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quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Na colônia de férias, as brincadeiras de crianças geram lucros

Por Fabiana Arrais (*)

Julho é o mês de férias escolares! O que antes soava como uma dificuldade para os pais - quando a questão principal era onde deixar os filhos - talvez, hoje, o orçamento mensal pese nas escolhas de como o tempo livre dos filhos poderão ser compartilhados (ou não) na rotina familiar.

Considerando que os filhos estão de férias, enquanto os pais continuam trabalhando, a busca por espaços lúdicos de lazer (Colônia de férias) que preencham o período escolar tornou-se a alternativa prática e eficaz, porém o valor a ser investido compromete parte considerável do orçamento.

No Cariri as Colônias de férias despontam como oportunidades para empreender. A diversão para entreter as crianças, tornou-se um negócio financeiramente atrativo, com retorno seguro e mercado em expansão, em que a corrida por mais crianças inscritas se acentua, exigindo dos ofertantes alguns condicionantes, como por exemplo: preços acessíveis, qualidade nos serviços, diversidade nas atrações, boas acomodações, segurança, espaço amplo e cardápio saudável.

Há muitas opções para a criançada sem comprometer grande parcela do orçamento familiar. Podemos encontrar Colônia de férias para cristãos, espíritas e de religião afro; há também espaços na fazenda, chácara e escola. Quanto aos preços, variam entre R$ 180,00 a R$ 230,00 por quatro horas (7:30h às 11:30h) durante uma semana, sem refeição inclusa.

É importante mencionar que a região faz da educação um pilar para o crescimento e o desenvolvimento econômico, pois ao longo dos anos captou renomadas unidades escolares privadas de nível nacional, como também investiu em escolas públicas de excelência no ensino.

Esses fatores impulsionaram a economia, visto que novas necessidades no âmbito escolar (professores, papelarias, transporte, lanchonetes, espaços de lazer etc.) surgiram com o aumento do número de escolas, e de alunos. Consequentemente, acarretou uma continua e crescente demanda.

Fica a dica: Você pode criar a sua Colônia de férias e planejá-la com todos da casa. Ande de bicicleta e conte histórias, sempre funciona com crianças. O importante é descobrir todos juntos o prazer do tempo e da companhia uns dos outros.

(*) Economista.

Fonte: O Povo, de 5/07/24. Opinião. p.19.

domingo, 21 de agosto de 2022

UM ACIDENTE IMPROVÁVEL

Um homem vai ao médico e chega com inúmeros golpes para todo o corpo. O médico pergunta a causa.

"Olha doutor, eu estava em pé quieto, quando de repente uma bicicleta veio e me atingiu terrivelmente nas costas."

"Ah, daí, a causa dos ferimentos", diz o médico.

"Espere, isso não acaba aí, eu estava me levantando, e de repente um caminhão chega e me bate em uma das pernas e eu caio novamente.

Mas não terminou, eu me levanto e um avião em voo me atinge com a asa no pescoço, e quando finalmente estava me recuperando do golpe, um transatlântico passa e me bate diretamente no abdômen"

"Perdoe minha desconfiança, acredito na bicicleta, também no caminhão, mas no avião e no transatlântico parece um pouco exagerado, você não acha?" Pergunta o médico.

"Exagerado? Olhe doutor, se eles não parassem o carrossel a tempo, eu seria esmagado pelo cisne, pelo elefante, pelo cavalo e pela nave espacial!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

