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segunda-feira, 16 de março de 2026

Colunistas parciais maculam a seriedade de um veículo

Por Marcos L Susskind (*)

O jornal O POVO é, sem dúvida, um dos mais influentes veículos do Ceará. Foi em suas páginas que a colunista Mônica Dias Martins escreveu artigo iniciando por uma acusação feita pelo grupo Women in Black em Jan/2004 que demonizava soldados Israelenses. Mas a mesma Women in Black, pacifista, não condenou o massacre do Hamas.

Não é segredo que grupos de esquerda e pro-palestina abusem de acusações sem fundamento sobre violência sexual por parte de soldados Israelenses, jamais documentadas, mas originadas apenas nas falas de mulheres palestinas.

No entanto, estas mesmas organizações calam-se quando são exibidos fotos e vídeos de corpos de mulheres israelenses violentadas, com imenso sangramento vaginal, com seus quadris quebrados e até mesmo espancamentos com bastões em vias públicas. Assim, movimentos feministas como “Me Too”; “Ni Una Menos” e “Marcha das Mulheres” calaram-se ou emitiram notas apenas superficiais.

A orientação política de esquerda da autora do artigo em questão parece dar-lhe licença para demonização de tudo que diz respeito a Israel enquanto silencia sobre atrocidades de palestinos ou até as glorifica. Nenhuma linha sobre assassinato por estrangulamento dos bebês Bibas, das sevícías nos moradores de Nir Oz.

Artigos anteriores da mesma autora saúdam a flotilha de Greta Thumberg, extremamente vocal contra Israel, mas desaparecida em relação aos massacres do Irã, numa clara evidência que não lhe importam direitos humanos e sim propaganda anti-israelense. Outros artigos investem contra os Estados Unidos, mas silenciam sobre a opressão na Venezuela, Nicarágua e Cuba.

Israel, como qualquer nação, tem defeitos - mas tem inegáveis qualidades, que a autora faz questão de ignorar.

Quando uma pessoa defende veementemente apenas um lado, ela perde a função de jornalista e passa a ser apenas panfletária. É uma pena que uma pessoa assim tenha assento como professora numa universidade onde ao invés de formar, ela deforma seus alunos, usando apenas de uma visão parcial maniqueísta.

E, ainda, é lastimável que O POVO lhe dê tribuna para inculcar ideias parciais a seus leitores.

(*) Palestrante e Ativista Social. Autor do livro "Combatendo o Antissemitismo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 10/02/26. Opinião, p.16.

domingo, 17 de agosto de 2025

O caso exemplar dos artigos de Fernando Castelo Branco

Por Gabriel Ben-Tasgal (*)

Os artigos sobre Israel de Fernando Castelo Branco representam um exercício perigoso de manipulação, seja por ignorância ou por malícia - ambas gravíssimas em um jornalista. Ele cita tratados internacionais sem compreender seu conteúdo e julga Israel com um duplo padrão incompatível com o direito internacional.

Israel, como toda democracia moderna, tem o direito e o dever de defender sua população. As acusações de "genocídio" ou "apartheid" não resistem à menor análise jurídica. A Convenção sobre Genocídio exige a "intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo étnico", algo incompatível com a política de Israel - país que possui os meios para cometer um genocídio, mas que no campo de batalha mantém uma proporção de 1:1 (número elogiado por especialistas em guerra e criticado por jornalistas que recebem dados "confiáveis" do jihadista Hamas).

Assim como o nazismo demonizou o judeu como subumano antes de exterminá-lo, hoje se demoniza o judeu coletivo - Israel - por meio de rótulos falsos como “Estado genocida” ou “apartheid”. Essa técnica foi descrita por Ernst Gombrich como o uso de um "mito paranoico" para justificar a violência. O antissemitismo moderno se disfarça sob "críticas a Israel" com obsessão, demonização e duplo padrão. O texto do jornalista não apenas se encaixa nesse padrão, como o exemplifica.

O jornalista em questão aplica, consciente ou não, várias das táticas descritas para fomentar a destruição de Israel. Utiliza manipulação dialética, invertendo os papéis de vítima e agressor; acusa Israel de genocídio e apartheid, numa manipulação narrativa baseada em mentiras repetidas. Propõe boicote e marginalização internacional do Estado judeu, alinhando-se ao movimento BDS, que visa sua extinção sob pretextos humanitários. E recorre a uma vergonhosa manipulação jurídica, distorcendo tratados internacionais para julgar Israel tendenciosamente. Depois, com hipocrisia, se ofende ao ser chamado de antissemita. O padrão é claro e sistemático.

Quem demoniza Israel de forma obsessiva, geralmente não o faz por amor aos direitos humanos, mas por judeofobia. E quem repete essas narrativas sem verificação, torna-se - por ignorância ou ideologia - cúmplice dessa antiga forma de ódio.

(*) Presidente Jornalista, escritor e analista do Oriente Médio.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 13/07/25. Opinião, p.18.

sábado, 16 de agosto de 2025

A verdade geopolítica sobre Israel, Palestina e o atual conflito

Por Claudio Lottenberg (*)

A criação do Estado de Israel em 1948 foi resultado de um processo legítimo, respaldado internacionalmente e conduzido por canais multilaterais. Em 1947, a Assembleia Geral da ONU aprovou a partilha do território sob mandato britânico em dois Estados: um judeu e outro árabe. O povo judeu aceitou o plano com a esperança de coexistência. Os países árabes, por outro lado, rejeitaram a proposta e optaram por uma guerra aberta contra o novo Estado, com o declarado objetivo de eliminá-lo do mapa. Israel resistiu e sobreviveu — mas o Estado palestino que também estava previsto simplesmente nunca foi criado.

Nos anos seguintes à guerra, houve uma reconfiguração territorial marcante: o Egito ocupou a Faixa de Gaza e a Jordânia anexou a Cisjordânia. Durante os 19 anos em que essas regiões estiveram sob domínio árabe, nenhuma medida significativa foi tomada para promover a criação de um Estado palestino independente. O projeto nacional palestino, que hoje se reivindica como direito histórico, foi ignorado por décadas por aqueles que dizem ser seus maiores defensores.

