quinta-feira, 21 de julho de 2022

HONRA! A MOEDA DO AMOR

Por Rev. Munguba Jr. (*)

O nível básico da honra é quando somos reconhecidos por algo que realizamos. Como é gratificante ser valorizado, lembrado e celebrado. Não foi o que aconteceu com Jesus Cristo em sua cidade natal. Marcos 6:3 e 4 nos diz: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, Irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa". Jesus, muito provavelmente, serviu como carpinteiro em algumas casas e agora o menino simples se apresenta como o salvador do mundo, o Messias prometido. Jesus resolve andar em lugares onde Ele era celebrado e logo os milagres voltaram a acontecer.

O segundo nível de honra acontece quando as pessoas param para escutar o que temos para dizer. Em Marcos 12:37 lemos: "...e a grande multidão o ouvia com prazer". Honramos uma pessoa quando dedicamos tempo para ouvi-la com atenção e carinho.

O terceiro nível de honra é quando mudamos a nossa trajetória pela instrução e mentoria de alguém que honramos.

O quarto nível se revela quando assumimos posturas e comportamentos que assimilamos da história e das vidas de quem honramos. A mentoria é uma bênção! É crescer com a experiência e os conselhos dos mais vividos.

O quinto nível de honra se manifesta quando valorizamos as pessoas que não estão presentes. Os ensinamentos dos nossos pais que colocamos em prática, mesmo que eles estejam longe ou mesmo que já tenham partido.

José de Arimateia era um discípulo de Jesus Cristo que manifestou honra ao corpo de Cristo. Ele pediu a Pilatos para cuidar, preparar e sepultar o corpo de Cristo. Ele o fez em um sepulcro novo de sua família.

O último nível de honra que vamos abordar é quando presenteamos pessoas em reconhecimento a sua vida e sua notoriedade. Na Terra Santa temos dois mares bem especiais: o Mar da Galileia recebe as águas do Rio Jordão e o devolve em direção ao Mar Morto. Já o Mar Morto, em seus quatrocentos metros abaixo do nível do mar, não presenteia ninguém com suas águas. O resultado é que não existe vida nele e a cada ano que passa ele seca um pouco mais, mesmo recebendo as águas vindas do Mar da Galileia.

Honra é a moeda de amor que traz vida e prosperidade.

(*) Pastor Munguba Jr. Embaixador Cristão da Coreia do Sul Para a Implantação da Oração da Madrugada e Erradicação da Pobreza no Brasil.

Fonte: O Povo, 9/07/2022. Opinião. p.18.

AGEÍSMO (NOVO PRECONCEITO)

Meraldo Zisman (*)

Médico-Psicoterapeuta

Ageísmo ou preconceito de idade é mais um ‘item’ no cardápio das preocupações atuais. Embora, na maioria das vezes, o ageísmo seja usado para descrever atitudes negativas de pessoas idosas, também pode ser empregado para indicar um preconceito distinto contra qualquer das faixas etárias das pessoas. É palavra que, na língua inglesa, é mais intuitiva por derivar de “age” (idade).

Do ponto de vista demográfico, a Organização Mundial da Saúde (OMS), afirma que alguns anos o Brasil será o sexto país com maior número de pessoas sexagenárias. Contudo, enquanto a população idosa aumenta, os investimentos sociais para essa população estão estagnados, como para os demais grupos etários. Vale lembrar:

A discriminação contra o idoso é crime e possui punição. Conforme o artigo 96, do Estatuto do Idoso, estabelecido pela lei n.º 10.741, de 1.º de outubro de 2003, a discriminação mediante a idade, com atos de humilhação, desdém, menosprezo, intimidação, ou impedimento e dificultação do acesso a operações bancárias, meio de transporte, entre outras coisas, constitui-se como crime com pena de reclusão de 6 meses a 1 ano e multa.

Enquanto viver mais é um reflexo dos avanços alcançados no campo médico-social-econômico, resultantes do nosso sucesso no combate a doenças mortais da infância, mortalidade materna e, mais recentemente, mortalidade em idades mais avançadas. Por vezes se esquece que vida mais longa é um recurso incrivelmente valioso. Por conseguinte, devemos repensar não só o que é a velhice, mas também como poderíamos viver – o todo – de nossa vida.  Dada minha formação de psicoterapeuta e antigo pediatra, creio que a prática do ageísmo prejudica a saúde pública.

