quarta-feira, 29 de julho de 2009

VIAGEM À CAMPINAS

Comunico aos amigos e colegas que viajo amanhã à Campinas, a fim de participar de uma Banca Examinadora de Tese de Doutorado em Saúde Coletiva na Unicamp. Com a graça de Deus, retorno à nossa Fortaleza, na madrugada do sábado.
Abraços e até a volta

terça-feira, 28 de julho de 2009

OS HOMENS

Os homens bons são feios.
Os homens bonitos não são bons.
Os homens bonitos e bons são gays.
Os homens bonitos, bons e heterossexuais estão casados.
Os homens que não são bonitos, mas são bons, não têm dinheiro.
Os homens que não são bonitos, mas que são bons e com dinheiro, pensam que só estamos atrás de seu dinheiro.
Os homens bonitos, que não são bons e são heterossexuais, não acham que somos suficientemente bonitas.
Os homens que nos acham bonitas, que são heterossexuais, bons e têm dinheiro são covardes.
Homens com mais de trinta que nunca casou são problemáticos...
Homens bonitos que separaram e continuam dando sopa são verdadeiros "sequelados, problemáticos ao extreeeemo". Fuja, coooorra deles. Não tente ser terapeutas dessas figuras!
Os homens que são bonitos, bons, têm dinheiro e graças a Deus são heterossexuais, são tímidos e NUNCA DÃO O PRIMEIRO PASSO!
Os homens que nunca dão o primeiro passo, automaticamente perdem o interesse em nós quando tomamos a iniciativa. AGORA... QUEM NESSE MUNDO ENTENDE OS HOMENS?

Moral da História: "Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas, e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar"

“Mulheres existem para serem amadas, não para serem entendidas.”
Vinicius de Morais

ENVIE ISTO PARA: MULHERES INTELIGENTES QUE PRECISEM DAR UMAS RISADAS... E PARA HOMENS CAPAZES DE LIDAR COM ISSO!

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

ENFERMAIO: O QUE COMEMORAR?

Com a chegada do mês de maio, já se tornou tradicional a realização, em distintos estados do Brasil, do “Enfermaio”, sob cujo rótulo, enfeixam-se as comemorações dos profissionais de Enfermagem, no período de 12 a 20 de maio. Nesses dias, de abertura e de término, são celebrados os nascimentos de Florence Nightingale e de Anna Nery, respectivamente, os dois maiores ícones da Enfermagem, mundial e brasileira.
O Enfermaio consiste de uma série de eventos programados por entidades de classe e instituições de ensino da Enfermagem, conduzida de modo articulado, no tempo e espaço, cobrando um forte empenho organizacional, para a mobilização dos enfermeiros e das enfermeiras, com vistas à discussão dos avanços técnicos e científicos ocorridos na profissão.
A Enfermagem brasileira experimenta, nas últimas décadas, um surto continuado de crescimento técnico, com a consolidação da pós-graduação, expressa em programas de excelência, dos quais emanam teses, dissertações e uma farta produção de artigos científicos, escoados em acreditados periódicos.
A busca pelo aprimoramento profissional tem sido uma constante na vida desses profissionais, muitos dos quais detentores de formação pós-graduada especializada, quando estão no pleno e maduro exercício da profissão. Os cursos de especialização, sejam públicos ou privados, não conseguem dar conta da demanda potencial de recém-formados, que almejam auferir conhecimentos especializados, e estão dispostos a pagar para isso.
Tais progressos, considerados importantes para o reconhecimento do profissional de Enfermagem, encontram, no entanto, sérios entraves, diante da realidade do mercado, que não remunera de maneira justa, e muito menos digna, os enfermeiros que desempenham papel maior na aplicação dos cuidados de saúde.
O conluio nefasto, de diversos fatores estruturais e conjunturais, concorre, celeremente, para minar o prestígio e o valor da profissão. Por conta disso, o Enfermaio mais que um evento comemorativo, deveria se tornar um fórum de discussão, durante o qual as entidades da Enfermagem, em franca articulação com seus associados, pudessem debater os impasses que tolhem um bom exercício da arte de cuidar, servindo ainda de campo de embate, pela valorização profissional.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