Somente nas décadas de 1990 e 2000, com os Acordos de Oslo e a posterior retirada unilateral de Israel da Faixa de Gaza em 2005, os palestinos passaram a ter algum grau de autogoverno. Em Gaza, porém, a escolha feita nas urnas foi pelo Hamas — uma organização terrorista fundamentalista, declaradamente antissemita e hostil à convivência pacífica. Desde 2006 governa a região sem realizar novas eleições. Seu estatuto não reconhece o direito de Israel existir. Ao contrário, prega abertamente sua destruição.

Em 7 de outubro de 2023, o Hamas protagonizou um dos maiores massacres de civis judeus desde o Holocausto, matando brutalmente mais de 1.200 pessoas, entre elas mulheres, crianças e idosos, e sequestrando outras centenas. O ataque teve caráter genocida. Por trás desse grupo está o Irã — o principal financiador do terrorismo internacional. O regime iraniano não esconde seu apoio armado, financeiro e estratégico ao Hamas, ao Hezbollah e aos Houthis. Todos esses grupos compartilham a mesma agenda: destruir Israel e desestabilizar o Oriente Médio.

Ignorar essa realidade é distorcer o debate. A presença judaica naquela terra é milenar, anterior à criação de qualquer país árabe moderno. Jerusalém era a capital do reino judeu há mais de 3 mil anos. O vínculo espiritual, cultural e político do povo judeu com aquela terra jamais foi interrompido, mesmo em tempos de exílio ou dominação estrangeira.

Ainda assim, afirmar isso não nega a legítima aspiração palestina. Muitos de nós acreditamos na necessidade urgente de construir um Estado palestino viável, com instituições sólidas e comprometidas com a paz. Mas isso só será possível se esse futuro Estado aceitar a existência de Israel como nação legítima, rejeitar o extremismo violento e se engajar num processo de coexistência verdadeira.

A solução de dois Estados continua sendo a esperança possível. Mas ela só terá futuro se for sustentada por segurança mútua, reconhecimento recíproco e lideranças que valorizem a vida acima do ódio. Paz duradoura exige memória histórica, responsabilidade política e coragem moral — não slogans, negações ou alianças com quem escolheu a destruição como método.

(*) Presidente da Confederação Israelita do Brasil.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 2/07/25. Opinião, p.19.

A GUERRA INCOMPREENDIDA

Por Marcos L Susskind (*)

O Oriente Médio ocupa manchetes e notícias sobre guerras chegam num ritmo alucinante, nem sempre correto. A meu ver não existe guerra entre Israel e Palestinos e sim entre Israel e terroristas tiranos do Hamas na Faixa de Gaza. A Palestina tem 6,020 km2. Gaza é só 6% da Palestina (365 km2), tomada pelos terroristas do Hamas, após expulsar a Autoridade Palestina em 2007, depois de sangrentas batalhas.

Quanto ao apartheid: em Israel vivem cerca de 2.100.000 Árabes gozando de todos os direitos - estão no Parlamento, são juízes, oficiais no Exército, médicos, empresários e o capitão da Seleção Nacional de Futebol é árabe. Na área da Autoridade Palestina e também em Gaza não vive um único Judeu. Todos os judeus de Gaza foram evacuados em 2005. Mas a acusação de Apartheid é sempre a Israel.

Outro assunto atual é a guerra com o Irã, uma das mais antigas nações do mundo. Desde Ciro, há 2.584 anos, persas e judeus viviam em perfeita harmonia. Tudo mudou em 1979, quando a Revolução Islâmica tomou o poder e transformou o Irã numa teocracia radical, controlando a população com mão de ferro, discriminando mulheres, gays e minorias e tendo como sua meta principal a destruição de Israel.

O Irã tal como um polvo, colocou braços armados no Líbano (Hezbollah), na Faixa de Gaza (Hamas e Jihad Islâmica), milícias pró-Irã na Síria e no Iraque (Kataib Hezbollah) e os Houthis no Yemen. Estes grupos foram armados, financiados e treinados pelo Irã para atacar Israel por todos os flancos. Além disso, o Irã enriquece urânio acima de 60%, podendo chegar à Bomba Atômica.

Recentemente o Irã já tinha urânio e componentes como água pesada e combustível sólido suficientes para 15 bombas atômicas. Isto indicava a iminente produção da bomba nuclear. A declarada intenção de destruir Israel tornou a ação de proteção necessária e urgente, e Israel atacou os alvos militares e áreas científicas ligadas ao desenvolvimento da bomba iraniana. O Irã retaliou, disparando potentes misseis exclusivamente a áreas civis em Israel.

Vale lembrar que os países onde o Irã se envolveu sofreram extrema destruição. O Líbano passa pela mais terrível situação econômica desde a guerra iniciada pelo proxy iraniano Hezbollah. O ex-governo pró-Irã da Síria matou 750.000 civis, 6.500.000 fugiram do país e 7.100.000 são refugiados internos.

Na Faixa de Gaza, o Hamas - apoiado e financiado pelo Irã - provocou uma destruição cuja reconstrução pode levar 20 anos. No Iêmen os Houtis tomaram o sul do país e 1.300.000 crianças e lactentes sofrem de desnutrição aguda.

Se o Irã chegasse à bomba atômica, os riscos ao mundo ocidental seriam imensos, dada a aliança Rússia-Irã. Com sua ideologia violenta, os aiatolás trazem agora a destruição para seu próprio país.

(*) Palestrante e Ativista Social. Autor do livro "Combatendo o Antissemitismo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 27/06/25. Opinião, p.19.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

ESPIÃ DO MOSSAD QUE ALEIJOU O IRÃ POR DENTRO

A saga arrepiante de espionagem de Catherine Perez-Shakdam

Guisheft News via Organizer

Catherine Perez-Shakdam, uma jornalista francesa que virou espiã do Mossad, se infiltrou nos círculos de poder interno do Irã sob o disfarce de uma convertida xiita. Sua missão secreta destruiu o aparato de segurança do Irã por dentro, permitindo ataques israelenses pontuais e vazamentos de inteligência sem precedentes.

Um conto mais estranho do que a ficção está atualmente sacudindo as manchetes em todo o mundo, a história de Catherine Perez-Shakdam, uma espiã israelense do Mossad que se infiltrou no coração do Irã e ajudou a orquestrar um dos golpes mais devastadores para o regime de Khomeini na história recente.

