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sexta-feira, 10 de abril de 2020

FOLCLORE POLÍTICO XXXI


E assim nasceu o peru
Minhas homenagens aos leitores com a historinha do peru (que será servido neste Natal), enviada pelo amigo Eduardo Nascimento, que não perde a oportunidade para exercitar sua verve:
Há um conto japonês milenar que é mais ou menos assim: "Em uma planície, viviam um urubu e um pavão. Um dia, o pavão começou a expressar certa angústia:
- Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar a minha incomparável beleza. Feliz é o urubu que é livre para voar para onde o vento o levar.
O urubu, por sua vez, também refletia no alto de uma árvore:
- Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal; e ainda tenho que voar e ser visto por todos. Quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele pavão.
E aí as duas aves, pensando sobre suas conveniências e inconveniências, tiveram uma brilhante ideia: deveriam se juntar para realizar um cruzamento. O fruto que desse cruzamento surgiria seria uma ave esplendorosa, magnífica, um descendente que iria combinar o voo tão aerodinâmico do urubu com a graciosidade e elegância do pavão. Cruzaram-se. E daí... nasceu o peru! Que é feio pra cacete e não voa.
Moral da história, senhoras e senhores: se a coisa está ruim, não invente. Gambiarra não funciona.
Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

DOIS DESTINOS


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Ricardo e Zé, nordestinos, resolveram morar em São Paulo. O primeiro foi ocupar um cargo na diretoria de uma sólida e grande empresa. Zé, semianalfabeto, viajou com a coragem e a cara, além da mulher e um filho de três anos, na esperança de conseguir trabalho. Na cidade grande, Ricardo, executivo importante, analisava e discutia diariamente os agregados econômicos do País, as taxas de juros, de câmbio, o “spread” bancário, enfim o comportamento dos indicadores com vistas à obtenção de lucros crescentes. Morava num bairro nobre da Capital. Possuía belos automóveis, lanchas, haras, aeronaves e frequentemente viajava ao exterior, a negócios ou fazer turismo. Seu padrão de vida era muito elevado; não sei se o nível de felicidade também o era. Por sua vez, Zé conseguiu, por acaso, uma colocação de auxiliar de portaria no condomínio habitado pelo dr. Ricardo. O pobre zelador ficou muito feliz. Recolhia o lixo, cuidava do jardim, vigiava os portões e ganhava o salário mínimo, com a promessa de ter a carteira assinada. Zé, infelizmente, não conseguiu estudar. Foi vítima, como muitos, das injustiças da sociedade. Passava os dias servindo aos moradores do rico condomínio paulistano e as noites, com a mulher e o filho na favela Jardim Ângela, dormindo num barraco coberto por papelão e feito de madeira usada. O mais triste aconteceu: numa noite que Ricardo recepcionava a “high society”, o filho de Zé, subnutrido, com pneumonia, faleceu na fila do SUS. Pobre Zé, vítima também da perversa distribuição de renda. Vida sem esperança e solidariedade. Ademais, para uma criança ser saudável e promissora, é fundamental uma boa educação cognitiva e comportamental. Assim, quem educa está praticando um ato de amor a Deus. Segundo Santo Agostinho: “O supérfluo dos ricos é o necessário dos pobres”.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 24/1/2020.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

COMO OS BURROS CHEGARAM NO PODER?


Era uma vez um rei que queria muito ir pescar. Para garantir que teria um bom dia, ele decidiu chamar o seu meteorologista e perguntar como seria o clima nas próximas horas. O funcionário o tranquilizou, afirmando que o rei poderia ir tranquilo, pois não iria chover.
Como sua namorada morava perto do local da pesca, o rei vestiu suas melhores e mais caras roupas. Ao longo do caminho, o monarca encontrou um fazendeiro montado em um burro, que lhe disse:
- Vossa Majestade, é melhor voltar ao castelo, vai chover muito hoje.
É claro que o rei continuou em seu caminho, pensando: "Eu pago muito dinheiro a um especialista no assunto, esse homem não sabe do que está falando!"
Algumas horas mais tarde, começou a chover torrencialmente. O rei ficou completamente encharcado e apenas passou vergonha na frente de sua namorada, que não parava de rir do seu estado. Furioso, o rei voltou ao palácio e mandou seu funcionário embora. Então, pediu que buscassem o fazendeiro para lhe oferecer o trabalho de meteorologista.
Chegando no castelo, o homem disse:
- Vossa Majestade, eu não entendo nada disso, só sei que quando as orelhas do meu burro estão viradas para baixo, significa que vai chover.
Por isso, o rei contratou o burro.
E assim surgiu a tradição de se contratar burros para os mais altos cargos de um governo...
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

