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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Uma historinha de caças e caçadores

 Por Paulo Gurgel Carlos da Silva (*)

O piloto soviético T. Kuznetsov sobreviveu à queda de seu caça Il-2 em 1942, quando este foi abatido em uma missão de reconhecimento. Kuznetsov conseguiu escapar dos destroços e se escondeu nas proximidades. Para sua surpresa, um Bf 109 alemão pousou perto do local do acidente e o piloto começou a vasculhar o Il-2 destruído em busca de "souvenirs". Pensando rápido, Kuznetsov correu até o caça alemão e o usou para voar para casa, escapando por pouco de ser abatido por caças soviéticos durante o retorno.

Várias lições para a vida estão embutidas nessa historinha, que é real.

(*) Médico pneumologista, escritor e blogueiro.

Postado por Paulo Gurgel no Blog EntreMentes em 30/10/2025.

https://blogdopg.blogspot.com/2025/10/uma-historinha-de-cacas-e-cacadores.html

domingo, 18 de janeiro de 2026

CASIMIRO MONTENEGRO FILHO: doutor honoris causa in memoriam da Uece

A Universidade Estadual do Ceará (Uece) opera, com especial cuidado e parcimônia, a aprovação de suas outorgas honoríficas, notadamente as do título de doutor Honoris Causa, que já foi outorgado a personalidades de relevo, como o Cardeal Lorscheider, o Prof. Melquíades Pinto Paiva, o Prof. Manassés Claudino Fonteles, o Dr. Adib Domingos Jatene etc.

O Conselho Universitário da Uece, em reunião realizada em 8/01/2026, aprovou, por unanimidade, a proposta de concessão do título de doutor Honoris Causa in memoriam ao Marechal Casimiro Montenegro Filho, oriunda do Centro de Ciências da Saúde, e apresentada pelos professores Marcelo Gurgel Carlos da Silva e Maria Lúcia Duarte Pereira.

Essa entrega faz jus a um ilustre cearense que, por seus feitos extraordinários, tem o seu nome inserido no livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, conforme a Lei nº 15.135, de 21 de maio de 2025.

Trata-se de uma auspiciosa deliberação que receberá entusiástica acolhida no cenário institucional cearense, envolvendo diversas entidades educacionais, científicas, empresariais e culturais.

Dignas de encômios, sem dúvidas, foram a presente aprovação da parte dos conselheiros presentes e o trato dado pela Reitoria da Uece, sob a condução do Magnífico Reitor Prof. Hildebrando Soares, na tramitação do processo que deverá culminar em sessão solene de entrega do diploma honorífico que poderá contar com a participação de múltiplas representações institucionais sediadas no Ceará.

O minudente e preciso parecer exposto pela Cons. Jaqueline Rabelo de Lima, que se debruçou na pesquisa de variadas fontes, resultou em alentado documento sobre Casimiro Montenegro Filho, o responsável maior da criação do Correio Aéreo Nacional, e protagonista principal de três acontecimentos marcantes para o Brasil: a fundação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA); a implantação do Centro Técnico Aeroespacial; e o surgimento do grande parque industrial aeronáutico brasileiro, espelhado na Embraer.

Vale salientar os tantos atributos que ornamentam a trajetória de vida desse grande cearense, cujo reconhecimento, em sua terra natal, chegou tardiamente, mas que, no entanto, vem se consolidando, mediante significativas homenagens que a ele têm sido prestadas, nos últimos anos, resgatando uma dívida que a Terra da Luz detinha com esse varão benemérito da pátria.

Parabéns, Uece!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor titular de Saúde Pública-Uece

Fonte: Publicado In: O Povo, de 18/01/2026. Opinião. p.20.


sábado, 26 de julho de 2025

QUAL É O SOLDADO MAIS CORAJOSO?

Um esquadrão do SAS britânico e um esquadrão da Marinha dos Estados Unidos, os Marines, encontram-se no centro de uma cidade.

Os comandantes de cada grupo começam a discutir os méritos do SAS comparados com os Marines, pois ambos os têm a reputação de serem os mais bravos, corajosos e temidos de todas as forças armadas.

O comandante dos Marines diz ao oficial da SAS:

"Meus Marines são muito mais corajosos do que os seus do SAS".

"Duvido muito", responde o oficial do SAS.

"São muito mais valentes," diz o americano. "Olhe só"

O comandante dos Marines vira-se para um dos seus comandados e ordena:

"SARGENTO! Suba até o topo daquele edifício e pule do último andar!"

"SIM, SENHOR!", responde o sargento, que corre até o edifício, chega até o topo e, sem hesitar, salta do prédio, esborrachando-se no chão. Ele sobrevive, mas, como está muito machucado, é levado para o hospital em uma maca.

O comandante americano vira-se para o comandante do SAS e diz:

"Viu? Isto é coragem".

"Ah, é? Bem, olhe só para isto," diz o oficial britânico.

Ele se vira para seus comandados e berra:

"VOCÊ, SOLDADO, SUBA ATÉ O TOPO DAQUELE PRÉDIO E PULE DO ÚLTIMO ANDAR."

O soldado olha para o oficial e diz:

"O SENHOR ACHA QUE EU SOU IDIOTA, SENHOR?!"

