terça-feira, 9 de novembro de 2010

OS RISCOS DO ENEM

O Jornal O Povo publicou, em 1º/07/10, um artigo de opinião, pondo em xeque a adesão de universidades públicas sediadas no Ceará ao ENEM. Naquele momento, UFC e da UVA, entregaram-se, bovinamente, aos caprichos do MEC, cancelando os seus vestibulares, e cedendo todas as suas vagas para ingressos de novos alunos ao SiSU. Posteriormente, a UVA reavaliou a sua posição, retirando o seu apoio.
A UECE e a URCA resistiram, soberanamente, ao assédio federal, assegurando a manutenção de seus vestibulares. Ambas instituições atuaram com serenidade, rejeitando a pronta adoção de uma empreitada de alto risco, detentora de complicada logística, com evidentes pontos frágeis capazes de suscitar sérios problemas operacionais e jurídicos.
As provas do ENEM, conduzidas pelo INEP, foram aplicadas nos dias 6 e 7/11/10, para mais de quatro milhões de candidatos em todo o País, dos quais 208 mil no Ceará, um contingente localmente explicado pela sujeição integral da UFC ao certame.
Infelizmente, esse exame que, no ano passado, foi abortado, antes de sua aplicação, por conta do vazamento de questões, revelou agora, só tardiamente, a sua vulnerabilidade, desta feita no decorrer da aplicação, embora fossem falhas relativas à montagem e à impressão das provas.
Com efeito, dos quatro cadernos de resposta, uma parcela das provas do caderno amarelo exibia aberrações, a exemplo de: as questões 21 e 23 eram iguais; não havia as questões 30 e 31; e dupla numeração da 34 e da 35. Essas falhas, somadas ao erro na identificação do teor no gabarito, podem ter induzido distorção no preenchimento das respostas em inúmeros concorrentes. A gravidade é majorada porque os transtornos não foram comuns a todos cadernos de provas, sendo verificado apenas em uma fração de um deles, o que torna inviável efetuar compensação quando da correção dos gabaritos.
Anular as provas do sábado é uma medida dolorosa; mas, corretiva.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor titular da UECE

* Publicado In: Jornal O Povo. Fortaleza, 9 de novembro de 2010. Caderno A (Opinião). p.6.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

DORMINDO COM O INIMIGO

De volta à planície do parlamento, após o período em que liderou as forças aliadas contra o Nazismo, como primeiro ministro britânico, Churchill manteve com um deputado neófito um diálogo que a história registrou.
No plenário, o jovem deputado sentou-se ao seu lado e, apontando na direção dos representantes trabalhistas, comentou:
– Ali estão os nossos inimigos, Sir.
E recebeu a primeira lição do estadista. Churchill respondeu:
– Não. Ali estão apenas os nossos adversários. – e, apontando para os seus próprios companheiros de partido à sua volta, concluiu:
– Os nossos verdadeiros inimigos estão aqui.
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

