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domingo, 27 de julho de 2025

O CRIME E A MULTA

Um guarda de trânsito para uma mulher em seu carro.

Mulher: "Algum problema?"

Guarda: "Minha senhora, você estava indo rápido demais."

Mulher: "Ah, bem..."

Guarda: "Posso ver sua carteira de motorista, por favor?"

Mulher: "Eu não tenho carteira."

Guarda: "Não?"

Mulher: "Não, eu a perdi 4 vezes por dirigir bêbada."

Guarda: "Bem, posso ver os documentos do carro, por favor?"

Mulher: "Não."

Guarda: "Por que não?"

Mulher: "Eu roubei este carro e matei o proprietário."

Guarda: "Você o quê?!"

 Mulher: "Sim, eu piquei o corpo todinho e as partes estão em sacos plásticos no porta-malas."

O guarda olha para a mulher, lentamente se afasta de seu carro, e chama a polícia. Em 5 minutos, cinco carros da polícia cercam a mulher.

Um policial lentamente se aproxima do carro, e aponta para ela com a sua arma.

Policial: "Saia do seu veículo!"

Mulher: "Algum problema?"

Policial: "O guarda de trânsito disse que você roubou esse carro e matou o proprietário".

Mulher: "Que eu matei o proprietário?!"

Policial: "Sim, abra o porta-malas!"

A mulher abre o porta-malas, que está vazio.

Policial: "Este carro pertence a você?"

Mulher: "Sim, aqui estão os documentos."

O primeiro agente fica atordoado.

Policial: "Esse agente diz que você não tem uma carteira de motorista".

A mulher tira sua carteira de dentro da bolsa e entrega ao policial, deixando o guarda de trânsito mais confuso ainda. 

Policial: "Desculpe-me, mas o agente disse que a senhora não tem carteira, que roubou o carro e que matou o proprietário."

Mulher: "Aposto que o mentiroso também disse que eu estava em alta velocidade!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

segunda-feira, 7 de julho de 2025

AS (PÉSSIMAS) ESTRADAS DO CEARÁ

Por Heitor Férrer (*)

Certa vez, em um pronunciamento memorável na Assembleia Legislativa, o bispo Dom Edmilson da Cruz disse uma verdade: a corrupção mata nas estradas também. Ele se referia ao desvio de recursos públicos destinados à construção de rodovias seguras e duradouras. Quando o dinheiro some nos labirintos da má gestão o resultado são obras frágeis, que se tornam armadilhas mortais para famílias inteiras em seus deslocamentos.

E não se trata de uma crítica vazia ou de retórica política. Segundo matéria recente do jornal O POVO, quatro em cada dez estradas cearenses estão em condições precárias. São vias mal projetadas, abandonadas após sua conclusão. Rodovias que não cumprem sua função básica de garantir o ir e vir com segurança, mas se transformam em verdadeiros campos de prova de sobrevivência.

Essas estradas matam. E matam muito. O Brasil é hoje o terceiro país do mundo que mais mata no trânsito, ficando atrás apenas da Índia e da China, nações com populações imensamente maiores. Dados da Polícia Rodoviária Federal revelam que o país registra 513 mortes por mês, o que representa, em média, 17 pessoas mortas por dia nas rodovias. São 17 famílias dilaceradas por conta da corrupção e da impunidade.

Diante desse cenário, apresentei um projeto de lei que determina a instalação de placas de sinalização em todas as rodovias estaduais, informando o nome da empresa responsável pela obra, o valor total investido, a data de início e a de conclusão. As placas devem ser instaladas no início e no fim do trecho executado, respeitando intervalos máximos de 15 km, e devem permanecer visíveis por cinco anos após a entrega da obra. Uma medida de transparência que permite à população fiscalizar e, sobretudo, lembrar quem foi o responsável pela execução da obra.

A proposta é simples, mas poderosa. Quando uma estrada recém-construída já apresenta falhas graves, como ocorreu com o trecho que liga Fortaleza ao Eusébio e que denunciei ao Tribunal de Contas do Estado, é fundamental que a população saiba quem errou. O cidadão tem o direito de saber quem foi pago com dinheiro público para executar uma obra digna e falhou.

