segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Missa de Sétimo Dia por Dr. Francisco de Assis Arruda Furtado



Hoje (16/09/13), às 19 horas, na Igreja do Cristo Rei, situada na Rua Nogueira Acioli, nº 805, na Aldeota, será celebrada a Missa da Ressurreição, em sufrágio da alma do Dr. Francisco de Assis Arruda Furtado.
Dr. Arruda Furtado era advogado, formado pela Faculdade de Direito do Ceará, em 1947, e um dos poucos remanescentes da Turma Sobral Pinto, tendo sido colega de meu pai Luiz Carlos da Silva.
No livro, que assinalou a comemoração dos 90 anos de nosso genitor, se vivo fosse, encontra-se, na orelha, o seguinte depoimento:
Luiz era um dos melhores da turma, escrevia corretamente. Era brincalhão e amigo de todos; foi a “noiva” no trote de 1943. Foi gratificante ver que, 30 anos depois, meu filho Juvenal foi colega na Fac. de Direito e ainda é grande amigo do Sérgio, filho de Luiz.
Francisco de Assis Arruda Furtado

Dr. Arruda Furtado foi deputado estadual, conselheiro do Tribunal de Contas do estado do Ceará e sócio efetivo do Instituto do Ceará.
À família do ilustre Dr. Francisco de Assis Arruda Furtado, apresento em nome dos descendentes Luiz Carlos da Silva as sinceras condolências.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor titular da Uece

Instinto de Morte e Política



Meraldo Zisman (*)
Acautelo os leitores que não desejo psicanalisar a Política, qualquer política, seja ela com p minúsculo ou P maiúsculo.
Ao introduzir o conceito de instinto de morte em oposição ao instinto de vida em 1920, Freud permite um alargamento da visão sobre a humanidade. O homem não se move pela busca e satisfação de um prazer, mais comumente relacionado ao prazer físico ou sexual, mas pela busca de algo além do princípio desse prazer.
Vivemos tempos violentos, eivados por um terrorismo que se apoia no impulso de agressão do Homo Sapiens. E que não visa apenas saciar o desejo de agredir ou matar o outro, mas da vontade de fazer mal a si próprio. Os exemplos estão bem claros, por ai.
Políticos dificilmente trombam de frente e evitam empregar a sinceridade, para que possam alcançar seus desígnios. Empregam outros métodos. Abusam da avidez, da inveja, bordejando a delinquência, chegando ao desvairo para alcançar seus objetivos.
O fato é que apesar de todos os avanços da ciência, da cultura, das humanidades, a agressão ao próximo continua agudamente presente em grupos de pessoas com tal perfil, em sua maioria políticos, que necessitam estar no poder - para poder se realizar. “A vontade de poder, denunciada ou glorificada pelos pensadores modernos de Hobbes a Nietzsche, longe de ser uma característica do forte, é, como a cobiça e a inveja, um dos vícios do fraco, talvez o seu mais perigoso vício.” Conferir com a filósofa Hannah Arendt, A condição humana, Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária [1958] 2001), pagina 215.
Não devemos confundir um político com um estadista. As diferenças entre políticos e estadistas são infinitas. Vejam algumas das diferenças entre um político e um estadista: o estadista pensa nas próximas gerações. O político pensa nas próximas eleições, além de narcisamente buscar a popularidade. Quer ser amado patologicamente. E para isto mente e usa o poder para atingir o que julga ser o Nirvana. Estadistas pedem o esforço pessoal de cada um dos cidadãos para a construção de um grande país.
Afirmo: a linguagem política — e isso é verdade para a todos os partidos, da extrema direita à extrema esquerda, dos conservadores aos anarquistas - faz com que mentiras ecoem como verdades, o assassinato como algo respeitável... Política não passa do procedimento ou astúcia de usar as pessoas em proveito próprio. Política segundo o dicionário de Houaiss é a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou estados; a aplicação dessa arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa).
Ciência política não deve ser confundida com politicagem. Esta última, para mim, vem a ser um agravo vulgar. Desrespeito às Artes. E não me venham com a história que em política é necessário curar os males, nunca vingá-los.
Chega de farsas.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

