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sábado, 25 de julho de 2026

ELSIE STUDART: treze anos de sua partida

Hoje, ao tempo em se comemora o Dia do Escritor, somam-se treze anos do desaparecimento trreno da Profa. ELSIE STUDART GURGEL DE OLIVEIRA, que faleceu, em Fortaleza, em 25/07/2013.

Ao longo desses anos, como demonstração de amizade e de estima, que por ela devotamos, temos procurado recordar a sua memória, por intermédio de homenagens especiais, divulgação de artigos sobre ela e lançamentos de sua produção literária póstuma.

Dela dispomos ainda de material esparso, mas o bastante para editar mais duas ou três obras póstumas, assim que lograrmos reunir o apoio financeiro para bancar a impressão física desses livros ou, quiçá, como possível alternativa, optar pela editoração eletrônica a ser hospedada em site apropriado.

Nos últimos dias, passamos a prospectar os meios necessários para enfeixar uma nova publicação, focada em textos relacionados com o DNOCS, órgão federal em que ela trabalhara por muitos anos, até a sua aposentadoria por tempo de serviço.

Isso tem cooperado, também, para amainar a saudade que nos atinge desde quando ela retornou à Casa do Pai.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Amigo da família Studart Gurgel

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

LUIZ CARLOS DA SILVA: 25 anos de saudades

 

Em 20/11/2000, o advogado, professor e contador Luiz Carlos da Silva, aos 82 anos de idade, deixou esse mundo menor e voltou à Casa do Pai.

Agora se completam 25 anos da sua partida e, por todo esse período, seus filhos e netos depositaram suas lembranças, de forma concreta, em dois livros em sua homenagem: um, para marcar os 90 anos, se vivo fosse; e outro, para celebrar o seu centenário de nascimento.

A sua consorte Elda Gurgel e Silva, da duradoura união de mais de 53 anos, apenas desfeita por seu falecimento, após 21 anos de viuvez, partiu em 9/04/2022 para reencontrá-lo, espiritualmente, nos páramos celestiais. Enquanto viúva, ela foi muito amada e vivenciou a condição de matriarca pela prole numerosa, que gravitava em seu entorno, e postumamente a reverenciou em um livro.

Nossos genitores não constituíram um patrimônio familiar, disposto em bens físicos ou materiais, que amiúde aportam escaramuças entre herdeiros; contudo, nos legaram, como herança maior, algo imaterial, e. quiçá, intangível: a educação de seus filhos, que vem se transmitindo aos descendentes, na sequência de gerações, atingindo seus netos e bisnetos.

Nosso pai, como educador, se jubilava com a graduação, ano a ano, de todos os seus filhos, em instituições públicas, que, em seguida, cursaram pós-graduação e se engajaram no magistério superior, e ainda pode acompanhar a chegada dos primeiros netos ao ensino superior.

Ele, como advogado, estaria radiante de orgulho, se conosco estivesse, em saber que todos os seus netos estão hoje formados e atuantes em diversas ocupações, com destaque para os sete deles operadores do Direito.

Como beletrista e cultor da última flor do Lácio, atributos adquiridos ao tempo aluno marista, nosso genitor estaria fartamente realizado por ver tantos filhos, e até alguns netos, com pendores literários, manejando a pena com arte e primor.

Dono de preciosa oratória e provido de conhecimentos enciclopédicos, ele ainda não mereceu homenagens em logradouros públicos que lhe são devidas; no entanto, são bem poucos os cidadãos cearenses que, a exemplo dele, possuem suas histórias de vida narradas em livros ou artigos, fato que concorre para reavivar nossas recordações nos 25 anos de saudades incontidas, desde quando foi acolhido nos braços do Pai Eterno.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Filho de Luiz Carlos da Silva

* Publicado In: O Povo, de 20/11/2025. Opinião, p.18.


domingo, 23 de março de 2025

RESUMO BIOGRÁFICO PÓSTUMO DE JOSÉ ADÃO LOPES

 

Por Franzé Lopes (sobrinho de José Adão Lopes)

José Adão Lopes nasceu no dia 23 de dezembro de 1949, no município de Limoeiro do Norte no Ceará. Estudou no Colégio Diocesano de Limoeiro do Norte, cidade onde cresceu. Menino prodígio cheio de dons e talentos, dono de um boletim impecável, tocava clarinete na banda de música do colégio.

Chegando à idade de prestar serviço militar, alistou-se na Força Aérea Brasileira, vindo a servir na Base Aérea de Fortaleza, onde conquistou a patente de Cabo. Nesse mesmo período se inscreveu para fazer o vestibular da Universidade Federal do Ceará de 1972, no qual tirou notas muito altas que o levaram a optar pela Faculdade de Medicina. Tentou conciliar a vida militar com a faculdade, mas terminou optando por apenas estudar, pois trazia em seu DNA o gene da medicina herdado de alguns de seus ancestrais judeus sefarditas que tinham o mesmo ofício.