Atitudes negativas sobre a idade podem começar a se formar entre crianças a partir da idade de seis anos. Esses costumes podem ser gerados e reforçados de várias maneiras, incluindo a propaganda da indústria da beleza para o uso de produtos “antienvelhecimento”. As atitudes ageísticas prejudicam as pessoas de qualquer idade na qual esteja. Ademais, levam à discriminação direta baseada na idade, que pode promover a exclusão social, impactar a saúde mental e afetar determinantes mais amplos de saúde, como o emprego. Tem mais, atitudes ageísticas também prejudicam indivíduos que, à medida que envelhecem, começam a aplicar estereótipos negativos de idade para si mesmos.

Pesquisas prévias mostraram que aqueles com atitudes mais negativas quanto ao envelhecimento vivem, em média, 7,5 anos a menos do que aqueles que reagem mais positivamente ao envelhecimento. Há agora um corpo crescente de pesquisas, evidenciando as consequências que as atitudes negativas ao envelhecimento têm sobre os desfechos de saúde individuais, como perda de memória, função física e capacidade de se recuperar de doenças. Por isso, parece caber uma campanha de saúde pública e intervenções políticas destinadas a desconstruir os condutores psicossociais do ageísmo.

Rememoro:

A ONU estima que o número de pessoas com 60 anos ou mais vai dobrar até 2050. Os atuais 962 milhões de idosos serão 2,1 bilhões até lá. A forma como serão tratados dirá muito sobre a sociedade em que vivemos. Pessoalmente devo dizer que o velho em seu espécime, é decerto uma criatura tão perfeita como um moço na sua. Do que valeria a pena chegar a 80 ou mais anos de idade, se toda a sabedoria do mundo fosse uma asneira? No Brasil o aumento na expectativa de vida é hoje de 72,78 anos. Essa média não se irá estabilizar, pois no ano de 2050 a expectativa de vida subirá para 81,29 anos segundo a mesma organização. Muito cuidado para não aumentar este dissimulado preconceito. Já bastam os raciais...

(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE), da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES) e da Academia Recifense de Letras. Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

quarta-feira, 20 de julho de 2022

DEUS É UM LUXO

Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)

Fé é acreditar que uma coisa é verdade e agir de acordo com essa crença. A Bíblia diz que fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos (Hebreus 11:1). Portanto, todo mundo tem fé em alguma coisa, mesmo negando que a tem. Neste sentido, o Papa Bento afirmava: em cada crente há sempre um ateu adormecido, como em cada ateu há sempre um crente adormecido.

Durante muito tempo, o Ocidente viveu numa sociedade crente. A fé era evidência social, de modo que não ter fé tornava a pessoa excluída, estigmatizada e até perseguida. Havia, certamente, as consequências da imposição da fé, contudo era mais fácil e cômodo seguir o rebanho dos crentes e praticar a fé coletivamente.

Atualmente, existe a liberdade religiosa, graças a Deus. A fé e a religião estão constantemente submetidas às críticas por parte da ciência e opinião pública. Há pesquisas que apontam a queda vertiginosa da religiosidade. As pessoas são autônomas, o individualismo é super valorizado, assim como a vida terrena, em detrimento da vida eterna.

A fé está frequentemente confrontada com dúvidas. Isso é bom. Uma fé que não se questiona não é uma fé madura. Questões como: existe vida eterna? A ciência precisa do espírito para entender o homem? Onde está Deus em um mundo tão ferido e injusto? Por que o mal existe se Deus permite tudo? Por que Deus não intervém no sofrimento? São feitas com frequência para mim. No sofrimento e na dor todos se perguntam pelo seu Criador. A eterna dúvida ou o abismo perante o silêncio de Deus é um desafio enorme para os crentes, que veem que outros parecem viver de modo estupendo sem necessidade de referir-se a nenhuma religião ou divindade.

Deus conhece o sofrimento. Ele se compadece porque viveu na pele as maiores dores. Ele é solidário aos nossos sofrimentos e angústias. O livre arbítrio é uma realidade, também. Assumimos as consequências de tudo o que fazemos e Deus, mesmo não concordando com nossas escolhas e decisões, respeita, ampara, acolhe.

Ter fé é deparar-se constantemente com essas questões. Temos que aprender a manter a fé um pouco contra a corrente. A situação não é fácil. É necessário aproveitar as vantagens para ser tocado pela fé, muitas vezes infantilizada, acomodada, estática, em uma igreja com fortes dogmas e que corre o risco de transformar-se em um museu, totalmente obsoleto.

Deus não é necessidade, mas um luxo, segundo o teólogo Edward Schillebeeckx.

(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia. Diretor do Seminário Apostólico de Baturité.

Fonte: O Povo, de 2/07/2022. Opinião. p.18.

