segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Método Paulo Freire ou Método Laubach?

Frank C. Laubach (sentado ao centro) com missionários protestantes em Lake Winnipesaukee, New Hampshire, no ano de 1961.

Por David Gueiros Vieira

O Método Laubach de alfabetização de adultos foi criado pelo missionário protestante norte-americano Frank Charles Laubach (1884 – 1970). Desenvolvido por Laubach nas Filipinas, em 1915, subseqüentemente foi utilizado com grande sucesso em toda a Ásia e em várias partes da América Latina, durante quase todo o século XX.

Em 1915, Frank Laubach fora enviado por uma missão religiosa à ilha de Mindanao, nas Filipinas, então sob o domínio norte-americano, desde o final da guerra EUA/Espanha. A dominação espanhola deixara à população filipina uma herança de analfabetismo total, bem como de ódio aos estrangeiros.

A população moura filipina era analfabeta, exceto os sacerdotes islamitas, que sabiam ler árabe e podiam ler o Alcorão. A língua maranao (falada pelos mouros) nunca fora escrita. Laubach enfrentava, nessa sua missão, um problema duplo: como criar uma língua escrita, e como ensinar essa escrita aos filipinos, para que esses pudessem ler a Bíblia. A existência de 17 dialetos distintos, naquele arquipélago, dificultava ainda mais a tarefa em meta.

Com o auxílio de um educador filipino, Donato Gália, Laubach adaptou o alfabeto inglês ao dialeto mouro. Em seguida adaptou um antigo método de ensino norte-americano, de reconhecimento das palavras escritas por meio de retratos de objetos familiares do dia-a-dia da vida do aluno, para ensinar a leitura da nova língua escrita. A letra inicial do nome do objeto recebia uma ênfase especial, de modo que aluno passava a reconhecê-la em outras situações, passando então a juntar as letras e a formar palavras.

Utilizando essa metodologia, Laubach trabalhou por 30 anos nas Filipinas e em todo o sul da Ásia. Conseguiu alfabetizar 60% da população filipina, utilizando essa mesma metodologia. Nas Filipinas, e em toda a Ásia, um grupo de educadores, comandado pelo próprio Laubach, criou grafias para 225 línguas, até então não escritas. A leitura dessas línguas era lecionada pelo método de aprendizagem acima descrito. Nesse período de tempo, esse mesmo trabalho foi levado do sul da Ásia para a China, Egito, Síria, Turquia, África e até mesmo União Soviética. Maiores detalhes da vida e trabalho de Laubach podem ser lidos na Internet, no site Frank Laubach.

Na América Latina, o método Laubach foi primeiro introduzido no período da 2ª Guerra Mundial, quando o criador do mesmo se viu proibido de retornar à Ásia, por causa da guerra no Pacífico. No Brasil, este foi introduzido pelo próprio Laubach, em 1943, a pedido do governo brasileiro. Naquele ano, esse educador veio ao Brasil a fim de explicar sua metodologia, como já fizera em vários outros países latino-americanos.

Lembro-me bem dessa visita, pois, ainda que fosse muito jovem, cursando o terceiro ano Ginasial, todos nós estudantes sabíamos que o analfabetismo no Brasil ainda beirava a casa dos 76% – o que muito nos envergonhava – e que este era o maior empecilho ao desenvolvimento do país.

A visita de Laubach a Pernambuco causou grande repercussão nos meios estudantis. Ele ministrou inúmeras palestras nas escolas e faculdades — não havia ainda uma universidade em Pernambuco — e conduziu debates no Teatro Santa Isabel. Refiro-me apenas a Pernambuco e ao Recife, pois meus conhecimentos dos eventos naquela época não iam muito além do local onde residia.

Houve também farta distribuição de cartilhas do Método Laubach, em espanhol, pois a versão portuguesa ainda não estava pronta. Nessa época, a revista Seleções do Readers Digest publicou um artigo sobre Laubach e seu método — muito lido e comentado por todos os brasileiros de então, que, em virtude da guerra, tinham aquela revista como único contato literário com o mundo exterior.

