma boa velhice. ”

A maior lição que um corvo poderia te ensinar: escolha bem seus amigos, escolha seus inimigos melhor ainda.

14. O Lobo e o Leão

"Vagando pela encosta da montanha ao pôr-do-sol, um Lobo viu sua própria sombra tornar-se muito estendida e ampliada, e então disse para si mesmo:" Para que eu sou tão imenso e tenho quase 4 metros de cumprimento? "Eu deveveria ser reconhecido como Rei de todas as bestas, não deveria? Enquanto ele estava se entregando a esses pensamentos orgulhosos, um Leão caiu sobre ele e o matou. Agonizante ele exclamou com um arrependimento tardio: Miserável, esta superestimação de mim mesmo é a causa da minha destruição."

Quando nos exaltamos e inchamos nossos peitos com orgulho, arrogância e desprezo pelos outros, nos tornamos um alvo para aqueles mais fortes que nós.

15. A Formiga e a Pomba

"Uma formiga foi à margem de um rio para matar sua sede e, sendo levada pela correnteza do rio, estava prestes a se afogar. Uma pomba sentada em uma árvore pendendo sobre a água arrancou uma folha e deixou-a cair no córrego perto da formiga. A formiga subiu e flutuou em segurança para a margem. Logo depois, um passarinho chegou e se preparou para ir contra a Pomba que ainda estava nos galhos. A formiga, percebendo a movimentação, picou-o o pé. Com dores, o passarinho fez barulho que chamou a atenção da Pomba, cuja reação foi logo se afastar."

Duas lições muito importantes a serem aprendidas desta fábula: O bem vem para aqueles que fazem o bem. E a outra é: sempre é importante retribuir a gentileza dada a você.

16. O Leão, Júpiter e o Elefante

"O leão cansou Júpiter com suas frequentes queixas. “É verdade, ó Júpiter!”, Ele disse, “que sou gigantesco em força, bonito em forma e poderoso em ataque. Eu tenho mandíbulas bem providas de dentes, e pés providos de garras, e eu domino sobre todas as feras da floresta, e a desgraça é, que sendo como eu sou, não deveria estar assustado com o canto de um galo. Júpiter respondeu: “Por que você me culpa sem uma causa? Eu lhe dei todos os atributos que possuo e sua coragem nunca falha, a não ser neste único caso. Ao ouvir isso, o Leão gemeu e lamentou muito e, recriminando-se com sua covardia, desejou a morte. Quando esses pensamentos passaram por sua mente, ele encontrou um elefante e chegou perto de conversar com ele. Depois de algum tempo, ele observou que o Elefante sacudia os ouvidos com muita frequência, e perguntou qual era o problema e por que suas orelhas moviam-se com tanto tremor de vez em quando. Nesse exato momento, um mosquito pousou na cabeça do elefante e ele respondeu: “Você vê aquele pequeno inseto zumbindo? Se entrar no meu ouvido, meu destino está selado. Eu deveria morrer agora. ”O Leão disse:“ Bem, uma vez que uma besta tão grande tem medo de um mosquito minúsculo, eu não vou mais reclamar, nem desejar morrer. Eu me encontro, como estou, melhor do que o Elefante. ”

Todos nos tornamos sobrecarregados com os problemas que enfrentamos e os desafios que não podemos superar, mesmo o rei da selva. É por isso que é importante lembrar que todos estão enfrentando uma batalha e há sempre pessoas no mundo que estão em situação pior do que você.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