Em 1977, graduou-se em medicina com seu irmão Antônio Ferreira Lopes. Médico renomado e de sucesso, especializou-se como anestesiologista. Já formado ingressou como Primeiro Tenente no corpo médico da Polícia Militar do Ceará, no qual ficou pouco tempo.

De acordo com o depoimento colhido por mim do seu amigo Dr. Cândido Pinheiro Koren de Lima, “Adão participava das grandes equipes médicas da cidade de Fortaleza, sendo requisitado por todos, inclusive por mim, quando precisava me submeter à algum procedimento cirúrgico, fazia questão que ele fosse o anestesista da equipe".

Juntamente com outros médicos, Dr. Adão foi homenageado postumamente pela Sociedade de Anestesiologia do Estado do Ceará por sua contribuição para o desenvolvimento da profissão. Os novos profissionais da área eram sempre bem recebidos e orientados por ele.

Para finalizar, gostaria de citar duas palavras que representam o seu caráter e personalidade, as quais são: bondade e generosidade.

Dr. José Adão Lopes faleceu no dia 23 de março de 2023 em Fortaleza.

Nota do Blog: Hoje, 23/03/25, completam-se dois anos do falecimento do nosso querido amigo e colega, cujo desaparecimento terreno causou grande consternação entre médicos cearenses, sobretudo dos egressos da Turma Dr. José Carlos Ribeiro, que concluíram medicina na UFC em dezembro de 1977.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva - Editor


terça-feira, 9 de abril de 2024

MAMÃE ELDINHA: dois anos da partida

 

O tempo ligeiro passa. Há dois anos, mamãe partia para o encontro definitivo com o Pai Eterno e seus familiares queridos, como o nosso pai, que a antecedeu em mais de vinte anos. E qual o seu legado, de uma vida de 91 anos? Para nós, seus dez filhos e tantos netos e bisnetos, além da saudade, há muito o que lembrar e agradecer.

Em todos nós, por bem ou por mal, ficou a mania de limpeza, de casa arrumada e de doar o que é possível aos necessitados. Claro, nenhum de nós se iguala no seu espírito doador. Mamãe gostava de dar, o que era dela e o que ela achava que era dela. Importante era doar.

A Eldinha tapeceira também deixou sua marca em mais de duzentas obras. São telas belíssimas. Ela jamais concordou em vender uma só, mesmo que fosse para retirar o dinheiro gasto. O amor que ela colocava em cada tela não tinha preço. Verdadeiras obras de arte.

Hoje, nos dois anos de sua partida, é bom recordar a sua presença marcante. Não estamos felizes porque ela se foi, mas agradecemos cada dia em que ela esteve entre nós. Saudade, sim, lamentação, não. Ainda a vejo entre nós e assim será por muitos e muitos anos.

Um grande abraço mamãe.

Da sua filha Márcia (em nome de toda a filharada)


terça-feira, 14 de novembro de 2023

FRANCISCO DE ASSIS, O ARARIPE

Por Vladimir Spinelli Chagas (*)

A vida nos prega peças. O desfecho desfavorável da luta pela vida do meu amigo Assis Araripe provoca em mim reflexões sobre o sentido que empregamos à Vida.

Não posso precisar quando o conheci. Talvez no Curso de Administração da Uece - concluído por ele no ano em que eu, aluno temporão, ali ingressava. Posteriormente, como servidores públicos no Palácio da Abolição, no governo Gonzaga Mota. A amizade, de fato, se inicia como colegas de magistério na Uece.

A partir desse (re)encontro, dividimos experiências, conhecimentos, sonhos e projetos em prol da nossa Uece. Ele, uma das pessoas que mais a defendiam com o vigor de sua forte personalidade. Também tivemos momentos de descontração, como as tradicionais noites de quintas-feiras em uma roda de amigos no Jairo's, para "jogar conversa fora", mas delas sempre guardando ensinamentos.

Ao assumir pela segunda vez a Reitoria da Uece, convocou-me a permanecer à frente da Pró-Reitoria de Planejamento, acumulada nos dois anos finais com a Chefia do Gabinete da Reitoria.

Nesse convívio mais próximo, pude apreender melhor da sua habilidade de gestor diferenciado e compreender o quanto de humano havia por trás daquela personalidade. Nossa amizade se solidificou, baseada em um respeito mútuo que nos permitiu sempre buscar as convergências, mesmo nos pontos aparentemente divergentes.

Como membros da Academia Cearense de Administração (Acad), mais uma vez pudemos ajudar a construir projetos a partir das experiências acumuladas, reforçadas pela confiança recíproca.

Em todos esses anos de convivência, a forma carinhosa com que ele se referia à sua genitora e o acendrado amor que nutria pelos filhos solidificaram o reconhecimento do seu largo coração e o carinho que ele despertava nos colaboradores, especialmente os que ocupavam cargos ou funções considerados mais simples, ampliaram essa percepção.