Naquele ano, de 1943, o Sr. Paulo Freire já era diretor do Sesi, de Pernambuco — assim ele afirma em sua autobiografia — encarregado dos programas de educação daquela entidade. No entanto, nessa mesma autobiografia, ele jamais confessa ter tomado conhecimento da visita do educador Laubach a Pernambuco. Ora, ignorar tal visita seria uma impossibilidade, considerando-se o tratamento VIP que fora dado àquele educador norte-americano, pelas autoridades brasileiras, bem como pela imprensa e pelo rádio, não havendo ainda televisão. Concomitante e subitamente, começaram a aparecer em Pernambuco cartilhas semelhantes às de Laubach, porém com teor filosófico totalmente diferente. As de Laubach, de cunho cristão, davam ênfase à cidadania, à paz social, à ética pessoal, ao cristianismo e à existência de Deus. As novas cartilhas, utilizando idêntica metodologia, davam ênfase à luta de classes, à propaganda da teoria marxista, ao ateísmo e a conscientização das massas à sua “condição de oprimidas”. O autor dessas outras cartilhas era o genial Sr. Paulo Freire, diretor do Sesi, que emprestou seu nome à essa “nova metodologia” — da utilização de retratos e palavras na alfabetização de adultos — como se a mesma fosse da sua autoria.

Tais cartilhas foram de imediato adotadas pelo movimento estudantil marxista, para a promulgação da revolução entre as massas analfabetas. A artimanha do Sr. Paulo Freire “pegou”, e esse método é hoje chamado Método Paulo Freire, tendo o mesmo sido apadrinhado por toda a esquerda, nacional e internacional, inclusive pela ONU.

No entanto, o método Laubach — o autêntico — fora de início utilizado com grande sucesso em Pernambuco, na alfabetização de 30.000 pessoas da favela chamada “Brasília Teimosa”, bem como em outras favelas do Recife, em um programa educacional conduzido pelo Colégio Presbiteriano Agnes Erskine, daquela cidade. Os professores eram todos voluntários. Essa foi a famosa Cruzada ABC, que empolgou muita gente, não apenas nas favelas, mas também na cidade do Recife, e em todo o Estado. Esse esforço educacional é descrito em seus menores detalhes por Jules Spach, no seu recente livro, intitulado, Todos os Caminhos Conduzem ao Lar (2000).

O Método Laubach foi também introduzido em Cuba, em 1960, em uma escola normal em Bágamos. Essa escola pretendia preparar professores para a alfabetização de adultos. No entanto, logo que Fidel Castro assumiu o controle total do poder em Cuba, naquele mesmo ano, todas as escolas foram nacionalizadas, inclusive a escola normal de Bágamos. Seus professores foram acusados de “subversão”, e tiveram de fugir, indo refugiar-se em Costa Rica, onde continuaram seu trabalho, na propagação do Método Laubach, criando então um programa de alfabetização de adultos, chamado Alfalit.

A organização Alfalit foi introduzida no Brasil, e reconhecida pelo governo brasileiro como programa válido de alfabetização de adultos. Encontra-se hoje na maioria dos Estados: Santa Catarina (1994), Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Sergipe, São Paulo, Paraná, Paraíba e Rondônia (1997); Maranhão, Pará, Piauí e Roraima (1998); Pernambuco e Bahia (1999).

A oposição ao Método Laubach ocorreu desde a introdução do mesmo, em Pernambuco, no final da década de 1950. Houve tremenda oposição da esquerda ao mencionado programa da Cruzada ABC, em Pernambuco, especialmente porque o mesmo não conduzia à luta de classes, como ocorria nas cartilhas plagiadas do Sr. Paulo Freire. Mais ainda, dizia-se que o programa ABC estava “cooptando” o povo, comprando seu apoio com comida, e que era apenas mais um programa “imperialista”, que tinha em meta unicamente “dominar o povo brasileiro”.

Como a fome era muito grande na Brasília Teimosa, os dirigentes da Cruzada ABC, como maneira de atrair um maior número de alunos para o mesmo, se propuseram criar uma espécie de “bolsa-escola” de mantimentos. Era uma cesta básica, doada a todos aqueles que se mantivessem na escola, sem nenhuma falta durante todo o mês. Essa bolsa-escola tornou-se famosa no Recife, e muitos tentavam se candidatar a ela, sem serem analfabetos ou mesmo pertencentes à comunidade da Brasília Teimosa. Bolsa-escola fora algo proposto desde os dias do Império, conforme pode-se conferir no livro de um educador do século XIX, Antônio Almeida, intitulado O Ensino Público, reeditado em 2003 pelo Senado Federal, com uma introdução escrita por este Autor.

No entanto, a idéia da bolsa-escola foi ressuscitada pelo senhor Cristovam Buarque, quando governador de Brasília. Este senhor, que é pernambucano, fora estudante no Recife nos dias da Cruzada ABC, tão atacada pelos seus correligionários de esquerda. Para a esquerda recifense, doar bolsa-escola de mantimentos era equivalente a “cooptar” o povo. Em Brasília, como “idéia genial do Sr. Cristovam Buarque”, esta é hoje abençoada pela Unesco, espalhada por todo o mundo e não deixa de ser o conceito por trás do programa Fome Zero, do ilustre Presidente Lula.

