sábado, 20 de dezembro de 2025

Tempo de memória e da esperança

Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)

Novembro chega como um véu de silêncio sobre a cidade barulhenta. Para a Igreja Católica, é o mês em que a fé nos educa a olhar, ao mesmo tempo, para o alto e para dentro. Logo nos primeiros dias, celebramos o Dia de Todos os Santos (1º) e a Comemoração dos Fiéis Defuntos, o Dia de Finados (2). São datas irmãs: uma aponta para a meta — a santidade —, a outra recorda, com ternura, os que caminham para ela e já atravessaram o umbral da morte.

Historicamente, a festa de Todos os Santos amadureceu a partir da memória dos mártires, venerados nas catacumbas, até ser estendida a toda a Igreja no século IX, sob o pontificado de Gregório IV. Já o Dia de Finados consolidou-se no século XI, com os monges de Cluny, como exercício de caridade espiritual pelos que se purificam na esperança. Desde então, novembro tornou-se uma escola de comunhão: entre a Igreja triunfante, a peregrina e a que aguarda a visão plena de Deus.

Filosoficamente, a morte interroga o sentido da vida. A experiência cristã não a romantiza, mas a transfigura: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11,25). Por isso, velas acesas, flores e a oração pelos mortos não são ritos de resignação, e sim gestos de confiança; proclamam que o amor não é devorado pelo tempo. A saudade, iluminada pela esperança, aprende a dizer “até o encontro”.

Novembro também abre a porta do Advento, quando a Igreja reaprende a esperar. Preparar o Natal não é decorar vitrines, mas dilatar o coração: reconciliar-se, cuidar dos que sofrem, retomar a oração, simplificar a agenda para que Deus encontre lugar. Entre a memória dos que partiram e a expectativa do Deus que vem, descobre-se um caminho único: viver o presente com responsabilidade de eternidade.

Que este mês devolva à cidade o seu silêncio fecundo e às famílias a mansidão das lembranças. Ao lembrarmos nossos mortos, aprendamos a ser mais vivos: atentos, agradecidos, generosos. E, ao acender as luzes do presépio, reconheçamos no Menino que chega a mesma promessa que sustentou nossos santos e consolou nossos lutos: o amor vence a morte, e a vida, em Deus, não se encerra — floresce.

(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia. Escritor. Diretor do Mosteiro dos Jesuítas de Baturité e do Polo Santo Inácio. Fundador do Movimento Amare.

Fonte: O Povo, de 15/11/2025. Opinião. p.20.


O cinquentenário da RCC em Fortaleza

Por Emanuel Freitas da Silva (*)

No último dia 26/10/25 celebrou-se, na Catedral Metropolitana de Fortaleza, os 50 anos da presença da Renovação Carismática Católica na cidade. Movimento de cunho pentecostal surgido em 1967, nos Estados Unidos (o famoso “final de semana de Duquesne”), aportou em terras alencarinas em 1975, por meio do trabalho missionário de padres jesuítas, para logo depois ser conduzido hegemonicamente por fiéis leigos. Buscou, desde seus primórdios, ser a “renovação” do catolicismo como um todo, daí a disputa que se travou, por muito tempo, quanto ao uso do termo “movimento” para o caracterizar.

Há muito o que se comemorar no que diz respeito à Arquidiocese: inexistiram, da parte dos arcebispos, grandes entraves à presença do movimento nas igrejas (embora muitos padres tenham oferecido, nesses anos, alguns embaraços), podendo mesmo ser destacado o expressivo número de Novas Comunidades fundadas sob a batuta de Dom José Antônio; muitas novas expressões do catolicismo foram originadas na espiritualidade da RCC de Fortaleza ou têm nela seu público majoritário; missas e eventos católicos assumiram, em sua imensa maioria, a gramática dos louvores e da animação carismática (como a Caminhada com Maria), o que explica, em grande medida, a resistência do Ceará como o segundo estado mais católico do país.