* Publicado, sob o título, O que comemorar? In:Jornal Diário do Nordeste. Fortaleza, 06 de maio de 2008. Caderno Idéias. p.3.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A EXITOSA XIII BIENAL DA ACM

Como faz regularmente, a Academia Cearense de Medicina (ACM) promove, a cada dois anos, um grande evento científico e cultural, reunindo médicos e estudantes de Medicina interessados em participar das atividades cuidadosamente programadas, tendo como ponto comum a ciência e a cultura.
Recentemente, nos dias 14 e 15 de maio de 2009, aconteceu em Fortaleza a XIII Bienal da Academia Cearense de Medicina, encontro da maior significação para a Medicina cearense, que teve o Prof. Washington Barata como seu Presidente de Honra, e compondo o cenário do evento, o Hotel Sonata de Iracema, situado na Av. Beira Mar.
A Comissão Executiva da bienal foi constituída pelos acadêmicos Antero Coelho Neto, João Pompeu Lopes Randal, Sérgio Gomes de Matos, Vladimir Távora Fontoura Cruz e Paulo Eduardo Garcia Picanço. Ao primeiro e ao último, respectivamente, foram confiados a presidência e a supervisão da dita comissão, incumbida de delinear cuidadosa programação, cumprida tal como se discrimina a seguir.
Da programação traçada para o acontecimento de 2009, constaram três conferências. A primeira, no dia 14 de maio, quinta-feira, após a Solenidade de Abertura, proferida pelo Acad. Ernesto Lentz de Carvalho Monteiro, atual Presidente da Federação Brasileira das Academias de Medicina (FBAM), tendo como tema “Problemas do Ensino Médico”; a segunda e a terceira, no dia 15 subsequente, com abordagem dos temas “Reforma Psiquiátrica no Brasil – Análise Crítica” e “Syphilographia no Século XIX”, cujos conferencistas foram, respectivamente, o Acad. Paulo Eduardo Garcia Picanço (Presidente da ACM), e o Prof. Dr. Luciano Moreira, Diretor da Faculdade de Medicina da UFC. As conferências, em consonância com o previsto, suscitaram calorosos debates, com a audiência, concorrendo para enriquecer o teor das magistrais exposições pelos conferencistas oficiais.
Sequenciando a programação da primeira manhã, realizou-se a Mesa Redonda: “A Vida e a Obra de Charles Darwin”, oportunidade em que foram expostos os temas “Apontamentos Históricos”, pelo Acad. Sérgio Gomes de Matos (Diretor da ACM), “O Valor Científico de Darwin”, pelo Prof. M.Sc. Rickardo Gomes, e “Aspectos Filosóficos e Religiosos”, pelo Prof. Dr. Jan G. ter Reegen.
Conforme fora programado, a manhã do dia 14 serviu de palco a um “Momento de Autógrafos”, quando foi reapresentado e distribuído, gratuitamente, aos participantes da Bienal o livro “Palavras que valeram a pena – O Brasil e o Mundo”, de autoria do Acad. Antero Coelho Neto (Vice-Presidente da ACM).
O Prof. Dr. Luciano Moreira, ao ensejo do certame, fez a doação, à Biblioteca da ACM, de coleção em “fac-símile” da Gazeta Médica, contendo vários números publicados, originalmente, na segunda metade do Século XIX, em Salvador-Bahia, com textos derivados das teses doutorais apresentadas na mais vetusta das escolas médicas brasileiras.
Ressalte-se, por oportuno, o diligente serviço da operadora de eventos, tendo à frente o Acad. Vladimir Távora, à qual credita a responsabilidade pela parte logística de desdobramento das atividades projetadas. O substancial apoio financeiro propiciado pelo Banco do Nordeste do Brasil, cujos subsídios permitiram a gratuidade das inscrições, encontrou ressonância na operosidade da equipe encarregada de pôr o evento em marcha.
Na noite do dia 15, sexta-feira, aconteceu a Sessão Solene de Encerramento no Auditório Castelo Branco da Reitoria da UFC, oportunidade em que foram outorgados títulos de sócios beneméritos da ACM a pessoas físicas ou jurídicas que haviam prestado relevantes serviços ao silogeu. Como ponto final do evento, foi oferecido aos convidados um Coquetel nos Jardins da Reitoria.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Titular da Cadeira Nº 18 da ACM, patroneada por Joaquim Eduardo de Alencar