O sucesso da campanha ABC — que incluía o Método Laubach e a bolsa-escola — foi extraordinário, sendo mais tarde encampado pelo governo militar, sob o nome de Mobral. Sua filosofia, no entanto, foi modificada pelos militares: os professores eram pagos e não mais voluntários, e a bolsa-escola de alimentos não mais adotada. Este novo programa, por razões óbvias, não foi tão bem-sucedido quanto a antiga Cruzada ABC, que utilizava o Método Laubach.

A maior acusação à Cruzada ABC, que se ouvia da parte da esquerda pernambucana, era que o Método Laubach era “amigo da ignorância” — ou seja, não estava ligado à teoria marxista, falhavam em esclarecer seus detratores — e que conduzia a “um analfabetismo maior”, ou seja, ignorava a promoção da luta de classes, e defendia a harmonia social. Recentemente, foi-me relatado que o auxílio doado pelo MEC a pelo menos um programa de alfabetização no Rio de Janeiro — que utiliza o Método Laubach, em vez do chamado “Método Paulo Freire” — foi cortado, sob a mesma alegação: que o Método Laubach estaria “produzindo o analfabetismo” no Rio de Janeiro. Em face da recusa dos diretores do programa carioca, de modificarem o método utilizado, o auxílio financeiro do MEC foi simplesmente cortado.

Não há dúvida que a luta contra o analfabetismo, em todo o mundo, encontrou seu instrumento mais efetivo no Método Laubach. Ainda que esse método hoje tenha sido encampado sob o nome do Sr. Paulo Freire. Os que assim procederam não apenas mudaram o seu nome, mas também o desvirtuaram, modificando inclusive sua orientação filosófica. Concluindo: o método de alfabetização de adultos, criado por Frank Laubach, em 1915, passou a ser chamado de “Método Paulo Freire”, em terras tupiniquins. De tal maneira foi bem-sucedido esse embuste, que hoje será quase que impossível desfazê-lo.

Referências:

AYRES, Antônio Tadeu. Como tornar o ensino eficaz. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, Rio de Janeiro, 1994.

BRINER, Bob. Os métodos de administração de Jesus. Ed. Mundo Cristão, SP, 1997.

CAMPOLO, Anthony. Você pode fazer a diferença. Ed. Mundo Cristão, SP, 1985.

GONZALES, Justo e COOK, Eulália. Hombres y Ángeles. Ed. Alfalit, Miami, 1999.

GONZALES, Justo. História de un milagro. Ed. Caribe, Miami (s.d.).

GONZALES, Luiza Garcia de. Manual para preparação de alfabetizadores voluntários. 3ª ed., Alfalit Brasil, Rio de Janeiro, 1994.

GREGORY, John Milton. As sete leis do ensino. 7ª ed., Rio de Janeiro, JUERP, 1994.

HENDRICKS, Howard. Ensinando para transformar vidas. Ed. Betânia, Belo Horizonte, 1999.

LAUBACH, Frank C.. Os milhões silenciosos falam. s. l., s.e., s.d.

MALDONADO, Maria Cereza. História da vida inteira. Ed. Vozes, 4ª ed., SP, 1998.

SMITH, Josie de. Luiza. Ed. la Estrella, Alajuela, Costa Rica, s.d.

SPACH, Jules. Todos os Caminhos Conduzem ao Lar. Recife, PE, 2000.

Nota do Blog: O autor David Gueiros Vieira é historiador. Artigo copiado de http://paraibarama.blogspot.com/2008/12/mtodo-paulo-freire-ou-mtodo-laubach.html, em 01.02.2011, e publicado originalmente em Mídia Sem Máscara, em 9 março de 2004.