O TCE, por sua vez, possui todos os contratos firmados com essas empresas. Pergunta-se: qual foi a punição aplicada a quem não entregou o que estava previsto? Quantas empresas foram multadas, proibidas de contratar com o Estado ou sequer notificadas? O povo paga duas vezes: uma ao financiar obras ruins com seus impostos e outra ao arcar com as consequências dos acidentes que tiram vidas de tantas famílias cearenses.

A corrupção em obras públicas deixa suas marcas no asfalto, nos sonhos interrompidos e nas famílias que choram seus mortos. Chega de impunidade.

(*) Médico e deputado estadual (Solidariedade).

Fonte: Publicado In: O Povo, de 30/05/2025. Opinião. p.21.

sábado, 6 de abril de 2024

ELA NÃO COOPERA!

Um policial pára um carro na estrada e inicia-se a seguinte conversa:

"Qual é o problema, oficial?"

"Você estava indo a pelo menos 100 Km/h, e o limite aqui é 80."

"De jeito nenhum oficial! Eu estava indo a apenas 70."

A esposa interrompeu:

"Pare com isso, Ricardo, você estava indo a 110."

Ricardo olha feio para sua esposa.

"Eu também vou te multar por estar com a luz de freio queimada."

"Luz de freio queimada? Eu não tinha notado, oficial."

"Pare com isso, Ricardo, há semanas que você sabe que está queimada."

Ricardo novamente se vira para sua esposa, com um olhar furioso!

"E vou te dar mais outra multa por não estar usando o cinto de segurança."

"Mas oficial, eu só tirei o cinto quando você me parou."

"Pare com isso, Ricardo, você nunca usa o cinto de segurança."

Ricardo então se vira para sua esposa e grita:

"Cale a boca!"

Em seguida, o oficial diz à senhora:

"O seu marido sempre fala com você assim?"

"Não, só quando está bêbado."

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

terça-feira, 24 de outubro de 2023

VIDA E MORTE EM DUAS RODAS

Por José Lima de Carvalho Rocha (*)

O filme "Sem Destino" influenciou a utilização de motos durante a década de 1970. Os atores Peter Fonda e Dennis Hopper apresentavam a ideia de que pilotar motos era sinônimo de liberdade. Viver o hoje sem pensar no amanhã. Nessa mesma década, existiam poucas motos em Fortaleza. Hoje as motos possibilitam vida para muitos profissionais, seja realizando entregas, transportando passageiros, seja propiciando diletantismo.

Esses fins, associados ao incentivo à fabricação, implementaram crescimento geométrico na quantidade desses veículos. Uma das consequências visíveis no interior e litoral do Ceará é o aumento da quantidade dos nossos irmãos que caminham e trotam felizes. Hoje o jumento tem pouca "serventia".

Em 2022, existiam no Ceará 3.625.994 veículos. Desse total, 43,3% eram motocicletas. Entre os anos de 2009 e 2022, 25.869 pessoas tiveram óbito causado por transporte terrestre. Considerando esse total, os óbitos que envolvem motos chegaram a 39,1%. Na década de 1980, essas tragédias ocasionaram o fim da era romântica para os usuários das motos.

Preocupados com o grande número de mortes e acidentes, no dia 13 de setembro, a Academia Cearense de Medicina promoveu Fórum em que foram debatidas as causas e consequências dos acidentes envolvendo motocicletas. Coordenado pelo Dr. Lineu Jucá, o evento teve a participação de representantes da PRF, PRE, AMC, Aprece, Acert e Detran.

Estudos apontam que o cumprimento das leis que regulam o trânsito das motocicletas evitaria a maior parte dos acidentes e mortes. São medidas lógicas, como o uso do capacete, respeito ao regramento durante os percursos, a não ingestão de bebida alcoólica ou outras drogas e o transporte apenas de um passageiro. São necessárias ações educativas e a efetiva aplicação das penas, já previstas no código de trânsito, para os infratores.

