quarta-feira, 30 de junho de 2010

PRÊMIO IgNOBEL - 1995

Nutrição - John Martinez, da J. Martinez & Company de Atlanta, pelo Café Luak (Luak Coffee), o café mais caro do mundo, que é feito de grãos de café ingeridos e excretados pela civeta-das-palmeiras.
Física - D.M.R. Georget, R. Parker, e A.C. Smith do Instituto de Pesquisa Alimentar (Institute of Food Research) de Norwich, Inglaterra, pela sua análise rigorosa de flocos de cereais de café da manhã empapados. A análise foi publicada no relatório "Um estudo do efeito do conteúdo de água no comportamento de compactação de flocos de cereais de café da manhã" (A Study of the Effects of Water Content on the Compaction Behaviour of Breakfast Cereal Flakes).
Economia - Atribuído em conjunto a Nick Leeson e aos seus superiores no Banco Barings (Barings Bank), e a Robert Citron de Orange County, California, por utilizarem o cálculo de derivas financeiras para demonstrar que cada instituição financeira tem os seus limites.
Medicina - Marcia E. Buebel, David S. Shannahoff-Khalsa, e Michael R. Boyle, pelo seu estudo revigorante "Os efeitos da respiração forçada unilateral por uma narina na cognição" (The Effects of Unilateral Forced Nostril Breathing on Cognition).
Literatura -David B. Busch e James R. Starling, de Madison, Wisconsin, pelo seu relatório de investigação "Corpos estranho retais: exemplos e estudo da literatura mundial" (Rectal Foreign Bodies: Case Reports and a Comprehensive Review of the World's Literature). As citações incluem descrições de, entre outros itens: sete lâmpadas; um amolador de facas; duas lanternas; uma mola de metal; uma caixa de farejar; uma lata de óleo com tampa de batata; onze diferentes formas de fruta, vegetais e outros alimentos; uma serra de joalheiro; uma cauda de porco congelada; uma chávena de lata; um copo de cerveja; e a notável colecção dum paciente, consistindo em óculos, uma chave de mala, um saco de tabaco e uma revista.
Paz - Parlamento Nacional de Taiwan, por demonstrar que os políticos ganham mais ao esmurrarem, pontapearem e esgravatarem-se uns aos outros do que empreendendo guerras contra outras nações.
Psicologia - Shigeru Watanabe, Junko Sakamoto, e Masumi Wakita, da Universidade de Keio, Japão, (Keio University), pelo seu sucesso no treino de pombos para distinguirem entre pinturas de Picasso e Monet.
Saúde Pública - Martha Kold Bakkevig de Sintef Unimed em Trondheim, Noruega, e Ruth Nielson da Universidade Técnica da Noruega, pelo seu exaustivo estudo "Impacto da roupa interior úmida nas respostas termoregulatórias e conforto termal no frio". (Impact of Wet Underwear on Thermoregulatory Responses and Thermal Comfort in the Cold).
Odontologia - Robert H. Beaumont, de Shoreview, Minnesota, pelo seu estudo incisivo "A preferência dos pacientes por fio dental encerado ou não encerado" (Patient Preference for Waxed or Unwaxed Dental Floss).
Química - Bijan Pakzad de Beverly Hills, California, pela criação de Colônia ADN e Perfume ADN (DNA Cologne e DNA Perfume), nenhum dos quais contém ácido desoxiribonucleico, e dos quais ambos vêm numa garrafa de hélice tripla.
Fonte: wikipedia.org
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%AAmio_IgNobel