domingo, 15 de setembro de 2013

Outra versão da carta de amor de um químico



Ouro Preto, zinco de agosto de 1978.
Querida Valência:
Sinto que estrôncio perdidamente apaixonado por ti. Ao deitar-me, quando descálcio meus sapatos, mercúrio no silício da noite, reflito e vejo que sinto sódio. Então, desesperadamente, chouro.
Sem ti, Valência, minha vida é um inferro. Ao pensar que tudo começou com um arsênio de mão, cloro de vergonha. Sabismuto bem que te amo, embora não o digas, sei que gostas de um tal de Hélio e também do Hidro-Eugênio. De antimônio posso assegurar-te que não sal nenhum érbio e que trabário para viver. Oxigênio cruel tu tens, Valência! Não permetais que eu cometa algo errádio.
Por que me fazer sofrer tanto assim, sabendo que tu és a luz que me alumina? Meu caso é cério, mas não ácido razão para um escândio social.
Eu soube que a Inês contou que te embromo com esse namouro. Manganês deixa de onda e não acredita níquela disser, pois sabes que nunca agi de modo estanho contigo. Aliás, se não tiveres arranjado outro argôniomento, procura um Avogadro e me metais na cadeia. Lembra-te, porém, que não me sais do pensamento.
Abrácidos comovidros deste que muito te ama.
Magnésio
Fonte: Internet (circulou há vários anos).

Carta de Amor de um Químico



Berílio Horizonte, zinco de benzeno de 2000.
Querida Valência:
Não estou sendo precipitado e nem desejo catalisar nenhuma reação irreversível entre nós dois, mas sinto que estrôncio perdidamente apaixonado por você. Sabismuto bem que a amo. De antimônio posso lhe assegurar que não sou nenhum érbio e que trabário muito para levar uma vida estável.
Lembro-me de que tudo começou nurârio passado, com um arsênio de mão, quando atravessávamos uma ponte de hidrogênio. Você estava em um carro prata, com rodas de magnésio. Houve uma atração forte entre nós dois, acertamos os nossos coeficientes, compartilhamos nossos elétrons, e a ligação foi inevitável. Inclusive depois, quando lhe telefonei, mesmo tomada de enxofre, você respondeu carinhosamente:
Próton, com quem tenho o praseodímio de falar?” Nosso namoro é cério, estava índio muito bem, como se morássemos em um palácio de ouro, e nunca causou nenhum escândio. Eu brometo que nunca haverá gálio entre nós e até já disse quimicasaria com você.
Espero que você não esteja saturada, pois devemos buscar uma reação de adição e não de substituição. Soube que a Inês lhe contou que eu a embromo: manganês cuidar do seu cobre e acredite níquel que digo, pois saiba que eu nunca agi de modo estanho. Caso algum dia apronte alguma, eu sugiro que procure um Avogrado e que me metais na cadeia.
Sinceramente, não sei por que você está à procura de um processo de separação, como se fôssemos misturas e não substâncias puras! Mesmo sendo um pouco volátil, nosso relacionamento não pode dar errádio. Se isso acontecesse, irídio emboro, urânio de raiva.
Espero que você não tenha tido mais contato com o Hélio (que é um nobre!), nem com o Túlio e nem com os estrangeiros (Germânio, Polônio e Frâncio). Esses casos devem sofrer uma neutralização ou, pelo menos, uma grande diluição. Antes de deitar-me, ainda com o abajur acesio, descalcio meus sapatos e mercúrio no silício da noite, pensando no nosso amor que está acarbono e sinto-me sódio.
Gostaria de deslocar este equilíbrio e fazer com que tudo voltasse à normalidade inicial. Sem você minha vida teria uma densidade desprezível, seria praticamente um vácuo perfeito. Você é a luz que me alumínio e estou triste porque atualmente nosso relacionamento possui pH maior que 7, isto é, está naquela base.
Aproveito para lembrar-lhe de devolver o meu disco da KCl.
Saiba, Valência, que não sais do meu pensamento, em todas as suas camadas.
Abrácidos do:
Leantânio
Fonte: Internet (circulou há vários anos).

sábado, 14 de setembro de 2013

NA LINHA DE TIRO: Petrobras II



3. Tá tudo monitorado...


Chargista: Mário

4. E tá feio mesmo...


Chargista: Sinfrônio
Fonte: Circulando por e-mail (internet).

NA LINHA DE TIRO: Petrobras I



1. Negando o inegável...


Chargista: Não identificado (?)

2. Se eximindo da culpa...


Chargista: Jarbas (?)
Fonte: Circulando por e-mail (internet).

