sábado, 20 de julho de 2013

Arapongagem da Casa Branca: Dilma e Obama




Fonte: Circulando por e-mail (internet).

REENCARNAÇÃO BEM HUMORADA



Um casal fez um acordo que se existisse reencarnação, o primeiro a morrer informaria o outro como é que era.
O marido foi primeiro, contatou a mulher e contou-lhe:
– Meu Bem... levanto-me cedo e faço sexo. Tomo o café da manhã e vou para o campo de golfe.  Faço mais sexo, apanho sol e faço sexo mais algumas vezes.  Depois almoço, com muitos legumes e verduras, mais sexo... Depois do jantar, volto ao campo de golfe e faço mais sexo até anoitecer. Depois durmo muito bem para me recuperar e no dia seguinte recomeça tudo igual outra vez.
A mulher pergunta:
– Você está no Paraíso?
 Não... reencarnei e agora sou um coelho numa fazendinha em Atibaia.
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sexta-feira, 19 de julho de 2013

SOBRE O AMOR



Meraldo Zisman (*)
(Inspirado em trecho do Discurso de Platão)
Para recordar, o Banquete de Platão é considerado uma das principais obras do Mundo Clássico, escrito por volta de 380 a.C. Constitui-se, basicamente, de uma série de discursos sobre a natureza e as qualidades do amor, o mais antigo dos deuses e um dos mais poderosos. Contudo, é preciso saber separar o amor terreno e o amor divino, afirma o  comediógrafo Aristófanes (450[?]a.C. - 385[?]a.C.), explicando que existem duas modalidades de amores: o vulgar, passageiro, e o perene, entre duas almas.
Na Antiguidade, os dois sexos eram representados por um corpo unido, redondo como uma bola, com quatro braços, quatro mãos, quatro pés e dois rostos. Movimentava-se com tamanha rapidez, devido aos seus oito membros, como os raios de uma roda, em uma série de saltos contínuos. Terrível era a raça desses homens/mulheres. Dotado de tantos poderes, planejava atacar o deus Júpiter. Amedrontado, Júpiter cortou-lhe ao meio, retirando-lhe metade  de sua força. Foi assim que deus separou os dois sexos. Desde então, aquele corpo vem ele se consumindo, em um ardente desejo de se reunir à outra metade. A aspiração de voltar à forma antiga é designada como o amor, causa principal da tragédia humana.
Sócrates (470 a.C. - 399 a.C.) ao ouvir isso falou:
“Tudo bem, mas permitam-me, após ouvir tão sábias e eruditas explanações enunciar as minhas modestíssimas opiniões. O amor é o ardente anelo da alma humana pela beleza divina. O amante anseia não somente por encontrar a beleza, porém para criá-la, perpetuá-la, plantar no corpo a semente da imortalidade. É por isso que se amam os sexos uns aos outros, para se reproduzirem e, assim, prolongarem o tempo até a eternidade. É por isso que os pais amam os filhos. “Porque a alma dos pais afetuosos cria, não apenas filhos, mas, também, investigadores e companheiros, colaboradores e sucessores, na eterna busca da beleza.”
Após ter conhecimento da explanação de Sócrates, e de outros grandes filósofos clássicos, Mario Quintana (1906-1994) pediu licença para declamar uma poesia de sua autoria: 'Borboletas'.
"Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui para satisfazer as delas. Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém".
"As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida. Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz com a outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem gosta de você. O segredo é não cuidar das borboletas e, sim, cuidar do jardim, para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"
Caso eu estivesse por lá, não poderia ficar calado. Eu diria:
"É certo que neste mundo nada nos torna necessário, a não ser o amor.  Sem ele, estaríamos mortos. A causa de todas as doenças é quando separamos sexo do amor. Fazer sexo sem amor é o grande causador das enfermidades humanas. E daria um conselho para os apaixonados, não contem a ninguém que está amando. Não deixe ninguém saber! Jamais perdoamos o amor alheio!"
Ao ouvir tais palavras, poderia o Mario Quintana exclamar baixinho para mim:  - "Não te abras com um amigo, porque ele tem outros amigos, e os amigos dele também possuem amigos".
Enfim, como o amor é algo que não admite passado nem futuro, é melhor sermos cautelosos quando dele falar. Que ninguém nos escute:
o amor deixa de ser prazeroso quando não é mais segredo!
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