domingo, 7 de novembro de 2010

APRESENTAÇÃO DA ANTOLOGIA SOBRAMES/CE DE 2010

Cá entre nós, com exceção dos médicos, outras categorias profissionais não contam com uma entidade associativa exclusivamente direcionada à Literatura. Aliás, é oportuno mencionar a existência de notáveis valores intelectuais em distintas graduações, principalmente no meio dos diplomados em Comunicação Social, Direito e Letras; contudo, tais segmentos não se aglutinam para composição de entidades devotadas à literatura ou ao culto do vernáculo, ainda que algumas delas possam participar de academias, com determinada especificidade. Destarte, até mesmo a Academia Cearense da Língua Portuguesa, organismo que preenche o propósito de cultuar a última flor do Lácio, tem um caráter multiprofissional, abrigando bacharelados de diferentes cursos das áreas de Humanidades ou de Estudos Sociais.
A Regional do Ceará da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES/CE) alberga quase uma centena de médicos em seu quadro de associados e exerce importante papel na promoção da cultura estadual, à conta da sua Antologia publicada anualmente, juntando colaborações quase exclusivas de esculápios, e da edição semestral da Revista Literapia, veículo de larga aceitação entre os intelectuais cearenses, editado por ingente esforço pessoal do sobramista Pedro Henrique Saraiva Leão, contendo uma mescla de textos escritos por autores médicos e por literatos não-médicos.
Esses bons predicados dos médicos para escrever retratam-se na Academia Cearense de Letras (ACL), a mais antiga academia literária ativa no Brasil, que ostenta, entre as suas quarenta cadeiras, quatro médicos: Pedro Henrique Saraiva Leão, José Murilo Martins, Lúcio Gonçalo de Alcântara e José Telles. O primeiro deles exerce no momento, a Presidência do sodalício, enquanto o último nomeado é um ex-presidente da SOBRAMES/CE, eleito em 10/09/2010, pelos imortais da ACL, para ocupar a vaga aberta com o falecimento do também médico e escritor Dr. Vinicius Antonius de Holanda Barros Leal, cuja posse dar-se-á brevemente.
A série de Antologias da SOBRAMES/CE, capitaneada inicialmente pelos colegas Emanuel de Carvalho e Paulo Gurgel, respectivamente, o primeiro e o segundo presidente dessa agremiação, foi começada, sob a tutela editorial do Centro Médico Cearense, em 1981, com o título “VerdeVersos: antologia poética”; em 1983, dois anos após o primeiro lançamento, foi editada a obra “Encontram-se: verso e prosa” e, em 1984, “Temos um Pouco: prosa e poesia”. Em 1986, veio a público o número “Criações”, seqüenciado, em 1987, por “Sobre Todas as coisas”, e, em 1989, por “Letra de Médico”, quando a série ganhou a regularidade anual, sem solução de continuidade desde então. Claro está que, em trinta anos de percurso, apenas não houve publicação dos sobramistas cearenses em 1982, 1985 e 1988.
Agora, em 2010, a produção da SOBRAMES/CE, com o próprio selo editorial, alcança a sua 25ª edição, revelando franco crescimento em agilidade e apuro, com grande esmero literário, prestando-se para emular o aparecimento de novos escribas no seio da classe médica e até incentivando a própria carreira de alguns colegas sobramistas, em seus lançamentos individuais.
O processo de construção das antologias é laborioso, entrando em pauta na reunião mensal de junho, quando se alerta aos sócios para a remessa de suas produções literárias, fixando-se a data-limite dessa entrega, para agosto deste ano, com a previsão de lançamento oficial na segunda quinzena de outubro subseqüente, como soe acontecer. A sua montagem é sobretudo democrática, uma vez que a maior parte das decisões é tomada de comum acordo entre organizadores e membros auscultados nas reuniões mensais da SOBRAMES/CE.
A escolha do título “Receitas Literárias”, dentre tantos sugeridos, sagrou-se vencedora, após sucessivos e edificantes turnos de comentários e votações, avalizando a combinação de apenas duas palavras mui caras ao cotidiano de médicos amantes da literatura, os quais, no fazer literário, encontram um lenitivo para o fardo labor enfrentado.
A presente obra, comparativamente às precedentes, quebra recorde em quantidade de páginas e, principalmente, em número de colaboradores, porquanto dela participam quarenta e cinco sobramistas, dos quais quarenta e dois médicos e três não-médicos, que cerram fileiras como pessoas benquistas pelos demais colegas.
Convém destacar a presença do prefaciador Batista de Lima, professor da Uece e da Unifor e ilustre membro da ACL, que enriquece este livro, bem como salientar a homenagem póstuma prestada aos colegas Nilson de Moura Fé e Oziel de Sousa Lima, sob a forma de elegias, pranteando tão grandes perdas, e fazendo a inclusão de seus derradeiros escritos.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Organizador

sábado, 6 de novembro de 2010

SELEÇÃO DA RESIDÊNCIA MÉDICA DO ICC

O Instituto do Câncer do Ceará, por meio da sua Escola Cearense de Oncologia, aplicou hoje as provas de conhecimentos e a análise curricular aos inscritos para cumprir Residência Médica, a partir de 2011, nos programas da instituição credenciados pela CNRM. Como acontece desde 2000, o processo seletivo está sendo conduzido sob a nossa direta coordenação. Dependendo da tramitação de eventuais recursos, projeta-se a divulgação dos resultados finais até dia 12 corrente.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