Guardo, portanto, profunda gratidão por ter podido desfrutar dessa amizade e me orgulho de ter feito parte de alguns dos seus projetos, que serão sempre lembrados na Uece, que ele reverenciava sempre, e na Acad, palco de muitas discussões.

Até mais, amigo Araripe.

(*) Professor aposentado da Uece, membro da Academia Cearense de Administração (Acad) e conselheiro do CRA-CE. Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 9/10/23. Opinião. p.22.

domingo, 14 de maio de 2023

ELDINHA, uma Super Mãe!

Amorosa, dedicada, zelosa e atenta ao papai Luiz, a cada um dos 13 filhos, 19 netos e 26 bisnetos.

Sentimentos extensivos ao seu pai Paulo, mãe Almerinda, irmãos Elza, Elma, Edson, Espedito e Edmar, aos sobrinhos, parentes e amigos.

Hoje, as comemorações em tua homenagem revestem-se de outro brilho: a do nosso eterno agradecimento por termos desfrutado intensamente do teu amor.

Até um dia na morada do Pai.

Saudades, filhos, parentes e amigos.

Mirna Gurgel Carlos Heger

Pelos irmãos do Clã Gurgel-Carlos


domingo, 9 de abril de 2023

PARA A NOSSA MÃE ELDINHA: um ano de saudades

 


            Todo dia sentimos tua falta, seja numa frase, num gesto, num canto de mesa.

Ufa! Quanta saudade!

Querida Eldinha, sabemos que estás no Céu, pois como cristãos entendemos e acreditamos na ressurreição em Cristo. Há um ano, em 9/04/2022, a senhora partiu para o plano divino, mas nossa certeza de que estás com o Pai Eterno vem também da vida terrena que tiveste, considerando que te conduziste no caminho da bondade, do amor ao próximo e dos serviços aos entes queridos e, principalmente, a Deus.

Tua convivência conosco foi marcada pelo exemplo da retidão e do espírito de abnegação, de doação.

Cabe destacar que nos surpreendia sempre com tua atitude sábia e um exemplo “franciscano” de viver, demonstrando desprendimento das coisas materiais e ainda a importância da união familiar e dos valores éticos, morais e espirituais.

Eldinha, não temos palavras suficientes para expressar a grandeza da tua vida e da enorme satisfação em sermos teus filhos.

Por fim, reafirmamos o sentimento de que o teu amor por nós, teus filhos, continua presente no cuidado, no olhar afetuoso, no zelo maternal, só que agora vem de outro plano.

Obrigado por tudo, querida mamãe, estamos tentando seguir teus ensinamentos, conscientes do grande legado recebido por nós.

Paz e bem!

Magna Gurgel Carlos da Silva

Pelos irmãos do Clã Gurgel-Carlos


domingo, 28 de agosto de 2022

PESAR FAMILIAR POR MARIA ELMA GURGEL MOTA

Tia Elma, amorosa, alegre, caridosa, criativa, gentil, enfim alguém muito especial em nossas vidas. Sentiremos muito a sua falta.

Nosso conforto está em acreditarmos que se encontra na morada do Pai, confraternizando-se com o Nem (tio Zé Alcy), a nossa Eldinha e o papai, a tia Elza, o Til e tia Lúcia e mutos parentes e amigos queridos. Saudades e doces lembranças!!

Filhos e filhas, genros e noras da Eldinha e do Silva.


segunda-feira, 25 de julho de 2022

ELSIE STUDART: nove anos de sua partida

Hoje, quando se comemora o Dia do Escritor, completam-se nove anos do desaparecimento físico da nossa convivência da Profa. ELSIE STUDART GURGEL DE OLIVEIRA, falecida em Fortaleza, em 25/07/2013.

Durante todos esses anos, como demonstração de admiração e de afeto, temos procurado manter a sua lembrança, por intermédio de homenagens especiais, publicação de artigos sobre ela e lançamentos póstumos de suas obras literárias.

Ainda reunimos material bastante para a edição de mais dois ou três livros póstumos, desde que venhamos a obter os recursos financeiros para custear a impressão dessas obras.

Isso tem concorrido, igualmente, para minorar a saudade que nos acomete nesse tempo da sua distância presencial.

Nesses últimos dias fico a imaginar quão feliz ela estaria na iminência de minha posse na Academia Cearense de Letras, tendo em conta o seu contínuo apoio para que eu pudesse concretizar esse feito.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Amigo da família Studart Gurgel

domingo, 25 de julho de 2021

ELSIE STUDART: oito anos de sua partida

Hoje, quando se celebra o Dia do Escritor, completam-se oito anos da perda do nosso convívio físico da Profa. ELSIE STUDART GURGEL DE OLIVEIRA, falecida em Fortaleza, em 25/07/2013.

