sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Crônica: “Reinício é recomeço de algo que se repete, idem” ... e outros causos

"Reinício é recomeço de algo que se repete, idem"

A frase, atribuída ao vate Procópio Straus, foi pronunciada no momento em que o filho Procopinho, naquela sexta-feira, chegou em casa comunicando ao velho, pelo quarto ano consecutivo, que teria de repetir "a quinta série pela sexta vez", conforme anotado no boletim que tinha em mão, desenhado de vermelho. Motivo das reprovações sucessivas: senão viciado, o jovem era parido por forró. Não assistia a uma aula. Era fraco em OSPB. Direto na festa. A sala da quinta série do colégio municipal tinha já cadeira cativa pra ele. Vivia às custas do pai, que dizia enfatuado:

- Enquanto der, te dou o que não tive, filhão!

Todo começo de ano, lá a promessa do menino de sempre:

- Não, pai! Se preocupe não, que esse ano o leriado vai ser do papôco! Passo de prima!

Pois na tarde da dita sexta-feira, Straus deu uma pilôra e caiu durim pra trás. Contudo, reconhecendo a besteira que fizera ao filho ao longo de 25 anos de vida, conseguiu reunir as derradeiras forças e falar a Procopinho o derradeiro poema.

"Não é fácil, filho meu

Mas também não é difícil

Pedir penico, retroceder

Deixar de lado esse vício

Mas se tu te armar de fé

Todo recomeço é

Maravilhoso reinício"

E babau, foi-se com linha e tudo. O filho? Melhorou, foi pra re-ré no ano seguinte.

Um 'Manel Bandêra' depois da asma

Sobre esses autores desconhecidos que vira e mexe dizem ou aquilo, Procópio Straus, que já assumiu a paternidade de inúmeros versos e rimas e sabedorias, deixou escrito numa carteira de cigarro Eldorado, anos atrás, com toda imodéstia:

"Quando recito um poema

Eu deixei sub-entendido

Que o autor da fulerage

É alguém bem-sucedido

Desculpe, negada, foi mal

Quem disse a besteira é o tal

Conhecido desconhecido"

Novidade na Fala Cearense

O querido professor Myrson Lima escreve pra dizer que um amigo de Morrinhos, hoje residindo no Rio de Janeiro, pergunta se consta já da Grande Enciclopédia da Fala Cearense o termo "gastimônia", bastante usado antigamente no interior do estado. Não, não consta. "Pois gastimônia quer dizer gastura", escreveu o mestre. A quem agradeço a colaboração. E já aproveito a deixa pra trazer outras contribuições:

- Aí eu tô sozinho! - É comigo mesmo, só deu pra minha radiola.

- Né veneno não! - Coma com calma, experimente o sabor! Mastigue!

- São cedo ainda - Ainda é cedo!

- Sozinha também é usada... - Não é por estar solteira que necessariamente é virgem.

- Casco do refrigerante - Garrafa de guaraná.

- Bater roupa - Lavar roupa.

- Zé de Grela - Abestado - Abel, Horácio.

- Professor 20 minutos - Aquele que só tem argumento para esse tempo - em sala de aula ou não.

Fonte: O POVO, de 27/01/2023. Coluna “Crônicas”, de Tarcísio Matos. p.2.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

NA VÉSPERA DO AMANHÃ

Por Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Doutor Cabeto) (*)

Cederam-me a oportunidade de escrever. Mesmo não sendo afeito às exposições, exceto quando me oportuno em questões cruciais. E por isso, hesitei muito. No entanto, há alguns anos, preocupo-me com a apatia das ideias e com a abstenção em que vivemos.

Assim como todos vocês, sinto-me obrigado a acreditar em algo diferente, pois o substrato dessa crença que por ora está presente é o medo e o descontentamento. E, talvez, isso explique, ao menos em parte, os excessos mundanos, quando nos confortam transitoriamente.

A percepção de toda tragédia dos últimos anos, das notícias negativas que logo se vão ao esquecimento, como uma negação necessária à dureza dos fatos. O achar que "vai dar certo" foi sob uma ótica uma atitude otimista diante de intransponíveis perdas, embora infantil. Mas, fazia alusão que rapidamente tudo passaria e voltaria ao "normal".

Há pouco tempo falávamos desse novo normal, de uma mudança objetiva na competência da gestão pública, e que, enfim, aceitaríamos cortar na própria carne para desfazermos o palco de absurdos.

Porém, de forma inversa, saímos ainda mais frenéticos, e escondemos, sim, os mortos e nos determinamos a buscar os culpados.