Dois anos atrás, Catherine chegou ao Irã sob o disfarce perfeito: uma curiosa jornalista ocidental ansiosa para explorar e abraçar o Islã xiita. O que se desenrola a seguir está sendo descrito pelos círculos de inteligência como uma das operações de espionagem mais ousadas e sofisticadas do século XXI.

Sedução, Fé e Espionagem: uma masterclass em engano

Inteligente, ousada e extremamente treinada, Catherine desempenhou seu papel com perfeição. Ao entrar no Irã, ela se converteu publicamente ao Islã xiita e começou a cultivar uma personalidade de profunda devoção e curiosidade intelectual. Seu interesse no Islã parecia genuíno. Tanto que ela começou a escrever blogs para ninguém menos que Khamenei.ir, o site oficial do Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei.

Mas por trás dessa fachada de fervor religioso e escrita acadêmica estava uma mulher em uma missão. Ela se infiltrou em círculos de elite, ganhando a confiança dos principais leais ao regime. Sua arma mais eficaz? Charme. Catherine fez amizade com as esposas do governo de alto escalão e dos oficiais militares do Irã, trabalhando lentamente para entrar em suas casas e vidas. De visitas sociais a conversas íntimas, ela ganhou acesso a espaços onde discussões confidenciais aconteciam livremente, assumindo que ela era uma delas.

Mapeando Alvos, Entregando a Morte: espionagem no coração do poder

Apesar da vigilância rigorosa, verificações de visitantes e monitoramento telefônico, Catherine operou em silêncio. Com nervos de aço, ela tirou fotografias, gravou conversas e mapeou as veias ocultas dos segredos de estado mais sensíveis do Irã, desde instalações nucleares e pessoal científico até os movimentos secretos dos comandantes da Guarda Revolucionária.

O Irã acreditava que estava jogando um jogo de xadrez de alto risco com Israel, constantemente movendo comandantes-chave para proteção. Mas toda vez, Israel atacava com precisão cirúrgica, como se fosse guiado por um insider. Cada ataque bem-sucedido, cada assassinato, foi assustadoramente preciso. A liderança iraniana começou a suspeitar que algo mais sombrio estava se desenrolando: alguém os havia vendido. E aquele alguém era Catherine.

O Momento da Verdade: identidade revelada, trilha fria

Quando a contra-inteligência iraniana lançou uma investigação, peças chocantes começaram a se encaixar. Fotos surgiram, imagens de Catherine com comandantes de elite, políticos e até mesmo o próprio Líder Supremo. Sua presença outrora confiante se tornou um símbolo de traição. Mas quando sua identidade foi confirmada, Catherine havia desaparecido sem deixar vestígios. Ela tinha vindo. Ela havia conquistado. Ela tinha desaparecido.

A espiã por trás do sorriso: quem realmente era ela?

Catherine Perez-Shakdam não é qualquer jornalista. Nascida em uma família judia na França, ela estudou psicologia na Universidade de Londres antes de concluir seus estudos de pós-graduação em Finanças e Comunicações. Enquanto estava em Londres, ela se apaixonou por um homem muçulmano sunita do Iêmen e se converteu ao Islã para se casar com ele. O casamento terminou em 2014.

Em 2017, Catherine ressurgiu no Irã, agora se identificando como muçulmana xiita. Seus escritos e comentários políticos sobre os assuntos do Oriente Médio logo encontraram favor com publicações baseadas em Teerã, como The Times, Yemen Post, The Guardian e, finalmente, Khamenei.ir. Sua profunda compreensão do Islã e prosa eloquente abriram portas que até mesmo jornalistas russos e chineses não conseguiram violar.

Seu charme lhe rendeu encontros com figuras poderosas, incluindo o Líder Supremo Khamenei, o ex-presidente Ebrahim Raisi e o comandante da Força Quds, Qassem Soleimani. Poucos suspeitavam que por trás desse jornalista cortês e articulado estava um agente de alto nível do Mossad. Algumas fontes iranianas até afirmam que ela escreveu conteúdo para o próprio Khamenei. Mas agora, todos os vestígios de sua presença on-line ligados ao Khamenei.ir foram limpos. Seu passado está sendo apagado, enquanto o dano que ela infligiu continua a se desfazer.

Como a Agente Fantasma do Mossad Violou o Núcleo do Irã

As ligações de Catherine com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica lhe deram acesso aos segredos mais íntimos do Irã. Como ex-consultora do Conselho de Segurança das Nações Unidas no Iêmen, ela já havia construído um perfil impressionante. Seus escritos sobre radicalização, antissemitismo e extremismo islâmico foram aclamados internacionalmente. Mas por trás da imagem intelectual, ela estava lançando as bases para a operação mais mortal do Mossad no Irã.

Agora, ela se foi. O Irã lançou uma caçada em todo o país. Seus pôsteres estão espalhados pelas cidades. Agências de segurança estão interrogando dezenas e executando suspeitos de colaboradores. Três homens já foram enforcados. Os cidadãos são instados a denunciar qualquer atividade suspeita. No entanto, Catherine continua sendo um fantasma.

Alguns funcionários da inteligência temem que ela já tenha alterado sua aparência e assumido uma nova identidade em outra parte do mundo, talvez continuando seu trabalho para Mossad sob um rosto diferente, um nome diferente e uma nova missão.

A arma mais indescritível de Israel: uma caneta, um sorriso, uma lista de mortes

Catherine Perez Shakdam agora ganhou uma reputação arrepiante: a espiã mais aventureira e perigosa da história de Israel. A história dela não é apenas sobre espionagem. É sobre o engano tão magistral que um regime inteiro foi levado a confiar nela, apenas para ser desmontado por dentro.

Enquanto o mundo observa, uma verdade permanece: o Irã não foi atacado de fora. Foi desfeito por dentro, por uma mulher cuja caneta escreveu para o poder e cuja mão entregou a destruição.

Fonte: Circulando em grupos de WhatsApp em 28/6/25.


quinta-feira, 19 de junho de 2025

Resposta da Confederação Israelita do Brasil

Por Claudio Lottenberg (*)

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) manifesta perplexidade e repúdio diante do artigo publicado neste jornal, que ultrapassa todos os limites da crítica legítima e se inscreve no campo do revisionismo histórico, do negacionismo político e do discurso de ódio.