domingo, 5 de novembro de 2017

GÊNESIS: a versão atualizada de 2017 pela esquerda...


 Fonte: Fotomontagem circulando por e-mail (internet) e i-phones.

sábado, 4 de novembro de 2017

Como duas meninas enganaram autor de Sherlock - e o mundo - com fotos de fadasBBC Brasil.


Menina britânica chocou o mundo com a divulgação de fotos com fadas, em 1920: era uma farsa Imagem: Granger Historical Picture Archive / Alamy Stock Photo
BBC Brasil.
Em 1920, uma notícia surpreendeu o mundo. Duas meninas britânicas disseram ter conseguido fotografar fadas. E para completar, o criador do famoso detetive Sherlock Holmes, o escritor Sir Arthur Conan Doyle, deu seu aval à história, dizendo que as fotos provavam que fadas de fato existiam.
As responsáveis pelas fotos, Elsie Wright, de 16 anos, e Frances Griffiths, de 9 anos, disseram ter fotografado as fadas no jardim da casa onde viviam, no norte da Inglaterra.
A história das meninas, com o endosso do famoso escritor, se alastrou pelo mundo e se manteve até 1983, quando Elsie Wright finalmente admitiu que as fadas eram falsas.
Mas como foi possível que duas meninas enganassem o mundo dessa maneira? A BBC tenta desvendar esse mistério com a ajuda da escritora Hazel Gaynor, que escreveu um romance baseado no caso. Ela falou ao programa Witness, do BBC World Service.
Jardim Encantado
A história começa no jardim de uma casa no vilarejo de Cottingley, próximo à cidade inglesa de Leeds. Elsie Wright e sua prima Frances Griffiths passaram o verão de 1917 brincando no fundo do jardim, onde corria um riacho. E brincando - segundo elas - com fadas.
"Frances estava encantada com o local, a natureza e a atmosfera do lugar. Na vida adulta e até sua morte, ela sustentou a história de que ela e a prima tinham mesmo visto fadas ali", diz Gaynor.
A menina Frances Griffiths tinha se mudado da África do Sul, junto com a mãe, para morar com a tia, o tio e a prima no condado de Yorkshire, na Inglaterra, enquanto o pai lutava na Primeira Guerra Mundial.
"Ela ia brincar no jardim o tempo todo, ficava molhada, voltava com a roupa, os sapatos e as meias sujos, e sua mão pedia a ela que não fosse mais brincar lá. Um dia, para se justificar, Frances disse que queria brincar no jardim porque brincava com fadas", conta a escritora.
E foi essa declaração, feita de forma espontânea, que motivou Frances e Elsie a buscarem uma forma de provar para a mãe de Frances que a menina estava dizendo a verdade.
Elas pegaram emprestada a câmera do pai de Elsie e decidiram "fotografar" as fadas.
"Talvez a foto mais famosa seja a de Frances. Ela está posicionada na margem (do rio), com uma cachoeira ao fundo. Ela está inclinada para a frente, olhando para cinco fadas que dançam animadamente."
"A segunda foto é de Elsie, a mais velha. Ela está em um campo junto do que, na época, se estabeleceu ser um gnomo que parece estar caminhando na direção dela."
Meio século mais tarde, Elsie descreveu para a BBC o que ela teria visto naquele dia, em 1917.
"Este é o lugar onde vi o gnomo. Eu estava aqui e Elsie estava ali, com a câmera. O gnomo veio de trás daquela árvore, caminhou até onde eu estava. Eu achei que ele ia me tocar e estendi o braço, mas ele desapareceu. Eles eram assim, chegavam perto e depois desapareciam", disse Wright.
As fotos são de ótima qualidade, se considerarmos o período e o fato de que foram tiradas por meninas. E as fadas não têm aparência etérea. Pelo contrário, são bastante sólidas.
Aos olhos de hoje, as fadas são claramente bidimensionais e as fotos, como um todo, excessivamente posadas.