Nesse espaço, que me foi concedido, por mérito da comunicação e sua intensa capacidade de dar crédito às idéias livres e dispostas ao exercício da criatividade , e quiçá, em alguns instantes, do contraditório. Gozam, por si, dos princípios da boa fé. Espero fazê-lo como na minha vida médica, com entusiasmo, desejo e crença no futuro. Pois, não fosse essa abstração, improvável seria carrear esse sentimento a quem nos lê, e seríamos menores, e somente pedaços numa vivência desnorteada.

Escrever é lidar com o improvável e com as diversas sensações expostas; não deixa de ser um ato de diversidade, de humildade e solidariedade.

Pois, a diversidade garante uma linguagem eclética, a humildade nos faz a aproximação, entre nós e com outrem, e comparecer com o exercício de reduzir as injustiças. São, portanto, as escritas da doação e da compreensão.

Esse texto é somente o início de uma jornada de reflexões sobre o cotidiano, sempre mesclando o que você sente, ou mesmo pensa em voz alta, em negrito ou discretamente, da desapercebida imagem. Vamos, espero eu, mas principalmente vocês trazer para agora um momento incomum, sem retoques...

(*) Médico. Professor da UFC. Ex-Secretário Estadual de Saúde do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 28/01/2023. Opinião. p.19.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Defesa de Tese em Educação (UECE) de Sarlene Gomes de Souza

 

Aconteceu na tarde de ontem (14/02/2023), terça-feira, de forma presencial, no Auditório 1 do Centro de Educação da Uece, a Defesa de Tese de Doutorado da educadora física SARLENE GOMES DE SOUZA do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual do Ceará (PPGE-UECE).

A banca examinadora, composta pelos professores doutores Sílvia Maria Nóbrega-Therrién, Lucia Fernández Terol, Marcelo Gurgel Carlos da Silva, Isabel Maria Sabino de Farias, Paula Frassinetti Castelo Branco Camurça Fernandes, Lia Machado Fiúza Fialho (suplente) e Luciana Barizon Luchesi (suplente), aprovou a Tese “A integração ensino e pesquisa na graduação em medicina: lugar e implicações na educação médica”, apresentada pela doutoranda SARLENE GOMES DE SOUZA, orientada da Profa. Dra. Sílvia Maria Nóbrega-Therrién.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do PPSAC-UECE

SAÚDE MENTAL DAS FAMÍLIAS PÓS-COVID

Por Marcelo Cavalcante (*)

Estamos iniciando mais um ano, momento oportuno para fazermos reflexões e planejarmos os próximos 365 dias. Janeiro também é conhecido como Janeiro Branco, um mês dedicado para avaliarmos nossa saúde mental. Além de propiciar melhor qualidade de vida, cuidar de nossa mente é o ponto de partida para qualquer projeto vitorioso.

No último mês de dezembro, a pandemia da Covid-19 completou três anos de seu primeiro caso. Confinamento, distanciamento social, trabalho domiciliar e suspensão das atividades escolares das crianças foram intervenções necessárias para evitar o rápido avanço da doença e reduzir o número de óbitos.

Além das sequelas físicas, conhecida como síndrome pós-Covid-19, as sequelas mentais são as mais preocupantes. Os estudos científicos começam a confirmar o que já estávamos testemunhando no nosso dia a dia: um aumento assustador no número de casos de ansiedade, depressão, estresse pós-traumático e dificuldades de aprendizado nas crianças.

A mudança na rotina das famílias contribuiu fortemente para a deterioração da saúde mental de seus integrantes. Durante a pandemia, foi observado aumento na violência contra a mulher e crescimento do número de divórcios e de brigas entre parentes, impactando, direta e indiretamente, na saúde mental de várias pessoas em um único ambiente familiar. Os danos para as famílias brasileiras foram além, com considerável redução do número de nascimentos durante o ano de 2021, estatística que também alcançou vários países da Europa e do mundo. O IBGE estimou que no Brasil, em 2020/2021, 300 mil bebês deixaram de nascer devido ao adiamento pelos casais, em virtude dos riscos da pandemia.

Felizmente, alguns indicadores começam a revelar uma recuperação da estrutura familiar. Em 2022, houve um crescimento importante do número de casais que desejam e buscam ajuda para engravidar. Além disso, algumas regiões dos Estados Unidos e Europa observaram um crescimento do número de nascimentos no ano de 2022.

Diante desse cenário positivo, é chegada a hora de zelar por nossa saúde mental e de nossa família. Afinal, a vida pede equilíbrio.