quinta-feira, 18 de julho de 2013

MERALDO ZISMAN: mini-currículo


Prof. Meraldo Zisman

Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames), da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Sócio da Sociedade Internacional de Psicossomática-London. Doutor em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco e da Universidade de Bristol (UK). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (UK). Sócio-Fundador da ABMP-PE. Professor Livre Docente da Universidade Federal de Pernambuco. Cientista Visitante Tavistock Institute. Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia (CAEPE) da Escola Superior de Guerra. Ex-Delegado da Adesg em Pernambuco. Comenda Josué de Castro (Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco).
Nota do Blog: Com a permissão do Prof. Meraldo Zisman, nosso confrade da ABRAMES, este blog será enriquecido com postagens de textos por ele produzidos.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

MÉDICO ESTRANGEIRO CHEGA EM AGOSTO



Médicos estrangeiros recrutados no programa que o Ministério da Saúde lançado na segunda-feira (1º) começam a trabalhar em setembro nos municípios brasileiros. Documento preliminar ao qual a reportagem teve acesso mostra que os profissionais selecionados no edital de chamamento deverão desembarcar no País em agosto e, dias depois, serão encaminhados para o processo de capacitação, com duração prevista de três semanas.
O projeto prevê que, na primeira etapa de agosto, serão convocados profissionais procedentes da Espanha e de Portugal. Na segunda fase, programada para outubro, começam a chegar profissionais procedentes de Cuba. Na terceira fase, inicialmente prevista para novembro, viriam médicos de outros países.

A estimativa é de que, neste ano, cheguem 4 mil profissionais estrangeiros para trabalhar nos serviços públicos de saúde municipais. Em três anos, o governo prevê que 10 mil médicos formados no exterior cheguem ao País.
As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Fonte: Estadão/Notícias UOL 06/07/2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

Brasil desiste de vinda de 6.000 médicos cubanos



FLÁVIA MARREIRO, de São Paulo
O Brasil paralisou as negociações com Cuba para a vinda de 6.000 médicos cubanos ao país e deve lançar nesta semana programa para atrair profissionais estrangeiros tratando Espanha e Portugal como países "prioritários".
Nem o Ministério da Saúde nem o Itamaraty, que havia anunciado a tratativa em maio e agora diz que ela está congelada, explicam as razões da mudança de planos. 
 
Editoria de arte/Folhapress

 Também não dizem o porquê do tratamento "não prioritário" a Cuba, já que a ilha preenche os principais requisitos do programa: médicos por habitante bem acima do recomendado pela OMS e língua próxima do português.
"Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e à qual atribuímos valor estratégico", disse o chanceler Antonio Patriota, em maio, ao mencionar a negociação.
Já o Ministério da Saúde informa que escolheu atrair médicos como "pessoa física", e não considerar a oferta do contingente feita pelo governo cubano, nos moldes que a ilha faz na Venezuela.
Desta maneira, o ministério evita abrir mais um flanco de críticas na implementação de um programa que já provoca outras resistências.
Nos bastidores, repete-se que a negociação com Cuba foi aventada por Patriota, e não pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Há motivos para o recuo. Além da sensibilidade que envolve o regime comunista de Cuba -aliado do governo e do PT e alvo dos conservadores-, o motivo principal é que as missões cubanas são aclamadas pelo trabalho humanitário, como no Haiti, mas não escapam de críticas de ativistas de direitos humanos e trabalhistas na versão remunerada.
VENEZUELA
No modelo usado na Venezuela, Cuba funciona como uma empresa terceirizada que fornece profissionais. O governo contratante paga a Havana pelos serviços e os médicos recebem só uma parte.
Apesar disso, o programa é considerado atrativo para os profissionais, que ganham cerca de US$ 40 na ilha e, com ele, têm acesso a benefícios.
O formato também é criticado por ex-participantes, que acusam o governo comunista de submetê-los a um duro regulamento disciplinar e impor regras de pagamento como poupança compulsória para evitar "deserção".
A regra disciplinar na Venezuela, vigente em 2010, incluía pedir autorização para pernoitar fora do alojamento, proibição de dirigir e a obrigação de informar sobre namoros. Falar com a imprensa também estava vetado.
"Não vislumbro essa solução feita na Venezuela no Brasil. Ele não é compatível com as leis trabalhistas brasileiras e a Constituição brasileira", diz o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira.
REVÉS PARA HAVANA
A desistência do Brasil é um revés para Havana, que tem dito que o envio dos médicos ao exterior é sua maior fonte de divisas e deseja ampliá-lo.
O que vai aos caixas estatais por serviços médicos -cerca de US$ 6 bilhões anuais segundo estimativas- é maior do que o arrecadado com turismo ou exportação de níquel.
O Ministério da Saúde diz que não há restrições se médicos cubanos quiserem se inscrever individualmente no programa. Brasileiros com formação no exterior entrarão na categoria "estrangeiros". Ou seja, brasileiros formados em Cuba, em tese, podem participar.
A pasta, no entanto, não prevê fazer campanha para divulgar o programa na ilha, ao contrário do que estuda fazer em Espanha e Portugal. 
Fonte: Folha/Notícias UOL 08/07/2013
 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