Durante esses anos, como preito de admiração e de afeto, temos buscado preservar a sua lembrança, por meio de homenagens especiais, publicação de artigos sobre ela e lançamentos póstumos de suas obras literárias.

Ainda dispomos material suficiente para a edição de mais dois ou três livros póstumos, desde que obtenhamos os recursos monetários para cobrir os custos da impressão dos mesmos.

Isso tem contribuído, igualmente, para diminuir a saudade que nos atinge nesse tempo da sua distância presencial.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Amigo da família Studart Gurgel


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

DR. LUIZ CARLOS DA SILVA: vinte anos de saudades

 


Em 20 de novembro de 2000, a família do Dr. Luiz Carlos da Silva sentiu a dor da perda terrena do seu patriarca que, após 82 anos de profícua existência, retornara à Casa do Pai.

Nosso pai cumprira a sua missão entre nós, tendo combatido o bom combate e guardado a sua fé em Deus, deixando um legado de honradez e de integridade, que se transmitiu aos filhos que gerara com a sua consorte Elda Gurgel e Silva, cujos laços matrimoniais foram rompidos à conta do seu falecimento, depois de uma duradoura união, de mais de 53 anos.

Desse consórcio, resultou uma numerosa prole de 13 filhos, dos quais dois fizeram parte do contributo à mortalidade na infância, como parte da sina nordestina da época. Foram criados e educados 11 filhos, todos diplomados e bem reconhecidos por seus pares nos seus respectivos campos de atuação exercidos. Infelizmente, ficamos irmanados no sofrimento paterno quando o acompanhamos na prematura perda da sua primogênita Marta, aos 29 anos de idade, momento que se prenunciava um futuro profissional promissor e ela experimentava a alegria de ser mãe de um garoto de tão tenra idade, o nosso tão amado Leo.

Nosso pai não amealhou um patrimônio material compatível com a sua salutar competência jurídica e de notável educador, porém a educação de seus filhos foi a maior herança que ele deixou aos seus rebentos, benefício esse que vem se transmitindo aos descendentes, na sucessão de gerações, alcançando seus netos e bisnetos.

Na celebração do seu centenário de nascimento, se vivo fosse, Luiz Carlos da Silva estaria sobejamente orgulhoso por verificar que aos seus quatro filhos bacharelados em Ciências Jurídicas (Sérgio, Luciano, Magna e José) se aglutinaram mais sete netos operadores do Direito (Leonardo, Germana, Paolo, Marcela, Natália, Serginho e André), coroando assim a sua proficiente vida.

Ele estaria igualmente realizado como educador, caso conosco estivesse, por verem tantos filhos seus atuarem no magistério superior e, também, como beletrista e cultor do nosso vernáculo, predicados claramente evidentes em seus desdobramentos celulares.

Poucos cidadãos de bem desta Terra da Luz foram tão aquinhoados quanto ele em referências literárias produzidas por seus familiares, admiradores, colegas e amigos e publicadas em formato de livros ou artigos, condições essas que têm propiciado manter presentes nossas lembranças, nesses vinte anos de incontidas saudades, desde quando foi chamado de volta aos braços do Pai Eterno.

Naquela e em qualquer mesa “está faltando ele e a saudade dele está doendo em nós...”.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Filho de Luiz Carlos da Silva


sábado, 25 de julho de 2020

ELSIE STUDART: sete anos de sua partida


Hoje, o Dia do Escritor, assinala os sete anos da partida deste mundo terreno da Profa. ELSIE STUDART GURGEL DE OLIVEIRA, acontecida em Fortaleza, em 25/07/2013.
No percurso desses sete anos, como indicação de amizade e de apreço, temos procurado manter a sua memória sempre presente, mediante homenagens especiais, publicação de artigos sobre ela e lançamentos de suas obras literárias póstumas.
Ainda temos material bastante para a edição de mais dois ou três livros póstumos, desde que consiga os numerários para custear a impressão dos mesmos.
Isso tem concorrido, também, para minimizar a saudade que nos afeta nesse período da sua ausência física.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Amigo da família Studart Gurgel