Estudos devem continuar. Faz-se importante pesquisar sobre os motivos pelos quais, em parte do Ceará, não existe o cumprimento das leis do trânsito para motocicletas. Com o diagnóstico correto, medidas adequadas precisam ser implementadas, diminuído assim óbitos e acidentes.

(*) Médico e pedagogo. Reitor do Centro Universitário Christus (UniChristus) e diretor do Colégio Christus. Membro da Academia Cearense de Medicina.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 29/09/2023. Opinião. p.16.

sábado, 21 de janeiro de 2023

A DESCULPA

Um sujeito que mora no interior foi até a capital por motivos de trabalho. Depois de um dia muito longo e cansativo, ele queria chegar logo em casa e, portanto, começou a dirigir muito acima da velocidade permitida na estrada.

Ele olha pelo retrovisor e vê o carro da polícia rodoviária. O policial buzina e faz gestos mandando-o parar. Aí ele pensa: "Corro mais que esse guardinha". E afundou o pé no acelerador.

O carro deu uma arrancada e chegou a 140, 160, 180, quase 200 quilômetros por hora. E a polícia ainda atrás dele, exigindo que parasse. Como ele viu que seria impossível escapar, parou no estacionamento.

— Muito bem, disse o guarda, eu pedi para o senhor parar e o senhor fez o contrário, acelerou ainda mais! Agora precisa me dar uma boa explicação para não multá-lo ou guinchar o seu carro!

O sujeito não sabe o que alegar.

Ele pensa por um momento e responde:

— Veja bem, seu guarda. Há três semanas a minha esposa fugiu com um guarda rodoviário. Quando vi seu carro no retrovisor mandando parar, eu pensei que fosse ele tentando devolvê-la!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

O CHOFER É A BELEZA DO MUNDO


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Etimologicamente, a palavra “chofer” teve origem do francês chauffeur, que significa “operador de máquinas a vapor”. O termo deriva do latim calefare, que quer dizer “aquecer as mãos esfregando-as”. O chauffeur era o trabalhador responsável por operar as máquinas a vapor sendo o encarregado do bom funcionamento das caldeiras. A palavra tratava especificamente das caldeiras (chauffage, em francês), das antigas locomotivas. Era conhecido no Brasil como foguista.
Com o surgir dos primeiros automóveis passou-se a designar as pessoas que conduziam os carros, propelidos inicialmente a vapor e em português afrancesado criou-se o termo chofer. Atualmente, o chofer é a denominação dos motoristas particulares, transportando os seus chefes ou clientes.
Caminhão é veículo automotivo com quatro ou mais rodas para transporte de cargas e os motoristas que dirigem esses veículos, transportando gêneros alimentícios, medicamentos e gases (oxigênio) para os hospitais, etc., são denominados caminhoneiros. Hoje, é indiscutível a importância dos caminhoneiros, que transportam a produção brasileira para os mais recônditos locais do Brasil e para o exterior. 
A maioria das classes trabalhadoras é sindicalizada e conta com o direito inalienável à greve. Como somente 30% dos caminhoneiros são autônomos, a maioria deles é composta por funcionários de firmas transportadoras, o que indica que, na recente greve geral, possa ter havido lock out (uma manifestação de força do empregador no sentido de levar os empregados a aceitar determinação dos donos das empresas— paralisação por ordem dos patrões). Conduta criminosa. Sem falar na infiltração de arruaceiros de todos os naipes.
Passado a fase aguda da greve dos caminhoneiros, creio tenha sido ela uma faceta do povo brasileiro. Relembro: catarse (do grego "kátharsis") é uma palavra utilizada em diversos contextos, assim como tragédia, que significa "purificação", "evacuação" ou "purgação" pelo escancaro da corrupção crônica dos nossos políticos e empresários. 
Esta greve foi só uma catarse de uma fração do povo brasileiro que se manifestou.
Respeito muito a classe dos caminhoneiros que enfrentam as nossas estradas esburacadas e inseguras e ninguém entra em greve por diletantismo.   
A crise nos faz pensar em soluções positivas e não lamentar os erros.
Que vai adiantar prantear que na década de 1960 deu-se a preferência ao transporte por via rodoviária em detrimento das ferrovias e da navegação de cabotagem. Ficar exclusivamente dependente do transporte rodoviário choca a segurança nacional e o povo brasileiro.
As ferrovias deveriam ser um problema de Estado e não de Governo. Não é tão simples assim, recuperar a malha ferroviária nacional, haja vista que estamos com a Transnordestina, iniciada em 2006, parada.
Além do mais, a greve revelou que não existem trilhas para a democracia e para o diálogo, e que nenhuma solução autoritária ou violenta tornará mais bem-sucedida um país ao qual não faltam recursos materiais e psicossociais.
Lembro que crise (do grego krisis) significa: conjuntura socioeconômica problemática, desequilíbrio entre bens de produção e de consumo, normalmente definida pelo aumento dos preços, pelo excesso de desemprego, de falências. Cada crise econômica deve ser transformada em amadurecimento. Essa greve dos caminhoneiros, penso, trará o ensinamento que devemos pensar que o transporte rodoviário não poderá continuar a ser o único ou o mais importante. No Nordeste temos uma canção popular que começa assim: O chofer é a beleza do Mundo...
Existe até um filme com este título e tem mais, música e letra são de Jackson do Pandeiro (1906-1982), cantor e compositor da canção intitulada Xodó do Motorista cuja letra segue abaixo:
Não há quem resista/ Ser motorista sem ter um amor/ Me falte gasolina/Mais não me falte uma menina/ Que eu morro de dor. Eu vou pra todo canto desse meu Brasil/ Ninguém nunca viu eu viajar sozinho/ Eu só viajo no quentinho da minha cabina/ O cheiro de uma menina encurta o meu caminho/ Eu só viajo agarradinho/Ainda hoje eu vou, eu vou falar com ela/ Lá na cancela tenho outra em vista/ Só sei andar com o meu xodó do lado/ Não sou culpado de ser motorista...
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