* Publicado in: Revista Histórias da Saúde. Maio e junho de 2009 – ano XI, n.19, p.4.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

“HERROS DE PULIÇA” II

Alguns erros notórios escritos por policiais em ocorrências:
7. "Chegando ao local, encontramos a vítima caída ao solo, aparentando ter cometido um 'homicídio contra si mesmo'."
(Esse aí acredita em reencarnação, hein?)
8. "No histórico da ocorrência, constava como objeto apreendido: duas latas de cera 'Odd' e uma lata de cera 'PPO'.
(Uma das latas estava de cabeça para baixo, fala sério ???).
9. "Formava uma 'língua de fogo que lavava a rua'."
( O que comentar???)
10. "O cidadão machucou o 'membro do rosto'."
(Alguém conhece esse membro??)
11. "O conduzido, que foi preso em flagrante, disse que era inocente na acusação e que não estava passando de 'bode respiratório'."
(Deve ser uma nova técnica de recuperação pulmonar !!!)
12. "O sujeito estava vestido com uma calça Jeans e uma camisa 'destampada'."
(Por que ele não "tampou"???)

Fonte: Tal anedotário, que circula na Internet, é obra de um Tenente Coronel da PMMG (nome não citado), que expôs o conteúdo de seu livro no Programa do Jô, informando que todas as frases foram originalmente coletadas dos livros e relatórios de registro policial.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Apreciação sobre “MAQUIS: Redenção na França Ocupada”

É tarefa das mais honrosas opinar sobre a recente obra do Dr. Marcelo Gurgel que, sob o pseudônimo de Luiz Gonzaga Carlos da Silva, uma corruptela do nome do seu pai, nos presenteia com o fabuloso romance epistolar intitulado: MAQUIS: Redenção na França Ocupada.
Misturando ficção com fatos reais, acrescentados de uma boa dose de sonho e fantasia e mais uma pitada de poesia, o autor nos conta a vida de Luiz Gonzaga até seus 30 anos de idade. Tendo como pano de fundo a II Guerra Mundial, Gurgel nos descreve o engajamento de Luiz Gonzaga na Resistência Francesa, durante seus estudos no Centro de Formação Marista de Saint-Étienne, na França, após sua infância em Redenção, Ceará, lavrando a terra na dura labuta do dia a dia, e seu ingresso no Colégio Cearense Sagrado Coração, em Fortaleza.
Ao tratar os fatos que permearam a juventude de Luiz Gonzaga, o autor nos apresenta uma história instigante, repleta de bravura do jovem marista, praticante de ideais e princípios cristãos, que vivenciou e testemunhou os horrores e atrocidades do nazismo na França ocupada.
Neste romance, Marcelo Gurgel ingressou no mundo árido e fatigante das pesquisas históricas, em razão de uma notável capacidade de trabalho e de uma genuína curiosidade historiográfica. Essas qualidades o levaram a pesquisar e a estudar em profundidade a Resistência Francesa, a Segunda Guerra Mundial e os partisans, conhecidos também por “maquis”, na luta contra o nazismo.
Verdadeira viagem às regiões, departamentos, villes, villages, santuários, igrejas e monumentos da França, absorvendo sua cultura e compreendendo como se deu a débâcle française e como se forjou a resistência, na alma de seu povo, contra o Regime de Vichy, do marechal Pétain, este livro nos prende da primeira à última página. É também uma viagem a Espanha, Bélgica, País Basco com sua Guernica destruída, tão bem retratada em seus horrores por Picasso. Essas e muitas outras questões são apresentadas com grande talento e sempre no contexto de uma rigorosa análise historiográfica.
Como nos diz o próprio autor, “este livro é a história de um maquis, cuja bravura não se forjou nos campos da França, mas veio dos tempos em que ele ganhava a mata seca do Acarape, em Redenção, para catar espinhos nos mandacarus resistentes, que se amontoam na beira da estrada. Era com eles que sua mãe marcava os furos no papelão desenhado, que ela prendia com cuidado, na almofada rota, passando, a partir daí, a trocar os bilros e a trançar as linhas, até que o seu esforço diário se transformasse em um quarto de metro de renda ou de bico de grande perfeição e beleza”.
Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
Médica e Historiadora