domingo, 26 de abril de 2020

Saudades de Edyla Maria Porto de Freitas Camelo



Edyla Maria Porto de Freitas Camelo nasceu em Fortaleza em 15 de agosto de 1992.
Em 2010, ingressou no curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Ceará (UFC) vindo a concluir em 2015, com a apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) “Fisioterapia no tratamento dialítico: uma revisão integrativa”, orientada pela docente Raimunda Hermelinda Maia Macena.
Durante a sua graduação, Edyla Maria foi bolsista da Ação de Extensão "Programa da Saúde - PROSA TEEN" (2011-2012); bolsista de iniciação científica (2014-2015), participando da pesquisa intitulada "Fatores associados à prevalência do HIV e das hepatites B e C na população de agentes penitenciárias que atuam em unidades prisionais femininas no Brasil", tendo como orientadora a professora Raimunda Hermelinda Maia Macena; e monitora do Módulo Indivíduo Cultura e Sociedade e Saúde: Processo e Assistência (2015.1-2015.2).
Em 2012-13, ainda na graduação, integrou o grupo de bolsistas da CAPES, como participante do Programa Ciências sem Fronteiras, pelo qual cumpriu um ano de estudos “Sanduíche” na Universidade de Aveiro, em Portugal, tutorada pela professora Alda Marques, incluindo estágios em Fisioterapia, com ênfase na área musculoesquelética, neurologia e cardiorrespiratória no Hospital Dr. Francisco Zagalo de Ovar e no Centro de Saúde de Ovar.
Em 2015, obteve êxito em disputado processo seletivo, conseguindo vaga no Mestrado Acadêmico em Saúde Coletiva da Universidade Estadual do Ceará (UECE), o que levou à antecipação de sua formatura na UFC, tendo em vista o início das aulas em janeiro de 2016, ano em que realizou com brilhantismo os créditos das disciplinas e estágios do programa. Em 2017, desenvolveu a sua dissertação de mestrado intitulada “Qualidade de sono e independência funcional em pacientes submetidos à hemodiálise”, sob a orientação da Profa. Dra. Paula Frassinetti Castelo Branco Camurça Fernandes, defendida com louvor.
Empenhada em dobrar desafios, cruzou novamente o Atlântico, em 2018, ao ser admitida no Doutorado em Fisioterapia da Universidade do Porto, em Portugal, que dava andamento com o projeto de tese “Alterações renais e musculares na nefrectomia unilateral com treinamento físico em ratos”, tendo por orientador o Prof. Dr. José Alberto Ramos Duarte.
A sua crescente produção científica registrada no Currículo Lattes http://lattes.cnpq.br/1401050375273204 constava das seguintes cifras: artigos completos publicados em periódicos (4), capítulos de livros publicados (5), trabalhos completos publicados em anais de congressos (3), resumos publicados em anais de congressos (6) e apresentações de trabalho (18). Era fluente em espanhol e inglês, condição que a habilitaria a futuras conquistas, além da Península Ibérica.
Estudiosa e determinada em alçar voos de grande autonomia, Edyla Maria Porto parecia ter pressa em galgar as sucessivas etapas de uma formação acadêmica e profissional de sucesso, o que indicava a obtenção do doutorado antes de completar a sua terceira década da vida.
Essa trajetória de vida foi bruscamente interceptada em junho de 2019, quando foi acometida de insidiosa e solerte enfermidade, que enfrentou com denodo e sem perder as esperanças de superação desse mal, dando, inclusive, prosseguimento ao seu doutoramento.
A despeito da oportuna e bem-conduzida assistência médica propiciada pelo Sistema de Saúde português, proporcionando cirurgia, radioterapia e quimioterapia, observando os mais modernos protocolos de atendimento, e não faltando o calor humano dos profissionais de saúde lusitanos, que tanto se desdobraram em seus cuidados, não foi, entretanto, possível vencer as tenazes então incrustadas na sua massa encefálica.
Como lenitivo, pode-se debitar que, no seu último ano de vida terrena, Edyla Maria encontrou a carinhosa acolhida do seu esposo Pedro Vieira Gurgel da Silva, com quem casara há poucos meses, e dos seus sogros José Gurgel Carlos da Silva e Isabel de Fátima Vieira, que largaram seus afazeres no Brasil para se fazerem presentes em momentos excruciantes da vida do jovem casal.
Ela voltou aos braços do Pai, quando contava apenas 27 anos de idade, em 24 de abril de 2020, na cidade do Porto, em Portugal. Contudo, em virtude das restrições viagens, decorrentes da presente pandemia de Covid-19, o seu corpo não foi transladado para Fortaleza, sendo sepultada em uma terra que tanto ela amava e tão bem a recebera.
Fortaleza, 25 de abril de 2020
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Ex-professor de Edyla e tio de Pedro

quinta-feira, 25 de julho de 2019

ELSIE STUDART: seis anos de sua partida


A data de hoje, o Dia do Escritor, marca os seis anos da partida deste mundo menor da Profa. ELSIE STUDART GURGEL DE OLIVEIRA, ocorrida em Fortaleza, em 25/07/2013.
No percurso desses seis anos, como indicação de amizade e de apreço, temos buscado manter a sua memória sempre viva, por meio de: homenagens especiais, publicação de artigos sobre ela e lançamentos de suas obras literárias póstumas.
Ainda temos material suficiente para a edição de mais dois livros póstumos, desde que consiga os numerários para custear a impressão dos mesmos.
Isso tem servido, também, para minimizar a saudade que nos persegue nesse período da sua ausência física.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Amigo da família Studart Gurgel

