sábado, 15 de outubro de 2016

FOLCLORE POLÍTICO XVIII



Um truque
O Padre Antônio Vieira, o célebre pregador, escritor, político e diplomata jesuíta, subindo certa vez ao púlpito, iniciou estranhamente o seu sermão exclamando:
- Maldito seja o Pai!... Maldito seja o Filho!... Maldito seja o Espírito Santo!...
E quando a assistência, horrorizada, pensava que o grande orador houvesse enlouquecido, ele tranquilamente prosseguiu:
- Essas, meus irmãos, são as palavras e as frases que se ouvem com mais frequência nas profundezas do inferno.
Houve um suspiro de alívio no templo, mas com esse recurso, teve Vieira despertada e presa a atenção dos fiéis como poucas vezes, por outra via, houvera conseguido. (Narrado por Luis Costa em Leia Comigo)
Fonte: Gaudêncio Torquato (GT marketing comunicação).

FOLCLORE POLÍTICO XVII



O sabido e o sábio...
Conhecendo um poquim de Hélio Garcia, ex-governador mineiro e que faleceu recentemente.
- Doutor Hélio Garcia, o senhor é a última raposa mineira?
- Isso é ocê que tá falando...
- Mas o senhor concorda?
- Com o quê?
- Que o senhor é a última raposa?
- Uai, depende. O quê que ocê chama de raposa?
- Aquele político que tem a sabedoria, a esperteza...
- Eu nunca gostei de esperteza.
- E a sabedoria?
- Olha, ocê sabe: tem o sabido e tem o sábio...
(Enviada por uma amiga mineira)
Fonte: Gaudêncio Torquato (GT marketing comunicação).

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

TRISTEZA POLÍTICA


Por José Jackson Coelho Sampaio (*)

Quem fez de 15 a 25 anos, entre 1964 e 1968, terá hoje, se vivo, entre 55 e 65 anos. É minha geração: presenciou a instalação da ditadura militar, com as tropas de Minas abatendo-se sobre o Rio e o aprofundamento cruel do processo, com mortos, desaparecidos, torturados, banimento dos partidos políticos e dos movimentos sociais, sindicais e estudantis.
Uns morreram na luta, outros sobreviveram. Destes, uns morreram pelos ardis da finitude humana, outros sobreviveram de novo. Parafraseando Drummond de Andrade, no poema “Declaração em Juízo”, sou um destes últimos, não roguei aos altos poderes nem matei ninguém, deixei-me ficar, sem segundas intenções, e agora como dói.
Para isso resistimos às inúmeras reuniões movidas a fome e café frio, aos interrogatórios destruidores da subjetividade, à experiência de vida secreta até para quem se amava, ao estoicismo de não ceder às seduções do poder e do dinheiro, ao medo da ilegalidade? Analisando o passado, não mudaria nada no script de minha vida: houve competência para o convívio com o contraditório, pragmatismo para a sobrevivência e rigor ético para a capacidade digna de continuar acionando mudanças.
No entanto, é impossível não se perguntar, sobretudo os que sofreram na carne a tortura: foi para chegarmos a esta gelatinosa podridão do presente que lutamos tanto? Os movimentos sociais precisam assumir a defesa dos direitos conquistados. As forças da liberdade e da igualdade precisam realizar profunda autocrítica. Os defensores da democracia precisam recuperar potência. O pessimismo teórico, expresso acadêmica e existencialmente, precisa arregimentar forças de onde não se sabe para o otimismo da prática.
Mas, como também é intolerável deixar como estão os absurdos jurídicos, a mediocridade midiática, o retrocesso democrático, a perversa distribuição de riqueza e de poder, em meio à confusão momentânea, impõe-se a construção de novos modelos de emancipação humana. Embora, em silêncio, também se chore.
(*) Professor titular em saúde pública e reitor da Uece.
Publicado. In: O Povo, Opinião, de 30/8/16. p.10.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