Mas, há também desafios importantes produzidos pela longe durée do movimento: enfrentamentos internos, que levaram alguns à ruptura com a Igreja e à busca por novas confissões cristãs (indo do sectarismo à desfiliação); espetacularização da pentecostalização, fazendo desta a razão de ser do movimento bem mais do que a própria unidade da igreja – para isso, basta lembrar da importância das “missas de cura” frente às missas “normais”; a politização da identidade carismática, que levou o movimento a uma adesão irrestrita a tudo que se opõe ao progressismo, levando a uma confusão entre ser carismático e ser, por exemplo, bolsonarista (inclusive, esse foi um dos quatro problemas identificados pelo fundador da Shalom durante sua pregação, no referido evento).

Os próximos anos insinuam-se de maior fortalecimento, dada a já manifesta inclinação do novo arcebispado. Que venha o centenário!

(*) Professor adjunto de teoria política da Uece/Facedi.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 12/11/25. Opinião. p.22.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Crônica: “Quando o porco não é um suíno...” ... e outros causos

Crônica: “Quando o porco não é um suíno...” ... e outros causos

Quando o porco não é um suíno...

O célebre pensamento de Ariano Suassuna - "tudo o que é ruim de passar é bom de contar e tudo o que é bom de passar é ruim de contar" - cabe perfeitamente aqui, deveras. Nonato, cunhado dileto, passando uns dias aqui em casa - reside há anos na Veneza Brasileira, decidiu ir à casa do amigo Ribamar, que não via desde 1999.

O irmão de minha mulher ouvira por conhecidos, na capital cearense, que "Ribinha" trazia consigo já os primeiros sinais do mal que tem afetado por demais os que viramos a quilometragem dos 70 - dificuldade de encontrar palavras para completar uma frase e, sobremodo, de ir buscar na memória fatos recentes ou não (ficamos "inesquecíveis").

Tinha urgência o irmão de minha mulher em ver o contemporâneo de Colégio Cearense, até porque o obrigava a viagem de retorno a Recife, dia seguinte. Nonato, sem a menor intenção de querer magoar, falou-me sincera e ingenuamente, lembrando Suassuna:

- Preciso visitar meu amigo Ribamar enquanto ele se lembra de mim!

Viva a Linguagem Simples!

Essa eu também testemunhei. Levei ao Alicate (no Monte Castelo) o Zé Felismino, vaqueiro de papai, para que o valente sertanejo se fartasse do prato principal da casa, há décadas: bisteca com baião de dois e batata inglesa na maionese. E farofa com vinagrete.

Mas, Zé tinha intenção gastronômica diversa - culpa minha, que deveria ter-lhe perguntado o que queria traçar. Cheio de moral, decidido a pagar a conta (vendera saca de castanha de caju no preço), chamou o garçom e, desejando comer uma costelinha de porco assada, indagou educado:

- Além da bisteca de gado, do carneiro, do frango e da tilápia, que outra mistura tem aí?

- Também suíno! - respondeu o garçom, olho grelado na mesa ao lado.

- E porco, vocês não têm???

Chora, cão!

Maria, criaturinha birrenta, cometera danação substantiva e a mãe não deixou por menos. Cinturão em mão, aplica-lhe corretivo exemplar: dez lapadas no espinhaço. Primeira, segunda e terceira chibatadas e Maria, nem aí - como se assistisse à sessão da tarde. Quarta, quinta, sexta, sétima e oitava sabugada e nada de a menina chorar. Demais relhadas, a mão da mãe já nem pesava de cansaço, e nada de a garota pedir penico.

Assustada com a reação da filha - magra e abusada, a senhora pensa que aquilo "não é coisa de Deus". Benze-se com o cinto, toda tremendo, e conversa em voz alta com o Alto:

- Senhor, essa Menina tá é com o cão nos couros! - E haja a velha a rezar: - Creio em Deus Pai todo poderoso...

O verdadeiro pão de açúcar

Consultório do clínico geral Dr. João, entendedor de nutrição como poucos. O caso do paciente - Jair Moraes - requer prudência no consumo de açúcar. Pré-diabético na risca, terá que abdicar dos doces que tanto dá valor. E não só:

- As massas e o arroz têm muito carboidrato, convertidos em açúcar no organismo.

- Doce de leite, rapadura, bombom, tudo bem, doutor! Mas, o arroz?!?

