sábado, 21 de março de 2020

REVISÃO GRAMATICAL FEITA PELO MATUTO


ABREVIATURA - ato de se abrir um carro de polícia.
ARMARINHO - ar proveniente do mar.
CÁLICE - ordem para ficar calado.
CATÁLOGO - ato de se apanhar coisas rapidamente.
DESTILADO - aquilo que não está do lado de lá.
DETERGENTE - ato de prender indivíduos suspeitos.
DETERMINA - prender uma garota.
ESFERA - animal feroz amansado.
HOMOSSEXUAL - sabão em pó utilizado para lavar as partes íntimas.
MINISTÉRIO - aparelho de som de tamanho reduzido.
NOVAMENTE - diz-se de indivíduos que renovam sua maneira de pensar.
RAZÃO - lago muito extenso, porém pouco profundo.
SIMPATIA - concordando com a irmã da mãe.
TALENTO - característica de alguma coisa devagar.
UNÇÃO - erro de concordância, o correto seria: um é.
VOLÁTIL - sobrinho avisando ao tio onde vai.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria explícita.

NUNCA SUBESTIME OS IDOSOS


Uma velhinha foi ao supermercado e colocou seis latas da ração para gato mais cara no carrinho.
A moça do caixa disse:
- Me desculpe, mas nós não podemos lhe vender a ração de gatos sem provas de que a senhora realmente tem gatos. Muitos idosos compram ração de gatos para comer, e a gerência quer provas de que a senhora esteja realmente comprando a ração para o seu gato.
A velhinha foi para casa, pegou o gato e o levou ao supermercado e eles então venderam a ração.
No dia seguinte, a velhinha foi ao supermercado novamente e comprou três pacotes dos mais caros biscoitos para cachorro.
A caixa, novamente, pediu provas de que ela tinha um cachorro, explicando que os idosos costumavam comer comida de cachorro.
Frustrada, ela foi para casa e voltou com seu cachorro, e pôde levar os biscoitos.
No outro dia, a velhinha voltou ao mercado trazendo uma caixa com um buraco na tampa e pediu para a moça colocar o dedo no buraco.
A moça da caixa disse:
- Eu não! Pode ter uma cobra aí dentro!!!
A velhinha lhe assegurou que não tinha cobra de estimação, e que não havia nada na caixa que pudesse mordê-la.
Então a moça do caixa enfiou o dedo no buraco, tirou, cheirou e disse:
- Hummmmmm... mas isto é merda!!!
A velhinha então sorriu de orelha a orelha e confirmou:
- É merda mesmo! Agora, minha querida, eu posso comprar seis rolos de papel higiênico???
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria explícita.

