quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

PESAR POR HELOÍSA JUAÇABA




É com profunda tristeza que assinalo aqui o falecimento, na noite de ontem (17/12/13), da nossa estimada amiga Heloísa Ferreira Juaçaba, viúva do Prof. Haroldo Juaçaba, e renomada artista plástica e mecenas da cultura e das artes cearenses.
Era a Presidente de Honra da Rede Feminina do Instituto do Câncer do Ceará, da qual foi fundadora e, por longos anos, a presidente dessa entidade, prestando um importante serviço de voluntariado aos pacientes de câncer, sobretudo os mais desvalidos.
O acontecimento aporta um grande pesar a tantos que conviveram com ela, e enluta os que fazem os meios artísticos e culturais do Ceará, bem como centenas de voluntários engajados na luta contra o câncer em nosso.
Com certeza, manterei, na lembrança, as boas recordações de nossa harmoniosa convivência.
Descansa em paz, Dona Heloísa!
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor da Escola Cearense de Oncologia do ICC

Em tempo: o corpo de Dona Heloísa está sendo velado no Ternura, onde ocorrerá a Missa às 14h30min, seguindo para sepultamento no Cemitério São João Batista, passando a repousar jazigo da Família Juaçaba, juntando-se ao seu eterno amado Haroldo Juaçaba.

2014: O ano que ninguém sabe como vai acabar



Por Ricardo Alcântara (*)
À pequena, média e longa distância (e com todos aqueles sinistros detalhes que autorizam o ceticismo dos que estão bem informados o suficiente para agir com expectativas modestas), sei bem como se movem os homens públicos do meu país.
E lhes digo: é desoladora a generalização da má conduta. A população, embora precariamente informada pela manipulação midiática, ainda assim acerta no sentimento que escolhe para avaliar a qualidade da sua representação. É péssima.
Com a bestialidade do debate, que não vislumbra os fundamentos de sua própria crise, entre os que se acusam mutuamente de judicializar a política e politizar decisões judiciais, quem mais perde são os que pagam a conta de todo o atraso.
De dois em dois anos, eles dão um cheque em branco para os partidos políticos e enquanto a próxima eleição não vem, enfrentam com dor nos rins as longas filas dos postos de saúde para depois serem assaltados no caminho de volta para casa.
A “incidadania” desses brasileiros não é, já foi dito, obra de amadores. Ao longo dos séculos, foi concebida para funcionar assim mesmo e são recentes os sinais de seu esgotamento. Seu sintoma mais agudo, o crime organizado de iniciativa popular.
O que há de novo nisso tudo é a chegada ao poder daqueles que representaram as esperanças dos assalariados, os vizinhos dos traficantes – esperanças estas que represaram, na expectativa de soluções, a adesão provável a recursos de violência.
Pelo modelo adotado, a que um petista histórico denominou com honestidade de “reformismo moderado”, foram reverenciados dogmas do capital financeiro para obter a estabilidade necessária e avançar em programas de melhoria de renda.
Observado o registro frio das estatísticas no mandato Dilma Rousseff, nada indica que haja nas alavancas escolhidas apoio suficiente para dar conta da fase seguinte no projetado salto para o futuro, onde nos espera a parte mais onerosa do desafio.
Trata-se de qualificar a estrutura pública de atendimento básico e promover a modernização da infraestrutura e, aí, não digo que o tal do PAC seja um engodo, mas são precários, os resultados, diante das demandas de sustentabilidade.
Disso resultam os evidentes sinais de monotonia no casamento da nação com o chamado “projeto popular”. As manifestações de junho reagiram ao tédio do tipo “papai-e-mamãe” da estagnação, onde Bolsa família, agora, é pirão mastigado.
Veja: com a Copa, há quem preveja novas manifestações, e em proporções maiores, e há quem se fie nos dribles do Neymar para segurar a galera, mas ninguém aposta, de verdade, que as coisas vão mesmo melhorar. A pergunta é: 2014 virá para ficar?
(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.
Pauta Livre é cão sem dono. Se gostou, passe adiante.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O OVO ANTES DA GALINHA




Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Eu acredito ser hilário, estéril, enganador, o burburinho produzido nas duas Casas Legislativas Federais, ao discutirem as destinações dos lucros-presumidos oriundos da extração do petróleo do “Pré-Sal”. Pelo que ouvi dizer, 80%, do montante do dinheiro auferido (em um futuro próximo), seriam destinados à Educação; e, os restantes 20%, ficariam para a Saúde.
Como um médico de província, e não sendo perito em coisa alguma, ou seja, apenas como um simples cidadão brasileiro, não saberia separar a Educação da Saúde.
A Bíblia conta que Moisés (1.250 a.C.), ficou vagueando pelo deserto por mais de quarenta anos, até alcançar a Terra Prometida. Não que o Patriarca desconhecesse o caminho correto. Tratava-se de um príncipe egípcio, (como afirmava Freud), educado na corte do Faraó, conhecia bem a região e, muito mais, a natureza humana. Ele compreendia que, com uma geração de escravos, ou filhos de cativos, nenhum povo pode encontrar a nacionalidade. Por isso, aguardou que os netos desses seguidores compusessem uma nova geração de homens e mulheres livres, para, então, empreender a conquista da Terra de Canaã.
Em meu tempo de estudante de Medicina, assisti à construção das primeiras casas de alvenaria, financiadas pela extinta Liga Social Contra o Mocambo, entidade fundada pelo Governador Agamenon Magalhães (se a memória não me trai), na década de 1950, durante a urbanização acelerada do Brasil. As casas eram de alvenaria e possuíam: uma sala, dois quartos, uma cozinha e um banheiro (com bacia sanitária, pia e chuveiro). Dessa forma, assim, pensavam os governantes da época, estaria resolvido o problema de moradia dos pobres do Recife.
Mas as coisas não eram, assim, tão fáceis!
Os novos moradores terminaram por fazer, das latrinas, jarros de plantar flores. Ficaram até bonitinhas! É verdade, eu juro que as vi! A questão era que eles desconheciam a serventia do vaso sanitário e continuaram a fazer “as suas necessidades” no mato, como era de costume.
Vocês, agora, entenderam a causa de eu indagar o que vem primeiro? Ou o que merece mais verbas? É a Saúde ou a Educação? Como um simples cidadão, eu digo: são os dois! Uma coisa depende da outra, e duvido que uma possa ocorrer sem a presença da outra.
Preambulando o que sabiamente, o jornalista Nelson Rodrigues (1912-1980) afirmou: "Não é necessário ser nenhum gênio, para se aperceber do óbvio”.
Basta ter vivido o bastante e visto o suficiente. O resto é blá-blá, ou burburinho, ou ruídos espúrios, ou flatulentos (de onde quer que venham), seja das ruas, das instituições e, muito mais ou menos, dos partidos políticos. Ou da esquerda, ou da direita.
Pouco importa. O resto é resto!
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Da arte de tirar um pouco mais de quem já paga muito



Por Ricardo Alcântara (*)
Esfolar o cidadão é o recurso mais à mão quando um governo precisa fazer algo e percebe que a conta não fecha. O governo do Ceará pretende cobrar dele uma “taxa de melhoria” sempre que uma obra pública valorizar suas propriedades pessoais.
Como a ideia é boa demais para quem gasta o dinheiro dos outros e amarga para quem paga do próprio bolso, o golpe já deve ter sido aplicado com sucesso em algum lugar. Sim, porque coisa desse tipo não tem jeito de ser esperteza inédita.
Uma barbaridade. Trata-se de cobrar o benefício de quem já o pagou: ao tributo para que a obra exista soma-se outro para que venha a ser de fato executada! Sem falar que imposto no Brasil é mal aplicado e paga mais quem menos tem.
Porém, penso – Por que não? Pensar ainda não é atividade passível de oneração tributária – que se pode, ainda, oferecer uma contribuição ao apetite voraz do governo, de modo que à sua ânsia obreira se acrescente um mínimo senso de justiça.
Para que a proposta atenda ao interesse comum, deverá obrigar igualmente o poder público a reduzir o valor cobrado aos cidadãos quando, em caso contrário, a obra, embora pertinente, representar desvalorização do entorno onde se mora.
Assim, a construção de viadutos que degradam seu entorno e provocam súbita desvalorização de bens seria compensada com benefícios tributários àqueles entes diretamente prejudicados por obras necessárias ao conjunto maior da sociedade.
Eu terei redução de impostos se um inferno intransponível for feito na avenida por onde passo todo dia porque a prefeitura permitiu construir um shopping center onde um posto de gasolina já seria suficiente para provocar um caos no trânsito.
Já que está tão empenhado em legar obras, o governo poderia aproveitar e criar uma tabela progressiva de descontos para os cidadãos assaltados mais de uma vez no mesmo semáforo, compensando parte de seus prejuízos morais e materiais.
Assim, seria estabelecido entre a sociedade e o seu governo um sábio sistema de compensações no qual se cumpriria a utopia coletiva de dar a cada um conforme sua contribuição e de todos cobrar pelos benefícios diferenciadamente obtidos.
Seria – enfim! – a imaginação no poder. Mas trata-se apenas mais um assalto tributário.
(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.
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domingo, 15 de dezembro de 2013