domingo, 8 de dezembro de 2019

CONTESTANDO O BAFÔMETRO


Numa madrugada por volta das 2h um PM aposentado, viajando com a família, na BR 277, passando por um posto da PRF foi parado na Blitz da Lei seca. O policial rodoviário pediu que ele fizesse o teste do bafômetro e ele como cidadão de bem, o fez. Deu acima do permitido por lei. Aí começou o problema. Ele começou questionando se o aparelho tinha o selo do INMETRO!!! Em meio a contestação ele pediu que o exame fosse feito no seu filho de 5 anos, que estava dormindo! O PRF não vendo problemas, aceitou!! Feito o exame no garoto, para espanto do agente, também constou álcool... O PM questionou a eficiência do aparelho e o PRF na dúvida, liberou o antigão... Chegando em casa, ele falou pra mulher: depois você reclama porque dou cachaça pro menino, se ele não bebesse a gente tava ferrado!
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria explícita.

domingo, 8 de setembro de 2019

PERDIDO NA ROTATÓRIA


Fui jantar com uns amigos e bebi muito. Ao voltar para casa me pararam uma blitz para fazer o teste de bafômetro e deu positivo. Dei 200 reais para o guarda e ele me deixou ir embora.
Andei mais 100 metros e encontro o 2° controle de alcoolemia, e tive que dar mais 200 reais para o guarda me deixar ir embora.
Incrível, andei mais 100 metros e parei no 3° controle de alcoolemia.
Veio o guarda e me disse: Me dá 400 reais que eu te tiro da rotatória.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria explícita.