quarta-feira, 8 de maio de 2019

UM MÉDICO INESQUECÍVEL


Por Eduardo Fontes, jornalista e administrador
Recentemente, Fortaleza viu partir uma das figuras mais emblemáticas da Medicina do Ceará, o médico Sérgio Gomes de Matos, de tradicional família cearense e um dos luminares da Cultura, não só da ciência médica mas também geral. De forma múltipla, reunia na sua pessoa o bibliógrafo, o historiador, o amante da música clássica, o literato, o cultor enfim das Belas Artes. 
Mas antes e acima de tudo, era médico em tempo integral, pneumologista e uma das figuras mais carismáticas e respeitadas da Medicina no Ceará, como professor de gerações de médicos e de profissional sem jaça. Viveu para servir o próximo, sem distinções de classe ou de poder econômico, e quem quisesse encontrá-lo, bastaria comparecer à Casa de Saúde São Raimundo, onde praticamente morava. Era afável no trato e acolhia a todos com um sorriso de bondade extravasado nos lábios e no brilho dos olhos. 
Por essa vocação acendrada, consumiu-se a si todo inteiro, como se fora uma vela acesa num castiçal. Não conhecia sábados, domingos, nem feriados. Era verdadeiramente um sacerdote a serviço da Medicina. Sacrificava o lazer e os momentos de descanso em família, pois tinha por obrigação visitar a qualquer hora do dia ou da noite os seus doentes internados. Eu próprio dou testemunho desse seu empenho, quando estive ali internado por mais de um mês sob o seu permanente cuidado. 
Foi um apóstolo, um samaritano da Medicina, fiel ao juramento de Hipócrates. Foi portanto um dos últimos lídimos representantes de médicos e de uma Medicina humanizada e humanitária, que atendia olhando as pessoas nos olhos, consultando suas dores, sem se importar para as condições financeiras do paciente. Sérgio Gomes de Matos fará imensa falta à Medicina do Ceará, e muitos dos seus pacientes curados e em tratamento rendem-lhe o preito de sua gratidão e de sua saudade. Descanse em paz, amigo.
* Publicado In: Diário do Nordeste, de 8 maio 2019. Ideias. p.2.

terça-feira, 30 de abril de 2019

NOSSAS DESPEDIDAS AO AC. SÉRGIO GOMES DE MATOS


Eu conheci o Ac. Sérgio Gomes de Matos quando ainda era estudante de Medicina e frequentei algumas sessões clínicas na Casa de Saúde São Raimundo, onde ele integrava, como clínico geral e pneumologista, o “staff” médico daquele afamado nosocômio, que então contava, em seu corpo clínico, com a participação de alguns expoentes da Medicina cearense (e.g. Haroldo Juaçaba, Pontes Neto, Paulo Marcelo Martins Rodrigues, Régis Jucá, Eduilton Girão, Pedro Henrique Saraiva Leão).
Na década de 1980, o Dr. Sérgio Gomes de Matos manteve e assinava uma coluna semanal “Informes Médicos”, em jornal de grande circulação local, que funcionava como uma crônica dos fatos e dos médicos na terra alencarina. Fiquei lisonjeado, quando ainda era eu um recém-chegado da pós-graduação (especialização e mestrado) na Faculdade de Saúde Pública da USP, e vinha trabalhando com estatísticas da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, fui citado por ele em sua coluna como um dos médicos de maior destaque do ano em curso, por conta da contribuição que eu estava oferecendo para se conhecer melhor a situação de saúde no Ceará. Mesmo que fosse um julgamento tendencioso, de parte de alguém generoso, fui por ele ombreado aos grandes nomes de nossa Medicina quando sequer tinha cinco anos de formado.
Sérgio Gomes de Matos era conhecido por suas majestosas perorações e recordo bem do elóquio por ele proferido, em 14/11/2005, quando da sua admissão na Academia Cearense de Medicina (ACM), como Membro Titular, ocupante da cadeira 52 dessa arcádia. Nesse sodalício, ao longo de pouco mais de treze anos, assumiu diversos cargos, em sucessivas gestões, oferecendo o primor do seu beletrismo em documentos oficiais, que evidenciavam a sua erudição, e o domínio da audiência em sua atuação como mestre de crimônia em eventos acadêmicos.
Desde quando fui admitido na ACM, como Membro Titular, em fevereiro de 2009, recebi do Ac. Sérgio Gomes de Matos continuados estímulos para o labor acadêmico, pois, rotineiramente, sugeria o meu nome para o cumprimento de tarefas pontuais, pondo crédito nos atributos que ele me julgava detentor. Ele, por hábito me rotulava de polígrafo e polímata; ele tinha razão apenas quanto ao primeiro rótulo, que pode ser quantificado e conferido em meu currículo na Plataforma Lattes do CNPq, porém a qualificação de polímata seria melhor apropriada a ele próprio, um ledor voraz, que, por pura modéstia, evitava ostentar seus méritos.
Quando se discutia a criação da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), a pequena resistência à inclusão do seu nome no quadro de acadêmicos-fundadores, por não ter um livro publicado, foi logo relevada diante do reconhecimento da propalada virtuosidade dos seus escritos, mormente na forma de ensaios, crônicas e discursos, esparsos nos Anais da ACM e em obras de outros autores, dentre as quais vale realçar a inserção de textos dele em três publicações sob o nosso copyright.
Ele era, de certa forma, um animador cultural, que torcia pelo êxito dos seus amigos e colegas e gostava de presentear com livros. Em nosso caso particular, apreciava assinalar o quanto valorizava o meu ingresso no Instituto do Ceará, que considerava o mais importante equipamento cultural do Ceará, ao tempo em que manifestava o seu apoio à minha intenção de admissão na Academia Cearense de Letras se eu apresentasse essa postulação.
A abrupta e inesperada partida do Ac. Sérgio Gomes de Matos deste mundo menor, em 24/04/2019, deixa um sentimento de saudades naqueles que foram beneficiados ao conviverem com ele, notadamente entre os que o tinham como irmão em nossas confrarias.
Ac. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da ACM e da ACEMES

