segunda-feira, 18 de março de 2013

O CENTENÁRIO DO COLÉGIO CEARENSE


Colégio Cearense Sagrado Coração


O jornal O Povo, de 26 de setembro de 2007, em seu Caderno A (cartas). p.5, deu à estampa uma correspondência de um leitor, sob o título “Fechamento do Colégio Cearense”, configurando, com pesar, mais uma escola confessional de Fortaleza que, em definitivo, finalizava suas funções educacionais.
Para o missivista, fora, com consternação, e até com certa surpresa, que milhares de ex-alunos do Colégio Cearense Sagrado Coração, mais conhecido pela forma abreviada “Colégio Cearense”, tomaram conhecimento, através de notícia veiculada em 22/09/07, do encerramento das atividades educacionais, desse tradicional e modelar estabelecimento de ensino, depois de mais de noventa anos de funcionamento ininterrupto.
Esse estabelecimento de ensino foi fundado pelos padres diocesanos Misael Gomes, Climério Chaves e José Quinderé, em janeiro de 1913, e, por determinação do Sr. Arcebispo de Fortaleza, Dom Manuel, foi entregue em 1915, aos missionários maristas, que assumiram os destinos da instituição, convertendo-a em centro de formação educacional marista.
Os maristas chegaram ao Brasil, no final do século XIX, instalando a sua primeira casa em Congonhas do Campo-MG, em 1897. A expansão da Irmandade do Pe. Champagnat no País sucedeu à grande perseguição contra as escolas confessionais, movida pelo governo francês, no alvorecer do século XX, culminada pela desapropriação dos colégios maristas na França, o que levou a Ordem a enviar seus irmãos para diversos países do além-mar. O Brasil foi um dos grandes beneficiados dessa diáspora, dela resultando a criação de vários colégios, inclusive a fundação da Província do Brasil Setentrional, sediada em Apipucos, ainda uma localidade na vizinhança do Recife, à qual se subordinava a praça de Fortaleza.
A educação marista caracteriza-se por privilegiar a formação integral do ser humano, abrigando os planos físico, intelectual e espiritual. Nesse aspecto, os Irmãos Maristas, como educadores vocacionados, foram responsáveis pela apurada preparação de milhares de jovens, que vieram a desempenhar papéis relevantes na vida política, acadêmica, científica e cultural do Brasil, e, particularmente, do Ceará.
O encerramento das atividades do Colégio Cearense resultou da conjunção de várias razões, comporta a sensação de perda para milhares de ex-alunos que dele guardam a recordação de bons anos da infância e da adolescência nele vividos.
Passados cinco anos, desde o fechamento de suas portas, cerca de um mil e quinhentos ex-alunos do Cearense reuniram-se, na tarde do sábado (23/02/13), nas antigas dependências do Colégio, onde atualmente funciona a Faculdade Marista do Ceará, para celebrar o centenário de fundação da instituição.
Por certo, apesar do clima de reencontro de colegas e de amigos, muitos contemplando fartos anos de ausência, os festejos devem ter sido tomados pela saudade à conta do fim de algo que marcou as vidas de tantos jovens do Ceará.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico e economista em Fortaleza
* Publicado In: Boletim Informativo da Sociedade Médica São Lucas, 9(68): 4, março

domingo, 17 de março de 2013

COJONES DE TORO



Um turista estava bebericando sua tequila em um Restaurante em Cabo San Lucas, quando notou uma bandeja fervilhante, com uma comida de aparência deliciosa sendo servida na mesa ao lado.
Ele perguntou ao garçom:
- O que é que você acabou de servir?
O garçom respondeu:
- Señor, es la preferencia de quien tiene mui buen gusto! Estos se llaman “Cojones de Toro”. Son los testigos de un toro que combatió e se ha muerto en la arena en esta mañana. Es una delicia!
Cheirava tão bom que o turista disse:
- Que diabos, traga-me um prato desses.
- Perdón, senhor, disse o garçom. Hay apenas una servida al dia, porque tiene solamente una torada a cada mañana. Se usted llegar temprano mañana y hacer su solicitud, es posible la reserva de este manjar.
Na manhã seguinte, o turista voltou, e fez a sua reserva. Naquela noite, foi-lhe servida aquela única e especial iguaria do dia. Depois de algumas mordidas e fiscalizar o seu prato, ele chamou o garçom e disse:
- Estão deliciosos, mas eles são muito, muito menores do que os que eu vi você servindo ontem.
O garçom encolheu os ombros e respondeu:
- Bueno, señor... A veces el toro vence...!!!
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

PAPA...GAIADAS II



4. A verdadeira explicação...

5. Apóstolos apostando...

6. Recuerdos macabros...

7. Enquanto isso, lá na Bahia...

Fonte: Circulando por e-mail (internet).

sábado, 16 de março de 2013

PAPA...GAIADAS I



1. A verdadeira nacionalidade...

2. Tá explicado...

3. Driblando a concorrência...

Fonte: Circulando por e-mail (internet).