O oficial se vira para o americano e diz: "Viu? ISTO é coragem!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

domingo, 20 de agosto de 2023

ALISTANDO-ME

Por Paulo Gurgel Carlos da Silva (*)

Se a guerra for declarada / a rapaziada ganha no moral.

Se aliste, meu camarada / a gente vai salvar o nosso carnaval.

"Rio 42 graus" – Chico Buarque

Em novembro de 1965, quando tinha 17 anos, compareci na Junta de Serviço Militar para um possível (mas não por mim desejável) recrutamento para o Exército.

Um sargento tomou meus dados pessoais e, ao preencher a ficha de alistamento no quesito cútis, ele datilografou: “pardo claro”. Como eu estranhasse a opção escolhida, ele foi taxativo: “Deixe de ser besta. No Brasil não há raça branca, todos são pardos”. O fenótipo, idiota (pensei). Com a tez clara, os cabelos lisos, o nariz e os lábios finos, isso já me coloca de cara na raça branca.

É verdade que o Brasil, resultou de uma grande miscigenação. Como se deu com a música brasileira, essa "flor amorosa de três raças tristes", no versejar de Bilac. Mas o que o sargento alegou pode ter sido por orientação de um superior hierárquico.

Ele também me perguntou se eu era voluntário para o serviço militar. Ora, eu estava me preparando para o vestibular de Medicina, que aconteceria no início do ano seguinte e, por conseguinte, não estava em meus planos servir à Pátria. Meu objetivo ali, para ser franco, era conseguir uma dispensa de incorporação.

Ao final, ele me entregou o certificado de dispensa de incorporação.

Dispensado de incorporação, retornei aos estudos que me conduziram à Faculdade de Medicina. Mesmo sabendo que, após a formatura, ainda teria que prestar contas com as Forças Armadas. Até então, eu tive que validar anualmente o meu Certificado de Alistamento Militar.

Em novembro de 1971, foi a vez de meu irmão Marcelo se apresentar na Junta. Sem pendor para a carreira militar e já focado no vestibular de 1972 (também para a Medicina), algo aconteceu em seu processo de alistamento que facilitou as coisas.

Ao passar pelos procedimentos antropométricos, o cabo que fez a leitura na balança proclamou:

- Vixe!... 42 quilos. Peso de bode.

Ao que o sargento, de pronto, corrigiu a apreciação do subordinado:

- Bode magro, não é?!

Diante desse resultado, a Junta confirmou sua dispensa do Serviço Militar Inicial, "com um laudo de insuficiência física temporária, podendo exercer atividades civis".

E Marcelo foi cuidar da vida. O que para ele significa ser: médico sanitarista, economista, professor universitário, pesquisador, escritor, membro de academias, polígrafo, blogueiro, causeur etc.

No início de 1972, na condição de candidato aprovado para o Curso de Formação de Oficial Médico, a ser realizado no Rio de Janeiro-GB, eu me apresentei no Hospital Geral de Fortaleza (do Exército) para me submeter ao exame médico admissional. Lembro-me de que o médico militar que me atendeu, inicialmente desconfiou que eu não teria 160 cm, a estatura mínima exigida para um oficial.

No entanto, eu media 161 cm, como ele afinal constatou. Fosse hoje eu teria sido eliminado. Quando a pessoa para de crescer, estabiliza a estatura por alguns anos, mas aí, pela ação conjunta da idade e da gravidade, passa a decrescer. Li alhures que seria a uma taxa de 1 cm por década.

Tempos depois, conheci o tal médico examinador, que se chamava Dr. Eleazar. Ele era magérrimo, tocava um violino dos diabos e houve uma ocasião em que eu o acompanhei ao violão.

Quanto a Marcelo, sem nunca ter sido militar, tornou-se no maior contador/compilador de causos da caserna de que se tem notícia. Uma de suas histórias, em que ele foi o protagonista, está disponível em seu "Causos e Curiosidades Militares" (no prelo), com o título "Peso de bode magro". Está dado o spoiler.

Agora, o que é a relatividade das coisas:

Durante alguns anos, eu atendi como médico pneumologista um senhor octogenário, o qual era acompanhado também por um cardiologista. Esse paciente nunca chegou a aprender o meu nome nem o do meu colega. Quando queria se referir a nós, ele se utilizava dos termos "moreninho" e "branquinho". Eu era o "moreninho".

(*) Médico pneumologista, escritor e blogueiro.

Postado por Paulo Gurgel no Blog Linha do Tempo em 20/08/2023.


domingo, 28 de maio de 2023

A SEMANA DA ASA EM FORTALEZA (1961)

O impossível acontece (1961).  Semana da Asa em Fortaleza. A FAB expôs na Praça do Ferreira um avião de caça a jato.

Tendo observado a enorme curiosidade do povo que ali se aglomerava, um espertalhão correu à tipografia mais próxima e mandou imprimir talões de rifa do avião. E pôs-se a vendê-los a Cr$ 100 cada, dizendo aos basbaques que a rifa correria na época do Natal.