FÁBULAS MENOS CONHECIDAS MAS IGUALMENTE SÁBIAS DE ESOPO IV

9. Os bens e os males

“Todos os Bens foram uma vez expulsos pelos doentes da parte comum que cada um deles tinha nos assuntos da humanidade; pois os doentes, em razão de serem muitos, haviam prevalecido para possuir a terra. Os Bens foram então até ao céu e pediram uma justa vingança contra seus perseguidores. Eles pediram a Júpiter que não pudessem mais ser associados com os doentes, já que ambos não tinham nada em comum e não podiam viver juntos, mas viviam em guerra incessante; e que uma lei indissolúvel poderia ser estabelecida para futura proteção dos Bens. Júpiter concedeu o pedido e decretou que doravante os Ill deveriam visitar a terra em companhia uns com os outros, mas que os Bens deveriam, um a um, entrar nas habitações dos homens. Daí resulta que abundam os males, pois não vêm um a um, mas sim em tropas, e de modo algum sozinhos. Enquanto que os Bens procedem de Júpiter e são dados, não iguais a todos, mas separadamente de um a um para aqueles que são capazes de discerni-los."

Coisas ruins vêm em grande número, pois são encontradas em todos os lugares e em todas as coisas, enquanto o bem é encontrado em poucos lugares, apenas para aqueles que entendem seu poder, pois o poder de algumas coisas realmente boas é muito maior que o de todos os males.

10. As duas bolsas

"Todo homem, de acordo com uma lenda antiga, nasce no mundo com duas bolsas penduradas em seu pescoço: a da frente cheias dos defeitos de seus vizinhos, e uma grande sacola atrás cheia de suas próprias falhas. Por isso, é que os homens são rápidos em ver as falhas dos outros e, no entanto, muitas vezes são cegos para suas próprias falhas."

As falhas dos outros estão bem na nossa frente, enquanto as nossas falhas tendem a estar escondidas. É somente quando escolhemos ver nossas próprias falhas primeiro que podemos aliviar o fardo que carregamos.

11. O mosquito e o touro

"Um mosquito pousou no chifre de um touro e ficou lá muito tempo. Assim que estava prestes a voar, ele fez um zumbido e perguntou ao touro se gostaria que ele fosse. O Touro respondeu: "Eu não sabia que você tinha vindo, e eu não sentirei sua falta quando você for embora."

Alguns homens são mais importantes aos seus próprios olhos do que aos olhos do próximo.

A maioria de nossas suposições sobre os sentimentos de outros em relação a nós é baseada inteiramente em nossa própria percepção. Vivemos em paz com aqueles que nos rodeiam, mas criamos guerras em nossas próprias mentes, acreditando que estamos fazendo um barulho muito maior do que realmente somos.

12. O homicida

"Um homem cometeu um assassinato e foi perseguido pelos amigos do homem que ele assassinou. Ao chegar ao rio Nilo, ele viu um Leão na margem e, tendo medo, subiu em uma árvore. Ele então encontrou uma serpente nos galhos mais altos da árvore e, novamente, ficando muito alarmado, atirou-se no rio, onde um crocodilo o pegou e comeu. Assim, a terra, o ar e a água recusaram abrigo a um assassino."

Tirar uma vida é ferir as vidas de todos ao redor e sacudir a fundação do próprio mundo em que vivemos. Quando um assassino não demonstra empatia, o mundo responde da mesma maneira.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


FÁBULAS MENOS CONHECIDAS MAS IGUALMENTE SÁBIAS DE ESOPO III

5. Os Pássaros, as Feras e os Morcegos

"Os pássaros travavam guerra contra os animais terrestres, e cada um deles era, por sua vez, se considerava o  mais forte. Um morcego, temendo as questões incertas da luta, sempre lutava do lado que ele sentia ser o mais forte. Quando a paz foi proclamada, sua conduta enganosa era evidente para ambos os combatentes. Consequentemente, chegando o momento da punição dos traidores, ele foi expulso da luz do dia, e daí em diante se escondeu em esconderijos escuros, voando sempre sozinhos e à noite ”.

Aqueles que não podem escolher seus inimigos também não podem escolher seus amigos, e seu engano levará a sua solidão.