OS SESSENT’ANOS DE MARCELO GURGEL




Está naquela idade, de dúvida e de prazer
que já  virou o dia e é pleno anoitecer;
entre o menino que catava livros pra leitura
e o sessentão hoje às  voltas com literatura,
uma caminhada longa, com paradas ainda por vencer”.
Elsie Studart
Marcelo entre a esposa Fátima Bastos e o Pe. Bezerra, da paróquia de Nossa Senhora dos Navegantes, e as cunhadas Terezinha e Clara e o concunhado Eloi da Costa (Foto gentilmente cedida por Ana Margarida Rosemberg).
 

Os familiares, amigos e colegas de Marcelo Gurgel Carlos da Silva comemoram o seu sexagésimo aniversário, acontecido na última quarta-feira (13/03), na manhã do dia 16 de março de 2013, no Mosteiro de São Bento, Rua Cel. Luís Fidelis (Paupina, hoje bairro São Bento), em Fortaleza, com direito a missa com cantos gregorianos, seguida do lançamento do livro “Sessent’Anos de Caminhada: percurso e paradas obrigatórias de Marcelo Gurgel, após o que foi servido um brunch, todo especial, aos convidados.
Não houve intenção do aniversariante de receber presentes, tanto assim que solicitou aos convidados a conversão dos regalos em donativos (dinheiro em espécie), a fim de colaborar na construção da Igreja de São Francisco de Assis, em Jacarecanga, obra retomada depois de décadas de paralisação.
Marcelo Gurgel

 

sexta-feira, 15 de março de 2013

PERFIL DO CARDEAL BERGOGLIO



The Washington Post (artigo de 13.03.2013)
Bergoglio, 76 anos, o primeiro Papa Jesuíta passou quase sua carreira inteira em casa, na Argentina, supervisionando igrejas e padres de “sandálias de couro”, reportou a Associated Press. Foi o segundo mais votado na eleição de Bento 16 em 2005 e se especializou no trabalho pastoral que é uma habilidade essencial para o novo papa.
“É um movimento de gênio”, disse Marco Politi, um biógrafo papal e veterano observador Vaticanista, a respeito da escolha de Bergoglio. “É um não-italiano, um não-europeu, e não é homem do governo romano. É uma abertura para o Terceiro Mundo, um moderado. A escolha do nome Francisco significa exatamente um  novo começo”
Bergoglio gostaria muito de encorajar os 400.000 padres da igreja a sair às ruas em busca de mais almas, disse Rubin em uma entrevista na Associated Press. Ele também se sente mais confortável passando despercebido e o seu estilo pessoal é a antítese do esplendor do Vaticano. “É uma coisa muito curiosa: quando os bispos se reúnem, ele sempre procura se sentar nas filas de trás. Esse senso de humildade é muito bem visto em Roma, disse Rubin.
Ele é conhecido por modernizar a Igreja Argentina que está entre as mais conservadoras da América Latina. Sendo o mais elevado prelado argentino, ele nunca morou na mansão especial da igreja, preferindo uma simples cama em um quarto no centro da cidade protegido por um pequeno aquecedor nos frios finais de semana. Durante anos, ele usou transporte público em volta da cidade, e cozinhou sua própria comida.
Bergoglio tem reduzido um pouco seu ritmo com a idade e está sentindo os efeitos da remoção de um pulmão devido a uma infecção quando era adolescente – dois golpes contra ele em um tempo em que os observadores vaticanos dizem que o novo papa deve ser relativamente jovem e forte. “Mas ele caminha para ser muito influente no congresso de Cardeais, um dos mais ouvidos por todos”, disse Rubin.
Bergoglio não pôde evitar que a Argentina se tornasse o primeiro país da América Latina a legalizar o casamento gay, ou impedir que sua presidente Cristina promovesse a livre contracepção e a inseminação artificial. Quando ele arguiu que a adoção de ciranças por casais gays discriminava as crianças, Cristina comparou seu tom aos “tempos medievais e à Inquisição”.
Essa espécie de demonização é injusta, diz Rubin, que escreveu a biografia autorizada de Bergoglio, “ O Jesuita”. “É ele um progressista? – um teólogo liberal, por acaso? Não. Ele não é um sacerdote terceiro mundista. Ele critica o Fundo Monetário Internacional e o neoliberalismo? Sim. Gastou ele uma grande parcela do seu tempo nas favelas? Sim”, disse Rubin.
Críticos também o acusam de falhar em levantar-se publicamente contra a ditadura militar do seu país de 1976 a 1983, quando vítimas e seus parentes denunciaram em primeira mão relatos de torturas, mortes e sequestros aos padres que supervisionava como líder da Ordem Jesuíta na Argentina. Como outros intelectuais jesuítas, Bergóglio preferiu focar no trabalho social. Os católicos ainda fazem burburinho sobre seu discurso ano passado, quando acusou colegas de igreja de hipocrisia por esquecerem que Jesus Cristo deu banho em leprosos e almoçou com prostitutas.
“Em nossa região eclesiástica há sacerdotes que não batizam as crianças de mães solteiras por não terem sido concebidas na santidade do casamento”, disse Bergoglio a seus padres. “Esses são os hipócritas de hoje em dia. São os que burocratizam a Igreja. São os que separam o povo de Deus da salvação. E essa pobre moça, melhor do que devolver a criança, teve a coragem de carregá-la pelo mundo, de paróquia em paróquia, até ser batizada!”.
Bergoglio comparou esse conceito de Catolicismo aos Fariseus do tempo de Cristo: pessoas que se congratulavam ou elogiavam a si próprias, enquanto condenavam outras. “Jesus nos ensinou outro caminho: Saiam. Saiam e compartilhem seu testemunho, saiam e interajam com seus irmãos, saiam e repartam, saiam e perguntem. Transformem o mundo em corpo tão bem quanto em espírito”, disse Bergoglio.
Tradução literal de Afrânio Bizarria – ex-aluno jesuíta, em 13.03.2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