terça-feira, 16 de julho de 2019

DIÁRIO DE UMA MOTORISTA



5 de janeiro, querido diário,
Passei no exame de direção!
Posso agora dirigir o meu próprio carro, sem ter que ouvir as recomendações dos instrutores, sempre dizendo "por aí é sentido proibido!", "Vamos sair da contra-mão!", "Olha a velhinha!", "Freia! Freia!"
E outras coisas do gênero. Nem sei como aguentei estes últimos dois anos e meio...
8 de janeiro, querido diário,
A Auto-Escola fez uma festa de despedida para mim! Fiquei muito emocionada!
Os instrutores nem sequer deram aulas!
Um deles disse que ia à missa... Juro que vi outro com lágrimas nos olhos e todos disseram que iam embebedar-se, para comemorar. Achei simpática a despedida, mas penso que a minha carteira não merecia tal exagero.
Eles foram muito generosos! Umas gracinhas mesmo!
12 de janeiro, querido diário,
Comprei meu carro e, infelizmente, tive que deixá-lo na concessionária para substituir o pára-choque traseiro pois, quando tentei sair, engatei marcha-a-ré ao invés da primeira. Deve ser falta de prática!
Também... há uma semana que não dirijo...
14 de janeiro, querido diário
Já tenho o carro. Fiquei tão feliz ao sair da concessionária, que resolvi dar um passeio. Parece que muitos outros tiveram a mesma ideia, pois fui seguida por inúmeros automóveis, todos buzinando como num casamento. Para não parecer antipática, entrei na brincadeira e reduzi a velocidade de 10 para 5 km por hora. Os outros gostaram e buzinaram ainda mais. Foi muito legal...
22 de janeiro, querido diário
Os meus vizinhos são impecáveis. Colocaram posters avisando em grandes letras "ATENÇÃO ÀS MANOBRAS" e marcaram, com tinta branca fluorescente, um lugar bem espaçoso para eu estacionar e, para minha segurança e conforto, proibiram os filhos de saírem à rua enquanto durassem as manobras.
Penso que é tudo para não me perturbarem. Ainda há gente boa neste mundo...
10 de fevereiro, querido diário
Os outros motoristas têm hábitos estranhos. Além de acenarem muito, estão sempre gritando. Não escuto nada, por estar com os vidros fechados, mas parece que querem dar informações. Digo isto porque julgo ter percebido, através de leitura labial, um deles dizendo "Vai para casa". Não sei como ele adivinhou para onde eu ia! Acho isso espantoso.
De qualquer modo, quando eu descobrir onde fica o botão que desce os vidros, vou tirar minhas dúvidas, que são muitas.
19 de fevereiro, querido diário
A Cidade é muito mal iluminada. Fiz hoje meu primeiro passeio noturno e tive de andar sempre com o farol alto aceso, para ver direito. Todos os motoristas com quem cruzei pareciam concordar comigo, pois também ligaram o farol alto e alguns chegaram mesmo a acender outros faróis que tinham.
Só não percebi a razão das buzinadas. Talvez para espantar algum bicho.
Sei lá...
26 de fevereiro, querido diário
Hoje me envolveram num acidente. Entrei numa rotatória e como tinha muito carro (não quero exagerar mas deviam ser, no mínimo, uns quatro!), não consegui sair. Fui dando voltas bem juntinho ao centro, à espera de uma oportunidade, de tal forma que acabei por ficar tonta e bati no monumento no centro da rotatória. Acho que deviam limitar a circulação nas rotatórias a um carro de cada vez.
2 de março, querido diário
Estou em maré de azar. Fui buscar o carro na oficina e, logo na saída, troquei os pés, acelerando fundo em vez de frear. Bati num carro que ia passando, amassando todo o lado direito. O motorista, por coincidência, era o inspetor que me aprovou no exame de direção.
Um bom homem, sem dúvida. Insisti em dizer que a culpa era minha, mas ele educadamente, não parava de repetir para si mesmo: "É tudo minha culpa! É tudo minha culpa! Que Deus me perdoe!"
Fonte: Circulando por e-mail em janeiro de 2016, com autoria desconhecida.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