Afirmações como “a criação do Estado de Israel é o erro mais brutal das Nações Unidas” ou “Israel não é um Estado real, mas um projeto militar colonial ancorado em uma ideologia racista” não apenas ignoram os fatos fundamentais da história contemporânea — incluindo a resolução 181 da própria ONU, que reconheceu o direito de judeus e árabes à autodeterminação — como também negam o direito de existência do único Estado judeu do mundo, onde vivem hoje mais de 9 milhões de pessoas, entre elas mais de 2 milhões de cidadãos árabes com direitos civis plenos.

A linguagem utilizada, marcada por termos como “genocídio”, “projeto colonial”, “limpeza étnica”, é uma caricatura cruel e intelectualizada do antissemitismo de sempre, agora disfarçado sob o manto de causas nobres. Ao confundir ideologia com identidade, o texto demoniza não um governo ou uma política, mas um povo inteiro. Isso é inaceitável.

Israel é uma democracia vibrante, com Judiciário independente, eleições livres, imprensa crítica e ampla diversidade política, religiosa e cultural. O país enfrenta desafios complexos, em um cenário de guerra imposto por um grupo terrorista — o Hamas — que usa civis como escudo e nega o direito de Israel existir. Mas isso não pode servir de justificativa para inverter vítimas e algozes, nem para difundir desinformação ou ódio.

A Conib reafirma seu compromisso com a paz, a convivência e o diálogo. E espera que os meios de comunicação, especialmente os que se consideram referências éticas e jornalísticas, saibam distinguir entre crítica legítima e discurso de desumanização.

Agradecemos ao jornal por abrir espaço ao contraditório. Em tempos de polarização e narrativas radicais, garantir vozes plurais é um serviço ao jornalismo e à democracia.

Não há justiça possível quando se deslegitima o direito de um povo existir.

* (Colaborou com o texto Ireland Oliveira, presidente da Sociedade Israelita do Ceará)

(*) Presidente da Confederação Israelita de São Paulo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 17/06/25. Opinião. p.16.

quinta-feira, 18 de julho de 2024

MARRANISMO

Meraldo Zisman (*)

Médico-Psicoterapeuta

... De quando sou interpelado por algum amigo qual a minha posição do conflito entre Palestinos e Israelenses...

Pretendo, neste artigo-reposta referir brevemente sobre marraníssimo no Brasil. Não devemos esquecer que essa histórica toda - dessa estranha Gente da Nação - foi alevantada pelo historiador pernambucano José Antônio Gonçalves de Mello, um dos poucos intelectuais que inauguraram o conhecimento do fenômeno marrânico na moderna historiografia brasileira, desnudando o preconceito antijudaico e restabelecendo a importância da contribuição dos judeus-portugueses, enquanto muitos de seus contemporâneos estereotiparam o hebreu em suas obras clássicas, sobre a gênese do povo brasileiro, tentando esconder seus preconceitos através de teorias pseudocientíficas de superioridades raciais. Como se, no gênero humano, houvesse raças puras e raças impuras ou superiores e inferiores.

Definindo o significado e a etimologia do vocábulo marrano: Diz-se do judeu ou mouro que, embora professando abertamente o Cristianismo, para evitar perseguições da Inquisição, permanece fiel à sua religião de origem. Muito embora o verbete marrano esteja dicionarizado pejorativamente como sinônimo de porco, sujo, asqueroso, excomungado, maldito e até de gado-ruim, no Rio Grande do Sul, prefiro, por razões emotivo-sentimentais, tomá-lo como vocábulo originário do hebraico, mar (amargo) e anussim (forçado). Forçado a deixar amargamente a religião de seus ancestrais e que, agora, muitos de seus descendentes desejam tornar ao seio de Israel.

Por sinal determinados vocábulos brasileiros são exemplos de nosso sincretismo.

 Por exemplo:

"OXALÁ" é vocábulo de dupla acepção e origem:

Quando escrita com inicial "O" maiúsculo significa divindade afro-brasileira, toma o lugar de Oloru (o espírito supremo). Sua cor preferida é o branco. Seu dia de devoção é sexta-feira, e os animais sacrificados em sua homenagem são cabras e pombos brancos.

Na correspondência entre orixás e santos católicos, é identificado com Nosso Senhor do Bonfim, na Bahia, ou com o Padre Eterno, Jesus Cristo e, raras vezes, com o Divino Espírito Santo.

O outro significado de oxalá (com, ‘O', minúsculo) é uma interjeição de origem árabe (semita), cujo sentido significa queira Deus; prouver a Deus: exprime o desejo de que certa coisa suceda; tomara que sim!

Oxalá tudo saia como planejamos!

Essa diversidade de interpretação do português falado no Brasil é exemplo da amálgama de concepções heterogêneas que se sedimentaram na formação do brasileiro, não o brasileiro do Eça de Queirós: o português que fez fortuna no Brasil e voltou para Portugal abonado, porém permaneceu um mal-educado, é entre nós o tipo de caricatura mais francamente popular. Conferir em Farpas, fevereiro de 1872.

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Considerando que as nossas origens marrânicas jaziam soterradas pelos poderosos de plantão e outros motivos mais, não me cabe, no momento, aprofundar-me.

O rio marrânico de nossa formação, apesar de soterrado pelo antijudaísmo, não importa se por razões religiosas ou, mais tarde, raciais, como na ditadura do Estado Novo, permaneceu, apesar das discriminações, irrigando nossa formação, ajudando a aplainar as diferenças das nossas diferentes etnias, formadoras de nossa gente.

Não podendo mais, em pleno século XXI, alguns dos nossos pesquisadores, solapar a verdade de o fato histórico ser contido, resolveram desbravar, com sua pesquisa moderna e menos arraigada ou limitada, pois, como diz o Talmude: A verdade como o azeite sobe a água que camufla os mentirosos ou bajuladores do Poder como lamparina para iluminar os nossos passos. Eis que explode, como a força da água represada, em numerosos trabalhos histórico-científicos. Oxalá continue emergindo, mais e mais, e queira Deus deixe os círculos acadêmicos, ganhe o mundo, ganhe as ruas, as esquinas e as praças, antes que algum brasilianista dos “States” dela se apodere.