Enquanto o vivaldino se enchia de dinheiro, um dos que lhe compraram bilhete dirigiu-se ao soldado da polícia que ali prestava serviço e perguntou-lhe:

- "Seu guarda, quando é mesmo que corre esse avião?"

O policial pensou que era piada, e que o homem o estava desacatando. Deu-lhe voz de prisão, e foram ao encontro do sargento, para que este conduzisse o impertinente cidadão ao xadrez.

Aí então ele lembrou de mostrar-lhes o talão da rifa, e os guardas, surpreendidos, passaram a dar caça ao vendedor dos bilhetes.

Este não demorou a ser preso.

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria explícita.

domingo, 20 de novembro de 2022

REENCARNAÇÃO É, BASICAMENTE, ISSO

Um soldado está lendo um livro durante a sua folga, quando vê seu sargento chegando. Todo mundo odiava o sargento Thompson, pois ele era implicante e babaca.

"Soldado."

"Sim senhor, sargento Thompson!" diz o soldado, levantando-se com rapidez.

"À vontade."

O soldado retorna imediatamente ao seu livro ... até perceber que o sargento estava olhando a capa.

"Sim, sargento?"

"O que é esse lixo que você está lendo aí, soldado? Re..encar..nação? O que é isso tudo?"

"Bem", sorri o soldado. "É muito simples, senhor. Digamos que - Deus nos livre - o senhor morre, e nós o enterramos.

Daí, alguns meses depois, a grama cresce naquele lote de terra onde o senhor foi enterrado. Então vem uma vaca e come a grama. Algumas horas depois, a grama passa pelo estômago da vaca, que a deposita no chão, em forma de bosta ...

Então, eu passo por ali, e digo: "Ei, sargento, o senhor não mudou nada!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 10 de julho de 2021

PIADA DO SOLDADO MALUCO

Um general notou que um de seus soldados estava se comportando de maneira estranha.

O soldado pegava qualquer pedaço de papel que encontrasse, franzia a testa e dizia:

"Não é esse" e o jogava fora novamente.

Isso continuou por algum tempo, até que o general providenciou para que o soldado fosse testado psicologicamente.

O psicólogo concluiu que o soldado estava enlouquecido e escreveu sua dispensa do exército.

O soldado pegou, sorriu e disse: "É esse".

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

MAU HUMOR MILITAR

Dono de lanchonete é preso por chamar sanduíche de coronel

Para o dono de uma lanchonete de Penedo, no interior de Alagoas, tratava-se de uma estratégia de marketing. Para o comandante da Polícia Militar na cidade, era uma ofensa à corporação. E assim, por batizar os sanduiches da casa com patentes militares, Alberto Lira, 38 anos, dono da lanchonete Mister Burg, de Penedo, acabou detido por ordem do comandante da PM local. Afinal, entendeu o militar, não ficaria bem alguém chegar na lanchonete de Lira e pedir: “Me dá um coronel mal passado”. Ou sair de lá dizendo: “Acabei de comer um sargento”.

Segundo reportagem de Felipe Bachtold, publicada na Folha Online, no domingo (7/10) Lira foi levado para a delegacia, onde foi lavrado boletim de ocorrência. Como o delegado de plantão entendeu que não havia motivo para prisão, Lira foi liberado horas mais tarde, os cardápios da lanchonete foram recolhidos e a casa reaberta em seguida.A Mister Burg oferece em seu cardápio militarizado lanches como o "coronel" com filé e presunto, e o "comandante" de calabresa. A brincadeira foi demais para o parco humor da Polícia Militar que diz que os nomes dos pratos provocavam chacotas e insinuações contra os policiais entre os moradores da cidade de 60 mil habitantes, e a 170 quilômetros de Maceió.

Lira, o dono da lanchonete, diz que não tinha nenhuma intenção de brincar ou ofender a corporação. Muito pelo contrário, já que tem parentes no Exército e ele próprio serviu na Marinha. O cardápio que já vigora há 12 anos, garante Lira, pretendia ser uma homenagem à hierarquia militar.

O advogado do comerciante, Francisco Guerra, promete entrar com denúncia de abuso de autoridade contra o comandante da PM. O advogado pediu Habeas Corpus preventivo para evitar outra detenção de seu cliente. "Com o argumento do comandante, nenhuma festa de criança poderia ter brigadeiro”.

Como se sabe, brigadeiro, além de mais alta patente da Aeronáutica, é também o nome do docinho obrigatório em festinha de aniversário de menores de idade. Em Penedo, comer brigadeiro pode, já comer coronel, está proibido.

Lira não pode reclamar de azar. Mesmo com a greve da Polícia Civil de Alagoas, que já dura 72 dias, seu caso foi resolvido rapidamente. Segundo o sindicato, os policiais trabalham apenas em casos de flagrante. Como neste caso.

Fonte: Revista Consultor Jurídico, de 12 de outubro de 2007, 

sábado, 3 de outubro de 2020

A ORELHA DO GENERAL

Um jovem oficial do exército sofreu um terrível acidente de carro, mas graças às habilidades dos médicos e funcionários do hospital, a única lesão permanente foi a perda de uma orelha. Como o oficial não foi prejudicado fisicamente além disso, permaneceu no serviço militar e, um dia, tornou-se general. No entanto, durante sua carreira, sempre foi sensível quanto à sua aparência.