ANSIEDADE E TRÁFEGO


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
A ansiedade causada pelo atravancamento caótico do tráfego nas grandes cidades brasileiras, associado às péssimas condições estruturais das ruas, vias, avenidas e educacionais dos motoristas, acrescido dos motoqueiros e agora também ciclistas, além dos pedestres desavisados é, no mínimo, considerável.
As tragédias provocadas por acidentes de tráfego, quando perto da gente, são mais atemorizantes do que repetir o cansado refrão “os feridos e mortos na denominada de Guerra do Tráfego no Brasil causam maior número das baixas, anualmente, que todas as advindas dos combatentes norte-americanos durante a Guerra do Vietnã”. O Vietnã é um país que se localiza na Indochina, no extremo leste do continente asiático, longe da minha casa e os soldados norte-americanos também são lá de longe, do Hemisfério Norte. O Brasil fica no Hemisfério Sul...
No fim do mês de novembro do corrente ano justo no cruzamento da Avenida Rosa e Silva com a Rua Padre Roma (Recife), pertinho do apartamento onde moro, um carro em disparada terminou arrastando várias pessoas de uma mesma família, incluindo duas crianças e dois adultos, sendo que uma era a babá grávida de 3 meses. O suspeito (escrevo assim para ser politicamente correto, apesar de o motorista causador da tragédia ter sido preso em flagrante) era um jovem de 25 anos, estudante de engenharia e, segundo noticiam, viciado em drogas. Alcoolizado e bombado por alguns comprimidos de Rivotril® (clonazepan), medicamento este de tarja preta (exige receituário médico para sua venda), indicado para o tratamento de crises epilépticas, espasmos infantis, transtornos de ansiedade e de humor, síndromes psicóticas, síndrome das pernas inquietas e da boca ardente e no tratamento de vertigens e distúrbios do equilíbrio, em adultos e crianças.
Afirmam (não tenho estatística e não sei onde encontrá-la, embora tenha procurado na internet), que os ansiolíticos e psicotrópicos em geral apresentaram consumo incrementado entre os políticos e grandes empresários, especialmente em Brasília.  Voltando ao ocorrido: apesar de a tragédia familiar ter acontecido fora do eixo Rio e São Paulo, foi tamanha a crueldade que aconteceu que foi noticiada também pelo Jornal Nacional da Globo e outros.
Como orientei algumas teses e dissertações de mestrado, oficial ou oficiosamente de Prevenção de Acidentes na Infância, chamar tal ocorrência de “acidente” é esquecer que o significado do vocábulo acidente (acontecimento casual, fortuito, imprevisto) foi, há muito tempo, descartado tecnicamente, pois compreendemos que dramas desse tipo são causados na maioria das vezes, pelo somatório das mais diversas causas, todas atuando concomitantemente em um dado espaço de tempo.
Não adianta usar bafômetros, pois o uso de substâncias psicotrópicas lícitas ou ilícitas não são detectados por esse tipo de aparelho.
Conto isto por dois motivos. Primeiro: Recordo-me quando bolsista na Inglaterra (1964/1965/1966) que, se quiséssemos dirigir automóvel na Espanha, naquele tempo um dos países mais fazedores de vítimas do tráfego, o meu seguro de vida inglês, me dava cobertura nesse caso, cobrava uma taxa adicional pelos dias que eu passaria naquele país peninsular. O valor do meu seguro sofreria um acréscimo a ser pago em banco espanhol por um dia a mais da estada prevista. Teria no caso o segurado, eu, de fazer novo depósito bancário ainda em território espanhol. Bom lembrar que a polícia espanhola é severíssima quanto a infrações ocorridas e o resultado desta política de tolerância zero fez esse país voltar a estatísticas comparáveis com as da Alemanha e outros países de Europa.
Segundo: Como psicoterapeuta, tenho notado a procura de motoristas com um tipo de ansiedade relacionada ao ato de dirigir. Ansiedade ao volante.
Para concluir este artigo vênia para filosofar* e sugerir: Não tornar permitido passar dos 40 quilômetros por hora nas regiões metropolitanas. Não vai custar nada a ninguém e bastam umas placas e radares.
Não sei o motivo, mas neste momento em que escrevo, lembrei-me da poetisa chilena Gabriela Mistral (1899-1957) ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura (1945) e de seu poema, cujo título é ‘Hoje’: Somos culpados de muitos erros e faltas/porém nosso pior crime/é o abandono das crianças/negando-lhes a fonte/da vida. Muitas das coisas/ de que necessitamos/podem esperar. A criança não pode. Agora é o momento em que seus ossos estão se formando/seu sangue também o está/e seus sentidos/estão se desenvolvendo/E nós não podemos responder “amanhã” / Seu nome é hoje” ... Vamos refletir como podemos reduzir a nossa morbimortalidade causada pela imprudência no tráfego brasileiro, melhorando os equipamentos do sistema rodoviário e – principalmente – a perícia e o cuidado dos condutores.
Para terminar digo: A maior ou menor duração da pena de quem dirige alcoolizado ou dopado não devolverá a vida de ninguém. Certas coisas necessitam também de uma operação lava-jato - e não somente dos veículos. Lembrei-me agora a causa de repetir esta poesia: da tragédia ocorrida perto da minha casa havia crianças e uma delas ainda não nascida... (08.12.17)
* Viver sem filosofar é o mesmo que ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir. René Descartes (1596-1650).
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