CONVITE: Posse do sócio Dr. Eurípedes Chaves Jr. no Instituto do Ceará


 
O Presidente do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), educador Ednilo Gomes de Soárez, convida para a Solenidade de Posse no INSTITUTO DO CEARÁ do sócio efetivo: “Dr. José Eurípedes Maia Chaves Jr.”.
O novo integrante da Casa do Barão de Studart será saudado pelo sócio Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva.
Data: 14 de outubro de 2016 (sexta-feira).
Horário: 19 horas.
Local: Instituto do Ceará – Rua Barão do Rio Branco, 1.594 – Praça do Carmo, em Fortaleza-CE.
Traje: Passeio completo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Cachorro salvou a vida de 10 mil soldados franceses na 1ª Guerra Mundial

Usando uma máscara de gás e carregando uma mensagem estratégica, Satã (foto) cruzou as linhas inimigas sendo perseguido pelos a tiros alemães. Foto: Reprodução
Por Dennys Marcel
Apelidado de 'Satã', o pastor alemão foi crucial para transportar mensagens estratégicas e equipamentos durante a batalha de Verdun. Ao final, sua ação foi fundamental para salvar a vida de milhares de franceses, que estavam encurralados pelos alemães.
O cachorro é o melhor amigo do homem, mas em muitos casos eles também são verdadeiros heróis. Satã, um simpático pastor alemão, entrou para a história por ter salvo a vida de aproximadamente 10 mil soldados franceses e por mudar o rumo da 1ª Guerra Mundial, uma das mais violentas da história. O cão foi usado para transportar equipamentos, mensagens estratégicas e de apoio moral as tropas da França, durante a Batalha de Verdun, em 1916.
Estima-se que aproximadamente 50 mil cães foram utilizados durante a guerra, sendo fundamentais para salvarem a vida de milhões de pessoas, e ´Satã´ é o mais ilustre desta lista. Após quase 11 meses de batalhas diárias pela posição em Verdun, entre franceses e alemães, os soldados aliados estavam encurralados por milhares de membros da Força Imperial da Alemanha e sem condições de escaparem com vida. Neste momento, Satã, um cão treinado pelo soldado francês Duvalle, entra para história e altera o rumo da batalha, que influenciaria toda a guerra. 
Usando uma máscara de gás, transportando dois pombos-correios e carregando uma mensagem estratégica, ele cruzou as linhas inimigas sendo perseguido a tiros pelos alemães. Fazendo um percurso em ziguezague, ele conseguiu escapar de centenas de balas, mas no final do trajeto foi atingido por dois projeteis. O primeiro ferimento não impossibilitou que mantivesse seu objetivo de transportar a mensagem, mas quando foi atingido pelo segundo tiro, na pata dianteira direita, tombou no chão. Tentando ajudar o cão, Duvalle se levantou na trincheira e gritou para Satã, que ouviu seu chamado. O herói canino, que estava com a pata quebrada, foi em direção ao seu treinador e entregou as mensagens juntamente com os pombos-correios. Foram poucos segundos expostos, mas tempo suficiente para que Duvalle fosse atingido no peito por um projétil alemão e morresse imediatamente.
O pastor alemão era a última esperança dos franceses encurralados e seu heroísmo foi fundamental para salvar a vida dos 10 mil soldados que estavam cercados naquele momento. Juntamente com a mensagem, Satã trazia dois pombos-correios que foram usados para os combatentes sitiados avisarem aos seus colegas, posicionados a poucos quilômetros do campo de batalha, a localização exata que os alemães guardavam as armas e munições. A informação foi vital para os militares atacarem e destruírem o paiol. Já a mensagem que Satã carregava presa em sua coleira trazia poucas palavras, mas muita esperança num momento de moral baixa da tropa. Escrita num papel amassado e sujo, a informação era objetiva e suplicava "Pelo amor de Deus aguentem. Nós vamos aliviar as coisas para vocês amanhã". O dia seguinte, 18 de dezembro, marcou o final da batalha, que foi a responsável pela morte de mais de 720 mil soldados. A vitória dos franceses em Verdun foi fundamental para derrotar a Tríplice Aliança, ao final da guerra. 
Destino de Satã
Até os dias atuais não existe um consenso sobre o destino do heroico pastor alemão. Há duas versões, bem distintas, sobre o caso que variam entre o cão ter morrido após entregar a mensagem e outra que ele sobreviveu. Na segunda possibilidade, após se aposentar como herói de guerra do Exército francês, ele foi viver no interior do país com um dos soldados que ajudou a salvar. O verdadeiro destino de Satã não se sabe ao certo, mas o seu heroísmo ficará para sempre na história da humanidade.
Fonte: UOL Notícias, julho de 2016.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