Um dia, o general estava entrevistando três soldados para o cargo de seu assistente pessoal. O primeiro foi muito bem na entrevista, e o general resolveu fazer uma última pergunta: "Você percebeu alguma coisa diferente em mim?"

"Sim", respondeu o soldado. "Não pude deixar de notar que você não tem a orelha esquerda, imagino que isso afete a sua audição nesse lado."

O general ficou muito zangado com tal falta de tato e mandou o soldado sair de seu escritório. Para o próximo candidato, resolveu fazer a mesma pergunta: "Você percebeu alguma coisa diferente em mim?"

E o soldado respondeu: "Bem, sim, dá para ver que você não tem uma orelha". O general o mandou embora também.

A terceira entrevista foi ótima. O soldado era articulado, extremamente afiado, e parecia saber mais do que os outros dois juntos. O general estava prestes a contratá-lo, mas resolveu antes fazer a mesma pergunta. "Você percebeu alguma coisa diferente em mim?"

Para sua surpresa, o soldado: "Sim, você usa lentes de contato".

O general ficou impressionado e pensou que, com uma percepção dessas, esse seria um dos melhores soldados do exército! "E como você sabe disso?", perguntou o general.

E o soldado respondeu: "Bem, senhor, é que seria muito difícil usar óculos tendo uma orelha só!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?

O telefone toca na garagem do exército, e uma voz autoritária do outro lado pergunta quantos veículos lá estavam operacionais.

O Soldado João responde: "Nós temos doze caminhões, dez tanques, três carros comuns e mais um carro de luxo usado por aquele Coronel gordo e chato que sempre vem aqui". A voz do outro lado fica em silêncio por um tempo, e então diz:

"Você sabe com quem está falando?''

"Não", diz o João.

"É tal o Coronel gordo e chato, sobre quem você se refere com tanta insubordinação".

"E você sabe com quem você está falando?!"

"Não", diz o Coronel.

"Ainda bem!", diz João, desligando o telefone.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

domingo, 28 de outubro de 2018

LANÇAMENTO DE “OMBRO, ARMA!”


Em 25 de outubro de 2018, quinta-feira, às 20 horas, no auditório do Edifício-Sede da Unimed-Fortaleza, aconteceu o lançamento de "OMBRO, ARMA! - Médicos contam causos da caserna", um livro organizado e apresentado pelo colega Marcelo Gurgel.
A obra, que reúne textos de 18 médicos escritores, tem o prefácio escrito pelo neurocirurgião Dr. Flávio Leitão – membro da Sobrames-CE, e insere três apêndices.
Autores
– Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
– Célio Vidal Pessoa
– Francisco José Costa Eleutério
– Francisco Sérgio Rangel de Paula Pessoa
– Helano Neiva de Castro
– Jorge Augusto de Oliveira Prestes
– José Luciano Sidney Marques
– José Ramon Porto Pinheiro
– Liêvin Matos Rebouças
– Lineu Ferreira Jucá
– Luiz Gonzaga Moura Jr.
– Luiz Gonzaga Porto Pinheiro
– Marcelo Gurgel Carlos da Silva (org.)
– Paulo Alfredo Simonetti Gomes
– Paulo Gurgel Carlos da Silva
– Paulo Roberto de Souza Coelho
– Raimundo José Arruda Bastos
– Walter Gomes de Miranda Filho
Ficha técnica
Capa: Isaac Furtado | Projeto e editoração: Alexssandro Lima | Revisão: Francisco Dermeval Pedrosa Martins e Marcelo Gurgel | Tiragem: 500 exemplares | Gráfica: Expressão Gráfica e Editora | Ano: 2018 | ISBN: 978-85-420-1300-9
É o terceiro livro de uma trilogia de causos da caserna escritos por esculápios. Os títulos anteriores são "MEIA-VOLTA, VOLVER!", de 2014, e "ORDINÁRIO, MARCHE!", de 2015.
* * * * *
Neste evento foi também lançado o livro "LAPSO TEMPORAL", a 35.ª antologia anual da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, Regional Ceará.