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Marraníssimo à brasileira

Diferentes dos marranos que se fixaram em outras plagas "deste mundo vasto mundo", foram os portugueses, cristãos-novos - cristãos-velhos, os achadores do Brasil. A demografia de Portugal, na época dos descobrimentos, era constituída por um milhão de católicos e 200.000 judeus! Bastaria tal fato para explicar a importância numérica dos judeus na constituição de nossa gente e país.

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Aliás, muito antes das viagens dos Descobrimentos, o infante D. Henrique convocou o judeu Jehuda Cresças, então vivendo nas Ilhas Baleares, personagem também conhecido como Jácome de Majora, cognominado El judio de lãs Brújulas, para chefiar, fazer parte do corpo docente da Escola de Sagres, e foram tantos outros: astrônomos, navegadores, matemáticos, linguísticos de origem semítica que traçaram e colaboraram com o Ciclo dos Descobrimentos, cuja culminância, para Portugal, foi a Descoberta do Brasil. Nomes tantos que seria enfadonho enumerar.

Esses novos católicos-marranos-portugueses aportaram a Terra da Santa Cruz como descobridores, pioneiros, colonizadores, governadores, para fundar uma Nova Nação em um Mundo Novo. Já na frota do Almirante Pedro Álvares Cabral, viajaram eles como conselheiros, especialistas e muitos marinheiros judeus ou cristãos-novos fizeram parte da esquadra do Almirante nascido em Belmonte, lugar conhecido internacionalmente pela prática do cripto-judaísmo, até os dias de hoje.

Cito alguns integrantes da frota cabralina pela relevância:

Mestre João, astrônomo e que tinha, como missão, testar instrumentos náuticos criados por outro judeu, Abrahão Zacuto; Pedro Nunes navegador, Gaspar de Lemos ou Gaspar da Gama, capitão de navio, intérprete e considerado, por muitos historiadores, co-descobridor do Brasil.

Na verdade, em nenhum momento de nossa História ou mesmo na Pré-História da Descoberta do Brasil, os judeus, convertidos e os não-convertidos, deixaram de fazer parte do feito-mor lusitano: o achamento do Brasil. Posso asseverar que inexiste país onde a contribuição dos cristãos-novos, marranos, convertidos à força ou por vontade própria, foi tão evidente e perene como na formação brasileira. Nas levas dos denominados degredados e delinquentes, o crime maior era o de judaizante (judaizar é observar e praticar a lei dos judeus).

Na Igreja, mesmo entre seus catequizadores, vieram muitos cristãos-novos em seus quadros, como é o caso emblemático do Padre Anchieta, descendente de judeus.

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Em Portugal, estavam ameaçados, por "todos os lados", pela Inquisição. Esses fugidos ou refutados e amedrontados, constituíram a espinha dorsal da nossa europeização e colonização, apesar do longo braço da Inquisição, de cujos rigores não escapou um dos maiores oradores sacros: o Padre Antônio Vieira.

Apesar de saber que qualquer forma de colonialismo é deletéria (não há bom colonizador nem neocolonizador honesto), Portugal legou-nos muitas coisas boas. Uma das mais belas línguas do mundo, a nossa dimensão continental: a maioria dos bandeirantes era de origem cristã-nova. O ouro branco do açúcar era tecnologia dominada pelos judeus-portugueses, a mineração e o ciclo do ouro em Minas Gerais, a floresta amazônica, o que encetou a vinda de milhares de judeus de Marrocos e de outros lugares da África do Norte, para tomar parte no ciclo da borracha, criando uma neodescendência de judeu mameluco, que ainda não foi suficientemente explorada como outras escondidas riquezas da floresta, o pau-brasil, do qual Fernando de Noronha, essa misteriosa figura de donatário, empreendeu o início do desmatamento nacional com o mercado do pau-brasil. Sem dúvida, era um cristão-novo!

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A continuidade territorial

Quanto aos mistérios dos costumes desses sertões brasileiros, tão grandes e tão assemelhados, podem-se explicar pela mobilidade dos cristãos-novos no Brasil Colônia.

Apesar de encontrarmos famílias europeias portuguesas, radicadas durante gerações nas mesmas regiões, de um modo geral, a população branca era de descendência cristã-nova e, apresentava uma grande instabilidade. A vigilância constante a que estavam expostas por parte dos agentes inquisitoriais, muitas vezes, impedia a sua radicação.

Sem esquecer que foram também os interesses econômicos dos judeus-portugueses que os levavam a residir temporariamente em vários lugares e mantinham uma união secreta entre familiares, cristãos-velhos, livres-pensadores, formando um continuum de casualidades de crenças, liberdade impossível de ser pensada ou praticada na velha Sefarad (palavra hebraica que designa a Península Ibérica). A Inconfidência Mineira leva muitas características desses tipos de associações. Os poetas, ah! os poetas, sempre chegam primeiro que os cientistas! Minha Pátria é Minha Língua (Fernando Pessoa).

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Os marranos de Portugal fugiram para o Brasil, principalmente.

Aqui, deitaram suas raízes, não para enriquecer ou, como dizia a maioria dos imigrantes europeus: fazer América, chegaram para ficar.

Assim como os negros escravos não desejam tornar à África, nem o japonês ao Japão, fizeram deste país tropical a sua pátria. Misterioso encanto... a Terra brasilis! Não vamos esquecer, por favor, os índios - verdadeiros proprietários (e o que deles restou). Devem ser respeitados os poucos remanescentes, nas suas riquezas culturais e ecológicas.

Voltando ao marraníssimo à brasileira, foram os cristãos-novos ou marranos que desbravaram as selvas, cultivaram a terra, apresaram índios, guerrearam os jesuítas, foram homens totalmente diferentes dos judeus de origem ashkenaze: judeus de fala iídiche, oriundos dos países da Europa Central e Oriental ou dos sefardins, descendentes dos primeiros israelitas de Portugal e da Espanha, expulsos, respectivamente, em 1496 e 1492, que se dispersaram pela Itália, Holanda, França, norte da África, Levante e outros lugares do Mundo.

Falar dos cristãos-novos, generalizando sua atuação e sua mentalidade, tem levado a uma concepção errônea do que foi o fenômeno marrano brasileiro. Antes precisamos de unguentos para cicatrizar a chaga da escravidão, a vergonha da Inquisição e renovar o que nos ensinou o Genocídio dos povos indígenas. Para isso, conclamo a nossa elite intelectual..., principalmente a nordestina, a trabalhar para resgate do nosso passado.

