segunda-feira, 19 de julho de 2021

A BELA MÚSICA BRASILEIRA

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)

Muitos são os bons compositores brasileiros cuja importância ultrapassa os limites da música popular. Alguns, porém, revelam-se de tal maneira talentosos que se incluem na galeria dos nossos grandes poetas, pela indiscutível qualidade literária dos versos que escreveram. Fica difícil para qualquer brasileiro apontar os melhores compositores e também as melhores composições, sem correr o alto risco de cometer injustiças. Na realidade, são muitos os músicos e letristas que com suas canções enchem as nossas vidas de amor e de alegria. Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Luiz Gonzaga, Mário Lago, Orestes Barbosa, Ataulfo Alves, Ary Barroso, mais ainda Chico Buarque, Edu lobo, Tim Maia, Roberto Carlos, Vinícius, Tom, Erasmo, Gonzaguinha, tantos, tantos, tantos... Com certeza fico constrangido quando me perguntam os três nomes de minha preferência e digo: Noel Rosa, Lupicínio Rodrigues e Paulinho da Viola. Peço desculpas a todos os outros. Se há uma manifestação valorosa neste querido país, é a música brasileira. Não citei Pixinguinha, mas sei que “Carinhoso” é um clássico da música mundial. Não destaquei Cartola, cruel engano, pois “as rosas não falam simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti”. Não citei Dorival Caymmi, uma vez que ficaria com saudades da Bahia. Esqueci o Lua, lamentável, já que sua "Asa Branca" é o hino do nosso Nordeste. Não escolhi Orestes Barbosa, companheiro de Silvio Caldas com quem assinou algumas das mais belas páginas do cancioneiro nacional. "Tu pisavas nos astros distraída", em Chão de Estrelas; segundo Manuel Bandeira, uma das mais altas criações da poesia em língua portuguesa. De Noel, Lupicínio e Paulinho lembro-me, dentre outras, de meu “Último Desejo”, de “Nunca” pensar em “Vingança” e ter “Argumento” para imaginar que "Foi um Rio que passou em Minha Vida". Sinceramente, não entendi até hoje porque as grandes e os grandes poetas, do passado e do presente, adeptos da música, não tiveram e não têm a oportunidade de ingressar na ABL. P.S. Lembro “Canção de Amor”, belíssima composição do cearense Elano de Paula e do Chocolate, interpretada pela divina Elizeth Cardoso.

(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 25/6/2021.

domingo, 18 de julho de 2021

A PASSAGEIRA CLANDESTINA

Uma jovem, sem emprego e desprezada por seu namorado, vai para as docas do Rio de Janeiro para se afogar.

Ela veio do interiorzão, não tem nada, nem amigos, nem família, e só quer acabar com tudo.

Quando ela está prestes a pular, um belo e jovem marinheiro grita: "pare! Não faça isso !!"

Ela diz: "Não tenho nada neste mundo, posso acabar com tudo!"

Ele diz: "Escute, ouça. É um mundo podre, com certeza. Mas nunca termine o que o Senhor nos deu sem mudar tudo primeiro. Vou partir amanhã em um navio para a Europa. Conheço um dos estivadores." Vou encontrar um lugar para você clandestinamente, e podemos começar uma nova vida por lá. Vou fazer você feliz. Você vai me fazer feliz. Não precisa ser ruim. "

E ela concorda.

Naquela noite, eles se encontram na escuridão e ele a leva a bordo de um dos botes salva-vidas abaixo do convés.

Ele lhe traz um cobertor e um pouco de comida, e por três semanas eles se encontram assim. Toda noite ele traz para ela um sanduíche e eles conversam e fazem amor apaixonadamente até o amanhecer.

Mas...

Após a terceira semana, o capitão está fazendo uma inspeção de rotina abaixo do convés, e ele ouve um farfalhar em um dos botes salva-vidas. Ele puxa a lona e a vê, tremendo de medo.

"O que você está fazendo aqui, moça?"

E ela responde: "Eu ... sou clandestina! Tenho um ... acordo com um dos marinheiros neste navio. Ele está me ajudando a chegar à Europa e deixa eu me esconder neste barco salva-vidas, contrabandeando comida ".

"E?" diz o capitão

"E ... bem. Ele me passa o ferro todas as noites."

E o capitão diz, "com certeza ele está ferrando você, moça. Esta é a barca Rio-Niterói!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


CONSULTA AO CARDIOLOGISTA

Cardiologista em Porto Alegre perguntando ao paciente:

- Como está a sua alimentação?