6. O trompetista levado prisioneiro  

"Um trompetista, liderando bravamente os soldados, foi capturado pelo inimigo. Ele gritou para seus captores: “Ora, poupe-me e não tire minha vida sem motivo ou sem questionamento. Eu não matei um único homem da sua tropa. Eu não levo nada além desta trombeta de bronze. ”“ Essa é a razão pela qual você deve ser morto ”, disseram eles; “Pois, enquanto você não luta contra si mesmo, a sua trombeta agita todos os outros para a batalha.”

O homem que estimula os outros a lutar ainda é um soldado, mesmo que nenhuma arma toque suas mãos. As armas são apenas os meios pelos quais o dano se espalha, quando o dano é o desejo do homem. O desejo de prejudicar é em si mesmo mais destrutivo do que o dano realmente infligido.

7. O pardal e a lebre

"Uma lebre atacada por uma águia soluçou muito e soltou gritos como um filhote. Um pardal a censurou e disse: "Onde está agora a sua notável rapidez? Por que os seus pés estavam tão lentos?" Enquanto o Pardal falava assim, um falcão de repente o agarrou e o matou. A Lebre foi consolada em sua morte e expirando disse: "Ah! vocês que ultimamente, quando se consideraram bem seguros e exultaram sobre minha calamidade, têm agora razão para deplorar uma infelicidade similar. "

Quando nos alegramos com a miséria dos outros, muitas vezes trazemos a mesma desgraça para nós mesmos.

8. A pulga e o boi

"Uma pulga questionou um boi: “O que lhe aflige é que, sendo tão grande e forte, você se submete aos maus tratos que recebe dos homens e é escravos deles dia após dia, enquanto eu, sendo uma criatura tão pequena, me alimento impiedosamente de sua vida, carne e sangue sem restrição. O Boi respondeu:“ Eu não desejo ser ingrato, pois sou amado e bem cuidado pelos homens, e eles frequentemente acariciam minha cabeça e ombros. Ai de mim!, disse a pulga; "Este mesmo tapinha que você gosta, sempre que acontece comigo, traz consigo a minha destruição inevitável."

Apesar de toda a nossa grandeza, precisamos da ajuda daqueles que nos rodeiam para sobreviver, pois não podemos todas as coisas porque temos nossas próprias fraquezas. É melhor não superestimar seus pontos fortes, pois a recompensa dada a um outro pode ser sua fraqueza.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sábado, 24 de junho de 2023

FÁBULAS MENOS CONHECIDAS MAS IGUALMENTE SÁBIAS DE ESOPO II

1. As asas e os cisnes

"Os papagaios dos tempos antigos, assim como os cisnes, tiveram o privilégio de cantar. Mas, ouvindo o relincho do cavalo, ficaram tão encantados com o som que tentaram imitá-lo; e, ao tentarem fazê-lo, esqueceram-se de como cantar."  

O desejo por benefícios imaginários envolve muitas vezes a perda das bênçãos presentes. Quanto mais nos movemos em direção ao que achamos ser algo de que precisamos, perdemos o que temos, e esquecemos o que aprendemos, e isso sempre será em nosso dano.

2. O caçador de pássaros e a Víbora

"Um caçador de pássaros colocou visco em raminhos e começou a caçar pássaros. Vendo um "turdus" (espécie de pássaro) em uma árvore muito alta, tentou pegá-lo ajustando seus galhos a um comprimento adequado. Sem tirar os olhos do pássaro, colocou um dos raminhos com visco num galho da árvore. Enquanto olhava para cima, ele, sem saber, pisou em uma víbora que dormia perto dos seus pés. A víbora, virando-se, feriu-o numa perna. Sentindo o veneno dominando seu corpo, o homem disse para si mesmo: "Ai de mim! que enquanto eu pretendia caçar, eu mesmo caí desprevenido nas armadilhas da morte. ”

Quando tentamos prejudicar alguém, nos distraímos com nosso terrível objetivo e abrimos nossa guarda para sermos prejudicados pelas coisas que ignoramos.