Pensar que, em plena crise da Violência e do Crime Organizado, o governador do Estado de São Paulo (2006), Cláudio Lembo, diga:

“O Brasil é o país do duplo pensar. Conhecemos a Inquisição de 1500 até 1821”. Então você tinha um comportamento na rua e um comportamento interior, na sua casa. Isso é o que está na Sociedade hoje. Essas pessoas estão falando apenas para o público externo. É um país que é dúbio, sem mencionar as chagas da escravidão e a matança dos índios.

Em momento algum, aceito tal declaração pondo em perigo nossa frágil Democracia. Aceito, com restrições, tal desabafo como aviso aos nossos historiadores. Urge que nossos antropólogos, sociólogos e geógrafos façam, e divulguem ao povo um melhor conhecimento de nossa historiografia: da miscigenação e igualdade entre as diversas etnias formadoras de nossa gente.

O Professor. Avi Gross, especialista em Judaísmo Português e Espanhol e Marranos do Departamento de História Judaica, na Universidade Ben-Gurion em Beer-Sheva, no deserto de Neguev, afirma ser a concentração de convertidos à força mais numerosa nos estados do Nordeste brasileiro, principalmente Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Em época tão tumultuada, é sumamente pertinente propagar a Nostra Aetate: Sobre a Igreja e as Religiões Não-Cristãs (Declaração do Concílio Vaticano II - ano de 1965):

Hoje, que o gênero humano se torna cada vez mais unido, e aumentam as relações entre os vários povos, a Igreja considera mais atentamente qual a sua relação com as religiões não-cristãs. E, na sua função de fomentar a união e a caridade entre os homens e até entre os povos, considera primeiramente tudo aquilo que os homens têm em comum e os leva à convivência.

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Acredito que, quando um povo está buscando se conhecer e não se envergonhar das suas raízes, passa a ser exemplo de concórdia para o mundo. Mundo esfacelado pelas guerras, pelos terrorismos de todos os naipes e os homens-bomba: terão suas chamas auto criminosas extintas pelo exemplo do novo homem brasileiro.

Daí lembro, aos meus patrícios, que a contribuição que une a nossa nação à saga do povo judeu é muito importante para entendermos a gênese do povo brasileiro. Porém, muitas vezes, fico pensando nessa herança maldita da Inquisição e em certos comportamentos do nosso homem interiorano, maioria das vezes, um valente, silencioso e reservado. Impossível saber o que pensa. Do não-parecer. Da economia. Do não-ostentar. Das festas e da religiosidade expostas, essas, sim, bastante às vistas. Dos postigos sempre cerrados e protegidos dos olhos dos curiosos. Falar o menos possível, medir o que se diz. Ao prestar um serviço, dizer com insistência:

— Desculpe qualquer coisa! - Como se desejasse pedir desculpas por algo que nunca fez. Evitar qualquer deslize é seu cuidado maior. Algo que poderia ser mal interpretado e, depois, servir da acusação no tribunal do Santo Ofício. Ninguém pode confiar em ninguém. Acusações podem surgir do nada. Não faltar à missa aos domingos, não perder uma procissão, andar na frente, comungar e acatar a palavra do pároco. Foram 300 anos da Inquisição, quinze gerações, e isso fica gravado no inconsciente coletivo de um povo. É a herança cultural da Inquisição.

Lembro a todos que a palavra religião vem do latim religare, que é a forma de uma pessoa se ligar a outra. Assim é como vejo o Marranismo Brasileiro, uma maneira de união para a criação do novo homem do século XXI. Certamente, esta seja uma das missões que cabe ao intelectual brasileiro: divulgar!

Nota: Publicado In: Recanto das Letras - Artigo 7709502.

(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE), da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES), da Academia Recifense de Letras Academia Olindense de Letras e do Instituto Histórico de Olinda. Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

segunda-feira, 15 de abril de 2024

AINDA PODE PIORAR

Por Rev. Munguba Jr. (*)

O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fez uma colocação sobre Israel que abalou o mundo civilizado, defendeu o indefensável: envileceu a nação de Israel, única democracia do Oriente Médio, frente a terroristas que matam civis mesmo estando fora de uma guerra, comparando, inclusive, com seus antigos algozes.

O antissemitismo é uma chaga social que, cada vez que é reacendida, dilacera corações e memórias.

Foram muitos anos até implantarem a narrativa de que o Holocausto, o extermínio de mais de seis milhões de judeus, não aconteceu ou que foi algo irrelevante. Entretanto, o Sete de Outubro de 2023, onde mais de mil e quinhentos Israelitas foram dizimados, precisou apenas de alguns dias para o sucesso da narrativa de que Israel não tem o direito de se defender e recuperar com vida os reféns levados para Gaza.

Golda Meir, ex-primeira-ministra de Israel, afirmou: "Se os palestinos baixarem as armas, haverá paz. Se os israelenses baixarem as armas, não haverá mais Israel". Essa frase não se aplica a todo povo palestino, mas a uma minoria radical e terrorista que tem como objetivo claro a destruição de Israel e de todos os israelitas. A maioria do povo palestino convive pacificamente trabalhando como irmãos em Israel.

Para o nosso país, as consequências do posicionamento do presidente atual são incalculáveis: prejuízo da imagem internacional, da imagem dentro das nossas fronteiras e sequelas econômicas históricas.

Alianças e apoio a ditaduras e grupos terroristas, historicamente, é a certeza da cumplicidade em holocaustos e outras atrocidades cometidas pelo mundo. Segundo Stéphane Courtois no livro "O Lado Negro do Comunismo", o saldo, além dos judeus, foi de: "URSS, 20 milhões de mortos; China, 65 milhões de mortos; Vietnã, 1 milhão de mortos; Coreia do Norte, 2 milhões de mortos; Camboja, 2 milhões de mortos; Leste Europeu, 1 milhão de mortos; América Latina, 150.000 mortos; África, 1,7 milhão de mortos; Afeganistão, 1,5 milhão de mortos".

Ditaduras têm como características comuns: excluir e matar religiosos, líderes liberais, homossexuais e outras minorias; prender opositores políticos, maculando as eleições. Por mais absurdo que pareça, ainda pode piorar.