A BOA MÚSICA


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Creio que a boa música é a voz da alma, como as flores semeadas no coração de uma pessoa. Quando estou necessitando de força espiritual, ouço belos “Cantos Gregorianos”, tais como: “Antífona Dixit Dominus”, “Hino Lucis Creátor”, “Toque do Ângelus”, etc, interpretados por Monges Beneditinos e de Solesmes, dentre outros. Quanta tranquilidade interior! Por sua vez, quando a melancolia e a saudade apertam, procuro ouvir ícones da “Música Popular Brasileira”. Muitos sãos os bons compositores brasileiros. Alguns, revelam-se de tal maneira talentosos que se incluem na galeria dos nossos grandes poetas. Fica difícil apontar os melhores compositores e também as melhores composições, sem correr o risco de cometer injustiças. São muitos os músicos e letristas que, com suas canções, enchem as nossas vidas de amor e de alegria. Com certeza cometo uma grande injustiça quando me perguntam os três nomes de minha preferência e digo: Noel Rosa, Lupicínio Rodrigues e Paulinho da Viola. Peço desculpas a todos os outros. Não citei Pixinguinha, mas sei que “Carinhoso” é um clássico da música mundial; não destaquei Cartola, cruel engano, pois “as rosas não falam simplesmente exalam o perfume que roubam de ti”; não citei Caymmi, pois até passaria a gostar de morrer no mar; esqueci o Lua, lamentável, sua “Asa Branca” é o hino do meu Nordeste; não escolhi Orestes Barbosa, companheiro de Silvio Caldas com quem assinou alguns dos mais belos versos do cancioneiro nacional como: “Tu pisavas nos astros distraída”. Segundo Manuel Bandeira uma das mais altas criações da poesia em língua portuguesa. De Noel, Lupicínio e Paulinho, lembro-me dentre outras do meu “Último Desejo”, de “Nunca” pensar em “Vingança” e ter “Argumento” para imaginar que “Foi um Rio que passou em Minha Vida”. Pergunto: Por quê os grandes poetas e poetisas da música não ingressaram na ABL?
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 17/7/2020.

domingo, 19 de julho de 2020

MÉDICOS CAÇANDO


Um grupo de médicos, em um raro momento de ócio, sai para caçar.
O Dermatologista perguntou: Estão levando Filtro solar? Chapéu? Fiquem debaixo das árvores! Cuidado, o sol pode ser pior do que qualquer animal selvagem!
Todos respondem que sim, mas só o Pediatra leva e ainda acrescenta: estou trazendo também repelentezinho contra as picadinhas dos insetinhos!
O anestesista avalia o clima: - Não sei não, hein, dizem que aqui chove à partir de outubro e como já é julho, acho que vai chover, o clima está esquisito, está ventando muito. Acho melhor suspendermos a caçada...
O cirurgião retruca: - Parem de frescura! Vamos logo e seja o que Deus quiser! Bora!
O radiologista, muito pensativo: - Vão vocês. Está muito calor, vou ficar aqui no carro que tem ar condicionado. Me tragam a foto do animal que eu verifico se vale a pena abater.
Após 1h de caminhada mata adentro, o clínico visualiza uma presa: - Aparentemente pode ser um mamífero, uma ave ou um réptil. Fiquem em silêncio para eu auscultar os ruídos produzidos por ele. Parece ser uma capivara mas pode ser uma paca, um porco do mato ou um tatu. Vamos observar o modo como se desloca... Sim, parece realmente ser capivara. Mas vamos analisar os hábitos alimentares. Agora parece ser paca ou uma galinha.
E o gineco-obstetra diz: - pelo cheiro parece ser fêmea e estar prenha.
O pediatra horrorizado comenta: - vocês vão maltratar um animalzinho que está com um bebezinho na sua barriguinha?
O homeopata disse: - Deixa o mamífero comigo. Pegou uma gota de projétil, diluiu em 1 milhão de vezes. Então atirou 1 gota dessa poderosa solução no animal! Resultado: Nada aconteceu.
O ortopedista, armado apenas com uma lança e vestindo apenas uma tanga de pele de mamute, questiona: - O que é mamífero?
A segunda tentativa de matar o animal foi do médico de família que, após perceber que não tinha nenhuma arma e que nem saberia usar alguma, encaminhou para seus colegas especialistas.
O cirurgião, agoniado com tanta ensebação, adianta-se e descarrega seu rifle, alvejando o mamífero em questão, resolve o problema e retruca: - resolvemos o problema. É uma paca, mas tanto faz o que é, manda pro patologista que ele descobre os detalhes da espécie.
O médico cubano sem saber o que fazer ou o que falar e percebendo que ninguém estava olhando, fugiu.
O acadêmico de medicina que acompanhava o grupo, diz: uai que tiro certeiro e pergunta: - Morreu? Posso intubar?
O laudo do patologista chegou 6 meses depois:
Conclusão: Provável origem animal. Favor correlacionar com os dados clínicos.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e iPhones). Sem autoria explícita.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