PATATIVA, vinte anos de poesia ausente

Por Cândido B. C. Neto (*)

Dia 8 de julho de 2022, muitos amigos lembrarão da morte do nosso estimado poeta Patativa do Assaré, exatamente, há 20 anos. Ao longo de sua trajetória de vida, Antônio Gonçalves da Silva tem-se comportado como um testemunho vivo do povo nordestino, laboriosamente fazendo do seu verso uma grande construção, com marcas memoráveis de nossa História.

Fastidioso seria descrever as significativas opiniões sobre Patativa. Muitos já fizeram em diversas publicações, mas gostaria de ler parte do texto de minha lavra, proferido no Conselho Universitário, por ocasião da outorga do Título de Doutor Honoris Causa da Uece, para explanar o poeta.

Na paisagem deste Nordeste marcado pela aridez de uma natureza hostil, o poeta nele subside e denuncia a persistência de nossas herança sócio culturais improdutivas e se torna a própria ruptura na qual criação e tradição se combinam para fazer história.

Patativa, com sua poesia fecundada no ventre fertil da terra, geminada no solo libertino do povo, com sua expressão simples ultrapassa os limites e atinge a força totalizadora da compreensão humana.

O poeta não se contenta com a existência individual e faz dos seus versos hinos coletivos, os personagens do seu cotidiano se universalizam, os feitos do sul são cantados no norte e o norte nos ventos do sul, e este é o ciclo longo como a lavoura dos seus poemas.

Atravessando as gerações, sem os hábitos estéticos da civilização urbana, Patativa permanece com uma produção rural, universalizada, na escola itinerante da vida, onde ele é esta paixão capaz de traçar longos destinos nos seus sonhos humildes, cantados entre veredas, pradarias, rios, tabuleiros do sertão, ou mesmo amontoados nas metrópoles do país.

O Patativa é um desafio do século ou do milênio, um repente da natureza com o homem, para mostrar seus instrumentos de afago e luta. Por isso, não adianta disfarçar o cenário, pois o verso é obra subjetiva desse sentimento nordestino, enquanto as cercas de arame farpado continuam traçando o destino dos homens.

Somente uma abordagem abrangente do sertão nordestino, capaz de contribuir para o desvelamento da verdade, faria desde poeta de aguda percepção da existência e por tudo quanto representa para a literatura nacional e nordestina e em particular para o Ceará, para a geração da nossa época, um dos símbolos do último século. 

(*) Professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece) Coordenador da Educação Superior na Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 8/07/22. Opinião, p.16.

terça-feira, 19 de julho de 2022

RECALL DIVINO

Notícia de última hora...

O fabricante de todos os seres humanos está convocando as peças fabricadas, independente da marca ou ano, devido a um grave defeito no componente principal e central do coração, ocorrido nas unidades originais chamadas Adão e Eva, resultando na reprodução dos mesmos em todas as unidades subsequentes.

Este defeito foi tecnicamente denominado, PECADO (Peça Enfraquecida Com Anomalias Detectadas no Original), cujo sintoma principal é a perda de julgamento moral.

- Outros sintomas:

a) Fornicação b) Impureza c) Conduta desenfreada d) Idolatria e) Festanças f) Inimizades g) Rixa h) Ciúme i) Acessos de ira j) Contendas k) Divisões l) Seitas

m) Inveja n) Bebedeira

O fabricante, que não é responsável ou culpado por este defeito, fornece reparo e serviço, gratuito, para corrigir o problema PECADO.

O contato com o fabricante é: ORAÇÃO.

Quando estiver conectado, delete o executável PECADO utilizando a ferramenta ARREPENDIMENTO e colocando JESUS no coração. Depois, carregue NOVA PERSONALIDADE.

Não importa o tamanho do defeito PECADO, NOVA PERSONALIDADE o substituirá por:

a) Amor b) Alegria c) Paz d) Longanimidade e) Benignidade f) Bondade g) Fé h) Brandura i) Autodomínio

Por favor, veja no manual de instruções, a Bíblia Sagrada, para maiores detalhes.

Aviso importante:

Continuar a operar a unidade humana sem correção, anula a garantia do fabricante, expondo o proprietário a perigos e problemas numerosos demais para uma listagem e a unidade humana será permanentemente recolhida do mercado.

Vale a pena meditar...

Fonte: Circulou por e-mail em março de 2011.