terça-feira, 29 de junho de 2010

O BRASIL ANEDÓTICO XVI

NÃO QUERO!
Moreira de Azevedo - "Mosaico Brasileiro", pág. 53.
Exercia Agostinho Petra Bittencourt o cargo de juiz aposentador no Rio de Janeiro, quando, ao dar uma ordem a um dos seus subordinados, este recusou cumpri-la. Indagada a razão, respondeu laconicamente:
- Porque não quero!
Preso o funcionário pelo juiz, e recolhido à cadeia, foi o magistrado surpreendido, no dia seguinte, por uma carta do Paço, em que um dos maiorais da corte lhe ordenava que soltasse o preso, por não se considerar crime a expressão - "não quero".
À leitura da ordem, o juiz Petra, que era desabusado, voltou-se para o portador:
- Diga ao seu amo que, se não é crime dizer não quero ...
E furioso:
- Não solto o homem - porque "não quero"!
NEGRO, MAS SÁBIO
Gustavo Barroso - Discurso na Academia Brasileira de Letras, 1923
Realizava Dom Silvério Gomes Pimenta, arcebispo de Mariana, uma das suas peregrinações a Roma, quando ali, em uma reunião de prelados de todo o mundo, um deles, branco, fez alusão à cor do antístite brasileiro.
- Negro! - teria exclamado, no seu idioma, o sacerdote inconveniente.
Mas não ficou muito tempo sem resposta. Porque, estacando de súbito, um dos bispos brasileiros retrucou, logo, com orgulho:
- "Niger, sed sapiens"!
O SEU A SEU DONO
J.M.de Macedo - "Ano Biográfico", vol. I, pág. 11.
Era Manuel Antônio Galvão ministro do Império em 1839, quando vagou o lugar de bibliotecário público da Corte. Multiplicaram-se os candidatos e, com eles, os empenhos.
- Esse lugar pertencerá a um homem que nunca me lisonjeou, e que não pede, declarou.
E nomeou Januário da Cunha Barbosa.
O DESTINO DO IMPERADOR
Ernesto Sena - "Deodoro", pág. 42.
Em uma das reuniões preparatórias do movimento republicano, a 6 de novembro, em casa de Benjamim Constant, assentavam-se planos quando Benjamim, de repente, indagou:
- E que faremos do "nosso Imperador"?
Um silêncio profundo foi a resposta. A figura bondosa e justa do monarca infundia respeito a todos aqueles conspiradores, impedindo uma resolução. Quebrou, porém, esse silêncio, o tenente Manuel Inácio.
- Exila-se! - disse.
- E se resistir?
- Fuzila-se! - declarou o tenente.
Todos se levantaram, numa reprovação,
- Oh! fez Benjamim, refletindo a repugnância de todos. - O senhor é sanguinário!
E entre a aprovação geral:
- Ao contrário, devemos cercá-lo de todas as garantias e considerações, porque é um nosso patrício, e muito digno!
GATUNAGEM GLORIOSA
Rodrigo Otávio - Revista da Academia Brasileira de Letras n° 27.
Nos primeiros dias do século possuía a Academia de Letras na sua sede, no escritório de Rodrigo Otávio, uma coleção de retratos metidos em molduras modestas, e que eram os de Machado de Assis, Taunay, Joaquim Nabuco, e outros, formando galeria. Por esse tempo, era costume da Polícia, para prevenir o público, expor nas estações da Central, nos subúrbios, os retratos de todos os batedores de carteiras mais temíveis da cidade.
Um dia, vai à sede da Academia uma senhora, constituinte de Rodrigo Otávio, levando em sua companhia uma filha de cinco anos. A pequena olha, examina os retratos, e, de repente, voltando-se para a moça:
- Mamãe, quem são aqueles gatunos?
Fonte: Humberto de Campos. O Brasil Anedótico (1927)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

DITOS DA INTERNET IV

25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.
26. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.
27. Diga-me que computador tens e direi quem és.
28. Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os que ainda vão perder...
29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha?
30. Aluno de informática não cola, faz backup.
31. O problema do computador é o USB (Usuário Super Burro).
32. Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia... e depois se cola.

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

domingo, 27 de junho de 2010

DÚVIDAS DE ADVOGADAS LOURAS IV

28 – Leis Concretas são aquelas elaboradas por pedreiros?
29 – Testamento Cerrado é aquele em que os filhos herdam dos pais fazendas no interior de Goiás e Mato Grosso?
30 – Bens Móveis são os fabricados em marcenarias?
31 – O “arroz com feijão” pode ser considerado uma receita pública?
32 – Direito Penal é aquele que trata das relações entre aves?
33 – Queimadura de terceiro grau é aquela que ocorre no curso universitário?
34 – Signatários são os caras que inventaram o horóscopo?
35 – Para que ocorra uma prisão de ventre é necessário haver flagrante?
36 – Nesse caso, cabe Habeas Corpus? Ou Intimus Gel?