sábado, 10 de março de 2018

DISPENSA DO SERVIÇO MILITAR

Um jovem escreveu a seguinte carta para o militar responsável pela dispensa do serviço militar:
"Prezado Oficial Militar,
Venho por intermédio desta pedir a minha dispensa do serviço militar. A razão para isto bastante complexa e tentarei explicar em detalhes.
Meu pai e eu moramos somos pobres e moramos em uma casa muito humilde, em um bairro afastado do centro da cidade. Não temos dinheiro para diversão. Temos apenas um rádio e uma televisão para se distrair. Meu pai é viúvo e eu solteiro. No andar de baixo, moram uma viúva e sua filha, ambas muito bonitas e sem rádio e nem televisão. O rádio e a televisão fez com que nossas famílias ficassem mais próximas.
Eu me apaixonei pela viúva e casei com ela. Meu pai se apaixonou pela filha e também se casou com esta. A partir desse momento começou a confusão.
A filha da minha esposa, a qual casou com o meu pai, é agora a minha madrasta. Ao mesmo tempo, porque eu casei com a mãe, a filha dela também é minha filha (enteada).
Além disso, meu pai se tornou o genro da minha esposa, que por sua vez é sua sogra. A minha esposa ganhou recentemente um filho, que é irmão da minha madrasta.
Assim, a minha madrasta também é a avó do meu filho, além de ser seu irmão. A jovem esposa do meu pai é minha mãe (madrasta), e o seu filho ficou sendo o meu irmão. Meu filho é então o tio do meu neto, porque o meu filho é irmão de minha filha (enteada).
Eu sou, como marido de sua avó, seu avô. Portanto sou o avô de meu irmão. Mas como o avô do meu irmão também é o meu avô, conclui-se que eu sou o avô de mim mesmo!
Portanto, Senhor Oficial, eu peço dispensa do serviço militar baseado no fato de que a lei não permite que avô, pai e filho sirvam ao mesmo tempo.
Se o Senhor tiver qualquer dúvida releia o texto várias vezes (ou tente desenhar um gráfico) para constatar que o meu argumento realmente verdadeiro e correto.
Assinado: Avô, pai e filho."
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

IME, centro de excelência

Por Affonso Taboza (*)
Nos primeiros meses do ano, os colégios particulares de Fortaleza costumam desenvolver intensa campanha publicitária, com vistas à conquista de novos alunos. Porfiam entre si mostrando, com resultados, a eficaz preparação de seu corpo discente. Como prova de superioridade, usam a quantidade e a qualidade de aprovações que conseguem no Enem e nos vestibulares Brasil afora. Glória maior é poder exibir como troféu aprovações no ITA e no IME, escolas de Engenharia pertencentes, respectivamente, à Força Aérea e ao Exército, conhecidas pelo alto grau de complexidade e dificuldade de seus vestibulares.
Qual a força destas duas instituições? Ora, o nível de excelência que alcançaram, graças à seriedade com que são conduzidas, o que é muito próprio das escolas militares.
O ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) foi criado em 1945. Nasceu dentro do IME, a partir do Curso de Engenharia Aeronáutica, onde se formou engenheiro aeronáutico o seu ilustre idealizador, o Tenente Coronel Aviador do Exército Casimiro Montenegro Filho. Graças à visão e à persistência desse ilustre cearense, que atingiu o posto de Marechal do Ar, o ITA e o CTA (Centro Técnico Aeroespacial), formam um núcleo de excelência em engenharia na FAB. A partir da criação do ITA na jurisdição do Ministério da Aeronáutica, o IME deixou de formar engenheiros aeronáuticos.
O IME foi a primeira escola de engenharia do Brasil. Suas origens remontam aos idos de 1792, quando Dona Maria I, Rainha de Portugal, decidiu que aqui se deviam qualificar pessoas para construir fortificações. E decretou a criação, na cidade do Rio de Janeiro, da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho. Ao longo dos anos, várias mudanças de nome e sede aconteceram: Escola de Engenharia Militar, Instituto Militar de Tecnologia, Escola Técnica do Exército e, por fim, desde 1959, Instituto Militar de Engenharia.
IME e ITA têm, pois, o mesmo DNA, na condição de pai e filho. Já ouvi pessoas definindo o IME como sendo o ITA do Exército.
Desde 1942 o IME ocupa excelentes instalações na Praia Vermelha, ao lado da estação do bondinho do Pão de Açúcar, um dos mais lindos pontos turísticos do Rio.
O IME se orgulha de ser o berço da Engenharia Nacional.
(*)Engenheiro civil e militar.
Fonte: O Povo, de 31/1/2018. Opinião. p.23.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Causos Militares em Brasil Anedótico VI


A GRANDE DIFERENÇA
Serzedelo Correia - "Páginas do Passado", pág. 20.
Manhã de 15 de novembro de 1889. Em frente ao quartel-general Deodoro punha em linha as bocas de fogo da tropa revoltada. Ignorando toda a extensão da conspiração militar, o Visconde de Ouro-Preto chama Floriano e pergunta por que as forças fiéis ao governo não saíam, para dar combate à força rebelde.

- É que Deodoro tem artilharia e, em cinco minutos, arrasaria o quartel-general, - respondeu o mestre de campo.
Ouro-Preto estranhou a resposta:

- No Paraguai tomava-se artilharia; só se aquela não pode ser tomada por estar comandada por um general valente...
- Não, não é por isso, - revidou Floriano, compreendendo a ironia.

E no mesmo tom:
- É que no Paraguai eram inimigos, e ali são brasileiros!

A QUEIXA DOS TUPINAMBÁS
Jean de Lery - "História de uma viagem à terra do Brasil", ed. De 1926, pág. 154.
Quando Nicolau de Villegaignon se fixou na baía do Rio de Janeiro, em 1555, os índios tupinambás, que habitavam o litoral, achavam-se na guerra com a tribo dos maracajás, cujos prisioneiros eram todos devorados. Para impedir a continuação da antropofagia, procurava o conquistador francês adquirir por compra todos os prisioneiros, salvando-os, assim, da voracidade do inimigo.