sexta-feira, 20 de março de 2020

AOS VIVOS: "Paralisia sexual" ... e outros causos


Princesas Isabel e Lady Diana

E eu pensando que desligado, na forma da lei, era o "avoado" amigo Vangê - Evangelista. Conheci uma senhora acolá que dá de dez a zero nele. Ela mesmo me contou alguns episódios, a começar pela morte da Princesa Isabel. Uma sobrinha perguntou, despretensiosa, se a tia fazia ideia do ano em que aquela que libertou os escravos no Brasil havia morrido.
- Como? Princesa Isabel bateu as botas? Não me digam uma coisa dessas?
- Morreu, tia! E faz tempo!
- Olha só no que dá a gente parar de assistir ao Jornal Nacional! Meu Deus! E o que levou ela a "bater com o rabo no canto da cerca" (morrer)?
- Eu lá sei!!!
- E o viúvo, como recebeu a notícia?
- Fresque não, tia! Ele morreu também!
- Também?!? E você me dá uma notícia dessas assim, sem uma preparação?!?
Vilauba confundiu a princesa Lady Diana com a ex-mulher do Conde D'Eu.
A atriz autora
Conhecida por trocar as bolas, confunde nomes, acontecimentos, datas, lugares. Certa feita, sabedora das confusões naturais da tia, a mesma sobrinha perguntou qual o feminino de ator. Na bucha Vilauba respondeu:
- Atriz!
- Como é que é, tia? - espantou-se de mentirinha a sobrinha, jogando mais lenha na fogueira da bagunça mental.
- É não, mulher. O feminino de ator é "autora".
Sentindo-se ultrajada, vilipendiada, humilhada e desconsertada, ela refaz a reposta.
- Eu tava brincando, gente. O feminino de ator é "ateira"...
A metáfora e o Rei da Jovem Guarda
Viu o prefeito de Fortaleza em um evento e correu para abraçá-lo, tirar fotos. Após a "escandilice" natural da fã com o ídolo, despediu-se com os mais rasgados elogios: "Grande Roberto Carlos, o senhor é o tipo da pessoa!". A tal sobrinha, ao lado, deu um toque: "Roberto Carlos não, tia. É Roberto Cláudio!" Vilauba não perde a pose.
- Pois tem cara de Roberto Carlos. Ô homi lindo!
OBS.: Uma amiga com câncer de colo do útero teve trocado o nome da fase em que a doença está espalhada para além do local onde começou. Falou a uma conhecida que a dita amiga "já estava com metáfora" (metástase).
Paralisia sexual
A melhor dela foi o diagnóstico médico do pai, que trocou de nome e todo mundo se abriu. Só ela havia lido o que o especialista havia escrito, ainda no hospital. Pesarosa da situação, e tendo passado a vista no papel com muita pressa, corre pra dar a notícia em casa. Ainda no portão, é indagada do vizinho Antônio o que tinha o pai. Ingênua, fala bem explicado:
- Paralisia sexual!
- Ah, isso aí faz tempo! - retrucou o vizinho brincalhão, sabedor das marmotas "esquecitivas" de Vilauba. Ele mesmo leu o diagnóstico em voz alta:
- Paralisia facial!
PS: Terminada a alegre conversa nossa, a senhora se despede e eu me sento global:
- Até logo, seu Tarcísio Meira!
Fonte: O POVO, de 2/05/2019. Coluna “Crônicas”, de Tarcísio Matos. p.2.

quinta-feira, 19 de março de 2020

O OVO DA SERPENTE: cautela com os candidatos messiânicos


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Comemora-se neste mês de julho o centenário de Ingmar Bergman (1918-2007) diretor do filme ‘O ovo da Serpente’, produzido em 1977 e ambientado na Alemanha da República de Weimar (1925-1933), poucos anos antes da ascensão de Hitler. Passa-se em Berlim, novembro de 1923.
Acompanhamos uma semana na vida de Abel Rosenberg, um trapezista judeu desempregado, logo após descobrir que seu irmão Max se suicidara. Em poucos dias seu mundo irá virar de cabeça para baixo. Bergman reconstruiu meticulosamente a Berlim da época, para tecer uma profunda reflexão sobre as origens do Nazismo.
A expressão “o ovo da serpente” alastrou-se por todo o mundo e serve como parâmetro para tudo que, ao nascer, possa a vir a ser pernicioso ou pode causar futuros prejuízos à coletividade. A chocadeira do ovo da serpente funciona bem quando há: depressão econômica, alta taxa de desemprego, insegurança e a instabilidade sócio-política-moral e inflação. E essas distorções foram os principais motores que levaram o mundo, em pleno século XX, a testemunhar um dos seus mais lamentáveis períodos de domínio de políticos messiânicos, como ocorreu com o nazismo e o comunismo.
No Brasil de hoje, nota-se um viés autoritário na sociedade, além de vivermos uma forte polarização política. O problema é que a corrupção não é a única das enfermidades brasileiras. Não adianta eleger um salvador da pátria para findar com a roubalheira e o banditismo como se esses fossem as causas exclusivas dos desníveis sociais.
Para a filósofa Hanna Arendt, o poder do regime totalitário está centrado na propaganda: “ela visa doutrinar, pois a força da propaganda totalitária reside na sua capacidade de isolar as massas do mundo real com vistas a oferecê-las um mundo completamente imaginário e distante da realidade”. (ARENDT: 1989, Origens do Totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p. 402).
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele faz de conta que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, dos sapatos, dos remédios, da Justiça, todos dependem de decisões políticas. Ao mesmo tempo, o analfabeto político é tão alienado que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. Bertolt Brecht (1898-1956).
E essa história de igualdade é uma grande mentira usada pela esquerda para enganar os mais ingênuos que ainda acreditam em Papai Noel. Acorda Brasil! É nos momentos de crise que podemos melhorar nossas vidas e as dos nossos filhos. No meu caso, as dos meus netos.
É bom recordar: no inferno, os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempo de crise.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