Fotos tiveram repercussão mundial e convenceram muita gente Imagem: Granger Historical Picture Archive / Alamy Stock Photo
Mundo Espiritual
Durante alguns anos, foram guardadas pela família, como uma espécie de piada. No entanto, três anos após o fim da Primeira Guerra, a mãe de Elsie - como muitos britânicos naquele período - começou a se interessar por Teosofia.
"Era um movimento que investigava ideias a respeito do mundo espiritual, procurando dimensões alternativas onde pudesse existir vida. Se você leva essa ideia um pouco mais longe, você pode considerar a possibilidade de que fadas e outros seres místicos realmente existam entre nós", pondera Gaynor.
"As pessoas estavam desesperadas. Tentavam se agarrar a qualquer coisa que pudesse trazer respostas à questão, por que o Deus cristão tinha permitido os horrores das trincheiras?"
Na Grã-Bretanha, ao final da Primeira Grande Guerra, milhões de pessoas haviam perdido entes queridos. Abundavam questionamentos, no país, sobre sociedade, religião e a vida após a morte.
Foi nesse contexto que as mães das meninas decidiram ir a uma reunião da sociedade de teosofia da região para participar de uma discussão sobre a vida das fadas. Elas levaram consigo as fotos das filhas, e as imagens despertaram grande interesse.
Pouco tempo depois, as fotos foram parar nas mãos de um importante membro da sociedade, o escritor Sir Arthur Conan Doyle.
"Na época em que tomou conhecimento das fotos, ele já havia recebido uma encomenda (da publicação) Strand Magazine para escrever um artigo sobre a vida das fadas. Ele rapidamente pediu a especialistas em fotografia que analisassem as fotos para estabelecer se eram genuínas. Elas foram declaradas autênticas. Segundo os especialistas, não havia evidências de falsificação. Então, quando Conan Doyle escreveu seu artigo, usou as fotos para embasar sua afirmação de que a vida das fadas era real. E se alguém tivesse dúvida, aqui estava a evidência fotográfica", conta Gaynor.
A febre das fadas tomou conta da nação e as fotos foram levadas em turnê pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos.
Meio século mais tarde, Elsie continuava a defendê-las.
"O que as pessoas não conseguem entender é que as fotos foram tiradas em dias nublados, mas as fadas estavam iluminadas. Elas pareciam emitir luz, e pareciam se mover."
A história sobreviveu mais alguns anos, até que, em 1983, Elsie finalmente confessou à BBC: ela havia desenhado e recortado as figuras em papel cartão. E para que aparentassem estar suspensas no ar, tinha colado as figuras em palitos fincados no solo.
"Por que você decidiu admitir a verdade, tantos anos depois?", perguntou o jornalista da BBC.
"Tenho três netas, não quero que essa história se estenda para sempre. Achei melhor esclarecer isso de uma vez por todas."

Pós-guerra

Mas como foi possível que uma fantasia de duas meninas convencesse tantas pessoas importantes como Sir Arthur Conan Doyle?
"Ele tinha um tio que era ilustrador de livros de contos de fadas, e o pai de Conan Doyle também se interessava por histórias de fadas", conta Gayle.
Mas havia ainda uma outra conexão com a família das meninas. Assim como o pai de Frances, o filho de Conan Doyle tinha lutado na guerra. E morrido.
"Ele tinha perdido o filho. Acho que sentia grande culpa, pois havia incentivado esse filho a ir para a guerra. Além disso, também havia se envolvido na propaganda da guerra, para aumentar o número de recrutas. Acho que ele se sentia responsável e culpado."
Esse é quase o final da história. Existe uma quinta foto, onde aparecem apenas fadas, emanando luz, que parecem emergir de um ninho de grama. Essa foto, Frances insistiu até o fim, era realmente verdadeira.
"Quanto mais eu pesquiso, mais me interesso pela vida de Frances. Uma menina que se mudou de seu país, seu pai foi lutar na guerra... Talvez as condições fossem perfeitas para que ela se conectasse com uma outra esfera. Acho que é muito mais encantador acreditarmos que há um elemento de verdade nessa história."
O livro de Hazel Gaynor chama-se The Cottingley Secret e foi publicado pela editora Harper Collins.
Fonte: BBC Brasil, 17/09/2017. Fotos Pin it.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