(*) Médico especialista em Reprodução Humana.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 27/01/2023. Opinião. p.18.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

O PREÇO DA RETOMADA

Por Eloisa Vidal (*)

Educação é política pública que exige tempo de implementação para se alcançar resultados. Depois da Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996, era possível afirmar que, apesar dos percalços, a educação pública brasileira tinha um rumo. Conseguimos melhorar muitos indicadores de quantidade, como a universalização do ensino fundamental, e o atendimento crescente da educação infantil e ensino médio. Os indicadores de qualidade caminhavam a passos mais lentos, mas sempre em direção à melhoria. Isso até 2018.

Em 2019 tomamos um desvio, em que a situação mais grave foi a ausência da coordenação federativa exercida pela União. Isso levou estados e municípios a situações de fragilidade na implementação das políticas educacionais, acima de tudo, pela falta de organicidade e apoio contínuos, sistemáticos e definições claras dos rumos a serem perseguidos.

Nos anos de 2020 e 2021, durante a pandemia, o Ministério da Educação foi econômico nas orientações pedagógicas sobre o desenrolar das atividades curriculares, se omitiu de conceber e coordenar ações de âmbito nacional e esgarçou as relações institucionais. Depois de quatro anos de descasos e descuidos, é possível afirmar que houve expressivos retrocessos. Perdemos um tempo enorme com questões tangenciais como homeshooling, escola sem partido e kit gay.

Retomar a agenda de uma política pública não se coloca como um empreendimento simples, até porque é difícil construir consensos. Talvez um documento que ajude a organizar novamente o pacto federativo seja o Plano Nacional de Educação 2014 - 2024, que embora próximo do seu fim sem o atingimento de parte das metas, continua como um Plano atual e consistente. Mas, para além do PNE temos outros desafios, como a definição de novos indicadores de avaliação da qualidade da educação básica, a concepção de uma política de tecnologias digitais, a decisão sobre a continuidade da reforma do ensino médio, novas condições de acesso e permanência no ensino superior, mais recursos para as universidades públicas. Olhar para boas práticas do passado recente pode ser um bom caminho.

(*) Professora da Uece. Doutora em Educação.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 28/01/23. Opinião, p.18.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

O PESO DA CHINA

Por Igor Macedo Lucena (*)

A China é e continuará sendo uma das principais economias parceiras do Brasil. Ela se tornou nossa maior aliada quando seu PIB anual crescia a taxas de 12% ao ano, o que impulsionava a economia brasileira com exportações cada vez mais valiosas e com maior volume. Entretanto, com a incapacidade da China de controlar a Covid-19, a expectativa é de que em 2022 a China tenha crescido apenas 2,4%, podendo chegar ao final de 2023 com um crescimento de somente 4% segundo estimativas do Banco Mundial.

Esse crescimento é considerado pífio para os líderes chineses e, por tal motivo, o presidente Xi Jinping determinou como uma de suas 5 metas principais a volta do crescimento robusto do país. Isso passará necessariamente por uma reabertura, mas ainda assim o crescimento ficará longe dos 2 dígitos do passado, seja pela desaceleração da economia americana, sua maior parceira comercial, seja pela guerra na Ucrânia, que também impacta negativamente suas ações com os europeus.

As implicações econômicas de sua reabertura este ano irão além de uma simples recuperação. A política do Covid-Zero controlou a demanda da China por bens, serviços e commodities em todo o planeta. Durante o bloqueio de Xangai no primeiro semestre do ano passado, por exemplo, a demanda de petróleo do país caiu 2 milhões de barris por dia.

A recuperação da China poderá elevar o crescimento global pela razão de que o país representa uma grande e importante parcela da economia mundial mesmo com suas taxas de crescimento menores. Com o tempo, no entanto, a recuperação da China poderá gerar efeitos colaterais. Na maioria das economias do G20, incluindo o Brasil, a política monetária comum é a restritiva, já que os bancos centrais continuam aumentando as taxas de juros para conter a inflação.

Se a reabertura da China for capaz de aumentar a demanda global e, portanto, a pressão de preços em um grau elevado, os Bancos Centrais ao redor do planeta poderão ter que responder aumentando ainda mais os juros. Neste cenário, o impacto da reabertura da China causado ao resto do mundo poderá se manifestar não com maior crescimento, mas sim com inflação ou taxas de juros mais altas.

Para o Brasil, o que mais interessa da China é seu notório interesse por matérias-primas. A China consome um quinto do petróleo mundial, metade do cobre, do níquel e do zinco refinados e mais de três quintos do minério de ferro. 

(*) Economista e presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará.

Fonte: O Povo, de 3/02/23. Opinião. p.19.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Causo Médico: ROUBO DE MARIDO

A alta demanda espontânea e a característica de centro de referência em Pediatria do Ceará fazem do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS) um hospital com elevada taxa de ocupação, havendo uma enorme pressão pelo internamento em seus mais de trezentos leitos.