3. O Vento do Norte e o Sol

"O Vento do Norte e o Sol tiveram uma longa discussão sobre qual era o mais poderoso e, depois de muito tempo, concordaram em que o vencedor seria aquele que primeiro conseguisse separar um certo viajante de seu longo casaco. O Vento do Norte foi o primeiro a tentar e soprou com todas as suas forças, mas quanto mais soprava, mais o viajante se envolvia em seu longo casaco. Até que finalmente resignando toda esperança de vitória, o Vento chamou o Sol para ver o que ele poderia fazer. O Sol apareceu de repente com todo o seu calor. O Viajante, assim que sentiu seus os fortes raios, tirou uma peça após a outra e, por fim estava despido e banhado em um riacho que jazia em seu caminho."

A persuasão é melhor que a força.

Por mais que tentasse, quanto mais o Vento do Norte soprava, mais apertado o Viajante segurava seu manto. Toda a força do mundo não pode fazer um homem tirar o casaco e deixar-se sucumbir aos ventos frios. Todos nós nos movemos mais rapidamente em direção àquilo que nos proporciona algum conforto, independentemente dos esforços dos outros.

4. O Leão, o Lobo e a Raposa 

"Um leão, envelhecendo, adoeceu em sua caverna. Todos os animais vieram visitar seu rei, exceto a raposa. O Lobo, portanto, achando que tinha uma oportunidade de capital, acusou a raposa de não prestar qualquer respeito àquele que tinha o domínio sobre todos eles e de não vir visitá-lo. Naquele exato momento a Raposa entrou e ouviu essas últimas palavras do Lobo. O Leão rugiu furioso contra ele. Enquanto isso, a Raposa buscou a oportunidade de se defender e disse: “E quem dentre todos aqueles que vieram a você, o beneficiou tanto quanto eu, que viajou de um lugar para outro em todas as direções? E ainda procurou e aprendeu com os médicos os meios de curá-lo? ”O Leão ordenou-lhe imediatamente que lhe dissesse a cura e então a raposa respondeu: Você deve esfolar um lobo vivo e envolver sua pele ainda quente ao seu redor ”. Imediatamente o lobo foi levado e esfolado. A raposa, virando-se para ele, disse com um sorriso: "Você deveria ter induzido o seu mestre para o bem e não para o mal".

Quando nosso objetivo é espalhar a crueldade e prejudicar os outros, inadvertidamente, trazemos essa crueldade e dano em nossas próprias vidas. Devemos sempre nos esforçar para fazer com que os que nos rodeiam desejem coisas boas, para que nossas vidas também sejam enriquecidas por sua bondade.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


FÁBULAS MENOS CONHECIDAS MAS IGUALMENTE SÁBIAS DE ESOPO I

As Fábulas de Esopo têm sido parte da forma como cada um de nós cresceu, de uma forma ou de outra. Mesmo que não tenhamos percebido isso. Fábulas são apenas contos que nos ensinam algo importante. Todos estão familiarizados com a história da “Tartaruga e a lebre”, que nos lembrou que a lentidão e a estabilidade sempre podem vencer a corrida, e até “O menino mentiroso e o lobo'”, para nos alertar sobre os perigos da mentira.

Estes são alguns exemplos dos contos mais conhecidos de Esopo, um filósofo grego e contador de histórias do quinto século a.C. Muitas das Fábulas de Esopo têm muito a nos ensinar até hoje. Nós escolhemos as nossas favoritas para você.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

domingo, 18 de junho de 2023

LIÇÕES DE VIDA PARA APRENDER COM 12 FÁBULAS DE ESOPO V

10. O homem e o sátiro

É sobre o quê?