GRANDE DESCOBERTA

Por Olavo de Carvalho
De repente, parece que todas as mentes iluminadas do país descobriram aquilo que os documentos internos do PT, as atas do Foro de São Paulo e centenas de artigos que escrevi a respeito lhes teriam revelado dez ou vinte anos atrás, se consentissem em lê-los e se, malgrado suas profissões nominalmente letradas, não padecessem da obstinada insensibilidade brasileira à palavra escrita.
Brasileiro só acredita no que vê. Não no que vê com os seus próprios olhos (a capacidade de inteligir diretamente da experiência é desconhecida na nossa cultura), mas naquilo que vê na televisão; ou naquilo que ouve da boca das "pessoas maravilhosas", cujas palavras dão visibilidade até ao inefável. Enquanto uma coisa não aparece no "Jornal Nacional" ou não é confirmada pelo testemunho de meia dúzia de pop stars, ela não existe, ainda que pose ante os olhares do mundo desde o alto do Corcovado ou no meio da Praça da Sé. Nélson Rodrigues falava do "obvio ululante", mas em vão ululam os fatos mais espalhafatosos na Terra do "Eu não sabia". Sem o nihil obstat apropriado, até um King Kong político como o Foro de São Paulo permanece abstrato e inacessível como uma hipótese metafísica escrita num papiro desaparecido.
Mas recentemente até Caetano Veloso, Arnaldo Jabor, Hélio Bicudo, Carlos Vereza e Fernando Gabeira saíram gritando, e então as mentes iluminadas se abriram à revelação: descobriram que o PT não é um partido normal, feito para alternar-se no poder com os demais partidos, e sim uma organização revolucionária criada para absorver em si o Estado e remoldá-lo à sua imagem e semelhança. Grande descoberta. Teria sido ótimo fazê-la quando o PT ainda tinha quinze por cento do eleitorado. Hoje ela soa como o verso de Manoel Bandeira, o mais triste do idioma pátrio: "A vida inteira que poderia ter sido e que não foi."
Almas desencantadas com o esquerdismo revolucionário nunca faltaram no mundo, pelo menos desde a década de 30 do século passado. Uma delas, Ignazio Silone, chegou até a dizer que a batalha política final não seria entre comunistas e anticomunistas, mas entre comunistas e ex-comunistas.
A diferença é que no Brasil de hoje essas almas, ao mudar de partido, não percebem que o fizeram: falam de seus desafetos de agora como se estes não fossem seus ídolos de ontem. Acusam com a inocência de quem não se lembra de ter sido cúmplice nem mesmo por um minuto.
É fenômeno inédito no universo. Por toda parte são célebres os depoimentos de comunistas e "companheiros de viagem" arrependidos: Arthur Koestler, André Gide, David Horowitz, Guillermo Cabrera Infante, Victor Kravchenco, Louis Budenz, Emma Goldmann, Victor Serge, a lista não acaba mais. Em cada um desses casos a decepção política trouxe consigo o impulso de uma revisão do passado, de uma aferição de responsabilidades. Na mais lacônica das hipóteses, vinha a confissão de Humphrey Bogart, que se tornou clássica ao resumir tão bem a vida de milhões de ex-militantes e simpatizantes:
– Eu não era comunista. Era apenas idiota.
No Brasil também se fazia assim. Da legião dos desiludidos com o PCB nos anos 50 – Oswaldo Peralva, Paulo Mercadante, Antonio Paim e tantos outros – nenhum se esquivou, que eu saiba, de pesar sua parcela de colaboracionismo na construção da engenhoca stalinista.
É que naquela época havia intelectuais, pessoas que a aquisição de uma cultura internacional havia libertado dos vícios do meio imediato. Hoje, esses requintes de consciência são coisas do passado. Só o que interessa agora é ficar bem na fita. Os fulanos dão tudo de si para consagrar o mito da santidade da esquerda, acendem mil velas a São Lulinha, aplaudem, lisonjeiam, babam de devoção, e depois, quando o ídolo falha às suas expectativas, saem esbravejando como se fossem vítimas e não co-autores do embuste. Nunca foi tão barato virar herói da noite para o dia.
Não condeno essa gente do ponto de vista moral. Digo apenas que não há política séria onde as opiniões sobre o curso geral das coisas vêm amputadas de toda consciência autobiográfica. Só entendemos a História desde a nossa própria história. Quando o desejo de parecer bonito sobrepuja a necessidade de compreender a vida pessoal no contexto da História e vice-versa, é que, definitivamente, o apego às falsas aparências do momento se tornou uma obsessão psicótica, extirpando das almas o último resíduo de senso da realidade.
Mas, para piorar, não foi esse mesmo culto que consagrou o mito "Lulinha Paz e Amor"? Não foi a ânsia de enxergar virtudes imaginárias numa personalidade mesquinha, oca e vaidosa que levou tantos brasileiros a tapar os olhos ante um passado político no qual o futuro se anunciava da maneira mais clara e evidente? Não foi esse apetite de automistificação que induziu a classe letrada praticamente inteira a crer mais em alegações publicitárias e desconversas interesseiras do que em milhares de páginas de documentos e provas?
De que adianta, agora, repetir o mesmo erro com signo partidário invertido? Ninguém pode tomar uma posição madura ante os fatos da História quando rejeita e encobre os da sua própria vida. Não há futuro para quem foge do passado.
No entanto, ainda que do modo errado, essas pessoas estão do lado certo. Espero que esse lado vença, mas é claro que ele teria mais força se trocasse o bom-mocismo por um pouco de virilidade intelectual.
* Publicado In: Diário do Comércio, 1 de novembro de 2010.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A LUA DE MEL DO FREDERICO