ASPECTOS POLÍTICOS

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)

Buscar um mandato eletivo ou exercer uma atividade pública significa muita responsabilidade ética, moral e social. Aqueles que assumem um cargo na vida pública pensando em fazer negócios, agir de forma deslumbrada ou omissa, desenvolver tráfico de influências, dentre outras atitudes, não possuem sensibilidade social e muito menos moral, são dominados por forças da corrupção. Não são democratas. Por outro lado, a coerência programática e de boas ideias, abrangendo indicadores políticos, administrativos, econômicos e sociais, nos dão o caminho da justiça e da liberdade, sem opressão física ou moral, mas com capacidade de entendimento ético- jurídico. O objetivo da atividade estatal deve ser o bem comum e não a vantagem de uma minoria ou de alguns que estão temporariamente no governo. Lembremo-nos de Rousseau no "Contrato Social", quando preconizou a submissão do governo, até então dominado pelo absolutismo monárquico, a uma vontade geral - uma espiritualização da democracia. O embate e os jogos dos contrários constituem a essência dos sistemas democráticos. Mas uma regra se impõe: as democracias não podem ser ameaçadas pelas estratégias de emboscadas e conluios, bem como por atitudes aéticas e amorais, muito comuns em regimes fragilizados pela baixa institucionalização de sua vida política. É claro que a situação socioeconômica, notadamente nos países emergentes, ainda é muito grave, porém a desejada independência e harmonia dos poderes constituídos, a liberdade de imprensa, a autoestima e a consciência dos direitos e obrigações das pessoas são pontos básicos para a consolidação da democracia e, em consequência, a certeza de uma melhor qualidade de vida. Um país precisa de caminhos pavimentados pela crença e pela largueza de propósitos, observando-se, acima de tudo, os verdadeiros interesses da população. Para tanto, é fundamental que, principalmente a classe política tenha um comportamento compatível com a ética, a transparência e com o espirito público. Lembremos John F. Kennedy "Aqueles que impedem as revoluções pacificas preparam as revoluções sangrentas" e Dostoievsky: "O segredo da existência humana consiste não somente em viver, mas ainda em encontrar um motivo para viver".

(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 20/9/2021.

domingo, 19 de setembro de 2021

CELEBRANDO 65 ANOS DE CASADOS

Um casal de velhinhos fazia 65 anos de casados e foi a um restaurante festejar.

Diz o velhote:

- Minha rainha, onde queres que nos sentemos?

- Aqui, diz a velhinha.

- Princesa, queres um aperitivo?

- Sim, obrigada.

- Meu anjo, o que te apetece comer?

Ela pede o menu e faz o seu pedido.

- Meu doce, que vinho preferes?

O garçom mal podia acreditar no que ouvia.

A senhora vai ao banheiro e ele aproveita para falar com o velhinho:

- Que coisa linda! Como o senhor ainda consegue tratar a sua esposa com essas palavras tão carinhosas ao fim de tantos anos?

Rainha, princesa, anjo, doce.... Estou admirado! O velhote olha o garçom nos olhos e responde:

- Eu não consigo me lembrar do nome dessa véia...

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria definida.

A 19ª TURMA DE MÉDICOS DA UFC (1971)

Por Paulo Gurgel Carlos da Silva, pneumologista e escritor.

No início do ano letivo de 1966, selecionados pelo Concurso de Habilitação da Universidade Federal do Ceará (UFC), (1) estávamos reunidos em um auditório da Faculdade de Medicina para a aula inaugural de nosso curso de graduação.

Éramos 100 alunos, em maior parte nascidos no Ceará, jovens e com a predominância numérica do gênero masculino. Começávamos ali a dar os primeiros passos de um projeto comum que nos conduziria à profissão médica.

Como estava previsto, escolhemos os representantes da turma para as várias cadeiras ou disciplinas do primeiro ano (Anatomia, Embriologia e Histologia, Bioquímica e Estatística) e também o nome pelo qual a nossa turma seria designada. Por aclamação, foi escolhido o nome Andreas Vesalius, que era o nome de Andries van Wezel em sua forma latinizada.

Vesalius, o médico belga que é considerado o "pai da anatomia moderna", foi o autor de "De Humani Corporis Fabrica", um atlas de anatomia humana publicado em 1543. Sobre a escolha de seu nome para a designação da turma, aparentemente pesou a circunstância de ser a Anatomia, dentre as cadeiras da grade do primeiro ano, justamente a que mais empolgava os novatos. (2)

O médico belga foi, sem dúvida, merecedor àquele momento de nossa homenagem. Seu nome contribuiu para manter a coesão da 19.ª Turma de Medicina da UFC, em torno de algumas propostas que foram surgindo. Como, por exemplo, fazer uma grande excursão em ônibus fretado, por seis Estados brasileiros até o Uruguai e a Argentina. (3)

Foram longos anos de estudos em que procuramos aprender com afinco as 39 disciplinas que os mestres nos ensinaram.

Quando chegamos ao internato, ao ensejo da preparação do convite de formatura, deliberou-se pela adoção do nome Prof. Carlos Chagas, como forma de prestigiar o renomado médico e cientista brasileiro.