SAPATOS CRIATIVOS XII












Fonte: Circulando por e-mail (internet).

NATAL DO PASSADO E DO PRESENTE



Com a festa do Cristo-Rei, a Igreja Católica encerra o seu ano litúrgico e abre um novo ano, com o período do Advento, que prepara o cristão para a chegada do Menino-Deus, cujo nascimento é celebrado no dia 25 de dezembro, entre os católicos romanos e os nossos irmãos de várias denominações cristãs.
O tempo do Advento corresponde às quatro semanas que precedem o Natal, começando às vésperas do domingo mais próximo do dia 30 de novembro e se estendendo até 24 de dezembro. É um momento para a submersão na liturgia e na mística cristã. É um tempo de esperança e de preparação alegre para a vinda do Senhor, servindo para fortalecer os valores cristãos.
Enquanto uns se preparam, espiritualmente, para o acolhimento ao Menino Jesus, outros observam um período preparatório bem mais longo, iniciado logo após o Dia das Crianças, tendo por fulcro atrair consumidores, animando-os a adquirir produtos de diversas naturezas. As pessoas são incitadas a um consumismo exacerbado, sob os efeitos de publicidades, apregoando a antecipação das compras de artigos, que nada têm a ver com o espírito natalino, mediante convidativas e enganosas parcelas.
Recuando a tempos de outrora, não tão distantes, algo como meros cinquenta anos, as lembranças dos períodos natalinos, na Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, evocam condições bem distintas das que hoje são verificadas.
Era um Natal inteiramente familiar, com desdobramentos na vizinhança e na paróquia do bairro. Nos lares, as mães retiravam do armário os enfeites natalinos e, com ajuda de filhos, montavam a árvore de Natal, quase sempre acompanhada de uma lapinha, na qual um menino recém-nato, mantido em uma manjedoura, era velado por seus pais, sob as vistas dos três Reis Magos e de um séquito de pastores, com suas ovelhas espalhadas no chão, ali representados.
Na grande Noite do Natal, as famílias visitavam as lapinhas da igreja, acompanhavam os autos natalinos e assistiam à Missa do Galo. Em casa, a tradicional ceia, tendo o peru como o prato principal compartilhado por todos, era antecedida por orações, leituras e hinos natalinos. Poderia haver trocas de presentes, como gesto de amabilidade, e as crianças, quase sempre crédulas na estória do “Bom Velhinho”, iam dormir ansiosas e expectantes quanto à surpresa, que teriam ao despertar, trazida pelo Papai Noel.
Os tempos hodiernos são outros para muitas pessoas, em que o Natal é apenas um feriado de final de ano, servindo de pretexto para o congraçamento entre amigos, olvidando, por inteiro, o próprio dono da festa, o aniversariante, o qual em nenhum momento é reverenciado, ou sequer recordado, mesmo en passant, pelos convivas.
É muito difícil remar contra a corrente: um Natal nos moldes do passado, como o que foi retroaludido, não gera quase ganância aos produtores, não incrementa a arrecadação de tributos e não amaina o ímpeto de consumo dos indivíduos.
Diante do impasse, é oportuno rememorar Machado de Assis, o Bruxo do Cosme Velho, que, no último verso de seu célebre “Soneto de Natal”, assim proclamou: “Mudaria o Natal ou mudei eu?”.
Um Feliz Natal para todos: crentes, agnósticos ou descrentes, pois são igualmente filhos de Deus, mesmo que não creiam ou não queiram.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Integrante da Sociedade Médica São Lucas

* Publicado In: O Povo, de 15 de dezembro de 2013. Caderno Espiritualidade. p. 26.

sábado, 14 de dezembro de 2013

SAPATOS CRIATIVOS XI












Fonte: Circulando por e-mail (internet).
 

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