Essa interferência do hóspede branco negócios da raça não agradava nada aos tupinambás, um dos quais se queixava, num suspiro a Jean de Lery:
- Não sei o que será de nós, de agora em diante!... Depois que Paicolás (nome davam a Villegaignon) veio para a ilha, não comemos nem a metade dos nossos prisioneiros!...

HONESTIDADE DE MINISTRO
J.M. de Macedo - "Ano Biográfico", vol. II, pág. 83.
Era José Bernardino Batista Pereira de Almeida Sodré ministro da Fazenda, em 1828, quando o seu colega da pasta da Guerra lhe oficiou, pedindo o pagamento das despesas de transporte, e outras, de alguns operários que o Imperador mandara engajar na Alemanha. Recusado esse pagamento, mandou Pedro I chamar José Bernardino, interpelando-o.

- Senhor, - respondeu o ministro, - no orçamento que vigora não tenho verba que autorize essa despesa; ela é, portanto, ilegal, e eu não a posso ordenar.
- Mandei engajar esses homens, - tornou o Imperador, com energia; - quero que as despesas sejam pagas.

- E se-lo-ão, Senhor; pois que Vossa Majestade o quer.
Dias depois, indagado pelo monarca sobre o cumprimento da sua ordem, o ministro informou:

- Em face da lei, o Tesouro Nacional não podia pagar a esses engajados; a ordem de Vossa Majestade tinha, porém, de ser cumprida.
- E então?

- Paguei-os de meu bolso particular!

BATUTA DE MARINHEIRO
Moreira de Azevedo - "Mosaico Brasileiro", pág. 151.
Era o capitão-tenente Bento José de Carvalho, irmão do Visconde de Inhaúma, comandante da corveta Isabel, quando esta naufragou, em 1859, nas costas de Marrocos.

O sinistro ocorreu durante uma tempestade. As ondas, enormes e furiosas, varriam o navio, quando este, rebentado o casco e partidos os mastros, começou a afundar-se.
- A vida de um comandante, depois do naufrágio, é fardo que não se deve disputar às ondas! - gritou, em desespero, o bravo marujo.

E atirou-se ao abismo.
Fonte: Humberto de Campos. O Brasil Anedótico (1927)

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Causos Militares em Brasil Anedótico V


POPULARIDADE E VULGARIDADE
"Revista da Semana", número especial, de 28 de novembro de 1925.
Era o Duque de Caxias ministro da Guerra, quando o Imperador foi visitar, em sua companhia e com o seu séquito, um dos quartéis da capital. Chegando ali, percorreu o edifício todo, indo até à cozinha, onde se servia, na ocasião, o rancho aos soldados.
- Dê-me uma destas marmitas, - ordenou o soberano, indicando uma das rações de sopa.
Atendido, tomou Sua Majestade todo o conteúdo, declarando que, mesmo no Paço, jamais tomara sopa tão saborosa.
Disciplinado e disciplinador, Caxias não gostou da singeleza do monarca. E, ao portão do quartel, disse-lhe, brusco:
- Vossa Majestade há de desculpar a minha franqueza, mas, por esse processo, Vossa Majestade não se populariza.
E corajoso:
- Vossa Majestade "vulgariza-se"!

REGALIAS MILITARES
Constâncio Alves - "Revista da Academia Brasileira de Letras", n° 60, de dezembro de 1926.
Laurindo Rabelo, não obstante o descaso de si mesmo, era profundamente orgulhoso. Médico do Exército e íntimo na casa do coronel Tamarindo, havia o poeta chegado à residência deste, em dia festivo, na ocasião, exatamente, em que a mesa das pessoas graduadas já se achava completamente cheia. Não querendo fazê-lo esperar, a dona da casa indicou-lhe um lugar na mesa da gente moça.
Laurindo franziu o rosto.
- Adeus, coronel, - disse, despedindo-se.
E já da porta, ofendido:
- Os médicos do Exército jantam com o Estado-Maior!

A ÚLTIMA CARGA
J.M. de Macedo - "Ano Biográfico", vol. III, página 296.
Atacado pelas febres nos pântanos paraguaios, o general José Joaquim de Andrade Neves, já agraciado com o título de Barão de Triunfo, não queria abandonar a sua divisão de cavaleiros rio-grandenses, para tratar-se. Cada vez que caía sobre o inimigo era uma vitória para a sua cavalaria.
Após o choque em Lomas Valentinas, o herói não pôde mais. Levado para Assunção, a febre alta não o deixava mais, conservando-o em delírio permanente. E nesse delírio, os olhos em fogo, as mãos crispadas, erguia-se no leito, a barba em desalinho, como no fragor das batalhas.
A 6 de janeiro de 1870, era esse o seu estado, quando, no último delírio, bradou, com as últimas forças:
- Camaradas!... mais uma carga!... E tombou arquejando, para morrer.

O PORTUGUÊS DE LABATUT
Visconde de Taunay - "Trechos de minha vida", pág. 27.
Incorporado ao Exército brasileiro com o posto de major, Carlos Augusto Taunay, tio do visconde de Taunay, seguiu para a Bahia, a fim de dar combate, ali, ao remanescente das tropas portuguesas comandadas pelo general Madeira. Metendo-se, porém, a criticar os planos do general Labatut, contra o qual conspirava, foi preso e condenado à morte.
Esperançoso, todavia, de salvar-se, pediu Carlos Taunay adiamento da execução, alegando o desejo de confessar-se antes de morrer.
Labatut condescendeu, mas não perdoou. E a sua resposta foi esta, num português arrevesado:
- "Confissa ou non confissa, ma fussila!"