MOBILIDADE COMPROMETIDA


Com o sugestivo título "Beco sem saída", o jornalista Eliomar de Lima, em sua conceituada coluna, publicada em O POVO, de 16/10/18, noticiou que "moradores de condomínio, lojistas e clientes de pontos no entorno da obra do VLT ficaram sem retorno para o acesso a essa via. O mais próximo fica a 1,5 km, perto da avenida Santana Júnior. Cobram solução da engenharia do trânsito.".
Essa nota vem ao encontro do clamor de muitos cidadãos que circulam nas imediações da confluência das avenidas Pontes Vieira e Virgílio Távora, no Dionísio Torres, mercê da desconsideração de gestores municipais, que não atentam direito de mobilidade.
Com o prolongamento da av. Virgílio Távora à av. Pontes Vieira tornou-se uma via de intenso tráfego. Aberturas para conversão existentes no canteiro central foram obliteradas, obrigando aos que se dirigiam ao Centro e bairros adjacentes a se fazer um retorno entre 200m a 300m, a partir dessa extensão, a atual av. Dr. Edmilson Barros de Oliveira.
Assim, há alguns poucos anos, os motoristas que precisassem passar do lado par (para o ímpar da av. Pontes Vieira tinham quatro opções. Uma à direita, entrando por uma colateral da Via Expressa, e ingressando na rua Vicente Leite, cruzando os trilhos, e se conectando à av. Pontes Vieira. As outras eram três conversões permitidas no curso da av. Dr. Edmilson Barros de Oliveira.
Com o andamento das obras do VLT, primeiro, fecharam o acesso pela rua Vicente Leite, e, em seguida, impediram qualquer retorno pelo canteiro central das duas primeiras conversões mais próximas ao viaduto e, por fim, colocaram uma placa de conversão proibida na terceira.
Essas descabidas medidas trouxeram inegáveis prejuízos, tanto aos moradores da área como aos que trabalham ou necessitam de serviços do Hospital São Carlos e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
Os malefícios são de ordem econômica, com maiores gastos em combustíveis, e imateriais, com a perda de tempo no trânsito, impactando na qualidade de vida do cidadão, tão onerado pelos tributos municipais e igualmente despojado do cuidado público.
Diante do exposto, apela-se para a sensibilidade dos gestores municipais, e reclama-se a pronta reabertura de, pelo menos, uma das conversões em foco.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva 
Médico e economista
* Publicado In: O Povo. Fortaleza, 8 de janeiro de 2018. Caderno A (Opinião). p.24.

sábado, 12 de agosto de 2017

ESCAPANDO DE UMA BLITZ EM TEMPOS DE WHATSAPP


Fotógrafo: desconhecido.
Fonte: Circulando por e-mail (internet) e i-phones. Autoria desconhecida.