Em dezembro de 1971, recebemos o grau de médico pela UFC. Devido a inclusões e exclusões de colegas ao longo da graduação, somamos 97 em nossa formatura. (4)

Notas

(1) O Concurso constou de cinco provas: Física, Química, Biologia, Português e Inglês. Surpreendendo os candidatos com o poema "Surpresa", o processo seletivo de 1966 ficou conhecido como o "Vestibular da Cecília Meireles".

(2) Outros "pais" como o histologista Malpighi, o bioquímico Krebs e o estatístico Gauss não eram páreos.

(3) A excursão foi realizada no término do quarto ano. Ao que parece, fomos a primeira turma da Faculdade "a passar ainda além de Taprobana".

(4) Data de colação de grau: 18/12/1971. Reitor: Dr. Walter de Moura Cantídio. Diretor: Dr. Walder Bezerra de Sá. Patrono: Prof. João Barbosa Pires de Paula Pessoa. Paraninfo: Prof. Raimundo Porfírio Sampaio Neto.

Web/Bibliografia

http://www.ufc.br/memoria-da-ufc
http://www.ufc.br/noticias/noticias-de-2013/3587-historia-e-homenagens-abrem-comemoracoes-dos-65-anos-da-faculdade-de-medicina
http://www.medicina.ufc.br/wp-content/uploads/2019/10/alunos-egressos-1953-20171-min.pdf
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2011/07/medicos-formados-pela-ufc-em-1971-turma.html
Martins, JM. Faculdade de Medicina da UFC - Professores e Médicos Graduados. Edição do Cinquentenário (vol. III). Fortaleza: Imprensa Universitária, 2000. 304p.
Silva, MGCS (org.). Portal de memórias: Paulo Gurgel, um médico de letras. Fortaleza: Expressão Gráfica Editora, 2011. 200p. il. ISBN978-85-901665-4-5

Postado no Blog Família Gurgel-Carlos de Paulo Gurgel em 19/9/2021.

http://gurgel-carlos.blogspot.com/2021/09/a-19-turma-de-medicos-da-ufc-1971.html

DIFERENÇAS ENTRE ACOMPANHANTES

Pergunta do professor:

- Qual a diferença entre uma garota de programa, namorada, esposa e um traveco?

A classe toda ficou em silêncio até que o Joãozinho levantou a mão e respondeu:

- Pré-paga, Pós-paga, Plano controle e Gato net...

Joãozinho é fantástico!

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria definida.

sábado, 18 de setembro de 2021

O Anúncio Mais Importante dos Classificados de Jornal

Um determinado anúncio nos classificados de um dos jornais mais populares do país chamou bastante atenção:

"Solteira procura companheiro do sexo masculino. Não importa a raça.

Todos dizem que sou muito linda e eu adoro fazer joguinhos...

Adoro longas caminhadas na mata, passear de carro, caçar, acampar e pescar, passar noites aconchegantes de inverno junto à fogueira.

Jantares pontuais me farão comer na sua mão.

Me faça carinho da maneira certa e veja o que acontece...

Eu te receberei na porta sempre que chegar do trabalho, da maneira como eu vim ao mundo.

Beije-me e serei eternamente sua. Ligue para o número abaixo e peça para falar com Úrsula."

Mais de 15 mil homens entraram em contato com o Serviço de Adoção local a respeito de uma cadelinha da raça Labrador de oito meses de idade.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

QUEM É O SEU AMANTE?

Atribuído a Jorge Bucay – psicoterapeuta, psiquiatra e escritor.

“Muitas pessoas tem um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não tem, e as que tinham e perderam”.

Geralmente, são essas últimas que vem ao meu consultório, para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.

Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.

Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: “Depressão”, além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.

Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!!!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.

Há as que pensam: “Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas”?!

Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.

Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: “AMANTE” é aquilo que nos “apaixona”, é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

"O nosso “AMANTE ” é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes encontramos o nosso “AMANTE” em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas um amigo que nos desperta para vida.

Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto….

Enfim, é “alguém!” ou “algo” que nos faz “namorar a vida” e nos afasta do triste destino de “ir levando”!..

E o que é “ir levando”? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.

Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão, de que talvez possamos realizar algo amanhã.

Por favor, não se contente com “ir levando”; procure um amante, seja também um amante e um protagonista … DA SUA VIDA!

Acredite:

O trágico não é morrer, afinal a morte tem boa memória, e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver… Por isso, e sem mais delongas, procure um amante …

A psicologia após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:

“PARA ESTAR SATISFEITO(a), ATIVO(a) E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA”.

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).

 

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