Os governos democráticos amam a liberdade, a iniciativa privada, as diferenças de pensamento e religião, a valorização da vida e de oportunidades iguais para todos.

(*) Pastor Munguba Jr. Embaixador Cristão da Oração da Madrugada e Erradicação da Pobreza no Brasil e presidente da Igreja Batista Seven Church.

Fonte: O Povo, 16/03/2023. Opinião. p.14.


quinta-feira, 2 de junho de 2022

“APARTHEID” EM ISRAEL?

Meraldo Zisman (*)

Médico-Psicoterapeuta

Em 2020 os esquerdistas já não negam diretamente o Holocausto. Eles questionam ativamente quantos judeus morreram e dizem que os judeus não são melhores que os nazistas, devido ao que estão fazendo aos palestinos. Eles também acreditam que nós, judeus, falamos demais sobre isso e que o genocídio de seis milhões de judeus não foi pior que qualquer outra forma histórica de racismo — o que, é claro, também era imperdoável. E alguns antissemitas de esquerda compartilham simpatia com uma forma particular de fascismo — eles simplesmente se disfarçam de anti-israelenses. O ódio obsessivo contra os judeus tem uma história que remonta vários milênios. E continua se aperfeiçoando cada vez mais.

O antijudaísmo foi — e é — a marca natural da direita e episodicamente da esquerda que se desandou antijudaica após o Holocausto (1945). Hoje, o antijudaísmo institucional é preponderantemente uma questão muçulmana.

O interessante é que uma pesquisa realizada em 2003 mostrou que os europeus achavam ser o Estado de Israel a maior ameaça à paz mundial. Um preconceito, mesmo não sendo explicável, leva a outro, como uma comorbidade psicológica ou como um complexo de discriminação irracional. As perturbações psicológicas e toda a psicopatologia conduzem a uma lógica incompreensível.

A combinação desses movimentos propicia várias reflexões sobre a insegurança futuras das três maiores comunidades judaicas, sem falar nos países periféricos. Israel enfrenta perigo extremo, rodeado como está por inimigos. Na Alemanha nazista essa perspectiva culminou nos campos de extermínio para seis milhões de judeus. Israel pode terminar em uma chuva de bombas nucleares caindo sobre o país, confirmando a posição do Irã (o único vizinho que fala a verdade) que declara publicamente as suas intenções de varrer Israel do mapa. Isso poderia resultar em um segundo Holocausto, ainda maior em número.

Talvez a mídia europeia e mundial esconda que os remanescentes dos judeus europeus não têm futuro naquele continente. Um êxodo pode acontecer num futuro próximo, reproduzindo o êxodo pós II Guerra Mundial, à semelhança da fuga de judeus dos países muçulmanos, onde a população judaica era de cerca de um milhão (1948) e passou em 2013 para menos de 60.000. Nos Estados Unidos, que vive os mais dourados anos do judaísmo, mais brilhantes do que os ocorridos na Andaluzia, Aragon, Alemanha, Hungria, Lituânia e Praga pode desmoronar agora após a fracassada Primavera Árabe, uma expressão criada para designar a onda de protestos que marcou os países árabes a partir do final do ano de 2010.

Os judeus americanos tiveram o luxo relativo de se preocupar com assuntos como casamentos mistos, correligionários ao redor do mundo, orações escolares e aborto; se as tendências atuais continuarem, eles se encontrarão cada vez mais preocupados com segurança pessoal, marginalização e os outros sintomas presente mais intensamente na Europa. Caberia aos descendentes dos judeus serem mais manifestos nas suas pretensões, enquanto o pior não se chegar se já não chegou.

Stálin perguntava cinicamente: quantas divisões tem o Papa? O que ocorreu na França está acontecendo em outros países do continente europeu e na América Latina. Seria pertinente mencionar que conflito na Faixa de Gaza acordou o fantasma do antissemitismo, que estava aparentemente adormecido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Embora essa tendência seja mais fraca na América Latina, os governos de alguns países, como Chile e Brasil, expressaram sua insatisfação com as ações de Israel contra o Hamas. O governo de Cuba acusou Israel de genocídio e outros países de governos populistas, como a Venezuela responsabilizou publicamente Israel pelos acontecimentos em Gaza, fato que encobriu as notícias sobre a pandemia da coronavírus, vacinas, implicações políticas e tantos outros acontecimentos contemporâneos.

(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE), da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES) e da Academia Recifense de Letras. Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

quarta-feira, 18 de maio de 2022

O MELHOR PRESENTE

Por The Point Notícias

Durante o recente cessar-fogo, o líder da organização terrorista palestina Hamas, Khaled Mashal, enviou um presente para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em uma caixa elaborada, com uma nota.

Depois de ter a caixa examinada por motivos de segurança, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu abriu a caixa e viu que o conteúdo era fezes humanas.

Ele abriu a nota, escrita à mão em árabe por Mr. Mashal, que disse:

"Para você e as pessoas orgulhosas da entidade sionista".

Netanyahu, alfabetizado em árabe, ponderou a nota e decidiu a melhor forma de retribuir.

Ele rapidamente o fez, enviando ao líder do Hamas, um pacote muito bonito, com uma nota pessoal.

Mr. Mashal e os outros líderes do Hamas ficaram muito surpresos ao receber o pacote e o abriu com muito cuidado - depois de ser examinado pela segurança - suspeitando que poderia conter uma bomba.

Mas, para surpresa de todos, a caixa continha um minúsculo chip de computador.

O chip era recarregável com energia solar, tinha uma memória de 1,8 terabyte e com um visor em holograma 3D, e era capaz de funcionar em qualquer tipo de telefone celular, tablet ou laptop.

Era uma das tecnologias mais avançadas do mundo, com uma etiqueta pequena: "PRODUZIDO EM ISRAEL".

Na nota do Sr. Netanyahu, pessoalmente manuscrita em Árabe, Hebraico, Francês e Inglês, ele declarou muito cortês:

"Todo líder só pode dar o melhor do que o seu povo produz".

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).

sábado, 15 de janeiro de 2022

UM CONTO ISRAELITA SOBRE O AMOR

Diz um conto israelita que:

Um jovem foi visitar um sábio conselheiro e contou-lhe sobre as dúvidas que tinha à respeito do AMOR.

O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma coisa:

— Ame. E logo se calou!