terça-feira, 25 de julho de 2017

ELSIE STUDART: quatro anos de sua partida


A data de hoje, o Dia do Escritor, marca os quatro anos da partida deste mundo terreno da Profa. ELSIE STUDART GURGEL DE OLIVEIRA, acontecida em Fortaleza, em 25/07/2013.
No transcurso desses quatro anos, como demonstração de amizade e de apreço, temos buscado manter viva a sua memória, por intermédio de: homenagens especiais, publicação de artigos sobre ela e lançamentos de suas obras literárias póstumas.
Em 18 de abril de 2017, na Academia Cearense de Letras, a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, Coordenadoria do Ceará (AJEB-CE), lançou o Volume 9 de Policromias, livro que traz a participação de dezenas de autores, tendo por temática o perfil literário das grandes escritoras do Ceará. Participei dessa coletânea com a extensa biografia da Profa. Elsie Studart.
Isso tem concorrido, também, para diminuir a saudade que nos acompanha desde então.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Amigo da família Studart Gurgel

segunda-feira, 6 de março de 2017

Missa de Sétimo Dia por Edna Maria de Aguiar


Edna Aguiar e Marcelo Gurgel (recorte de fotografia cedida por Sandra Veloso)
Hoje se completam sete dias do falecimento de Edna Maria de Aguiar, cujo desenlace fatal aconteceu no dia 27/02/2017, após um ano de insidiosa enfermidade, da qual eu não tomara conhecimento, razão essa que me deixou inteiramente surpreendido com esse triste desfecho.
Edna, que estudara o Ginásio no Colégio Santa Isabel, foi minha colega de classe nos três anos do Curso Científico do Colégio Júlia Jorge.
Como morávamos bem próximos, ela no Monte Castelo, e eu, no bairro Otávio Bonfim, mantínhamos contatos bem frequentes, fora do ambiente estudantil, até porque eu já era amigo do seu irmão Tadeu, por harpejarmos juntos o violão e frequentarmos as atividades da Paróquia Nossa. Senhora das Dores, ao tempo de Frei Lauro Schwarte.
Fomos contemporâneos de universidade, tendo eu escolhido a graduação em Medicina, e ela cursado Direito, mas não advogou, pois tornou-se uma diligente servidora da Secretaria Estadual da Fazenda, de onde estava atualmente aposentada.
Nos últimos anos estivemos juntos em vários encontros festivos familiares ou de reencontro de ex-colegas do Colégio Júlia Jorge.
A sua missa de sétimo dia ocorrerá nesta segunda-feira à noite, dia 6/03/17, às 20h, na Igreja São Vicente de Paulo, localizada na Av. Desembargador Moreira, 2.211, Dionísio Torres.
Devido a compromissos profissionais, quando deveremos ciceronear o Presidente da CONEP, em sua passagem em Fortaleza, não poderei estar presente nessa homenagem póstuma à nossa querida colega, mas deixo o meu registro de pesar aos seus familiares.
Descansa em paz, Edna!
Que Deus a acolha entre os seus eleitos!
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Ex-aluno do Colégio Júlia Jorge