Aos 82 anos de idade, Frederico se casou com Ana, de 27, que, em consideração ao marido tão idoso, decide que devem dormir em quartos separados. Terminada a festa do casamento, cada um vai pro seu quarto. Ana se prepara pra deitar, quando ouve batidas fortes na porta... As batidas insistem. Ao abrir a porta, ela se depara com Frederico, com seus 82 anos, pronto pra ação.
Tudo corre bem e após uma relação quente e vigorosa... Frederico despede-se e vai pro seu quarto.
Passados alguns minutos, Ana ouve novas batidas na porta do quarto... É Frederico, novamente pronto pra ação. Ela se surpreende, mas deixa-o entrar. Terminada a relação, Frederico beija-a carinhoso e despede-se, indo pra seu quarto.
Ana se prepara pra dormir novamente, quando escuta fortes batidas na porta. Espantada, Ana abre e se depara com... Frederico!!! Mais do que pronto pra ação, com aspecto vigoroso e renovado. Ela diz:
- Estou impressionada que em sua idade possa repetir a relação com esta freqüência. Já estive com homens com um terço de sua idade e eles se contentavam apenas com uma vez. Você Frederico, é um grande amante!
Desconcertado, ele pergunta:
- Eu já estive aqui antes???
MORAL DA HISTÓRIA: O Alzheimer tem lá suas vantagens.

Fonte: Internet (circulando por e-mail).

LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA DA SOBRAMES DE 2010


A série de Antologias da SOBRAMES/CE teve princípio, sob a tutela editorial do Centro Médico Cearense, em 1981, e, ao longo desses trinta anos de percurso, apenas não houve a publicação coletiva dos sobramistas cearenses nos anos de 1982, 1985 e 1988.
Agora, em 2010, a produção da SOBRAMES/CE, com o selo editorial próprio, chega à sua 25ª edição, revelando crescimento ágil e apurado senso crítico, com grande esmero literário, prestando-se para emular o aparecimento de novos escribas no seio da classe médica e até incentivando a própria carreira de alguns colegas sobramistas, em seus lançamentos individuais.
O processo de construção das antologias é laborioso, tendo entrado em pauta na reunião mensal de junho, quando se alertou aos sócios para a remessa de suas produções literárias, estabelecendo-se a data-limite dessa entrega, para agosto deste ano, com a previsão de lançamento oficial na segunda quinzena de outubro subseqüente, como ora ocorre. A sua montagem é, sobretudo, participativa, uma vez que a maior parte das decisões é assumida em comum acerto entre os membros presentes e ouvidos nos encontros mensais da SOBRAMES/CE.
O título “Receitas Literárias”, dentre muitos propostos, consagrou-se o escolhido, após sucessivas e edificantes rodadas de comentários e votações, validando o arranjo de somente duas palavras mui afeitas ao dia-a-dia de médicos amantes da literatura, os quais, no fazer literário, colhem um lenitivo para a dura faina enfrentada.
A obra aludida, comparativamente às precedentes, supera recorde em número de páginas e, principalmente, em quantidade de colaboradores, porquanto dela tomam parte quarenta e cinco sobramistas, dos quais quarenta e três iátricos e dois literatos não-médicos, que formam fileiras como pessoas queridas pelos demais colegas. Por oportuno, registre-se que, dos quatro médicos atualmente membros da Academia Cearense de Letras (ACL), todos são sobramistas e três participam desta coletânea. Variados gêneros literários: contos, crônicas, poesias, discursos etc. nela estão inseridos, conferindo a versatilidade e até certa especialidade dos seus autores.
A capa, tendo por mote uma receita literária, foi idealizada pelo organizador (M.G.C.S.), porém o requinte da sua criação coube ao Prof. Martinho Rodrigues Fernando, que contou, para o seu desenvolvimento com o concurso do arte-finalista Francisco Batista. A quarta capa exibe o “olho de Horus”, o “R” usado no receituário médico, quando da prescrição, cuja simbologia, derivada da antiga Medicina egípcia, invoca, a esse deus, a proteção sobre os medicamentos, para que sejam efetivos, beneficiando, por conseguinte, o cliente em epígrafe. Roga-se a Deus para que “Receitas Literárias” agrade o seu já cativo público e conquiste um séquito de novos leitores.
Convém destacar o prefácio de José Batista de Lima, professor da Uece e da Unifor e ilustre membro da ACL, cuja presença enobrece este livro, bem como ressaltar a homenagem póstuma prestada, por Alex Mont’Alverne e José Maria Chaves, respectivamente, aos confrades Nilson de Moura Fé e Oziel de Sousa Lima, sob a forma de elegias, pranteando tão sentidas perdas, e o enxerto de seus derradeiros escritos no corpo desta obra.
Por último, assinale-se o agradecimento pela confiança depositada no trabalho de organizar essa antologia, ensejando a oportunidade de ser prestativo à SOBRAMES/CE, ao tempo em que se prega a indicação de um substituto, facilmente identificável entre tantos associados, para assumir o prazeroso encargo do ano vindouro.
Como acontece em qualquer receita médica, o que mais se espera das prescrições de Receitas Literárias é que cumpram a sua finalidade, sejam aviadas no local certo e nas horas aprazadas, e que, de pronto, comecem a produzir resultados benéficos, se não curando as mazelas do corpo, mas tonificando a alma, para suportar os embates do cotidiano.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Membro da Sobrames-CE e organizador


* Discurso proferido por ocasião do lançamento do livro “Receitas Literárias”, no Ideal Clube, em Fortaleza, em 26 de outubro de 2010.
 

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