quinta-feira, 17 de março de 2016

TRAGÉDIA URBANA


Celina Côrte Pinheiro (*)
De acordo com estatística do Detran-CE, datada de dezembro de 2015, há no Estado 1.226.722 motos, com predomínio do Interior. A frota cearense é a terceira maior do País e a primeira do Nordeste. O relativo baixo custo, as facilidades oferecidas para aquisição, a agilidade de deslocamento, a utilização para fins profissionais além do lazer, a insuficiência e inadequação de transporte público, a substituição de veículos de tração animal por motorizados estão entre os motivos que propiciaram o crescimento do número de motocicletas circulantes e, como consequência, um expressivo aumento no número de vítimas no trânsito.
Este lamentável fato não é decorrente apenas da maior vulnerabilidade do motociclista ao contexto do trânsito, onde se observam o desrespeito, a falta de educação e gentileza, a demonstração de poder, o desprezo à direção defensiva etc. por parte dos motoristas. A negligência de motociclistas às normas básicas de segurança, arriscando-se em manobras bruscas, é nítida. Fazem ultrapassagens indevidas, circulam pelas ciclofaixas, não obedecem aos sinais de trânsito, andam na contramão, dirigem sob efeito de substâncias psicoativas…
Um profundo desprezo à própria vida e às alheias. Sobretudo no Interior, não é incomum vermos condutores sem capacete ou portando-o de forma inadequada (solto na cabeça ou preso ao cotovelo), sandálias soltas nos pés, dois ou mais passageiros na garupa. Muitos sequer possuem carteira de habilitação.
De janeiro a agosto de 2015, contabilizaram-se 1.674 vítimas fatais no trânsito do Ceará. Dentre essas, 742 eram motociclistas (44,32%). Entre as 7.737 vítimas não fatais, 4.366 eram motociclistas (56,43%). As vítimas de acidentes com motos ocupam cerca de 70% dos leitos do Instituto Dr. José Frota (IJF). Uma tragédia urbana, com vultosos prejuízos pessoais, familiares e sociais, devendo ser encarada como mais uma importante questão de saúde pública.
É urgente dar-se um basta a esta realidade por meio de políticas públicas sérias, voltadas à prevenção, educação, fiscalização e repressão.
(*) Médica ortopedista e traumatologista. Presidentes da Sobrames/CE.
Fonte: Jornal O Povo, de 4/03/16. Opinião, p.8.

sábado, 9 de janeiro de 2016

DIÁRIO DE UMA MOTORISTA II


10 de fevereiro
Querido diário,
Os outros motoristas têm hábitos estranhos. Além de acenarem muito, estão sempre gritando. Não escuto nada, por estar com os vidros fechados, mas parece que querem dar informações. Digo isto porque julgo ter percebido, através de leitura labial, um deles dizendo "Vai para casa". Não sei como ele adivinhou para onde eu ia! Acho isso espantoso.
De qualquer modo, quando eu descobrir onde fica o botão que desce os vidros, vou tirar minhas dúvidas, que são muitas.
19 de fevereiro
Querido diário,
A cidade é muito mal iluminada. Fiz hoje meu primeiro passeio noturno e tive de andar sempre com o farol alto aceso, para ver direito. Todos os motoristas com quem cruzei pareciam concordar comigo, pois também ligaram o farol alto e alguns chegaram mesmo a acender outros faróis que tinham.
Só não percebi a razão das buzinadas. Talvez para espantar algum bicho.
Sei lá...
26 de fevereiro
Querido diário,
Hoje me envolveram num acidente. Entrei numa rotatória e como tinha muito carro (não quero exagerar, mas deviam ser, no mínimo, uns quatro!), não consegui sair. Fui dando voltas bem juntinho ao centro, à espera de uma oportunidade, de tal forma que acabei por ficar tonta e bati no monumento no centro da rotatória. Acho que deviam limitar a circulação nas rotatórias a um carro de cada vez.
2 de março
Querido diário,
Estou em maré de azar. Fui buscar o carro na oficina e, logo na saída, troquei os pés, acelerando fundo em vez de frear. Bati num carro que ia passando, amassando todo o lado direito. O motorista, por coincidência, era o inspetor que me aprovou no exame de direção.
Um bom homem, sem dúvida. Insisti em dizer que a culpa era minha, mas ele educadamente, não parava de repetir para si mesmo: "É tudo minha culpa! É  tudo minha culpa! Que Deus me perdoe!"
Fonte: internet (circulando por e-mail).
 

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