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

INTELECTUAIS CONTRA A CENSURA ÀS BIOGRAFIAS



Ruy Castro lê manifesto de intelectuais contra a censura às biografias

Por Fabíola Ortiz
Do UOL, no Rio de Janeiro
Um coletivo de 45 escritores – entre jornalistas, historiadores, autores e membros da ABL (Academia Brasileira de Letras) – anunciou, no início da noite deste sábado (7), um manifesto contra a censura às biografias. A leitura foi feita pelo jornalista e escritor Ruy Castro na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro.
No manifesto, os intelectuais criticam a necessidade de obter um consentimento prévio de biografados para que a obra seja autorizada a circular. "(...) Não faz sentido exigir-se o consentimento prévio da personalidade pública cuja trajetória um autor ou historiador pretende relatar como condição para a publicação de biografias", leu Ruy Castro.
O manifesto foi assinado por personalidades como Boris Fausto, Ferreira Gullar, Luís Fernando Veríssimo, Zuenir Ventura, Milton Hatoum, Mario Magalhães, Nelson Pereira dos Santos, Fernando Morais, Cristóvão Tezza e Ziraldo. Os imortais da ABL também assinaram, como Ana Maria Machado, Cícero Sandroni, Cleonice Berardinelli, Evanildo Bechara, Nélida Piñon e Domício Proença.
Os intelectuais alertam para a existência da "proliferação de uma censura prévia" no que se refere à proibição das biografias não autorizadas. O Brasil é a única democracia que determina a autorização prévia do biografado. "Um país que só permite a circulação de biografias autorizadas reduz a sua historiografia à versão dos protagonistas da vida política, econômica, social e artística. Uma espécie de monopólio da História, típico de regimes totalitários", lê-se no manifesto.
Ao ler em voz alta na Bienal, Ruy Castro defendeu que fosse eliminado o "entulho autoritário" que representa esta legislação.
Obra sobre Garrincha
Autor de diversas biografias como de Carmen Miranda e Nelson Rodrigues, Ruy Castro enfrentou um imbróglio que se arrastou por mais de 10 anos. Na biografia sobre Garrincha, "Estrela Solitária", foram inúmeros os embates entre a editora (Cia das Letras) e os advogados das herdeiras do jogador.
"Existe um certo cinismo e jogo de poder por trás da proteção dos direitos do biografado. Levei três anos fazendo o livro (1993-1995). A produção do livro não ficou em segredo. Fui à Pau Grande, distrito de Inhomirim em Minas, terra natal de Garrincha, conversei com toda a comunidade, as ex-mulheres e nove herdeiras", relembrou o caso.
Segundo Ruy Castro, as herdeiras estavam cientes que ele estava realizando a biografia. "Me deram muitas informações do Garrincha. Inclusive, ao final do livro, fiz um agradecimento explícito a elas".
No entanto, depois de ter sido rodado na gráfica, a poucos dias para ir às livrarias, a editora recebeu a ligação de um advogado da família dizendo que as herdeiras ficaram surpresas porque não autorizaram a biografia e que a obra ainda caluniava Garrincha. "Fizeram uma série de ameaças. A família ofereceu um acordo de 1 milhão de dólares para autorizar a circulação. Era uma chantagem", lembrou.
O livro ficou proibido de ser vendido por 11 meses, de dezembro de 1995 até o final de 1996. Mas o processo ainda correu por mais 11 anos. "As filhas eram as menos culpadas nessa história toda, elas foram manipuladas", comentou Ruy Castro.
Biografia não autorizada de Roberto Carlos
Já Paulo Cesar de Araújo, autor da biografia não autorizada "Roberto Carlos em Detalhes" (Ed. Planeta), em 2006, foi outro que sofreu com o impedimento de publicação da obra.
"Roberto Carlos entrou na justiça com dois processos: um na área cível e outro na criminal pedindo a minha prisão por mais de dois anos. Ele impediu a circulação e ainda queria que fosse praticada uma multa de R$ 500 mil por dia se a obra circulasse", lembrou Araújo.
Foram 15 anos pesquisando e escrevendo sobre o artista. "Passei todo este tempo tentando uma entrevista com ele. Ele nunca disse não, só não disse sim. Não fiz nada na surdina", defendeu-se o escritor.
Bastante crítico, Araújo se disse contrário à lei que censura a circulação de biografias caso não recebam o aval do biografado. "Ele (Roberto Carlos) tem a ideia de que a história é patrimônio dele. O mais popular artista do país não só embargou uma obra histórica, mas também milita para proibir todas as outras. A situação é grave, ele também é militante contra a mudança na legislação brasileira", criticou.
O coletivo de autores que assinou o manifesto pensa ir à Brasília para entregar o documento aos parlamentares no Congresso Nacional e pressionar que um recurso que altera a legislação seja levado a votação no plenário.
Violação da livre expressão
Segundo o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ), os diretos que estão sendo violados são o de liberdade de expressão, livre manifestação do pensamento de publicar obras e o direito da sociedade de acesso à informação.
A nova redação do Artigo 20 do Código Civil enfrenta resistência no Congresso, disse Molon, quem defende a proteção de vidas privadas mediante autorização, mas para personalidades públicas com relevância histórica, artística, cultural e esportiva, que a restrição seja mais reduzida.
"Espero que o Congresso não deixe que a decisão seja tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e que tome uma decisão legislativa. Esse dispositivo desequilibra o direito à informação, à liberdade de expressão e a conhecer a história da nação", concluiu.
Fonte: Folha/Notícias UOL 7/09/2013, sob o título Ruy Castro lê manifesto de intelectuais contra a censura às biografias
 

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