Certa vez, um homem fez amizade com um sátiro (uma classe de deuses bêbados da floresta na mitologia grega), e os dois logo se tornaram amigos inseparáveis. Numa noite de inverno, o sátiro viu o homem soprar nos dedos. O homem disse que fez isso para aquecer os dedos. Mais tarde naquela noite, o homem começou a soprar em sua tigela de mingau quente para esfriá-lo. Isso deixou o sátiro perplexo, e ele imediatamente se dirigiu para a porta, dizendo: “Um homem que sopra quente e frio ao mesmo tempo não pode ser meu amigo!"

O que os adultos podem aprender com isso?

O que essa história quer dizer é que alguém que serve a dois lados não deve ser confiável para nenhum deles. Em outras palavras, sempre seja verdadeiro e consistente com suas crenças, em vez de mudá-las constantemente. Faz alguém parecer insincero e faz com que as pessoas percam a confiança neles.

11. O garoto e as urtigas

É sobre o quê?

Um menino, picado por uma folha de urtiga, correu para casa chorando para sua mãe, pedindo-lhe que soprasse na ferida e a beijasse. A sábia mãe primeiro o consolou, depois disse que a urtiga o havia picado porque ele a havia roçado nela. "Da próxima vez que você chegar perto de uma urtiga, segure-a com rapidez e firmeza, e ela ficará macia como seda", acrescentou ela.

O que os adultos podem aprender com isso?

Diante de um desafio difícil, é melhor enfrentá-lo de uma vez. Faça tudo sem esconder nada, em vez de ser intimidado por isso. Se você seguir o último caminho, é provável que seja “picado”. Parece clichê, talvez, mas você ficaria surpreso como uma lição tão simples pode fazer uma grande diferença quando você está em uma situação semelhante.

12. O salto em Rodes

É sobre o quê?

Um homem que visitou terras estrangeiras começou a gabar-se das grandes aventuras que viveu ao voltar para casa. Ele ficou tão empolgado que contou a todos que havia dado um salto gigantesco em uma cidade chamada Rodes. “Aquele salto foi tão grande que nenhum outro homem poderia igualá-lo”, proclamou. Quando as pessoas duvidaram dele, ele disse que muitas pessoas em Rodes o viram fazer isso e poderiam testemunhar o feito.

No entanto, as pessoas zombaram dele. “Não há necessidade de testemunhas,” disse um dos ouvintes, “Considere esta cidade como Rodes e mostre-nos até onde você pode pular.”

O que os adultos podem aprender com isso?“

Ações falam mais alto que palavras” é o que vem imediatamente à mente quando você lê esta história. Nunca é uma boa ideia se gabar de coisas que você não fez para chamar a atenção. Outra maneira de ver essa história é que, mesmo que você tenha conquistado algo notável ou queira cometer uma boa ação, não o faça apenas para obter reconhecimento e um pouco de fama. Seja uma luz para os outros, não uma exibição para si mesmo.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

LIÇÕES DE VIDA PARA APRENDER COM 12 FÁBULAS DE ESOPO IV

7. O astrólogo

É sobre o quê?

Um astrólogo, que acreditava poder ler o futuro, costumava passar o tempo à noite olhando para o céu. Uma noite, enquanto olhava atentamente para as estrelas, ele caiu em um buraco cheio de lama e água. Seus gritos de socorro foram ouvidos pelos moradores que o puxaram para fora e lhe disseram para prestar mais atenção ao que estava bem na frente de seus pés.

O que os adultos podem aprender com isso?

Não devemos perder de vista o nosso presente focando demais no que pode acontecer no futuro – talvez sobre um problema de saúde ou ansiedade sobre o futuro de nossos filhos. Esta é uma armadilha na qual muitos de nós tendemos a cair de vez em quando. Algumas preocupações nos deixam tão obcecados com o que está por vir que estragamos nosso presente em vez de dedicar toda a nossa atenção a ele. 

8. O vendedor de imagens

É sobre o quê?