CRIME PERVERSO

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
José estava sem namorada. Tentava conquistar algumas garotas da Faculdade e não obtinha êxito. Era considerado um aluno medíocre, mas um bom rapaz. Certo dia, no restaurante da Universidade sentou-se à mesa com a bonita e meiga Beth. Conversa vai, conversa vem houve uma simpatia recíproca. Ambos ficaram satisfeitos e marcaram um encontro no próximo fim de semana para assistirem “Melodia Imortal”, filme sucesso da época, com Tyrone Power e Kim Novak, dentre outros, no elenco. Viram a película, gostaram muito, e foram lanchar. Começou naquele momento uma bela história de amor. Ambos cada vez mais apaixonados, constantemente faziam planos para o futuro. Ficaram noivos, as duas famílias gostaram e marcaram o casamento para o final do ano seguinte, quando ele se formava em Direito e ela em Administração. O tempo passou rápido. José e Beth contraíram núpcias. Foram trabalhar na mesma empresa industrial. Os dois mostravam muita dedicação e agradavam, plenamente, aos diretores da Indústria. Tinham uma vida normal. Apesar dos bons salários, não demonstravam qualquer atitude arrogante. Eram duas pessoas humildes e prestativas. Todavia, o destino foi cruel. Beth, já grávida de 7 meses, dirigindo-se sozinha para sua residência, no final da tarde, foi assaltada e assassinada por dois bandidos. Morte trágica. Quanta covardia! José muito sofreu. Como forma de amenizar a forte tristeza, ingressou num mosteiro cristão, dedicando-se à oração e ao trabalho realizado pelos monges. No entanto, acreditou na justiça dos homens e nunca perdeu a fé em Deus. Infelizmente, às vezes, a vida é assim.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 9/12/2016.

domingo, 30 de abril de 2017

ANEDOTAS DO QUINTINO VI



Quintino Cunha era um notável poeta. Ficou famoso por motivos menos nobres é verdade, mas não menos interessantes. As suas respostas ferinas às provocações, as suas atuações como advogado dos oprimidos e a sua inteligência invejável e invejada, fizeram dele um mito. Muitas histórias surgiram e foram atribuídas ao Quintino. Nem todas são verídicas, mas a maioria tem registro. Aqui estão algumas das mais curiosas e também as suas melhores poesias. Esta seção pretende fazer justiça ao mérito de Quintino como poeta, já que, como repentista, é incontestável. Além disso, visa preencher uma lacuna. Até então, não existia nenhuma alusão ao célebre cearense na internet.

Filomeno Gomes
Chamado para defender um réu em Natal, viu-se o poeta no júri às voltas com um promotor estreante que, de uma só vez, citou três grandes juristas franceses solidificando a sua tese.
Quintino, sem perder a oportunidade, pediu a palavra e fez também as suas "citações"... Começando assim:
- Como dizia o grande Filomeno Gomes, "a lei não deve ser flexível, e sim rígida, coesa, soberana e forte"...
Foi o bastante, o réu absolvido e o Tribunal vibrando com as "citações"...
O advogado da acusação dirigiu-se depois, solene, ao Quintino:
- Nobre colega e bom mestre! Por favor, repita aquela citação sábia do grande jurista Filomeno Gomes...
- Coisa nenhuma! Respondeu o Quintino, Filomeno Gomes é um fabricante de cigarros lá do Ceará...
 (Plautus Cunha - Anedotas do Quintino
Fonte: Internet (circulando por e-mail e sem autoria definida).
Nota: Muitos causos de Quintino Cunha foram contados por seu filho Plautus Cunha, no livro Anedotas do Quintino. 16a Edição. Fortaleza-CE: Editora Ângelo Accetti, 1974.