- Sim! Carboidratos simples como o arroz, digeridos e absorvidos rapidamente, causam um aumento acelerado nos níveis de açúcar no sangue, dando pico de glicose.

E o Poeta dos Cachorros deixa o consultório com a informação de que arroz tem muito açúcar a lhe martelar o juízo, coisa que não entrava na cabeça. Chegando em casa, a mulher Doriana fala que se acabou o açúcar pra botar no suco do almoço. E Jair...

- Bota duas colheradas de arroz!

Fonte: O POVO, de 21/11/2025. Coluna “Crônicas”, de Tarcísio Matos. p.2.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

PESAR POR DR. ZAQUEU TORRES ESMERALDO

Lamento compartilhar aqui o meu pesar pelo falecimento do nosso colega de turma de Medicina da UFC, de dezembro de 1977, o Dr. Zaqueu Torres Esmeraldo, renomado cirurgião plástico radicado em São Paulo, desfecho ocorrido ontem (17/12/2025) na capital paulista.

Zaqueu Torres Esmeraldo nasceu em Senador Pompeu, em 23 de agosto de 1952. Realizou estágio de Cirurgia Geral na Santa Casa da Misericórdia em Fortaleza (1978/79) e Residência Médica de Cirurgia Plástica no Hospital dos Defeitos da Face em São Paulo (1980/81), onde fixou residência. Fez estágios nos EEUU em 1981 e em 1990 (NY e San Francisco).

Era membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e membro Internacional Correspondente da Sociedade Americana de Cirurgia Estética.

Exerceu clínica particular em São Paulo por mais de 45 anos e visitava Fortaleza trimestralmente a trabalho, desde então.

Casou-se, em 1977, com Niana Salvia Esmeraldo, já falecida, com quem teve dois filhos dentistas, Caio e Raquel, ambos casados, que lhes deram três netos: Maria Júlia e Antônio (filhos de Raquel), e Bruno (filho de Caio).

Como dedicado católico, ele era Ministro Extraordinário da Eucaristia.

Que Deus o receba em Seus braços misericordiosos.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva


quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Os Mestres Nunca Morrem

Convivi com o Dr. Moreira desde o começo de minha formação médica. Como aluno, monitor, bolsista de iniciação à pesquisa, interno e depois residente do Departamento de Cirurgia, o contato com o professor José Moreira Lima foi, não só obrigatório, como marcante. Preceptor dedicado, cirurgião destemido - personalidade forte e envolvente -, Dr. Moreira nunca passou despercebido. Estou falando de uma época onde o cirurgião geral fazia de tudo, tempo das grandes incisões, da rapidez cirúrgica, das habilidades múltiplas... Destaque desde a época de aluno da faculdade de medicina, quando foi presidente do Centro Acadêmico no final dos anos 1950, depois como discípulo primoroso do grande professor Paulo Machado na década de 60, Dr. Moreira marcou sua trajetória como cirurgião e mestre nos mais importantes hospitais escolas de sua geração. Dono de uma grande clientela, pontificou como cirurgião geral na época áurea da Casa de Saúde São Raimundo. Médico cirurgião do Hospital Geral de Fortaleza desde a sua fundação, ali consolidou seu nome como mestre, cirurgião e gestor. Coordenou a Residência de Cirurgia e dirigiu o hospital na década de 80, deixando como principal legado a construção da nova emergência, ocasião em que foi realizado um grande concurso público para contratação de uma quantidade expressiva de novos médicos.

Na Faculdade de Medicina, fez história. Muito presente e atuante, nas suas aulas visitas, emergia sempre o professor extremamente exigente. Não aceitava essa desculpa de "não sei não senhor", os residentes eram obrigados a ter domínio completo das enfermarias. No centro cirúrgico, destacou-se na correção das grandes hérnias da parede abdominal. Qualquer vacilo dos residentes era repreendido com firmeza, tal como eram também elogiados com desvelo os bons desempenhos, "belo ponto, meu filho, merece uma tragada". Na sua gestão como chefe do Departamento de Cirurgia, criou a Jornada Científica do Departamento, hoje já na sua trigésima primeira edição, e foi o responsável pelo desencadeamento das negociações que acabaram por determinar a construção do novo hospital de cirurgia.