O CADÁVER DO FUTURO



Por Ricardo Alcântara (*)
Não há nada de novo sob o sol da Venezuela, logo percebe quem lê notícias sobre o destino pretendido para o cadáver do (estadista para uns, caudilho para outros) Hugo Chávez: expor o defunto à manipulação necropsicótica da adoração pública.
A América latina forjou-se – para ser mais exato: foi forjada – num processo de desenvolvimento tardio, mal reproduzindo modelos produtivos e relações sociais quando estes já estavam em franco declínio ou superados onde surgiram.
Talvez isto justifique nossa tragédia política: elaboramos os desenhos do futuro com os signos do passado. Ao ver o arcaísmo bolivariano de culto à personalidade, não há como deixar de perceber méritos na via brasileira para a democracia.
As lideranças de Fernando Henrique e Lula da Silva – a parte as nuances como cada um deles enfrentou os desafios de suas jornadas e as contradições em que se enveredavam para impor seus programas de governo – seguiram em outra direção.
Tais lideranças foram exercidas – e, a bem da verdade, Dilma Rousseff avançou ainda mais – com uma contemporaneidade não percebida em outros países do continente que adotaram modelos reformistas, com a peculiar exceção do Uruguai.
Se não quisermos ir muito longe, basta observar o tratamento dispensado pela presidente Cristina Kirchner à imprensa de seu país, ameaçando-a para que silencie sobre o escandaloso enriquecimento de sua família – o marido e ela.
No Equador, Bolívia e Venezuela governos de centro-esquerda adotam políticas públicas de inegável impacto social, mas sob a regência de relações populistas entre líder e massa, com fraca mediação e pouca autonomia de outras instâncias.
Não se trata de negar o mérito: pela primeira vez em sua história, persiste na América do sul a continuidade de governos reformistas sem ameaças reais à ordem democrática, onde o combate à miséria é uma prioridade que ultrapassa a retórica.
Trata-se, no entanto, de perceber a persistência de um modelo arcaico, inflado por apelos personalistas, sem igual correspondência no fortalecimento da organização civil e das instituições que sustentam a democracia – ambas de frágil autonomia.
Os chavistas já têm sua múmia. Deitada, ela nada poderá fazer para impedir que, sem sua liderança tutorial, o bolivarianismo – seja lá o que isso queira dizer – vai ter que sentar-se à mesa sem as prerrogativas de seu monopólio de virtudes.
O que isto quer dizer? Quer dizer que a esperança vai ter que dialogar com a experiência. Quer dizer que o discurso redentorista perderá parte de seu glamour, ampliando as obrigações do populismo com resultados mais consistentes.
Estamos falando em ampliar a base produtiva, modernizar a infraestrutura, estancar o crescimento constante nos gastos públicos e qualificar o ensino superior, entre outras preocupações comuns a quem não governa só para a torcida.
Morto, Hugo Chávez poderá dar mais esta contribuição: permitir aos bolivarianos que se submetam aos desafios de ampliar sua base de decisão e superar o discurso de que todos que estão contra eles querem espoliar a Venezuela. Alguns não.
(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.
Pauta Livre é cão sem dono. Se gostou, passe adiante.
 

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