sexta-feira, 31 de março de 2017

ANEDOTAS DO QUINTINO V

Quintino Cunha era um notável poeta. Ficou famoso por motivos menos nobres é verdade, mas não menos interessantes. As suas respostas ferinas às provocações, as suas atuações como advogado dos oprimidos e a sua inteligência invejável e invejada, fizeram dele um mito. Muitas histórias surgiram e foram atribuídas ao Quintino. Nem todas são verídicas, mas a maioria tem registro. Aqui estão algumas das mais curiosas e também as suas melhores poesias. Esta seção pretende fazer justiça ao mérito de Quintino como poeta, já que, como repentista, é incontestável. Além disso, visa preencher uma lacuna. Até então, não existia nenhuma alusão ao célebre cearense na internet.
Até flecha...
Viajando para S. Mateus, em companhia de um caboclo taciturno, no meio da viagem, sol a pino, o poeta convidou o seu guia para tomar um "trago". O caboclo paraibano respondeu:
- Seu doutor eu não bebo “arco” (álcool, no linguajar do matuto)!
- Pois do jeito que eu vou aqui, engulo até flecha. Diz o Quintino.
(Plautus Cunha -Anedotas do Quintino) 
Pernas de Cadeira
O professor Anacleto de Queiroz exigia que seus alunos lhe obedecessem sem tirar nem uma vírgula nas suas ordens. O professor admirava o talento do poeta e por isso, Quintino ainda não havia sido expulso do Ginásio Cearense.
Grande número de traquinagens colocava o poeta em primeiro plano. Em compensação, suas notas eram sempre as melhores, exclusivamente pela sua inteligência.
Certa ocasião, o professor quando atravessava uma sala, encontrou o Quintino lendo e displicentemente, com os pés em cima de uma cadeira. O professor pigarreou e disse:
- Quintino, tire os pés da cadeira!
Meia hora depois, Quintino comparece à secretaria, conduzindo as peças (pés) que arrancara da cadeira.
(Plautus Cunha -Anedotas do Quintino)
O Pente para Cachorro
Os alunos do Liceu do Ceará estavam sempre a postos para retrucar a forma, hoje poderíamos dizer, Lungueana (referindo-se ao Seu Lunga) de Quintino. Depois de confabularem entre si um deles aproximou-se do professor e pediu:
- Mestre me empreste o pente.
Quintino retirou um pente do bolso da calça e o entregou ao aluno. Depois de pentear sua cabeleira à vontade o pestinha provocou:
- Mas mestre isto parece mais pente pra cachorro!
De forma muito natural, Quintino retirou outro pente, agora de dentro do paletó, mostrou-o e disse:
- Este que estás usando realmente é pra cachorro.
E mostrando o outro pente disse:
- Eu pessoalmente uso este aqui.
(Enviada por Eristow Nogueira)
Fonte: Internet (circulando por e-mail e sem autoria definida).
Nota: Muitos causos de Quintino Cunha foram contados por seu filho Plautus Cunha, no livro Anedotas do Quintino. 16a Edição. Fortaleza-CE: Editora Ângelo Accetti, 1974.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