quarta-feira, 18 de março de 2020

UECE: construção de 45 anos


Editorial de O Povo
Os atropelos da conjuntura concorreram para que o registro de uma data tão importante - os 45 anos de fundação da Universidade Estadual do Ceará (Uece), ocorrido ontem, só seja celebrado hoje, neste espaço. No entanto, uma efeméride como essa nunca se circunscreve à bitola cronológica, pois irradia mais além da linearidade do tempo e das amarras espaciais, como tudo que está relacionado ao saber.
Surgida em 1975, em tempos de constricção do livre pensar, conseguiu ultrapassar os empecilhos que poderiam ter obstaculizado seu itinerário e a impedido de estar mais preparada para enfrentar, mais uma vez, uma conjuntura nacional de horizontes novamente turbados por ameaças de novos estreitamentos dialógicos. Contudo, desta vez, conta com a experiência adquirida que lhe permite tirar de seu baú referencial "coisas novas e velhas" que, devidamente pesadas e repesadas, possam orientá-la nos incertos caminhos de uma conjuntura nacional nebulosa, em busca de um futuro mais confiante. Para isso, conta, hoje, com um entorno político regional e local (que é seu leito), mais dotado de descortino para lhe assegurar uma pista de voo livre de amarras pretéritas, isto é, de quando lhe faltava esse entorno democrático para lhe dar a cobertura requerida contra eventuais ameaças de um poder central de tendência sufocante, em termos de visão de mundo e de liberdade intelectual.
Seu começo foi naquele 5 de março de 1975, ao incorporar patrimonialmente as seis escolas originárias: Enfermagem (1943), Filosofia (1950), Serviço Social (1953), Administração (1961), Veterinária (1963) e Fafidam (Limoeiro do Norte, 1968). Foram essas unidades que permitiram o surgimento dos primeiros cursos de graduação aos quais outros foram somados. Tudo costurado pelo visionarismo de seu primeiro reitor, o professor Antônio Martins Filho, que com seu reconhecido empenho e dedicação conseguiu, junto às autoridades federais, o reconhecimento da nova Universidade, diante da promessa de abrir novas possibilidades de desenvolvimento para o Estado e para a Região.
Hoje, distribui-se por 13 campi presenciais, 28 polos de Educação a Distância (EaD), 45 polos de educação profissional, 28 mil alunos em 78 cursos de graduação, 93 especializações, 31 mestrados, 15 doutorados, 800 servidores técnico-administrativos e 1.128 professores, dos quais 60% são doutores ou pós-doutores, atuando em 173 grupos de pesquisa e atendendo 164 mil pessoas em projetos de extensão/ano. Trata-se de uma história de sucessos, além fronteiras.
Seu desafio é ser um instrumento que permita ao povo do Ceará ter uma base própria de discernimento para traçar o seu futuro, apoiado no conhecimento e no compromisso indiscutível com a democracia e o pluralismo, e vacinado contra qualquer investida obscurantista.
Fonte: Publicado In: Editorial de O Povo, de 6/3/2020. Opinião. p.16.