DESCASO COM O PROFESSOR UNIVERSITÁRIO

Por Fernando José Pires de Sousa (*)

Assiste-se a esse processo por meio do desmonte da cadeia que sustenta a profissão, que lhe grega valor, que lhe confere importância. Por vários ângulos: descaso com a ciência; deficiências na infraestrutura e manutenção; problemas de gestão; redução de direitos e de remuneração; depreciação da mídia junto à opinião pública. Ao meu entender, seu ataque se dá por três pilares que se retroalimentam. Por meio da proposta de reforma administrativa e precarização do trabalho; da propalada racionalização dos gastos e falta de recursos; da apologia à eficiência do mercado na oferta de bens e serviços à sociedade.

A pandemia e o atual conflito bélico têm revelado que a seguridade social reside no valor atribuído à ciência, quando comprometida eticamente com a preservação da vida e da paz.

Até porque, na geopolítica, sob o comando do capital, o que está em jogo é a própria segurança dos povos. Investimento em pesquisa e desenvolvimento (famoso P&D) nunca foi tão elevado nos países, inclusive naqueles em desenvolvimento, tanto nas ciências exatas quanto nas humanas.

No Brasil, a relação causa-efeito desta matriz de desmonte é visível por seus resultados na produção da ciência pura e aplicada e pela reduzida participação dos jovens na universidade.

Ora, sabe-se que, além do ensino, a pesquisa e a extensão são praticamente atividades exclusivas das universidades públicas, sem falar na formação do docente, por meio de cursos de doutorado e pós-doutorado. Para os cursos privados, tudo isso é considerado custo e não investimento, portanto deixam a cargo do Estado, pois o que importa são os números de pagantes (inclusive, graças a bolsas do governo-Programa FIES) e de diplomas a conceder. O professor é mal pago, explorado, e sem "direito" a reivindicações. Afinal, deve-se minimizar o custo professor-aluno e maximizar a eficiência, mesmo que em detrimento da eficácia.

Assim, ao continuar a tendência de desvalorização da atividade docente da universidade pública, não haverá mais incentivo para se exercer esta profissão, o que já vem ocorrendo.

(*) Professor da Universidade Federal do Ceará e coordenador do Observatório de Políticas Públicas.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 3/7/22. Opinião, p.22.

segunda-feira, 18 de julho de 2022

MATURIDADE ACADÊMICO-CIENTÍFICA DA UECE

Por Hildebrando dos Santos Soares (*)

Costumo dizer que a Universidade Estadual do Ceará (Uece) é um valioso patrimônio do povo cearense, que vive um momento histórico, de expansão e interiorização, levando a cultura acadêmica a mais lugares, para mais pessoas.

Somos uma universidade jovem, com 47 anos de história. Nesse tempo, trabalhadoras e trabalhadores da instituição atuam para a oferta de cursos de graduação e de pós-graduação, atividades de extensão e serviços diversos à comunidade na capital e no interior.

Com a consolidação e a ampliação da pós-graduação e da pesquisa, atingimos o que costumo chamar maturidade acadêmico-científica. A partir de pesquisas inovadoras de alto nível, ampliamos nossa atuação junto à comunidade acadêmica e à sociedade como um todo, e a engenhosidade dos pesquisadores da Universidade se materializa em ganhos efetivos para a instituição e para toda a sociedade cearense. Para além de seus muros, a Uece é da sociedade e é para ela que trabalhamos diuturnamente.

Esse nível de maturidade que a Uece atingiu a coloca como uma das grandes instituições de ensino superior do país. Além da já reconhecida capacidade da Universidade em formar profissionais em diversas áreas, com forte inclusão social, nos destacamos como instituição produtora de conhecimento em Saúde, Educação, Linguística Aplicada, Veterinária, Computação, Geografia, Administração, Políticas Públicas, Sociologia e Humanidades. Construímos um portfólio com mais de 120 registros de patentes junto ao INPI, conforme levantamento realizado em março. Integramos, também, os GTs vinculados à transição energética do Governo do Estado do Ceará devido à nossa experiência na área.

Temos, hoje, um verdadeiro ambiente de inovação e contamos com a presença do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), da Incubadora de Empresas (IncubaUECE), de programas de pós-graduação stricto sensu e de laboratórios voltados à produção científica e tecnológica em 7 áreas do conhecimento. Caminhamos para um objetivo maior: uma Agência de Inovação da Uece, que contribuirá para a pesquisa e a inovação na Universidade.

A Uece é uma instituição robusta, que produz conhecimento para dentro e para fora de seus muros. Com o fortalecimento da pesquisa e da inovação tecnológica, consolidamos ainda mais a nossa missão de iluminar caminhos.

(*) Reitor da Universidade Estadual do Ceará (Uece).

Fonte: Publicado In: O Povo, de 16/07/22. Opinião, p.17.

 

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