ANEDOTAS DO QUINTINO IV


Quintino Cunha era um notável poeta. Ficou famoso por motivos menos nobres é verdade, mas não menos interessantes. As suas respostas ferinas às provocações, as suas atuações como advogado dos oprimidos e a sua inteligência invejável e invejada, fizeram dele um mito. Muitas histórias surgiram e foram atribuídas ao Quintino. Nem todas são verídicas, mas a maioria tem registro. Aqui estão algumas das mais curiosas e também as suas melhores poesias. Esta seção pretende fazer justiça ao mérito de Quintino como poeta, já que, como repentista, é incontestável. Além disso, visa preencher uma lacuna. Até então, não existia nenhuma alusão ao célebre cearense na internet.
A Paciência do Juiz
Em uma cidade do interior cearense, das muitas pelas quais Quintino andava, um rico e portanto importante morador achava de insultar sempre um pobre e infeliz bêbado muito popular na cidade.
- Bêbado safado! Vagabundo! Corno!
E todo dia era a mesma história. Durante dez anos o pobre homem aguentou as ofensas. Mas um dia a paciência acabou e o bêbado matou o ofensor.
Nenhum advogado queria defender o coitado. Quintino, sabendo do acontecido, logo se apresentou como advogado deste.
No júri, o promotor praticamente liquidou com as chances de defesa do inditoso acusado.
Já o Quintino, iniciou com estas palavras:
- Meritíssimo senhor juiz!
- Meritíssimo senhor juiz!
- Meritíssimo senhor juiz!
Por dez minutos o intrépido advogado repetiu essas palavras dando uma leve batida na mesa. O juiz se impacientou e falou:
- Doutor Quintino, eu não aguento mais, pare com isso e comece logo!
Era só o que o Quintino queria ouvir para arrasar o argumento do promotor.
- Meritíssimo senhor juiz, por apenas dez minutos eu repeti um respeitoso elogio e Vossa Excelência já se impacientou. Imagine então, um homem aguentar, por dez anos seguidos, os maiores insultos, pelo simples motivo de se embriagar...
O acusado foi absolvido por unanimidade.
(Do anedotário popular - Redação: Ceará-moleque)
Advogado bom pra cachorro...
Quintino, na função de advogado, estava em seu escritório quando chega um cliente, e os dois põem-se a discutir.
- Então, Dr. se o cachorro do meu vizinho entra na minha casa e come dois quilos de carne que estavam sobre a pia, eu tenho direito de pedir indenização?
- Claro que sim, meu amigo!
- Então, Dr. passe-me C$20,00, pois o cachorro era o seu!
- Pois não... Mas, antes me dê C$30, 00, pois a consulta custa C$50,00!
Enviada pelo colaborador: Sandro Roberto Veloso de Araújo
Nota: O dinheiro da época de Quintino, provavelmente, era outro.
O Prato de capim
Quintino era um bom aluno. Às vezes, no entanto, tirava notas baixas por causa de sua mania de dar respostas irônicas quando as perguntas do professor eram capciosas, mania esta, de certo professor do ginásio que Quintino frequentava.
Estava Quintino numa sabatina e o professor muito irritado, com as respostas irônicas e fora da matéria, quando entra na sala o bedel e pergunta se o mestre deseja alguma coisa. O Professor diz para o bedel:
- Traga um prato de capim!
Quintino, olha para o bedel e diz:
- Pra mim, apenas um cafezinho!...
(Do anedotário popular - Redação: Ceará-moleque)
Fonte: Internet (circulando por e-mail e sem autoria definida).
Nota: Muitos causos de Quintino Cunha foram contados por seu filho Plautus Cunha, no livro Anedotas do Quintino. 16a Edição. Fortaleza-CE: Editora Ângelo Accetti, 1974.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

ESCOLHAS E EXPERIÊNCIAS

 
Chargista: não explícito.
Fonte: Circulando por e-mail (internet).