CRIANÇA BRINCA, ESTUDA E CRESCE



Por José Jackson Coelho Sampaio (*)
As pesquisas sobre saúde e trabalho de criança têm história significativa, métodos e resultados sólidos. Não deveria mais ser objeto de opinião individualista espontânea, como recentemente veio à cena pública, devolvendo-nos ao século XVIII quando ele existia e era socialmente legitimado. Ainda existe, em muitos lugares do mundo e do Brasil, mas, salvo exceções anacrônicas, não é legitimado pela ciência e por setores avançados da sociedade. Analisemos três dimensões:
Político-econômica - Sem infância livre, sujeita ao lúdico e ao educacional, não teremos trabalhador e cidadão competentes. Sem criança na família, no lazer e na escola, não sobrará posto de trabalho para adulto desqualificado e futuras desqualificações estarão sendo incubados. Há transmissão intergeracional das misérias econômica e política.
Biossanitária - O trabalho precoce que, pela sua natureza, tende a acontecer em condições degradantes, determina transtornos desnutricionais (altura e peso insuficientes, defesa imunológica diminuída), musculoesqueléticos (descalcificações, desgastes musculares por peso excessivo à idade, danos à coluna dorsal), neurológicos (perceptomotricidade inadequada para as tarefas, agressões tóxicas, imaturidade) e sistêmicos (envelhecimento precoce).
Psicossanitária - O trabalho precoce impacta sobre estado de ânimo, desenvolvimento de habilidades, assunção de responsabilidades e construção da identidade, tornando possível um grande leque de impedimentos ao desenvolvimento, transtornos neuróticos e transtornos de caráter.
O Grupo de Pesquisa Vida e Trabalho - GPVT, que lidero na Uece, tem produzido sobre o tema e recusamos a expressão "trabalho infantil", que pode ser interpretado, pois a função "infantil" adjetiva "criança", como trabalho próprio de criança. Defendemos "trabalho precoce", aquele exercido antes da idade socialmente adequada de trabalhar. No século XIX era analfabeto quem não sabia ler e escrever um bilhete, além de desconhecer as operações básicas da matemática.
Hoje, precisamos domínio maior da língua materna, comunicação em língua internacional e na língua da comunicação eletrônica. Além da matemática básica, a estatística funcional. Trabalho de criança é brincar, estudar e crescer, mental e fisicamente, para o exercício pleno e crítico da cidadania.
(*) Professor titular de Saúde Coletiva e Reitor da Uece.
Fonte: Publicado In: O Povo, Opinião, de 31/7/19. p.25.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

O VERDE ALÉM DO MAR



Por Artur Bruno (*)
Não é novidade o Ceará ser reconhecido por suas praias: a temperatura da água, as extensas faixas de terra com inúmeras opções de lazer casam com paisagens exuberantes. Mas, de uns tempos pra cá, isso vem se modificando. E para melhor.
Temos, no Ceará, 26 Unidades de Conservação (UCs) estaduais, gerenciadas pela Secretaria do Meio Ambiente. Em Fortaleza, contamos com a maior reserva ecológica em áreas urbanas do Norte e Nordeste: o Parque Estadual do Cocó. O Parque, regulamentado pelo governador Camilo Santana em 2017, oferece, ao longo dos seus 1.571 hectares, opções de educação ambiental, esporte e lazer.
De fato, de nada adiantaria este tesouro ecológico sem equipamentos convidando as pessoas a ocupá-lo. Áreas como o entorno do anfiteatro e a área Adahil Barreto foram remodeladas e recebem milhares de pessoas todos os meses. Nas manhãs de domingo, o Projeto Viva o Parque propicia à população a oportunidade de reaproximar-se da natureza através de atividades de educação ambiental, práticas esportivas, lazer e recreação.
O Projeto conta com uma programação diversificada: oficinas ambientais, aulas de dança, palestras, contação de histórias infantis, brincadeiras tradicionais, trilhas ecológicas, massagem, apresentações culturais, entre outras. Além das atividades oferecidas, as famílias realizam piqueniques, aniversários, encontros de amigos.
O Viva o Parque deu tão certo que ganhou versões em outras UCs. Em Caucaia, por exemplo, o Parque Estadual Botânico também oferece o Programa. Em Fortaleza, a Floresta do Curió e o Ceará-Maranguapinho - esta última no bairro da Canindezinho - também já possuem esta alternativa. São bairros periféricos, onde os moradores possuem poucas ou nenhuma opção de espaço de entretenimento.
Enfim, trata-se de uma nova cultura, de apreciar um verde que está além da famosa cor dos nossos mares. É o lado mais lúdico da educação ambiental: quanto mais nos apegarmos à necessidade destes espaços preservados, usando-os de forma correta, maiores serão as chances de tornarmos nosso Ceará um estado sustentável.
(*) Secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMA) do Estado do Ceará. Sócio do Instituto do Ceará.
Fonte: Publicado In: O Povo, Opinião, de 30/7/19. p.18.
 

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