Um homem fez uma imagem de madeira do deus Mercúrio e foi ao mercado vendê-la. No entanto, ninguém prestou atenção nele. Então, ele começou a afirmar em voz alta que aquele que comprar a imagem seria inundado de riquezas e grandes fortunas por Mercúrio. As pessoas o confrontaram, perguntando por que ele queria vender a imagem quando ele mesmo poderia desfrutar das coisas boas que ela oferecia. O vendedor respondeu: “Ele traz riquezas, é verdade, mas demora um pouco. E eu tenho pressa."

O que os adultos podem aprender com isso?

Mentir para obter ganhos imediatos ou de curto prazo pode não parecer um grande problema. Mas às vezes essa mentira pode nos colocar em uma confusão tão grande que temos que encobri-la com mais mentiras e continuar expandindo-a. Tais situações nunca terminam bem, não é? 

9. As duas bolsas

É sobre o quê?

Segundo uma antiga lenda, todo homem nasce com duas bolsas. A primeira, que ele pendura do ombro para a frente, contém as faltas de seus amigos e parentes, seu vizinho e outras pessoas que estão ao seu redor. A segunda, que ele pendura nas costas, está cheia de suas faltas e erros. Assim, os homens não veem suas próprias falhas, mas são rápidos em ver as falhas das pessoas ao seu redor. 

O que os adultos podem aprender com isso?

Todos nós cometemos erros e temos falhas. No entanto, muito raramente tendemos a olhar para dentro e corrigir nossas tolices. Em vez disso, somos rápidos em julgar os outros e culpá-los por quaisquer erros que cometam. Concentrar-se na bolsa que contém nossas falhas e corrigi-las nos ajudará mais a longo prazo. 

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 17 de junho de 2023

LIÇÕES DE VIDA PARA APRENDER COM 12 FÁBULAS DE ESOPO III

4. A rosa e o amaranto

É sobre o quê?

Uma roseira e um pé de amaranto floresciam lado a lado em um jardim. O amaranto invejava a beleza da rosa e sempre a elogiava. Um dia, a rosa disse que preferia ter a vida imortal do amaranto a ser cruelmente arrancada de seu caule ou murchar e morrer.  

O que os adultos podem aprender com isso?

Muitos de nós tendemos a nos apaixonar pelo estilo de vida chamativo de algumas pessoas em nosso círculo social. Nesta era da mídia social, onde as pessoas gostam de exibir seus sucessos para todo mundo ver, você não pode realmente culpar alguém por pensar: “Como eu gostaria de ter a mesma vida!”. No entanto, cada um tem que viver com sua própria parte de problemas, dos quais podemos não estar cientes. Por exemplo, o casal feliz em sua lista de amigos do Facebook que você vê com frequência saindo de férias pode, na verdade, estar mascarando alguma outra dor ou lidando com outros conflitos que estão causando aflição regular. Portanto, nós devemos aprender a nos contentar com o que temos.

5. A raposa e o ouriço

É sobre o quê?

Ao tentar atravessar um rio a nado, uma raposa fica gravemente ferida. Enquanto ela descansa nas margens, um enxame de mosquitos sugadores de sangue pousa sobre ele. A raposa exausta fica quieta e não foge deles. Um ouriço percebe isso e se oferece para espantar os mosquitos. Mas a raposa se recusa, dizendo; “Se você os expulsar, outro enxame ganancioso virá e pegará o pouco de sangue que me resta."

O que os adultos podem aprender com isso?

Às vezes, ficamos presos em uma situação terrível da qual não podemos fugir. Na verdade, tentar escapar dessa situação pode trazer mais problemas para nós. Nesses casos, é melhor suportar a dor momentânea e deixá-la passar. Porque fugir dele pode ser muito mais arriscado.

6. O cão e o jantar do seu dono

É sobre o quê?

Um cachorro costumava carregar a cesta de jantar de seu dono todas as noites. Os outros cachorros da vizinhança o viam e tentavam roubar a cesta dele. Mas o cão fiel evitava-os com inteligência. Um dia, todos os cachorros da vizinhança o seguiram. A princípio, o fiel cachorro tentou fugir deles, mas quando eles o alcançaram, ele parou e começou a brigar com eles.