A excelência dos seus atendimentos soma-se à complexidade dos serviços que a instituição presta, concorrendo, também, para justificar a acentuada procura por seus muitos leitos, que não dão vazão ao acolhimento de tantas crianças necessitadas de hospitalização; não há intenção da direção do hospital, de internar, de qualquer jeito, lançando mão do recurso de espalhar macas pelos corredores, como acontece em outros hospitais públicos, calejados na prática da superlotação de pacientes.

Além do zelo na admissão, consubstanciado em rigorosa triagem, visando hospitalizar, prioritariamente, as crianças portadoras de doenças mais complexas e/ou em condição de maior gravidade, o HIAS mantém um serviço de gerenciamento dos seus leitos, que cuida do remanejamento de pacientes entre as suas unidades e enfermarias, e providencia a transferência inter-hospitalar.

Essa transferência dá-se, após criteriosa avaliação médica, dos enfermos estáveis, com diagnóstico firmado e tratamento resolutivo em curso, porém passível de ser continuado em hospital pediátrico geral, de menor grau de especialização. Com isso, é possível desocupar leitos, aumentando o índice de giro, propiciando a hospitalização de mais crianças que, de fato, teriam maior benefício se fossem cuidadas no HIAS.

A Dra. Zilda Barroso (nome fictício) é uma das médicas responsáveis por essa avaliação dos pacientes internados, e, após examinar uma criança na enfermaria desse hospital, ela concluiu que a mesma poderia ser transferida para outro hospital infantil, credenciado ao SUS, localizado na periferia de Fortaleza.

Depois de devolver o prontuário ao Serviço de Enfermagem, a auditora médica dirige-se à acompanhante do menino:

– Dona Sueli, sua criança está bem e pode ser transferida para o Hospital Infantil Dr. Aloísio Fernandes Leal – anunciou a Dra. Zilda.

– Ah! Pra lá ele não vai, não! Eu prefiro levar meu filho direto pra casa, doutora.

– Infelizmente, não, D. Sueli! Ele faz uso de antibióticos caros e injetáveis. O tratamento requer acompanhamento médico.

– Mas eu não aceito levar ele pro hospital que a doutora quer – proclamou a mãe.

– Por favor, me diga a razão dessa sua recusa. É o melhor para o seu filho.

– Eu sei, doutora. É que lá tem muito roubo.

– Que história é essa, D. Sueli? Nunca houve denúncia de roubo contra esse hospital.

– Não é dos médicos de lá que eu falei, não, viu. Eu sei que eles não “roubam”.

– Quem é que “rouba” lá, para a senhora não querer internar o seu garoto? – Indagou a médica.

– Tá bem! Vou contar. A minha vizinha, a Suzyane, internou lá a filhinha dela.

– E o que aconteceu? Furtaram os pertences da Suzyane? Ela foi roubada?

– Foi pior, doutora. Ela ficou como acompanhante da menina e o marido dela, ia sempre visitar as duas, mas ele só ia lá porque tava de namoro com outra mãe, a acompanhante de um menino internado na enfermaria ao lado.

– Qual foi o final dessa paquera?

– Num foi nada bom! O sacana, assim que o menino da outra teve alta, escafedeu-se e foi morar com a nova “periguete”. Não voltou mais, nem pra ver a própria filha.

– Você acha que corre risco disso se repetir com você? – Inquiriu a Dra. Zilda.

– Sim, doutora! Depois, eu já soube de várias mulheres que perderam os seus companheiros nesse hospital. Lá é uma ladroagem de maridos, que só vendo; tem sempre umas mulheres descasadas ou mães solteiras que avançam no que é dos outros.

– Você acredita que isso pode ocorrer com você, caso leve o seu menino para lá?

– Sim, doutora! O meu marido é bem bonito e novo. Ele é dez anos mais novo do que eu. Se eu facilitar, as ladronas de marido pegam, né?

– Está bem! Acho que a senhora tem toda razão. É melhor não correr esse risco, de perder o esposo. Vou indicar a transferência do seu menino para o Hospital Infantil Dr. Álvaro Mota.

– Tá ótimo, doutora! Lá não tem roubo de marido, não. Muito obrigada.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sobrames/CE e da Academia Cearense de Médicos Escritores

Fonte: SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina, meu humor! Contando causos médicos. 2.ed. Fortaleza: Edição do Autor, 2022. 144p. p.34-36.

* Republicado In: AMC. Causo médico. Informativo AMC (Associação Médica Cearense). Setembro de 2022 - Edição n.15, p.15-16 (em pdf).


 

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