- Só como verduras, legumes, carne magra, peixe, zero de gordura e nada de sal.

- Atividade física?

- Corro diariamente 10 km e depois uma hora no ginásio.

- Fuma?

- Nunca fumei na vida!

- Bebida?

- Meia taça de vinho tinto todos os dias, às vezes duas.

- Atividade sexual?

- Hmm... 4 a 5 vezes por ano...

O médico pondera por alguns segundos antes de continuar:

Porém, o senhor tem que melhorar a frequência da sua atividade sexual.

Sexo é fundamental para a saúde mental e reflete-se na saúde física.

Eu, por exemplo, tenho 10 anos a mais que o senhor e não deixo por menos: transo pelo menos três vezes por semana!

- Acontece que o senhor é médico em Porto Alegre.... e eu sou o Bispo de Uruguaiana.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 17 de julho de 2021

A IMPORTANTE LIÇÃO DO CAVALO

Conta-se que um fazendeiro, dono de excelentes cavalos de muita valia, nos trabalhos de sua propriedade rural, recebeu um dia a notícia de que o preferido dele, um alazão forte e muito bonito, havia caído num poço abandonado.

O capataz que lhe trouxe a má notícia estava desolado porque o poço era muito fundo e pouco largo e não havia como tirar o animal de lá, apesar de todos os esforços dos peões da fazenda.

O fazendeiro foi até o local, tomou tento da situação e concordou com seu capataz: não havia mais o que fazer, embora o animal não estivesse machucado.

Não achou que valia a pena resgatá-lo, ia ser demorado e custaria muito dinheiro.

Já que está no buraco - disse ao capataz - você acabe de enterrá-lo, jogando terra em cima dele. Virou as costas, preocupado com seus negócios, e os peões de imediato começaram a cumprir a sua ordem. Cinco homens, sob o comando do capataz, atiravam terra dentro do buraco, em cima do cavalo.

A cada pazada, o alazão se sacudia todo e a terra ia-se depositando no fundo do poço seco. Os homens ficaram admirados com a esperteza do animal: a terra ia enchendo o poço e o cavalo subindo em cima dela!

Não demorou muito e o animal já estava com a cabeça aparecendo na saída do poço; mais algumas pazadas de terra e ele saltou fora, sacudindo-se e relinchando, feliz!

MORAL DA HISTÓRIA

Não aceite a terra que jogam sobre você os que querem enterrá-lo em vida; reaja com confiança, mexa-se, procure o seu espaço, suba sobre essa terra e aproveite para subir cada vez mais, agradecendo aos que, pensando feri-lo, estão lhe dando a oportunidade de crescer material e espiritualmente.

Quando pensarem que você "já era", a sua vitória será ainda mais espetacular.

Arrisque! Viver é arriscar. O homem que vai mais longe é o que, em geral, está disposto a fazer e a arriscar.

Autor Desconhecido

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

O CONSELHO DO ANCIÃO

Um jovem se muda para uma cidade praiana e tenta conhecer garotas, mas não tem muita sorte. Um dia, o rapaz caminha pela praia e cruza com um velho, completamente cercado por belas moças de biquíni, competindo por sua atenção. O jovem coça a cabeça e continua andando, mas não consegue entender como esse velho atrai tantas mulheres.

No dia seguinte, ele sai para passear na praia e passa pelo mesmo velho, que está, mais uma vez, cercado por muitas mulheres jovens e atraentes. Ao passear pela praia mais uma vez e ver o idoso novamente rodeado de garotas, ele decide que precisa conhecer o segredo do velho. Então ele o afasta um pouco das moças lhe e pergunta: "Como você faz isso? Como você sempre atrai tantas mulheres jovens?"

O velho responde: "Amanhã, quando você vier à praia, coloque uma batata no seu calção de banho."

Então, no dia seguinte, o jovem desliza uma batata em seu calção e faz sua caminhada diária na praia. Porém, naquele dia, todas as mulheres procuravam afastar-se mais ainda dele! Ele encontra o velho novamente e diz: "Ei, o que está acontecendo? Eu segui o seu conselho, coloquei uma batata no meu calção e as mulheres estão praticamente fugindo de mim".