Associativamente, o professor Moreira também atuou de forma significante. Muito ativo no Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), foi membro Titular, Mestre do Capítulo Ceará/Piauí/Maranhão, vice-presidente setorial e Membro Honorário do CBC, tendo recebido a Medalha do Mérito Cirúrgico por ocasião do XXIX Congresso do CBC, realizado em Fortaleza no ano de 2011.

Já aposentado da UFC e do HGF, em 2002 o professor Moreira foi convidado pelo professor Manassés, na ocasião Reitor da Universidade Estadual do Ceará, para colaborar na organização inicial do Curso de Medicina que lá se instalara. Como era de costume acontecer em todo projeto no qual se envolvia, dedicou-se de corpo e alma, dando aula incansavelmente em várias disciplinas no início do curso, o que lhe rendeu inúmeras homenagens e convites para dar nome e ser patrono ou paraninfo das primeiras turmas que lá se formaram. Vem desta época minha maior aproximação dele. Membro da banca examinadora do concurso que prestei para professor de Cirurgia do Curso de Medicina da UECE, passamos a conviver de perto por um bom período. Tornamo-nos verdadeiramente amigos e pude apreciá-lo mais ainda. Juntos fomos vozes dissonantes na ideia da construção do Hospital Universitário da UECE, na época proposta repugnada pela direção do Curso e Reitoria. Ver o Hospital Universitário hoje em pleno funcionamento enche-me de orgulho, e embora os alunos de hoje não saibam, nos corredores daquele hospital estão impregnados os lampejos dos sonhos e da inteligência de um homem obstinado.

Acompanhei de perto suas últimas internações, mas ontem, ao receber a notícia de sua morte, confesso que senti um misto de tristeza e saudade. A constatação da partida definitiva de um mestre querido enche-nos de vazios e faz com que nos sintamos vivendo em um mundo menor do que este que está ai desabrochando para muitos. É como se a morte deles estivesse levando também um pouco de nós. Mas, pensando bem, é justamente o contrário. A verdade mesmo é que os nossos mestres nunca morrem, eles estarão eternamente aqui impregnados em nossas atitudes, em nossos ensinamentos.

Assim, aquela risada franca, aquela mão estendida vigorosa e aquela opinião firme e forte do Dr. Moreira estarão sempre por aqui a nos guiar e ajudar a encontrar respostas e soluções. É isso, vai meu velho e bom amigo, descanse em paz.

Fortaleza, 15 de dezembro de 2025

Prof. Fernando Antônio Siqueira Pinheiro

Departamento de Cirurgia da Famed UFC


terça-feira, 16 de dezembro de 2025

TARIFAÇO vs. POLÍTICA A SER ADOTADA

Por Pedro Jorge Ramos Vianna (*)

Em artigo anterior sugeri que o Brasil poderia adotar a política da moeda nacional subvalorizada para os negócios de exportação e importação com os Estados Unidos. Chamo a atenção que o Brasil já adotou essa política, com o uso de taxas cambiais diferenciadas em seu comércio internacional. Assim, isto não seria novidade.

Mas, qual a justificativa para o emprego de tal política? Primeiro é o apelo dos empresários para o uso de política tarifária. O problema é que o Tesouro Brasileiro está deficitário. Assim, qualquer benefício nessa área, acarretaria maior pressão sobre ele. Da mesma forma o cancelamento de dívidas, se existirem, das empresas prejudicadas, também pressionaria o Tesouro. E a compra por parte do governo dos produtos não exportados só se aplica para determinados bens, principalmente os de primeira necessidade.

Dadas estas considerações é que advogo o uso da política cambial como uma alternativa menos danosa aos cofres federais. A minha ideia é a adoção do real subvalorizado, tanto para as exportações das empresas brasileiras, como para as suas importações. Mas, somente para os negócios com os Estados Unidos.

Quais as consequências dessa política? No que diz respeito às importações ela funciona como um encarecimento dos preços e, portanto, tende a diminuir essas transações. Assim, ela funciona como um “tarifaço” contra os bens importados daquele país.