PILARES BÁSICOS

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Neste século XXI, os países estão em busca de melhores condições materiais, levando-se em conta, principalmente, o chamado processo de globalização. Tal quadro criou teorias confusas misturando teses liberais com teses autoritárias; propostas capitalistas com propostas socialistas; até mesmo, manifestações democráticas com manifestações totalitárias. Dentro deste quadro de referência, vale ressaltar que não há caminho justo e consistente fora da democracia, como também, em qualquer país, o objetivo da atividade estatal deve ser o bem comum e não a vantagem apenas de uma minoria gananciosa ou de quem governa sem equilíbrio. As manifestações sinceras e coerentes de apoio e de desaprovação a um governo constituem os pilares básicos de sustentação do sistema democrático. São sinceras, quando não se aproveitam de fatores circunstanciais como também não buscam vantagens eleitoreiras ou de outra natureza, numa visão puramente tática. Por outro lado, são coerentes quando rejeitam o pragmatismo alienado e procuram propostas compatíveis com as diretrizes programáticas baseadas em ideias estratégicas. Ademais, é fundamental ter em mente o espírito de tolerância, a defesa de princípios éticos e morais, a não aceitação da corrupção e do fanatismo, o respeito às minorias e à pluralidade, o entendimento filosófico da verdade e da existência, bem como a importância dos direitos individuais e sociais. Todos devem ser iguais perante a Lei. O radicalismo tem influenciado de forma negativa as atitudes comportamentais. Convém lembrar Dostoiévsky: “O segredo da existência humana consiste não somente em viver, mas ainda encontrar um motivo para viver”.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

IMPORTÂNCIA DA CRÔNICA NA LITERATURA BRASILEIRA

Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
A crônica brasileira: tem uma maneira leve de tratar coisas graves, e uma maneira leve de tratar as coisas leves. (Gustavo Corção - 1896-1978)
A crônica, como matéria cotidiana nos veículos, representa um "recreio do espírito" – nos oferecendo, quando bem-sucedida, uma “amável e brilhante cintilação da inteligência”. (Afrânio Coutinho - 1911-2000)
Ao folhearmos jornais antigos já não nos interessamos pelas notícias, pois são velhas e datadas. Já as crônicas da época, sem a contaminação do factual, acabam por se mostrar mais duradouras, e podem ser lidas, com interesse, décadas depois. “É curioso que sendo ‘soft news’ ou ‘no news’, a crônica tenha mais sobrevivência que o ‘hard news’”. (Ruy Castro)
"A crônica às vezes tem uma importância de que nem mesmo a gente se dá conta, acha que vai servir apenas para forrar gaiola de papagaio. Mas tem vezes que você lê depois e percebe que existe ali uma qualidade literária". (Luis Fernando Veríssimo)
Com a crônica surgiram uma multidão de sites e blogs dedicado exclusivamente as pessoas que querem colocar seu cotidiano, seus sonhos e ideias em texto caprichados e bem confessionais... Não importa a plataforma... O gênero se transforma continuando basicamente o mesmo. Breve na parede digital de seu apartamento. “Literatura é tudo aquilo que permanece”. É o caso das crônicas...
(Joaquim Ferreira dos Santos: As cem melhores crônicas brasileiras). Ed. Objetiva. Rio de Janeiro 2007.
Grandes nomes da literatura nacional se dedicaram à crônica: Machado de Assis, José de Alencar, João do Rio, Rubem Braga, passando, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Nelson Rodrigues (pernambucano), Carlos Heitor Cony, Otto Lara Resende e em Pernambuco Gilberto Freyre, in (Crônicas do Cotidiano - A vida cultural de Pernambuco) organização de Lydia Barros e Carolina Leão. Recife.
(Diário de Pernambuco 2010)
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).
 

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