O velho suspirou e disse: "Tente novamente amanhã, mas desta vez, coloque a batata na frente e não atrás!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sexta-feira, 16 de julho de 2021

Ronaldo Correia de Brito encerra primeira edição do Projeto Palavras

Convidado do Projeto Palavras, escritor, diretor e médico cearense Ronaldo Correia de Brito reflete sobre literatura e os cenários de pandemia e da cultura no Brasil

Por Miguel Araújo, jornalista de O Povo

Pensamentos para além da literatura: com essas possibilidades, a primeira edição do Projeto Palavras se encerra neste fim de semana com as participações da cantora, atriz e escritora Bia Bedran e do dramaturgo, diretor de cinema, médico e escritor cearense Ronaldo Correia de Brito. As canções e histórias do universo infantil apresentadas por Bia Bedran ocorrerão hoje, dia 15, enquanto que os pensamentos de Ronaldo sobre sua obra e o que envolve a pandemia no Brasil serão contemplados nesta sexta-feira, 16/7/21.

A conversa desta sexta-feira será mediada pelo secretário de Cultura do Ceará Fabiano Piúba e englobará tanto discussões sobre a obra de Ronaldo Correia quanto reflexões sobre o atual contexto literário nacional, em um momento de “desprestígio da literatura”, segundo o autor. O encontro também busca contribuir para a “defesa do livro e da leitura”.

Natural do município cearense de Saboeiro, Ronaldo Correia de Brito se radicou no Recife. Sua obra literária carrega traços da cultura popular nordestina, identidades, experiências pessoais e deslocamentos. Suas produções na literatura já percorreram contos, crônicas, livros infantojuvenis e romances como “Galileia” (vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura" e “Dora sem Véu”.

Recentemente, lançou a coletânea “A Arte de Torrar Café: narrativas além da ficção”, com 55 textos que trazem temas como lembranças da infância no sertão, memórias de entes queridos falecidos nos últimos anos e passagens por lugares como Florença, Buenos Aires, Paris e Juazeiro do Norte.

Finalizado em dezembro de 2019, o livro tinha previsão de lançamento para o começo de 2020, mas, devido à pandemia, só foi disponibilizado em fevereiro deste ano. Apesar de trazer textos escritos antes do período pandêmico, o trabalho, para Ronaldo, consegue ser bastante atual: “É incrível como o prefácio e os textos são atuais, como eles se referem ao que nós estamos vivendo. Isso me deixou muito feliz, porque me convenceu de que o meu texto não é datado. Ele é para ser lido em qualquer tempo”.

Entre tantos momentos marcantes registrados na coletânea que traz passagens por diferentes locais, culturas e tempos, ele cita a ocasião em que, ao visitar um café em um bairro de Paris “habitado por árabes e africanos”, teve a sensação de que estava “entrando em um lugar do Brasil”. “Isso me dá uma consciência muito intensa de como nós somos capazes de deslocar nossas identidades pelo planeta, a identidade que nos forma e a identidade do lugar que nos forma”, lembra.

As passagens temporais são marcas da escrita do cearense. “Eu reflito sobre o passado, comparo ao presente e intercorro sobre o futuro”, comenta. Nas “narrativas além da ficção” trazidas pelo autor em seu livro, uma consegue fazer ponte com um evento recente: a torcida pela - ou contra - a seleção brasileira de futebol.

Como lembrado por Ronaldo, ele chegou a torcer contra a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, realizada quando o País enfrentava a ditadura militar. O texto reflete sobre o sentimento de um (suposto) nacionalismo provocado pelo futebol em meio a uma realidade difícil para os brasileiros.

Com a realização da Copa América em solo nacional em plena pandemia, também foi possível perceber um movimento de torcida contra a seleção especialmente na final do torneio. “Torcer pela Argentina significou torcer contra o atual governo, que tentou trazer essa copa para o Brasil como mais um ópio em meio ao seu fracasso administrativo e governamental”, aponta Ronaldo.

“Um desastre total”, avalia Ronaldo Correia de Brito sobre a condução do enfrentamento à pandemia pelo governo federal. A realidade brasileira, aliás, parece mais uma ficção para ele, tamanhos são os “absurdos” vistos no País e investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. Diante de tantos acontecimentos, o lugar dos escritores ficcionistas acaba sendo outro:

“O Brasil é uma ficção tão delirante que sobra pouco espaço para a ficção dos ficcionistas. É tão absurdo tudo o que acontece aqui que, se não tomarmos cuidado, a nossa literatura vai acabar ficando a serviço de discursos políticos”. Para ele, esses discursos, “tanto os de direita como os de esquerda”, são perigosos para a literatura, pois “podem transformá-la em um panfleto”. “A representação da realidade em arte não é a mesma coisa que jornalismo”, acrescenta.