domingo, 29 de janeiro de 2017

NO CÉU, O CORONEL AMIGO


Lúcio Flávio Gonzaga Silva (*)
Nosso irmão, o coronel José Cleber Gonzaga Silva foi para a casa do Pai neste 18 de janeiro de 2017, após longos meses de resignação, paciência, grandeza, no enfrentamento incansável, no combate renhido, dia-pós-dia, face a evolução de sua enfermidade.
Um exemplo de vida a deste homem, que nada reclamou, ao contrário, tudo aceitou e tudo suportou e tudo enfrentou, magnânimo, no seu destino final.
Formado na arma de engenharia em 1963 (AMAN e IME) do Exército Brasileiro, que tanto amou, esse verdadeiro soldado pátrio construiu, em tempos de paz, pontes, edifícios, rodovias, poços, açudes, aclives, declives, desvios, entretanto e, sobretudo, construiu o coronel Cleber amizades perenes por todos os quatro cantos de nosso Brasil, desde Cajazeiras, na Paraíba, Natal, São Gabriel da Cachoeira, no extremo Norte, Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, Itaitinga, Tabuleiro Grande (lugar onde nasceu em 1941), Fortaleza (os ex-alunos lembram honrados seu professor do Colégio Militar, amante da física e das matemáticas).
Homem justo, correto, trabalhador, empreendedor, ético, amigo, como o definiram as pessoas, espontaneamente, durante sua missa de corpo presente, inquiridos pelo celebrante, diante de Deus.
Acompanhamos pari passu os últimos meses de nosso bravo irmão coronel Cleber, sua força inquebrantável, sua persistência na imensa luta, sua admirável vontade de viver. Sofreu muito, resistiu demais, não se acovardou diante de sua moléstia jamais, altivo como um oficial à estatura de seu porte e coragem, sorria, apesar de suas dores, a expressar força e nobreza, a todos, o seu exemplo final.
Gostava de música, adorava cantar. A última canção que deliciamos juntos foi de Lupicínio Rodrigues, na voz maravilhosa de Elis Regina, enquanto seu filho Carlos Sergio dedilhava alguns acordes ao violão. A fantástica Cadeira Vazia, do extraordinário músico: “entra, meu amor, fica à vontade e diz com sinceridade o que desejas de mim…” Cantou, a voz já não era a mesma dos tempos da saúde, mas era afinada e testemunhava sua grandiosa fortaleza interior, sua grandiosa vontade de viver.
Seus últimos momentos foram serenos, tranquilos, em paz, como muito bem o merecia, um presente de Deus nos seus instantes finais. Depois, muitos se acercavam de mim e proclamavam unânimes: o seu irmão era uma pessoa singular, um grande amigo.
Para o céu, o coronel que conquistou, cultivou e regou amizades. Deixa sua marca indelével em nosso coração e muitas saudades. Foi para o céu o coronel irmão e amigo.
(*) Professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e conselheiro do Conselho Federal de Medicina.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 28/01/2017. Opinião. p.11.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

RONALDO RIBEIRO E O ICC


A alegre cor rósea, que marca anualmente a chegada do Outubro Rosa, tornou-se empalidecida no Instituto do Câncer do Ceará (ICC), assumindo tons acinzentados, diante do infortúnio produzido pela notícia do súbito fenecimento do professor dr. Ronaldo de Albuquerque Ribeiro, figura solar da medicina no Ceará, com pujantes contribuições na Oncologia e na Farmacologia, ocorrido na madrugada de 1/10/2015.
A indesejada das gentes ceifou-lhe a vida em Águas de Lindoia (SP), onde ele se encontrava tomando parte do Congresso da Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental, privando seus conterrâneos da sua imanente e agradável convivência, alcançando-o quando estava no auge de sua maturidade profissional.
Ronaldo Ribeiro ingressou como estagiário, no ICC, em 1978, quando ainda cursava o quarto ano de Medicina.
Após a sua graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC), na turma de 1980, prosseguiu com treinamento em Oncologia Clínica no ICC de 1981 a 1983, e, em seguida, cursou especialização em Hematologia e Hemoterapia na UFC, em 1986, qualificando-se, então, como oncologista clínico e vinculando-se diretamente ao Serviço de Oncologia Clínica do ICC, no qual se manteve até o seu desaparecimento terreno.
No ICC, dividia o seu labor no Serviço de Oncologia Clínica do Hospital Haroldo Juaçaba como médico oncologista clínico, prestando assistência a muitos pacientes sob os seus cuidados diretos, e na Escola Cearense de Oncologia (ECO), na qualidade de professor, coordenador de pesquisas e pesquisador, engajando-se nos programas de Iniciação Científica, de Residência Médica e de pós-graduação lato sensu e stricto sensu.
Como coordenador do Centro de Pesquisas Clínicas do ICC, acumulava uma farta bagagem de participação na condução de ensaios clínicos multicêntricos internacionais (fases I, II e III) com novos fármacos antineoplásicos.
Foi peça importante para a instalação da ECO e da maior relevância a sua atuação para a execução do MINTER e DINTER em Oncologia no ICC promovido pelo Hospital A.C. Camargo.
Nascido em Fortaleza em 15/8/1956, partiu de volta ao Pai, aos 59 anos, deixando um legado de realizações, como médico, professor e pesquisador, ele que bem sabia aliar a atividade acadêmica com a prática em serviço.
Descansa em paz, Ronaldo! Que Deus o receba em Seus braços acolhedores.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor da Escola Cearense de Oncologia (ECO)
e médico do Instituto do Câncer do Ceará (ICC)

* Publicado In: O Povo. Fortaleza, 7 de outubro de 2015. Caderno A (Opinião). p.6.
 

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