Cansado das brigas sem fim, o cachorro acabou cedendo. Ele pegou o melhor pedaço de frango da cesta e deixou o resto para os outros se deliciarem.

O que os adultos podem aprender com isso?

Embora a mensagem desta história seja bastante simples - não parar para discutir com a tentação - muitas vezes ela não é percebida por nós. Pense em quanto tempo e esforço você desperdiçou desnecessariamente discutindo com um estranho. Isso é mais relevante nos tempos de hoje, onde muitas vezes brigamos com estranhos aleatórios na Internet, apenas para acabar ficando frustrados e perceber que desperdiçamos nosso precioso tempo e perdemos algo importante. Isso realmente vale a pena?

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

LIÇÕES DE VIDA PARA APRENDER COM 12 FÁBULAS DE ESOPO II

1. O cervo adulto e o filhote

É sobre o quê?

Um cervo velho e travesso berra e bate o pé com tanta ferocidade que seu rebanho treme de medo. No entanto, ele admite a um jovem cervo que, enquanto grita e intimida, foge imediatamente no momento em que vê um cão.

O que os adultos podem aprender com isso?

Pessoas inseguras podem se gabar de suas qualidades inexistentes para rebaixar os outros. No entanto, eles provavelmente o fazem porque não querem que os outros vejam que são vazios por dentro.

2. O abeto e a amoreira

É sobre o quê?

Um abeto arrogante proclama à amoreira que sua existência é inconseqüente enquanto ele é importante e usado para construir casas. A amoreira diz baixinho que, quando os homens vierem para derrubá-lo, o abeto desejará desesperadamente ser uma amoreira.

O que os adultos podem aprender com isso?

Embora não haja nada de errado em se esforçar para ganhar mais dinheiro, além de uma renda decente, ter dinheiro extra pode causar mais preocupações do que prazeres. Porque é provável que você esteja sobrecarregado com preocupações constantes sobre investimentos, assegurando tudo o que tem e tentando acompanhar seus semelhantes. Além disso, gabar-se de seu status pode fazer com que você seja “derrubado” por pessoas invejosas em seu círculo.

3. O galo e a joia

É sobre o quê?

Ao tentar encontrar algo para comer para si e sua família, um galo encontra uma joia de valor inestimável que havia sido perdida por seu dono. No entanto, o galo a joga de lado, dizendo que prefere um grão de cevada a todas as joias do mundo.

O que os adultos podem aprender com isso?

Todos nós temos dons: talvez bondade, habilidade artística, honestidade ou diligência. No entanto, esses presentes não serão apreciados por todos e, portanto, devem ser compartilhados apenas com aqueles que podem genuinamente valorizá-los.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


LIÇÕES DE VIDA PARA APRENDER COM 12 FÁBULAS DE ESOPO I

Contos com moral são um conceito antigo. Todos nós crescemos lendo muitas dessas fábulas clássicas quando crianças. Para muitos de nós, na verdade, essas foram as primeiras histórias que lemos para nós mesmos. Ficamos fascinados por elas naquela época, mas nunca nos voltamos para elas quando adultos.

Você deve se lembrar das lições eternas de humildade, gentileza, trabalho árduo e contentamento encontradas nas famosas histórias de Esopo: como a determinada tartaruga venceu a arrogante lebre na corrida lenta e firmemente; como o generoso leão, que poupou a vida do rato, foi recompensado quando o pequeno roeu a rede do caçador para libertá-lo; como um corvo sedento encheu um jarro quase vazio com pedrinhas para aumentar o nível da água para beber... Podemos recordar as fábulas de Esopo com carinho de vez em quando, mas será que realmente prestamos atenção à sua moral infantil? Talvez os negligenciemos porque o que eles ensinam pode parecer ingênuo, até mesmo enfadonho, para nós adultos. Mas talvez você se surpreenda ao saber como algumas das mensagens dessas histórias são relevantes para nós até hoje. Aqui, exploramos algumas fábulas de Esopo menos conhecidas e as maravilhosas lições que elas ensinam.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