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

SÃO MARCELINO CHAMPAGNAT E A EDUCAÇÃO MARISTA


No dia 06 de junho de 2010, as comunidades maristas celebram os cento e setenta anos da morte de Marcelino Champagnat, posto que, conforme os cânones católicos, foi em 06/06/1840 que Champagnat nasceu para a vida eterna.
Independente do tempo decorrido, quem conhece a história de Champagnat tem a convicção de que ele nunca estará fora de moda, mudando apenas o rosto dos jovens que conseguem vê-lo como alguém dotado de princípios morais que precisam ser seguidos, principalmente pela juventude, em formação do seu caráter.
Era sábado, véspera de Pentecostes, quando pouco antes do amanhecer Marcelino entregou sua alma a Deus, no Hermitage, França, tendo a idade de apenas 51 anos. Algum tempo antes, ele afirmara que todas as dioceses do mundo estavam em suas perspectivas.
Essa visão profética do fundador do Instituto dos Irmãos Maristas via-se concretizada tantos anos depois da sua partida para a Casa do Pai, com milhares desses irmãos e outros tantos de leigos, que mantêm vivo o carisma de Marcelino, dando prosseguimento, em dezenas de países, nos cinco continentes, ao projeto ambicioso de dar assistência às crianças e aos jovens, com necessidades maiores de uma educação talhada na espiritualidade, permitindo-lhes atuar, na vida, como pessoas aptas a uma convivência saudável, harmoniosa e prenhe de respeito ao semelhante.
A espiritualidade, simples e profunda vivida por Champagnat, tinha Cristo a servir de fundamento da sua fé. Foi a partir dessa fé que ele interpretou os acontecimentos do seu tempo, e buscou respostas inovadoras para atender à legião de deserdados da sorte, ainda não chegados à vida adulta, e que careciam de uma atenção toda especial.
A fidelidade de Marcelino, observada do ponto de vista marista, ou mesmo leigo, significa nutrir-se de espiritualidade nitidamente mariana, comprometer-se com a realidade da família, da comunidade, do trabalho, e, ainda, inovar em matéria de acompanhamento às crianças e jovens, incutindo-lhes valores morais, a lhes servirem de guia, ao longo da existência.
Com efeito, seguir Champagnat significa escolher a vida.
Homens e mulheres que comungam da espiritualidade de Marcelino experimentam, em suas vidas, a proximidade do que nele se tornou vívido, pela fé. “Ad Jesus, per Mariam”. É assim que Champagnat chegava a Jesus, através de Maria. Crianças e jovens, que participam da comunidade marista, como alunos e ou freqüentadores de centros sociais, por ela mantidos, são os grandes beneficiários desse exemplo de homem, devotado, ao extremo, à causa da educação, com substrato na fé, tendo Maria por testemunha de todos os seus atos.
Assim compreendida a missão de educar de Marcelino, fundamentada na espiritualidade, nada mais justa foi, portanto, a sua canonização pelo Vaticano em 18/04/1999.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Membro da Sociedade Médica São Lucas


* Publicado In: Boletim Informativo da Sociedade Médica São Lucas, 6(38): 4-5, 2010.

EXITOSO LANÇAMENTO DE “REFLEXÕES ESPINHOSAS”


Ontem à noite, 24 de junho, a Unicred Fortaleza lotou suas dependências com centenas de amigos e colegas de Oziel de Souza Lima e Dalgimar Beserra de Menezes, que foram prestigiar o lançamento do livro “Reflexões Espinhosas”, organizado por ambos, e contendo cem crônicas de trinta e três colaboradores.
A apresentação da obra coube ao médico, político e literato Lúcio Alcântara, usando como mote as palavras do título do atual e do livro anterior (Garranchos Esculpidos) da dupla de autores, e a primorsa organização do evento, à Célula de Arte e Cultura da Unicred Fortaleza.
A animação da festa, junina por excelência, ficou por conta de um conjunto musical, integrado, sobretudo, por artistas médicos: Vitoriano, Gurgel, Paulo etc.
Oziel pronunciou emocionado discurso enriquecido de palavras de agradecimentos que a todos comoveu; enquanto o Conselheiro Menezes, em sua fala, atribuiu o êxito do livro ao espírito empreendedor do amigo Oziel e anunciou, angelicalmente, a continuidade da série.
Compareço, na obra, com três pequenas contribuições, já postadas neste blog:
1) Do velório ao sonho de Cipião (p. 179-80).
2) Enfermagem em curso noturno (p. 185-6).
3) As greves e o curso de Medicina da UECE (p. 201-2).

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sobrames-Ceará
 

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