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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

POR QUE CERTAS PALAVRAS CAEM EM DESUSO?

Atribuído a Mário Alberto P. de Paiva

Aquele abilolado está namorando aquela gasguita que tem os cambitos mais finos que canela de sabiá.

Pela frase acima, quem tem mais de 40 anos já deve ter percebido que muitas palavras e expressões que se usavam até bem pouco tempo, não as usamos mais.

Para adentrarmos ao colégio no início do ano letivo, tínhamos que ir ao serviço de Saúde Pública para fazer uma abreugrafia, cujo aparelho estava no outro lado de um biombo.

As casas, muitas delas bangalôs, eram arrodeadas de alpendres, onde nas salas além do sumier, sempre tínhamos uma cristaleira enfeitada com biscuit, uma eletrola (que é uma vitrola elétrica) para tocar disco. Na copa, a petisqueira guardava doces, sobremesas bolos e o lambedor que era o melhor remédio para gripe, substituía qualquer cachete. No quarto junto ao criado mudo ficava o urinol para mictar durante a noite e em cima a quartinha com água.

Os petizes quando muito danados, eram chamados de azougue, e quase sempre faziam uma arte, se arranhavam, produzindo uma pereba ou tuíta, o pai além de uns croques, cascudos ou = cocorotes ainda os colocava de castigo sem direito a fita da matinal no cinema aos sábados e nem tão pouco o sorvete com carlito.

As meninas que estavam ficando mocinhas, as mães faziam penteados armados com laquê, presos com biliro ou invisível que é a mesma coisa ou um belo diadema, estava chegando a hora das moçoilas usarem corpete, saieta e porta-seios.

O automóvel era dirigido por um chofer particular que usava um casquete na cabeça e tinha toda responsabilidade sobre o veículo, evitar os catabis, atenção ao atravessar uma pinguela, não dar bigu a desconhecido, tinha também obrigação de manter o carro limpo, principalmente a boleia, com o tabelier lustrando. Quando viajava, para economizar combustível a marcha utilizada deveria ser a prise e tomar todo o cuidado quando fosse dar rier para não amassar o pára-choques, a rodagem deveria sempre ser verificada e em caso de problema com um dos pneus usaria o suporte.

Aos recém-nascidos costumavam dar de lembrança um par de chiquitos e os mais abastados presenteavam com trancelim de ouro.

As lojas, armarinhos, as empresas de modo geral, nos finais de ano sempre mandavam confeccionar cromos com calendários para distribuir com seus fregueses.

Os barbeiros, perguntavam ao cliente se a liberdade do cabelo era no meio ou de lado.

Sentir-se mal, era ter um farnesim. Urinar, no mictório. Escrever para alguém, era uma missiva. Se tinha ânsia de vômito, cuidado aonde ia lançar. Se na cozinha a buchada não estava bem lavada subia aquele pituim.

Palavras chulas não se permitiam usar. Vá prá baixa da égua, filho de uma mãe, você parece um três vezes oito, fruviôco e fiofó eram o extremo.

Ah! Na minha casa para se fazer ponche de cajá ou mangaba ainda se usa a urupema.

Fonte: Circulando por i-phones, sem autoria clara, em setembro de 1999.

terça-feira, 10 de maio de 2022

NÃO É PRECISO FICARES "SORRIDENTA!"

A Senhora D. Pilar del Rio não valeu de nada estar casada tantos anos com José Saramago. No fundo, o que mais irrita, são certos "estrangeiros" virem dar ordens no modo como se fala e escreve PORTUGUÊS. Já não chegavam os próprios degenerados nativos da Língua tentarem impor (aos parvos subservientes) uma nova ortografia, sem pés nem cabeça!...

Que desgraça a nossa!!!

Aqui vai uma explicação muito pertinente para uma questão atual:

A jornalista (?) Pilar del Rio costuma explicar, com um ar de catedrática no assunto, que dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra "presidenta". Daí que ela diga, insistentemente, que é Presidenta da Fundação José Saramago e se refira a Assunção Esteves como Ex-Presidenta da Assembleia da República. Ainda esta semana, escutei Helena Roseta dizer: «Presidenta!», reagindo ao comentário de um jornalista da SIC Notícias, muito segura da sua afirmação.

A propósito desta questão, recebi o texto que se segue, o qual reencaminho. Uma belíssima Aula de Português. Foi elaborado para acabar, de uma vez por todas, com todas e quaisquer dúvidas sobre a questão supracitada.

Existe a palavra: PRESIDENTA? Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto? No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.

Por exemplo: o particípio activo do verbo "atacar" é "atacante", o de "pedir" é "pedinte", o de "cantar" é "cantante", o de "existir" é "existente", o de "mendigar" é "mendicante", etc. Qual é o particípio ativo do verbo "ser"? O particípio ativo do verbo ser é "ente"; aquele que é: o ente; aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos "-ante", "-ente" ou "-inte". Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo.

Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; estudante, e não "estudanta"; adolescente, e não "adolescenta"; paciente, e não "pacienta".

Um bom exemplo do erro grosseiro seria:

"A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.

Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, de entre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Por favor, por amor à Língua Portuguesa, repasse esta mensagem.

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria definida.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

SHOW DA LÍNGUA PORTUGUESA

Um homem muito rico estava mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:

Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres”.

Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida e pontuou assim o escrito:

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original e puxou à brasa para a sardinha dele:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade e um deles, sabido, fez esta interpretação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da história:

A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos a pontuação.

Pontue sua vida com o que realmente importa.

Isso faz toda a diferença.

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria definida.

domingo, 12 de dezembro de 2021

HÁ DOIS TIPOS DE PALAVRAS: as proparoxítonas e o resto

Por Eduardo Affonso, poeta mineiro

As proparoxítonas são o ápice da cadeia alimentar do léxico. Estão para as outras palavras assim como os mamíferos para os protozoários.

As palavras mais pernósticas são sempre proparoxítonas. Das mais lânguidas às mais lúgubres. Das anônimas às célebres.

 

Se o idioma fosse um espetáculo, permaneceriam longe do público, fingindo que fogem dos fotógrafos e se achando o máximo.

Para pronunciá-las, há que ter ânimo, falar com ímpeto, com todas as sílabas.

Sob qualquer ângulo, a proparoxítona tem mais crédito.

É inequívoca a diferença entre o arruaceiro e o vândalo.

O inclinado e o íngreme.

O irregular e o áspero.

O grosso e o ríspido.

O brejo e o pântano.

O quieto e o tímido.

 

Uma coisa é estar na ponta – outra, no vértice.

Uma coisa é estar no topo – outra, no ápice.

Uma coisa é ser fedido – outra é ser fétido.

 

É fácil ser valente, mas é árduo ser intrépido.

Ser artesão não é nada, perto de ser artífice.

Legal ser eleito Papa, mas bom mesmo é ser Pontífice.

(Este último parágrafo contém algo raríssimo: proparoxítonas que rimam. Porque elas se acham únicas, exóticas, esdrúxulas. As figuras mais antipáticas da gramática.)

Quer causar um impacto extraordinário? Elogie com proparoxítonas. É como se o elogio tivesse mais mérito, tocasse no mais íntimo.

O sujeito pode ser bom, competente, talentoso, inventivo – mas não há nada como ser considerado ótimo, magnífico.

Da mesma forma, errar é humano. Épico mesmo é cometer um equívoco.

Escapar sem maiores traumas é escapar ileso – tem que ter classe pra escapar incólume.

O que você não conhece é só desconhecido.

O que você não tem a mínima ideia do que seja – aí já é uma incógnita.

Ao centro qualquer um chega – poucos chegam ao âmago.

O desejo de ser proparoxítona é tão atávico que mesmo os vocábulos mais ordinários têm o privilégio (efêmero) de pertencer a essa família – ou não seriam chamados de oxítonas e paroxítonas. Não é o cúmulo?

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Com autoria atribuída a Eduardo Affonso.

sábado, 11 de dezembro de 2021

A ESTRANHA BELEZA DA LÍNGUA PORTUGUESA

“Este texto é dos melhores registros de língua portuguesa que eu tenho lido sobre a nossa digníssima 'língua de Camões', a tal que tem fama de ser pérfida, infiel ou traiçoeira.”

Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:

“Compatriotas”, “companheiros”, “amigos”! Encontramo-nos aqui, “convocados “, “reunidos” ou “juntos” para “debater”, “tratar” ou “discutir” um “tópico”, “tema” ou “assunto”, o qual me parece “transcendente”, “importante” ou de “vida ou morte”. O “tópico”, “tema” ou “assunto” que hoje nos “convoca”, “reúne” ou “junta” é a minha “postulação”, “aspiração” ou “candidatura” a Presidente da Câmara deste Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:

- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa? O candidato respondeu:

- Pois veja, caro senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; a terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.

De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira':

- Senhor “postulante”, “aspirante” ou “candidato”:(hic) o “fato”, “circunstância” ou “razão” pela qual me encontro num estado “etílico”, “alcoolizado” ou “mamado” (hic), não “implica”, ”significa”, ou “quer dizer” que o meu nível (hic) cultural seja ”ínfimo”, “baixo” ou mesmo “rasca” (hic). E com toda a “reverência”, “estima” ou “respeito” que o senhor me merece (hic) pode ir “agrupando”, “reunindo” ou “juntando” (hic) os seus “haveres”, “coisas” ou “bagulhos” (hic) e “encaminhar-se”, “dirigir-se” ou “ir direitinho” (hic) à “leviana da sua progenitora”, à “mundana da sua mãe biológica” ou à “puta que o pariu”!