CONTRA A FORÇA NÃO HÁ ARGUMENTO

Meraldo Zisman (*)

Médico-Psicoterapeuta

Estudamos a História por muitos motivos, entre os mais importantes está achar rastros ou pistas para compreender o presente. O Brasil não é uma ilha, faz parte do Mundo, onde encontraram espaço para abrigar o comunismo, o fascismo e demais assemelhados.

A era industrial e a economia passaram para a era agora denominada digital, gerando desemprego, embora surjam novas profissões com os óbices inerentes às mudanças, que exigem novas capacidades técnicas e a ansiedade com a perda das que garantiam empregos, aposentadoria e demais pseudo seguranças.

Essa nova situação levou as massas para ideologias que vão da extrema direita ao fascismo e ao comunismo, causando intolerâncias genitoras das polarizações. O mais interessante é que cada uma delas defende e propaga o mesmo alvorecer para alcançar objetivos assemelhados, por caminhos diferentes, que levam a disputas para garantir – assim o dizem – o bem-estar dos povos, definido segundo cada sistema de ideias. Para lembrar um termo em moda, deveríamos alcançar a tal da Democracia, termo esse muito mal empregado, pois significa apenas um sistema eleitoral que permita à maioria da população escolher alguém que – supostamente – a vai defender.  Seja por qual motivo for, esses extremismos nada construíram. Mas sei que deles advieram o aumento e a pressa ansiosa de conseguir tais metas utópicas cujos resultantes são as destruições, desavenças, brigas, sangue e mortes que sempre foram a argamassa de todas as Guerras. Sejam elas locais, tribais ou mundiais. A mídia atual engorda as dúvidas, aumentando a ansiedade da Humanidade, ao invés informar.

Quando assisto a tantas mortes, desatinos, destruições, recordo-me de minha infância quando ouvi por vez primeira, contada em minha língua materna, a lenda reescrita por Monteiro Lobato que dizem por aí foi obra de Esopo (620 a.C.? — 564 a.C.?), de existência histórica bastante duvidosa…

Mas vamos a fabular:

“Estava o cordeiro a beber num córrego, quando apareceu um lobo esfaimado, de horrendo aspecto.

— Que desaforo é esse de turvar a água que venho beber? — disse o monstro arreganhando os dentes.  Espere, que vou castigar tamanha má-criação…

O cordeirinho, trêmulo de medo, respondeu com inocência:

— Como posso turvar a água que o senhor vai beber se ela corre do senhor para mim?

Era verdade aquilo e o lobo atrapalhou-se com a resposta, mas não deu o rabo a torcer. Além disso — inventou ele — sei que você andou maldizendo de mim no ano passado:

— Como poderia maldizer do senhor no ano passado, se nasci este ano?

Novamente confundido pela voz da inocência, o lobo insistiu:

— Se não foi você, foi seu irmão mais velho, dando no mesmo:

— Como poderia ser meu irmão mais velho, se sou filho único?

O lobo furioso, vendo que com razões claras não vencia o pobrezinho, veio com uma razão de lobo faminto:

— Pois se não foi seu irmão, foi seu pai ou seu avô! 

E — Nhoque! — sangrou-o no pescoço”.

Conferir em Fábulas, Monteiro Lobato, São Paulo, Ed. Brasiliense: 1966, 20.ª edição.

Leituras de infância, dessas não nos esquecemos -nunca. Ficam encravadas na nossa espécie. Continuo dizendo “a criança é o pai do Homem” e contra a força não há argumento. Nunca mudou!

(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE), da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES) e da Academia Recifense de Letras. Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

 

Free Blog Counter
Poker Blog