RONDONIZAÇÃO





Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
  "Para analistas do Projeto Rondon, os alunos ensinam os moradores de zonas carentes a tratar doenças"
Nada a ver com rondó, tipo de poesia ou de música, na Alemanha e na Itália. Nem com randomização, seleção aleatória, fortuita, sem objeto definido. Randomização, termo inicialmente usado em agricultura, passou a integrar a terminologia médica.
Refiro-me ao marechal Cândido Mariano da Silva Rondon (1865–1958) filho de índios, notável sertanista e desbravador de nossas fronteiras setentrionais ou boreais (ao norte; ao sul, seriam austrais ou meridionais). Em sua homenagem foi criado, durante a ditadura militar (1967), o Projeto Rondon, sob a coordenação dos ministérios da Defesa e da Educação. Surgiu como política de extensão universitária, de caráter assistencial. Funcionou daquele ano até 1989, sendo relançado em 2005, a pedido da União Nacional dos Estudantes. Para seus críticos, seria uma maneira de excluir, isolar jovens líderes universitários contrários àquele regime de exceção, para tanto atraindo-os, cooptando-os.
O programa de extensão é uma das atividades primordiais das universidades públicas, ao lado da graduação (ensino), da pesquisa, e da pós-graduação. Para alguns analistas do Projeto Rondon, como exercício extensionista, os alunos ensinam os moradores de zonas carentes a evitar e tratar doenças. Assim, integram-se, em práticas sociais, à realidade nacional. Seu trabalho representaria outrossim uma contraprestação pelo ensino superior gratuito recebido. Em comunidades menos favorecidas dos sertões, estariam ressarcindo (indenizando, compensando) à Universidade que lhes formou. Sem dispêndios pessoais.
Aliás, esta feliz ideia da interiorização compulsória do médico recém-formado (“rondonização”) fora propalada pelo professor Waldemar Alcântara, um dos fundadores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, senador e governador do Ceará. Em verdade, se o funcionamento da atual Fundação Projeto Rondon foi (ou fosse) constante na área médica, seria possível minorar (ou eliminar) a apregoada escassez de médicos na hinterlândia cearense (do alemão, hinter = atrás; e land = terra). E até dispensaríamos os desinformados colegas cubanos que aqui estariam a aportar, como escreveram há pouco na imprensa local os médicos José Maria Pontes (presidente do sindicato local dos médicos) e o professor médico/escritor Marcelo Gurgel, “o problema de saúde pública brasileira não é pela falta de médicos, e sim, de políticas públicas”.
Esta rondonização vem sendo aqui há muito praticada pelo Grupo de Comunicação ao qual pertence este jornal. O programa Saúde do Povo foi ao ar em 1955, por iniciativa do dr. Lineu Jucá, então presidente do Centro Médico Cearense, com participação do dr. Alequy Vasconcelos. Sua radiofonização ficou garantida pelos drs. Demócrito Dummar e Mairton Lucena, este à frente da Unimed Fortaleza. Apresentado pelo comunicador radialista Evaristo Nogueira, é de reconhecida utilidade pública pelas orientações ali prestadas por ilustres entrevistados, sempre aos sábados, das 11h às 12 horas.
(*) Médico e secretário geral da Academia Cearense de Letras.
Fonte: O Povo, Opinião, de 28/06/2013.
 

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