* Publicado in: O Povo, Fato Médico, de 19 de julho de 2009. p.8.

domingo, 19 de julho de 2009

A RESISTÊNCIA FRANCESA

A rejeição ao invasor foi crescentemente reforçada pela repressão do governo de Vichy; de princípio, ela era mais dura do que a da própria Gestapo. A degradação econômica dominante, assumindo formas substantivas em um país até então sem tradição de guerrilha, foi, pois, determinante para repelir a ocupação. Aos poucos, foram surgindo ações de grupos volantes: distribuição de panfletos às pessoas em geral, colagens de cartazes anti-Pétain em edifícios e logradouros públicos, depredação ou pichação de comunicados nazistas afixados, e ainda pequenos atos de sabotagem.
As “Organisations Spéciales” (OS) foram, em 1941, a primeira tentativa de cobrir tais deficiências; primeiramente, visavam à proteção de lideranças em risco e à autodefesa de pequenas manifestações, além de, vez em quando, a execução de traidores da França.
As grandes organizações de guerrilha urbana francesa foram um produto dessa fase de aprendizagem e da aglutinação das diversas forças políticas oponentes a Vichy e ao invasor alemão. Seu propósito era a constituição de um uma força militar, capaz de fazer frente ao exército ocupante. Eram muitas as dificuldades para alcançar o objetivo, mas a maior delas era como fazer, já que estavam no interior de uma cidadela ocupada pelos inimigos e submetidos pela clandestinidade a limitados efetivos. Teriam de coordenar entre si e contar com os recursos dos meios rurais, até então passivos.
Para superar esse obstáculo, o próprio curso da guerra veio em auxílio da Resistência. Necessitando de combatentes para o “front” do Leste, carecendo de braços para sua indústria bélica, os nazistas apertaram o cerco aos povos ocupados. Os homens entre 18 a 45 anos foram recrutados para trabalhos forçados na Alemanha - tratava-se, no caso, do Serviço de Trabalho Obrigatório. Na França, houve rejeição em massa dos jovens: sendo civis, não aceitavam trabalhar, sob bombardeios e sob os riscos inerentes à perigos de guerra, a favor do inimigo de seu país. Com o apoio das organizações populares e patrióticas, a objeção a tal convocação disseminou-se. Os que podiam, procuravam, por conta própria, proteção no campo, onde ficam acoitados.
Foi com eles que as organizações guerrilheiras criaram unidades militares nos mesmos locais de refúgio, dando início a era dos maquis. Literalmente, Maquis refere-se à vegetação espessa da Córsega. Durante a II Guerra Mundial, foi o termo genérico, usado para o movimento clandestino da resistência francesa e seus combatentes.
Quanto à coordenação das forças guerrilheiras dispersas, posteriormente, a própria evolução na luta no interior da França encarregou-se de mostrar caminhos. A guerrilha passou dos círculos limitados de “esquadras”, grupos de combate e reduzidos destacamentos urbanos para o plano de destacamentos, companhias e mesmo batalhões. Renunciou, pois, a si própria, para dar lugar ao novo exército - as Forças Francesas do Interior (FFI).
A Resistência teve, quase desde o começo, um importante suporte: as emissões radiofônicas do Comité France Libre, transmitidas de Londres por jornalistas e artistas que na capital britânica tinham-se unido em torno do General De Gaulle. Em contraponto ao noticiário da imprensa e da rádio francesas, tendencioso e devotado a exaltar a força e as vitórias alemãs, as emissões diárias oriundas da Inglaterra irrompiam na noite da França ocupada como fachos luminosos que prenunciavam a breve liberação.