Disse o rapaz:

— Mas, ainda tenho as dúvidas...

— Ame, disse-lhe novamente o sábio!

E, diante do desconserto do jovem, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte:

— Meu filho, amar é uma decisão, não um sentimento!

Amar é dedicação e entrega; amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor!

O amor é um exercício de jardinagem! Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide.

Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excessos de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim.

Ame, ou seja, aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda.

Simplesmente. Ame!!!

Sabes porquê?

Porque a inteligência, sem amor, te faz perverso;

A justiça, sem amor, te faz implacável;

A diplomacia, sem amor, te faz hipócrita;

O êxito, sem amor, te faz arrogante;

A riqueza, sem amor, te faz avarento;

A docilidade, sem amor te faz servil;

A pobreza, sem amor, te faz orgulhoso;

A beleza, sem amor, te faz ridículo;

A autoridade, sem amor, te faz tirano;

O trabalho, sem amor, te faz escravo;

A simplicidade, sem amor, te deprecia; 

E A VIDA SEM AMOR, NÃO TEM SENTIDO.

Apenas...  Ame!!!

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria definida.

sábado, 4 de janeiro de 2020

QUEM PODE CONTRA ISRAEL!


Discurso do primeiro ministro de Israel
O Sr. Benjamin Nethanyahu disse:
Apenas 70 anos atrás! Os judeus foram levados ao matadouro como ovelhas.
60 anos atrás! Não tínhamos país. Nenhum exército.
Sete países árabes declararam a guerra ao nosso pequeno estado judaico, apenas algumas horas após a sua criação!
Nós éramos apenas 650 judeus, contra o resto do mundo árabe! NENHUM FID (Exército de Defesa de Israel).
Nenhuma força aérea poderosa, apenas pessoas corajosas com nenhum lugar para ir.
Líbano, Síria, Iraque, Jordânia, Egito, Líbia, Arábia Saudita, todos nos atacaram ao mesmo tempo.
O país que as Nações Unidas nos deram foi de 65% do deserto. O país estava no meio do nada
35 anos atrás! Lutamos contra os três exércitos mais poderosos do Oriente Médio, e nós os varremos ... sim ... em seis dias.
Nós lutamos contra várias coalizões de países árabes, que possuíam os exércitos modernos e muitas armas soviéticas, e sempre os derrotamos!
Hoje nós temos: um país. Um exército. Uma poderosa força aérea. Uma economia de estado-da-arte que exporta milhões de dólares. Intel - Microsoft - A IBM desenvolve produtos em casa. Nossos médicos recebem prêmios por pesquisa médica.
Nós fizemos o deserto florescer, e vender laranjas, flores e vegetais em todo o mundo.
Israel enviou seus próprios satélites para o espaço! Três satélites ao mesmo tempo!
Estamos orgulhosos de estar no mesmo ranking que: Estados Unidos, que tem 250 milhões de habitantes, a Rússia, que tem 200 milhões de habitantes, a China, que possui 1,3 bilhão de habitantes, e Europa - França, Grã-Bretanha, Alemanha - com 350 milhões de habitantes.
Um dos poucos países do mundo a enviar objetos para o espaço! Israel é agora parte da família das potências nucleares, com os Estados Unidos, Rússia, China, Índia, França e Grã-Bretanha.
Nunca admitimos oficialmente, mas todos sabem, que apenas a 60 anos atrás, fomos levados, envergonhados e sem esperança, para morrermos no deserto!
Nós extirpamos as ruínas fumegantes da Europa, ganhamos nossas guerras aqui com menos do que nada. Nós construímos nosso pequeno "Império" do nada.
Quem é o Hamas para nos assustar?  Vocês me fazem rir!
A Páscoa foi celebrada. Não esqueçamos sobre o que a páscoa trata.
> Sobrevivemos ao Faraó.
> Sobrevivemos aos gregos.
> Sobrevivemos aos romanos.
> Sobrevivemos à inquisição na Espanha.
> Tivemos os pogroms na Rússia.
> Sobrevivemos a Hitler.
> Sobrevivemos aos alemães.
> Sobrevivemos ao Holocausto.
> Sobrevivemos aos exércitos de sete países árabes.
> Sobrevivemos a Saddam.
> Continuaremos a sobreviver aos inimigos presentes hoje também.

Pense em qualquer momento da história humana! Pense nisso! Para o povo judeu, a situação nunca foi melhor! Então vamos enfrentar o mundo.
Lembre-se: todas as nações ou culturas que uma vez tentaram nos destruir, já não existem hoje - enquanto nós, ainda vivemos!
Os egípcios? Os gregos? Alexandre da Macedônia? Os romanos? (Alguém ainda fala latim nestes dias?) O Terceiro Reich?
E olhe para nós: > A Nação da Bíblia. > Os escravos do Egito.
Ainda estamos aqui.
E nós falamos o mesmo idioma! Antes e agora! Os árabes ainda não sabem, mas aprenderão que há um Deus ... enquanto conservarmos nossa identidade, sobreviveremos.
Então, perdoe-nos: por não nos preocuparmos. Não chorarmos. Não termos medo.
As coisas estão bem por aqui. Certamente poderiam melhorar.
No entanto: Não acredite na mídia, eles não dizem que nossas festas continuam a acontecer, que as pessoas continuam a viver, que as pessoas continuam saindo, que as pessoas continuam a ver amigos.
Sim, nossa moral é baixa. E daí? Somente porque choramos nossas mortes, enquanto outros se regozijam em derramar nosso sangue? É por isso que vamos vencer, no final.
1. Levanto meus olhos para os montes e questiono: de onde me virá o socorro?
2. O socorro virá do meu SENHOR, o Criador dos céus e da terra!
3. Ele não deixará que teus pés vacilem; não pestaneja Aquele que te guarda.
4. Certamente não! De maneira alguma cochila nem dormita o guarda de Israel.
5. O Eterno é o teu protetor diuturno; como sombra que te guarda, Ele está à tua direita.
6. Não te molestará o sol, durante o dia, nem de noite, a lua.
7. O SENHOR te guardará de todo o mal, Ele protegerá a tua vida!
8. Estarás sob a proteção do SENHOR, ao saíres e ao voltares, desde agora e para todo o sempre! (Salmo 121)
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).
 

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