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria definida.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

A GRAMÁTICA, O DICIONÁRIO E A LÓGICA

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Uma brasileira, em Lisboa, perguntou a um português: "Que horas escurece aqui?" "Não escurece, acendemos as luzes", respondeu o lusitano a usar a língua ao pé da letra, o que, por vezes, leva-nos ao riso.

O português prefere a linguagem formal; e o brasileiro, a coloquial. Expressões errôneas entram em moda e são repetidas, como as fake news. Pedagogos utilizam uma delas, que, pelo constante emprego, já está no dicionário: se um aluno estuda no turno da manhã, algo realizado à tarde será no "contraturno", mas a tarde nunca foi contra a manhã.

Muito se menciona: "Concordo em gênero, número e grau." Porém, o saudoso Genuino Sales dizia concordar em gênero e número, visto que essas concordâncias são obrigatórias, enquanto a de grau é optativa.

Se alguém nada possui, deve falar "eu não tenho nada" ou "eu tenho nada" (em inglês, I have nothing)?

Os gramáticos, como Said Ali, em 1921, e seguidores, acham que duas negativas formam uma negação reforçada. Já os ligados à lógica aristotélica, com raízes filosóficas ou matemáticas, veem na dupla negativa uma afirmativa, já que se "não tenho nada" é porque detenho algo.

Este articulista elege a assertiva "eu tenho nada", a seguir Bertrand Russell e Alfred Whitehead no princípio da dupla negação: "Uma proposição é equivalente à falsidade de sua negação."

É a divergência que nos dá energia para a vida. Se duas pessoas tiverem uma conversa discordante, a tese vencedora não será a de uma ou a de outra, senão a resultante do diálogo entre ambas.

No país do futebol, se uma equipe perde no campo e ganha na justiça desportiva, diz-se que ganhou no tapetão, mas perdeu nas quatro linhas, uma vez que o campo é delimitado por quatro linhas.

Resolveu-se agora afirmar que obedecer à nossa Carta Magna é estar dentro das quatro linhas da Constituição, a admitir sua limitação por quatro segmentos de reta, o que seria, no mínimo, uma metáfora precária, de acordo com Merval Pereira, membro da Academia Brasileira de Letras.

Talvez, se seguirmos quem nos ensinou o idioma, tenhamos mais luzes acesas e nossa comunicação receba mais raios de sabedoria.

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Membro da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 26/8/21. Opinião, p.18.

sábado, 6 de março de 2021

PORTUGUESES CARREGANDO UM PIANO

Seis portugueses carregam um piano pelas escadas de um prédio.

No 4° andar, um deles resolve ir ver quantos andares faltavam.

Ele volta e diz:

- Tenho duas notícias: uma boa e uma má.

Um deles responde:

- Conta só a boa, a má conta quando chegarmos!!

- Ok, só faltam 6 andares.

Continuam a subir e quando chegam ao 10° andar, um deles pergunta:

- Qual era a má noticia??

- O prédio não é este!!

Fonte: Internet (circulando por e-mails e iPhones). Sem autoria explícita.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Português X Espanhol – Os falsos amigos


Para aqueles que dizem que o espanhol (castelhano) é fácil, quase igual ao português, traduza a frase abaixo:
"LA VIEN UN TARADO PELADO COM SU SACO EN LAS MANOS CORRIENDO DETRAZ DE LA BUSETA, PARA COMIR PORRO Y CHUPAR PINTÓN".
Traduziu?
Acertou?
Tem certeza?
Veja abaixo...
TRADUÇÃO CORRETA:
LÁ VEM UM HOMEM LOUCO CARECA COM SEU PALETÓ NAS MÃOS CORRENDO ATRÁS DO MICROÔNIBUS, PRA COMER CHURROS E BEBER CACHAÇA”.
- Pois é, além de não se saber castelhano, às vezes só pensamos besteira ...
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria explícita.

sábado, 21 de março de 2020

REVISÃO GRAMATICAL FEITA PELO MATUTO


ABREVIATURA - ato de se abrir um carro de polícia.
ARMARINHO - ar proveniente do mar.
CÁLICE - ordem para ficar calado.
CATÁLOGO - ato de se apanhar coisas rapidamente.
DESTILADO - aquilo que não está do lado de lá.
DETERGENTE - ato de prender indivíduos suspeitos.
DETERMINA - prender uma garota.
ESFERA - animal feroz amansado.
HOMOSSEXUAL - sabão em pó utilizado para lavar as partes íntimas.
MINISTÉRIO - aparelho de som de tamanho reduzido.
NOVAMENTE - diz-se de indivíduos que renovam sua maneira de pensar.
RAZÃO - lago muito extenso, porém pouco profundo.
SIMPATIA - concordando com a irmã da mãe.
TALENTO - característica de alguma coisa devagar.
UNÇÃO - erro de concordância, o correto seria: um é.
VOLÁTIL - sobrinho avisando ao tio onde vai.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria explícita.
 

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