terça-feira, 17 de março de 2020

BRASIL, MEIO AMBIENTE E O FÓRUM DE DAVOS


Por Artur Bruno (*)
Antes, protagonista nas questões relacionadas às mudanças climáticas, o governo brasileiro expressa, atualmente, um certo ceticismo em relação ao tema. Em janeiro último, por ocasião do Fórum Econômico Mundial, em Davos, o posicionamento do Brasil acabou ficando na contramão da cimeira e impactando sobre os esforços do Ministério da Economia na busca por investidores. Investidores esses que questionaram o governo Bolsonaro na área ambiental.
Este ano, o Fórum, frequentemente criticado por ser muito fechado, um tanto quanto distante do "mundo real", fez diferente e trouxe, para os encontros de alto nível entre os líderes empresariais e políticos de todo o mundo, a sustentabilidade global. "Partes interessadas para um mundo coeso e sustentável" foi o tema central e, entre os principais assuntos discutidos, estava a "Ecologia e como agir agora com os desafios climáticos e ambientais urgentes".
Os temas que dizem respeito ao impacto das mudanças climáticas, além da questão referente à maior consciência dos consumidores, deixaram claro que na nova agenda planetária dos grandes investidores está definitivamente posto que é possível compatibilizar meio ambiente e negócios, e que o tema está relacionado tanto aos pobres quanto aos ricos.
Os resultados da inação climática estão se tornando cada vez mais evidentes. As fortes chuvas que recentemente inundaram a Grande Belo Horizonte, os incêndios, as queimadas e altas temperaturas, mostram isso. Ninguém se engane, estamos enfrentando uma emergência climática e Davos 2020 deixa a reflexão de que é preciso, ou de que já existe, de fato, uma nova visão de mundo. O mundo que aderiu à agenda ambiental, à economia verde.
Adesão essa, que o Ceará, sob a liderança do governador Camilo Santana, escolheu como primordial em sua gestão. Um modelo capaz de garantir que os processos produtivos atuais respeitem os limites da natureza. O Governo do Estado dialoga com o setor privado, acaba de criar o Selo Empresa Sustentável, incentiva à criação de unidades de conservação, o reflorestamento e executa a política de gestão de resíduos.
(*) Secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMA) do Estado do Ceará. Sócio do Instituto do Ceará.
Fonte: Publicado In: O Povo, Opinião, de 27/2/20. p.16.

segunda-feira, 16 de março de 2020

AMOR



Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Há anos, lendo um texto de Otto Lara Resende, observamos a citação: “O mundo está em cólicas”. Com isso quis ele mostrar os desencontros e os conflitos existentes entre a população do planeta. Realmente, ao longo do tempo, a desumanização é um fenômeno cruel e crescente, apesar do progresso tecnológico desejável, mas implementado, muitas vezes, de forma inadequada. Nem autores famosos como, por exemplo, George Orwell e Alvin Toffler, respectivamente, nos livros “1984” e “A terceira onda” poderiam imaginar. A emoção, os sentimentos, e as forças do coração estão diminuindo, enquanto o pragmatismo ganancioso e não solidário cresce. Observamos que a lei do amor não é aceita de forma generalizada e a lei do medo, da desconfiança e da angústia, ganha mais seguidores. Assim, pedimos permissão ao leitor, para mostrar as sete (7) estrofes da nossa poesia “Mentecapto”, sem métrica e sem rima, dedicada para algumas pessoas. Eis o texto: 1- Ouço a luz do sol nascente. Vejo o aroma dos pássaros. Entendo o cantar de uma flor. / 2- Abraço a triste solidão, desprezo a alegre amizade. / 3- Ando em busca do mal, rejeito as pessoas do bem. / 4- Penso em coisas deploráveis, esqueço as atitudes amáveis. / 5- Procuro apenas ser servido, não almejo ajudar o próximo. / 6- Sou louco, alienado, surreal, kafkiano... Reflito e ajo de forma contestável. Talvez muitos sejam como eu, muitos. É lamentável! / 7- A única cura, sem dúvida. Seria, com fé, seguir os ensinamentos de Deus. Com esta poesia- prosa, desejamos externar a importância do amor. Devemos buscar um sentido para a nossa existência. Jamais sejamos uma pessoa egoísta, arrogante, maledicente, invejosa, enfim, nunca um mentecapto. Conforme Lucas 11.17 e Mateus 12.25, “o país, a cidade e a família que se divide em grupos que lutam entre si serão destruídos, física e espiritualmente”. Só o amor constrói.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 6/3/2020.

 

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