Em que pese a repressão e a delação incentivada, às 21h, e desafiando as pesadas cortinas do blecaute obrigatório, os franceses debruçavam-se sobre os aparelhos de rádio e punham-se a ouvir a programação anunciada pelos primeiros acordes da Quinta Sinfonia de Beethoven: “Sol-Sol-Mi bemol. Ici, Londres, Les français parlant a français”. Seguiam-se notícias da guerra e piadas sobre os alemães e seus colaboradores, bem como mensagens incompreensíveis para a maioria dos ouvintes, mas compreendidas pelos destinatários, do tipo: “as andorinhas estão chegando” ou “as batatas estão cozidas”. Para um povo com frio e fome, submetido a longas horas na fila de abastecimento, a emissão de France Libre tornou-se motivo de estímulo e esperança.
Durante todo o dia, as pessoas ficavam com os ouvidos colados ao rádio, conferindo as últimas notícias. Muitas ouviram quando Charles de Gaulle falou para o povo da França: “A suprema batalha começou! Após tantas batalhas, tanta fúria, tanta dor, chegou a hora de confrontação decisiva, por tanto tempo esperada.”
Notadamente ativo e forte, o Front Nacional, de inspiração comunista, abriu-se então aos democratas e patriotas das mais diversas tendências. Teve por braço armado os francos atiradores e guerrilheiros franceses ("Franc-Tireus et Partisans Français"), dotados, por sua vez, de valioso apêndice: os combatentes advindos da imigração, a mão-de-obra imigrada ("Main-d’Oeuvre Immigrée") ou, mais familiarmente, MOI entre os quais figuravam centenas de antigos brigadistas, atuantes na Guerra Civil espanhola.
Como exemplo da participação dos cidadãos, nos primeiros estágios da guerra, muitos vinicultores se opuseram a uma resistência armada que poderia pôr vidas inocentes em perigo. Com o avanço da guerra, contudo, seus sentimentos começaram a mudar e eles acolheram a resistência em centenas de quilômetros de adegas das regiões produtoras de vinhos.
O “Service du Travail Obligatoire” (STO) foi um programa de trabalhos forçados, implantado por Vichy, em 1942, para atender as exigências de mão-de-obra da Alemanha. Fez mais para recrutar membros para a Resistência do que qualquer outra coisa. Os convocados para o STO geralmente preferiam se juntar aos maquis na clandestinidade a trabalhar para o III Reich.
Entrar para a Resistência, em geral, uma atividade de altíssimo risco, podendo os maquisards morrer em ação ou ser aprisionados pelos inimigos, o que, na maior parte das vezes, não faria qualquer diferença no desfecho, pois, como eles não eram militares, ou forças armadas regulares, não possuíam qualquer cobertura da Convenção de Genebra relativa a situações bélicas. O fuzilamento ou outra forma de execução sumária era a medida de praxe em muitos casos, consoante faziam os alemães e seus asseclas colaboracionistas franceses. A tortura, precedendo a aplicação da pena capital, era uma prática comum.
A tortura, antes da aplicação da pena capital, era uma prática comum. Dizia-se: “Nacht und Nebel” ou “noite e neblina” em alemão, mas também o termo que o Terceiro Reich usava para designar prisioneiros que não desejava que sobrevivessem, que se queria eliminar. Eles deveriam desaparecer dentro do sistema, ser enterrados em massa ou em covas não-identificadas, sem nenhuma informação à família. Por outro lado, os franceses apreciavam muito o “Narquer les allemands”, ou seja, debochar ou zombar dos alemães.
MARCELO GURGEL CARLOS DA SILVA é médico e economista; professor titular da UECE e membro da Academia Cearense de Medicina.

* Publicado in: Jornal Diário do Nordeste. Fortaleza, 19 de julho de 2009. Suplemento Cultura. p.1.
 

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