O PRIMEIRO PASSO
J.M. de Macedo - "Ano Biográfico", vol. III, pág. 246.
Figura de relevo no Exército do Império desde os acontecimentos de 7 de abril de 1831 o major Miguel de Frias achava-se preso em uma das fortalezas, quando, na noite de 3 de abril de 1832, desembarcou na cidade, a fim de assumir o comando da tropa, que entrava na conspiração. Em caminho, amigos procuraram dissuadi-lo, pois a maior parte da guarnição não o seguiria.
- É tarde - declarou ele; - agora já dei o primeiro passo!
E seguiu para o campo de Santana, onde, uma hora depois, era desbaratado.

Fonte: Humberto de Campos. O Brasil Anedótico (1927)

sábado, 31 de maio de 2014

Causos Militares em Brasil Anedótico IV

A GENEROSIDADE DE CAXIAS
J.M. de Macedo - "Ano Biográfico", vol. II, pág. 247.

Derrotado a 3 de abril de 1832, pelo major Luiz Alves de Lima, que saíra ao seu encontro com um corpo de polícia, o major Miguel de Frias pôs-se em fuga, procurando escapar. Lançando-se no seu encalço, estava Alves de Lima para alcançá-lo, quando um adversário lhe dispara um tiro de pistola, fazendo pranchear o cavalo e permitindo, com isso, que o fugitivo desaparecesse.
Avançando de novo, é Caxias informado de que o chefe revoltoso se havia asilado em uma casa da rua do Sabão da Cidade Nova. Apeia-se, o dono da casa franqueia-lhe a residência, que Caxias percorre. Ao fim de um corredor, havia uma porta fechada, com a chave na fechadura. O chefe legalista dá volta à chave, e abre. No centro do quarto, de pé, Miguel de Frias o esperava. Os dois heróis olham-se, mudos. Ao fim de um instante, Alves de Lima puxa a porta, e retira-se, dizendo ao dono da casa:
- Desculpe-me; não há ninguém...
No dia seguinte, Miguel de Frias fugia, asilando-se nos Estados Unidos.

O SEGREDO DA BRAVURA
Taunay - "Reminiscências", vol. I, pág. 25.
Osório era, por índole, gracejador e espirituoso. Em um piquenique que lhe foi oferecido no Corcovado, uma senhora, a quem havia dado o braço, perguntou-lhe em que consistia o segredo da sua bravura.
- Eu fui valente por medo... - informou o herói.
- Medo?
- Sim; tinha medo de que as minhas patrícias bonitas não me recebessem bem, se me portasse mal nas batalhas.

A ARGÚCIA DE FLORIANO
Serzedelo Correia - "Páginas do Passado", pág. 18.

Apresentado pelo tenente Jansen Tavares, foi ao Itamarati, para falar a Floriano, um oficial do Exército, que pretendia dois meses de soldo adiantado:
- Sente-se, - ordenou o presidente.
Recusando a gentileza, o militar, mesmo de pé, contou ao que ia. E puxando do bolso uma nota de 5$000 e outra de 1$000, completamente machucadas, abriu-as, e disse ao ditador:
- Eis o dinheiro que eu e a minha família temos para passar o mês.
Floriano voltou-se, dizendo:
- Vá embora; vou mandar que lhe dêem três meses.
E virando-se para o tenente Jansen:
- Este camarada joga!...
- Não sei, marechal.
- Sabe, sim. Ele é jogador.
- Joga um pouco, - articulou Jansen.
- Um pouco, não; joga muito.
- Como sabe V. Excia. disso?

- Pois você não vê como ele tira o dinheiro do bolso todo machucado?! Isto só faz o jogador. No pano verde apanha indistintamente as notas de 20$000, de 10$000 e de 5$000, machuca tudo, mete no bolso e depois, ao fazer a parada, puxa-as da calça e abre para as pôr na mesa.
O oficial era, de fato, grande jogador.

“TECUM DOMINUS”
Moreira de Azevedo – “Mosaico Brasileiro”, pág. 42.
José Inácio da Costa, apelidado o Capacho, era poeta, ator e major do regimento dos pardos, nos tempos coloniais. Havendo-se mudado as vozes das manobras militares, o major Capacho, ainda pouco prático, trovejou, em exercício:
- Armas ao ombro!
- Não é armas ao ombro, Sr. oficial, - retorquiu-lhe o ajudante, - é “ombro armas!”
Apresentando-se o major dois dias depois ao serviço, ao entrar no paço deu um espirro.
- “Dominus tecum - disse-lhe um soldado.
- Não diga “dominus tecum”, mas “tecum dominus”! - observou o major.
E solene:
- Não sabe que, agora, tudo está mudado?