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A NOIVA


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Eis um causo de amor e dor. Jacinta, moça prendada e estudiosa, era admirada por José, rapaz dotado de bom caráter, trabalhador, porém não possuía recursos financeiros. O pai da donzela queria que a filha namorasse Ricardo, jovem arrogante e filho de um rico empresário; não tinha boas intenções. Jacinta, sem desejar magoar o seu grosseiro genitor, e ouvindo as ponderações pacificadoras da mãe, cedeu e, sem esquecer José, passou a namorar o vaidoso jovem rico. José, humildemente, recolheu-se pensando que tinha caído no esquecimento da triste moça. Por sua vez, o interesseiro pai propôs o noivado da filha com Ricardo. Este concordou e marcou para o final do ano, cerca de seis meses, o enlace matrimonial. “Seu” Chico, orgulhoso, vendeu uma pequena propriedade rural para custear a festa de casamento, o enxoval e a confecção do vestido da noiva. Passaram-se os dias. Jacinta, apesar de gostar de José, mantinha-se fiel a Ricardo aguardando o dia do casamento. Vivendo às custas do pai, o “rabo de burro” (expressão usada no Ceará há aproximadamente 60 anos) era assíduo frequentador dos prostíbulos da cidade, explorando infelizes mulheres, e também um contumaz alcoólatra. Certo dia, antes do matrimônio, apareceram na casa do “Seu” Chico duas mulheres levando documentos mostrando que Ricardo era bígamo. O velho tomou um susto, teve um infarto, não resistiu e morreu. Jacinta e sua mãe denunciaram Ricardo. Apesar do dinheiro, foi julgado, condenado e preso. José reaproximou-se de Jacinta e, com amor, conforme as Leis de Deus e dos homens contraíram núpcias. A vida, às vezes, é assim.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 30/9/2016.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

ANEDOTAS DO QUINTINO III


Quintino Cunha era um notável poeta. Ficou famoso por motivos menos nobres é verdade, mas não menos interessantes. As suas respostas ferinas às provocações, as suas atuações como advogado dos oprimidos e a sua inteligência invejável e invejada, fizeram dele um mito. Muitas histórias surgiram e foram atribuídas ao Quintino. Nem todas são verídicas, mas a maioria tem registro. Aqui estão algumas das mais curiosas e também as suas melhores poesias. Esta seção pretende fazer justiça ao mérito de Quintino como poeta, já que, como repentista, é incontestável. Além disso, visa preencher uma lacuna. Até então, não existia nenhuma alusão ao célebre cearense na internet.
A Repartição
Quintino entra numa repartição do governo - Comissão de Estradas e Rodagens. O tesoureiro, que, no momento, contava dinheiro, quis impedir a sua entrada.
- Não pode entrar, aqui é uma Repartição!
- Então cheguei em boa hora. Reparta comigo, diz o poeta.
Mas, o tesoureiro insiste:
- Doutor Quintino, isto aqui é uma comissão!
- Melhor ainda. Diz o poeta. - Quero "comer" também!
(Plautus Cunha - Anedotas do Quintino)
Fazendinha da Fome
Quintino, certa feita, foi convidado a passar um final de semana em uma fazenda de um conhecido. Lá chegando na sexta-feira à noite foi muito bem recebido pelo dono da casa e pelos serviçais. Apesar disso, passaram-se as horas e nenhuma comida era servida. Por volta do horário da ceia foi servido um caldinho de bila (consomê de feijão verde) acompanhado duma nesga de pão passado na nata, e pronto!
Passou-se assim o sábado, no mesmo modelo. Porém, com uma noite de apetitosos sonhos com pão de milho no leite do coco, coalhada, mel de rapadura, carne de sol, um alguidar cheio de farinha de mandioca e os beijus saindo de dentro, de quebra um copo de quibebe de murici ou um copo duplo da garapa de cana com limão. Acordou babando. Com as tripas revirando de fome vestiu as calças pulou a janela e logo no caminho recitou:
"Adeus fazendinha da fome
jamais me verás tu
aqui criei ferrugem  nos dentes
e teia de aranha no cu ".
(Enviada por Eristow Nogueira)
Quintino no bonde
Quintino entrou no bonde e procurou lugar para se sentar. Logo viu um assento vago ao lado de uma senhora com ares muito antipáticos. Mesmo assim resolveu se sentar e educadamente pediu licença:
- Por favor, posso me sentar?
A senhora olhou para o Quintino com desdém e perguntou:
- Com esta cara?...
Quintino não se fez de rogado e respondeu calmamente:
- Não senhora, com está bunda!...
(Do anedotário popular - Redação: Ceará-Moleque)
Fonte: Internet (circulando por e-mail e sem autoria definida).
Nota: Muitos causos de Quintino Cunha foram contados por seu filho Plautus Cunha, no livro Anedotas do Quintino. 16a Edição. Fortaleza-CE: Editora Ângelo Accetti, 1974.

sábado, 18 de julho de 2015

O URSO E O COELHINHO FELPUDO

 
Fonte: Historinha circulando por e-mail (internet) de autoria não mencionada.

sábado, 4 de julho de 2015

A MINHOQUINHA


A MINHOQUINHA
O Príncipe Encantado encontra Branca de Neve e pergunta:
- Quer casar comigo?
- Claro, majestade.
O Príncipe Encantado mostra o pênis e pergunta:
- Você sabe o que é isto?
- Seu belo pinto, Príncipe.
- Vou embora. Quero uma mulher inocente. 