E quanto às exportações? Neste caso, ela funciona como um adicional de preços, um ganho "extra". Outra consequência é que não haveria pressão sobre o Tesouro. Chamo a atenção que em relação aos outros países a taxa cambial seria uma só, sem a característica da subvalorização do real.

Também faço a ressalva que o Bacen poderia ter perdas cambiais nos negócios com os EUA, a depender do saldo do Balanço de Pagamentos com aquele País.

Veja-se que quando há exportação, o Bacen recebe divisas e entrega Reais aos exportadores. Quando há importação ele recebe Reais e entrega divisas. Como, normalmente, o saldo do balanço comercial Brasil/EUA é negativo, o resultado seria um “ganho” em Reais e uma “perda” em divisas. Se o resultado do balanço comercial for positivo, o resultado seria o inverso.

Entretanto, o efeito sobre a política monetária no Brasil, mesmo na primeira hipótese, não seria de grande monta, haja vista que, conforme as últimas estatísticas publicadas pelo Bacen, em 2025, o Papel Moeda em Circulação no Brasil situa-se em torno de R$347,3 bilhões, o que equivale a, aproximadamente, 3,13% do PIB.

Desta forma a política de câmbio diferenciado, neste caso, não será danosa nem para a política tarifária, haja vista que não afeta o Tesouro, nem para a política monetária, pois não há pressão inflacionária.

(*) Economista e professor titular aposentado da UFC,

Fonte: O Povo, de 16/11/25. Opinião. p.20.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Natal dos descendentes de Almerinda Gurgel & Paulo Coêlho em 2025

Por Marcelo Gurgel Carlos da Silva (*)

Parte dos descendentes do casal Almerinda Gurgel Valente & Paulo Pimenta Coêlho, representados pelo filho Edmar Gurgel, por muitos netos, alguns bisnetos e até trinetos, se fez presente no encontro natalino de nossa família.

Esse encontro, liderado pelo primo Sílvio, filho do tio Edmar, aconteceu no Espaço MGM, localizado no bairro de Fátima, das 16h às 20h de ontem, dia 14/12/25, reunindo cerca de setenta pessoas.

Dos filhos de Elda, faltaram apenas o Sérgio, retido em Juazeiro do Norte, e o Paulo, que por motivos superiores não puderam se fazer presentes.

Ao som de Tiago Sampaio, um bom cantor, acompanhado de violão e de teclado, e por vezes entremeado por interpretações do Paulinho, filho do primo Paulo César, passamos uma tarde-noite muito agravável, saboreando as apetitosas guloseimas cuidadosamente feitas pela prima Solange Gurgel, gerando um tempo de encanto e de descontração dos parentes da família Gurgel.

O ponto alto da festao foi a apresentação da brochura “O LEGADO DE ELMA: uma família, uma história”, organizada por Maria Goretti e Eleazar Ribeiro, filha e genro da tia Elma, contendo mensagens dos filhos, netos e de outros familiares da homenageada, falecida em 27/08/2022, seguida da projeção de slides com fotografias selecionadas pelo casal Goretti e Eleazar.

A família da tia Elma doou vinte exemplares dessa obra aos primos do lado materno participantes do evento.

Ao final do encontro foram sorteados, entre os adultos presentes, vinte exemplares dos seguintes títulos de livros: “Cum Laude”, “Fora de Forma: contando causos da caserna”, “Selecta Literária” e “Fortaleza: de encantos e (des)encantos”, cedidos gentilmente por Marcelo Gurgel.

Não houve tempo para repetir a projeção do audiovisual, produzido pelo nosso primo Renato, com base no acervo de fotografias pertencentes aos descendentes de Elda e Edmar Gurgel, que se comprometeu de o compartilhar nos grupos de WhatsApp da família Gurgel.

Após a apresentação dos slides e a distribuição dos livros, os participantes se posicionaram para uma fotografia oficial panorâmica, para servir de registro iconográfico da confraternização do nosso clã de 2025.

A data do encontro do próximo ano não foi, previamente, agendada, mas nele se pretende render homenagens aos nossos queridos tios Edson e Edmar.

(*) Memorialista da família Gurgel-Carlos em Fortaleza


 

Free Blog Counter
Poker Blog