Fonte: Humberto de Campos. O Brasil Anedótico (1927)

sexta-feira, 30 de maio de 2014

HISTÓRIAS ENTRELAÇADAS


Todos nós sabemos que Al Capone somente foi preso por haver omitido rendimentos ao fisco americano.
Mas toda história tem detalhes e desdobramentos curiosos que às vezes desconhecemos.
As duas relatadas a seguir mostram que o exemplo, é mesmo, um grande legado.

HISTÓRIA NÚMERO UM
Há muitos anos, Al Capone controlava inteiramente  a cidade de Chicago. Não ficou famoso por nenhum ato heroico.

Era notório, sim, por encher a cidade com tudo relativo a contrabando, bebidas, prostituição e assassinatos.
Capone tinha um advogado apelidado 'Easy Eddie', um excelente profissional!

Sua habilidade, manobrando no cipoal de leis, manteve Al Capone fora da cadeia por muito tempo.
Para mostrar seu apreço, Capone lhe pagava muito bem.

Não só o dinheiro era grande, como Eddie também tinha vantagens especiais. Por exemplo, ele e a família moravam em uma mansão protegida, com todas as conveniências possíveis.
A propriedade era tão grande que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago. Eddie vivia a vida da alta roda da cidade, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta.

No entanto, Easy Eddie tinha um ponto fraco.
Tinha um filho que amava acima de tudo. Eddie cuidava para que seu filho tivesse sempre do melhor: roupas, carros e uma excelente educação. Nada era poupado. Preço não era problema. E, apesar do seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou lhe mostrar sempre o que era certo e o que era errado. Eddie queria que seu filho se tornasse um homem melhor que ele.

Mesmo assim, com toda a sua riqueza e influência, havia duas coisas que ele não podia dar ao filho: não podia transmitir-lhe um nome bom e um bom exemplo.
Um dia, Easy Eddie tomou uma decisão difícil no sentido de corrigir as injustiças de que havia participado na sua carreira como advogado.

Decidiu que iria às autoridades e contaria a verdade sobre Al 'Scarface' Capone, limpando o seu nome sujo e oferecendo ao filho alguma coisa como integridade moral recuperada.
Para tanto, teria de testemunhar contra a quadrilha de Capone, e sabia que o preço a pagar seria muito alto. Ainda assim, ele testemunhou.

Um ano depois, Easy Eddie foi assassinado a tiros numa rua de Chicago.
Deu ao filho o maior presente que poderia oferecer, ao maior custo que poderia pagar.

A polícia recolheu em seus bolsos um rosário, um crucifixo, uma medalha religiosa e um poema, recortado de uma revista.
O poema: 'O relógio da vida recebe corda apenas uma vez e nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros irão parar, se mais cedo ou mais tarde. Agora é o único tempo que você possui. Viva, ame e trabalhe com vontade. Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento.'

HISTÓRIA NÚMERO DOIS
A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis.
Um deles foi o Comandante Butch O'Hare, um piloto de caça, operando no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul.

Um dia, o seu esquadrão foi enviado a uma missão. Quando já estavam voando, ele notou pelo medidor de combustível que haviam esquecido de encher os tanques do seu avião. Ele não teria combustível suficiente para completar a missão e retornar ao navio. O líder do vôo o instruiu a voltar ao porta-aviões. Relutantemente, ele saiu da formação e iniciou a volta à frota.
Quando estava voltando ao navio-mãe viu algo que fez seu sangue gelar: um esquadrão de aviões japoneses voava na direção da frota americana. Com os caças afastados da frota, ela estaria indefesa ao ataque iminente. Ele não  podia alcançar seu esquadrão nem avisar à frota da aproximação do perigo.

Havia apenas uma coisa a fazer. Teria que desviá-los da frota de alguma maneira...
Afastando todos os pensamentos sobre a sua segurança pessoal, ele mergulhou sobre a formação de aviões japoneses.

Suas metralhadoras calibre 50, montadas nas asas, disparavam enquanto ele atacava um surpreso avião inimigo e em seguida outro. Butch costurou dentro e fora da formação, agora rompida e incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou. Ainda assim, ele continuou a agressão.
Mergulhava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível. Finalmente, o exasperado esquadrão japonês partiu em outra direção.

Profundamente aliviado, Butch O'Hare e o seu avião danificado se dirigiram ao porta-aviões. Logo à sua chegada informou a seus superiores sobre o acontecido. O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história com detalhes. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar o esquadrão japonês para proteger a frota. Na realidade, ele tinha destruído cinco aeronaves inimigas.
Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942, e por aquela ação Butch se tornou o primeiro Ás da Marinha na 2ªGuerra Mundial, e o primeiro Aviador Naval a receber a Medalha Congressional de Honra.

No ano seguinte Butch morreu em combate aéreo com 29 anos de idade. Sua cidade natal não permitiria que a memória deste herói da 2ª Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O'Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em tributo à coragem deste grande homem.
Assim, se algum dia você passar no O'Hare International, lembre-se dele e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando sua estátua e conhecendo suas condecorações. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.

O que têm estas duas histórias de comum entre elas? Porque ambos eram de Chicago? Não!
Butch O'Hare era o filho de Easy Eddie.

Fonte: Circulando por e-mail (internet).
 

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