O Príncipe vai então à casa da Gata Borralheira e pergunta:
- Quer casar comigo?
- Claro que sim.
O Príncipe Encantado tira o troço para fora e pergunta:
- Você sabe o que é isto?
- Seu pinto, viril Príncipe.
- Vou embora. Exijo uma mulher casta. 

O Príncipe encontra Chapeuzinho Vermelho na floresta e pergunta:
- Quer casar comigo?
- Claro, Alteza.
O Príncipe Encantado tira o pênis prá fora e pergunta:
- O que é isso?
- Isso é uma minhoquinha, meu Príncipe.
Maravilhado com a inocente Chapeuzinho Vermelho, o Príncipe Encantado casa-se com ela. Na noite de núpcias o Príncipe fala para Chapeuzinho:
- Isto aqui é um pinto, meu amor.
E ela fala:
- Não, meu Príncipe. Isso é uma minhoquinha. PINTO É O DO LOBO MAU!
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sábado, 6 de junho de 2015

O LIXO


Por Luís Fernando Veríssimo
Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612.
- É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
- Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim...
- É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas, como moro sozinha, às vezes sobra...
- A senhora... Você não tem família?
- Tenho, mas não aqui.
- No Espírito Santo.
- Como é que você sabe?
- Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
- É. Mamãe escreve todas as semanas.
- Ela é professora?
- Isso é incrível! Como foi que você adivinhou?
- Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
- O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
- Pois é...
- No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado.
- É.
- Más notícias?
- Meu pai. Morreu.
- Sinto muito.
- Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos.
- Foi por isso que você recomeçou a fumar?
- Como é que você sabe?
- De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
- É verdade. Mas consegui parar outra vez.
- Eu, graças a Deus, nunca fumei.
- Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo...
- Tranquilizantes. Foi uma fase. Já passou.
- Você brigou com o namorado, certo?
- Isso você também descobriu no lixo?
- Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel.
- É, chorei bastante, mas já passou.
- Mas hoje ainda tem uns lencinhos...
- É que eu estou com um pouco de coriza.
- Ah.
- Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
- É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
- Namorada?
- Não.
- Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha.
- Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
- Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte.
- Você já está analisando o meu lixo!
- Não posso negar que o seu lixo me interessou.
- Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia.
- Não! Você viu meus poemas?
- Vi e gostei muito.
- Mas são muito ruins!
- Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados.
- Se eu soubesse que você ia ler...
- Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela?
- Acho que não. Lixo é domínio público.
- Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso?
- Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que...
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
- No seu lixo ou no meu?
Fonte: Internet (texto atribuído a Luis Fernando Veríssimo)

sábado, 9 de maio de 2015

Sherlock Holmes e Dr. Watson no acampamento

Sherlock Holmes e Dr. Watson vão acampar. Montam a barraca e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho deitam-se para dormir.
Algumas horas depois, Holmes acorda e cutuca seu fiel amigo:
- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.
Watson responde:
- Vejo milhares e milhares de estrelas...
Holmes então pergunta:
- E o que isso significa?
Watson pondera por um minuto e depois enumera:
1) Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias e, potencialmente, bilhões de planetas.
2) Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte.
3) Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03h15min pela altura em que se encontra a Estrela Polar.
4) Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e somos pequenos e insignificantes.
5) Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia amanhã. Correto?
Holmes fica um minuto em silêncio, então responde:
- Watson, seu imbecil! Significa APENAS que alguém roubou nossa barraca!
A vida é simples... Nós é que complicamos as coisas.
Fonte: Internet (circulando por e-mail).
 

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