A escrita e a produção se intensificaram para o autor neste período e se tornaram alternativas para melhor enfrentar esse cenário, trazendo olhares de alguém “afetado pelo isolamento” em suas criações. Na visão do escritor, a “ruptura” com pessoas de sua convivência, como brincantes populares, foi o que mais o impactou. Mesmo assim, lembra que foi possível realizar algumas produções, como no ano passado o filme do “Baile Menino Deus”, espetáculo criado e dirigido por ele.

Falar sobre a pandemia acaba sendo inevitável, pois ela atinge vários aspectos sociais, econômicos e também culturais. “A pandemia, sem dúvidas, nos colocou em um tempo fora do tempo, em uma bolha temporal que nos permitiu enxergar com mais clareza as realidades do País”, comenta Ronaldo.

Quanto à condução do setor da Cultura pelo governo federal, Ronaldo considera que ela tem sido feita por pessoas “completamente alheias e alienadas” ao segmento, e analisa que as ações tomadas têm “castigado” a área. “São pessoas que foram colocadas como paralisantes da Cultura”, define.

A conversa que encerrará a programação do Projeto Palavras também abordará planos do escritor em tempos de pandemia.

Projeto Palavras

Bia Bedran

Quando: nesta quinta-feira, 15, às 19 horas

Ronaldo Correia

Quando: nesta sexta-feira, 16, às 17 horas

Onde: @palavras.projeto no Instagram e Bece no YouTube

Fonte: O Povo, de 15/7/21. Vida & Arte. p.3.


Crônica: “Anete Flix Laurentino” ... e outros causos

Anete Flix Laurentino

Pois me acreditem que já está batizada assim a filhinha do casal amigo Milton e Neneca Casimiro. Inteligente, ela! Há quem chame a piveta de Flixinha!

E vamos ao noticiário de hoje!

Vida de galinha não é canja

O amigo Inácio Carvalho conta mais essa. É do Zé Albino, desses doidim que toda cidade tem. Catava comida no lixo. Tudo pra ele "é pudim!", inclusive a 'sobremesa cremosa, à base de chocolate e frutas, preparada com leite, leite condensado e ovos, cozida em banho-maria na calda do açúcar queimado'.

Certo dia ele passou com uma galinha morta debaixo do braço e foi abordado pelo então prefeito, que disse em tom de semi-brincadeira:

- Vai comer galinha hoje, né Zé?

A resposta, claro, foi pei-bufo:

- Não, seu prefeito! Quem come é o galo. Essa tá morta!

Mas, dizem, Zé Albino, quando "normal do juízo, era tomadorzin de cerveja. Toda noite saía de casa 'prifumado' e caía no samba. Sem nunca levar a mulher a tiracolo. Até que um dia a patroa reclamou do egoísmo do marido. Zé Albino se toca e diz que vai levá-la pra esbórnia.

Os dois caem na noitada alegre. Ela só não contava com o pique dele, pulando de bar em bar pela cidade. Lá pelo fim da farra, já mais de quinze locais visitados, a mulher reconhece:

- Zé Albino, meu nego, é muito pique! Não sei como tu agüenta andar em tanto lugar!

- Ossos do ofício, ossos do ofício...

- Toda vez que tu sai é assim, de bar em bar, a noite toda, Zé?

Albino, feito vítima, cara de pau como só ele...

- Pois é, Janete! Pra você ver como minha vida não é fácil!

Te cuida, Beviláqua!!!

Companheiro Antônio Luiz na aula de Direito Penal. Professor pergunta à classe como se dá o nome da pessoa que matou o pai e a mãe. Antônio, que acabara de ler a matéria com o colega Cláudio Bala, levanta o braço e dispara:

- Órfão!!!

Santo óleo

Meio dia em ponto e Quinca Soldado começa cerrar as portas da bodega. Bebinhos já se foram. Ainda há tempo da secretária de dona Nazaré (moça velha aposentada, cega de guia) pedir um 'vridro' de óleo de peroba.

Nazaré é devota de Santo Antônio e tem dele uma estátua de madeira de 8 quilos. A "estauta" tá carecendo dum brilho. Quem vai fazer isso é essa empregada, que acha melhor lustrar a peça de madeira no quintal, tem mais luz.

No que a menina tira a pesada estátua da cômoda, deixa no exato lugar o vidro de óleo de peroba. Nazaré, é hora de peditório, ajoelha-se, benze-se e empurra o pau a rezar... Diante do vidro de óleo de peroba!!!

- Glorioso Santo Antônio, eu me sinto chamada pro casamento. Por isto, me ajuda a encontrar um namorado bom, amável, sério e sincero...

Fonte: O POVO, de 1/4/2021. Coluna “Crônicas”, de Tarcísio Matos. p.2.

 

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