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domingo, 19 de abril de 2026

A vida após a morte segundo algumas religiões III

6. A Religião Asteca

O povo asteca acreditava em uma série de deidades extraordinárias, e tinha muitos festivais diferentes, que eram ditados pelo calendário asteca. Eles também acreditavam que nem todos os que morreram acabariam no mesmo lugar. A maioria das pessoas acabou em um lugar chamado Mictlan, onde os mortos tiveram que enfrentar muitos desafios durante um período de cerca de 4 anos antes de poder finalmente descansar. Por outro lado, pessoas que foram mortas por afogamento ou relâmpago acabaram em Tlalocan, que era um paraíso que foi dominado por Tlaloc, a divindade da chuva. Além do mais, acreditava-se que guerreiros abatidos ou mulheres que morreram durante o parto se transformavam em beija-flores.

7. Juche

Juche é a religião mais nova desta lista e é reservada exclusivamente aos cidadãos da Coreia do Norte. Os adeptos do Juche adoram o primeiro ditador do país, Kim Il-sung, seu filho, Kim Jong-il e sua esposa, Kim Jong-soko. Esta religião foi formada em um modo muito similar ao cristianismo, com estas três pessoas representando uma santa Trindade, como o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Os seguidores do Juche acreditam que passarão a vida eterna com seu grande líder após a morte.

8. Epicurismo

O epicurismo é uma religião que antecede o cristianismo em aproximadamente 300 anos e ainda continua sendo seguida hoje. Seus fiéis acreditam na existência de vários deuses, mas afirmam que todos esses deuses ignoram inteiramente a humanidade. O seu princípio determinante é que tudo, incluindo os deuses e a alma, é composto de átomos, e é por isso que eles não acreditam em qualquer vida após a morte.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


A vida após a morte segundo algumas religiões II

3. Religião Tradicional Chinesa

Os seguidores da religião folclórica Han acreditam em uma existência tranquila após a morte, que pode ser alcançada através da participação em rituais particulares e mostrando um grande respeito aos seus antepassados. Após a morte, se um indivíduo tiver vivido uma vida virtuosa o suficiente, então o deus Ch'eng Huang permitirá que habitem com os imortais no paraíso. No entanto, se suas vidas forem consideradas decadentes, eles seriam enviados ao inferno por tempo determinado, seguido imediatamente por um renascimento.

4. Zoroastrismo

As pessoas que seguem o zoroastrismo acreditam em um deus benevolente chamado Ahura Mazda e uma divindade do mal conhecida como Angra Mainyu. Eles acreditam que, após a morte, uma pessoa pode entrar no céu ou no inferno, dependendo de quão bem eles lideraram sua vida. Para chegar ao destino final de suas vidas, eles devem primeiro atravessar a Ponte Chinvat. Para pessoas virtuosas, essa ponte será apenas um pequeno desafio. No entanto, quando um pecador tenta atravessar, a ponte balançará perigosamente, ficará tão estreita como uma navalha, e uma mulher aterrorizante as atormentará implacavelmente enquanto tentam chegar ao outro lado. A queda da Ponte Chinvat resultará em uma permanência no purgatório, antes de voltar para a ponte para outra tentativa.

5. Rastafarianismo

O rastafarianismo começou na Jamaica durante a década de 1930, mas seus seguidores se espalharam por todo o mundo desde então. Os seguidores acreditam que o imperador da Etiópia, Haile Selassie, era seu deus encarnado, e ainda continuam a acreditar mesmo depois de sua morte, em 1975. Acredita-se que os fiéis do rastafarismo experimentam a imortalidade através da reencarnação. Eles também acreditam que o céu está dentro do Jardim do Éden, que, segundo eles, está localizado na África.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


A vida após a morte segundo algumas religiões I

 Se você acredita ou não em vida após a morte, certamente há muitas pessoas que acreditam. A maioria das religiões tem formas muito diferentes de ver a vida após a morte que, por sua vez, acaba por moldar nações e culturas inteiras de maneiras muito diferentes. A seguir, você encontrará 8 (oito) das religiões menos conhecidas do mundo, e exatamente como cada uma delas percebe a vida após a morte.

1. Jainismo

Há cerca de 4 milhões de seguidores do Jainismo no mundo de hoje. Eles acreditam na existência de deuses diversos e em reencarnação contínua até alcançar um estado de libertação. A libertação pode ser conquistada por não causar dano à Terra e através do esforço para evitar o mau karma. Aqueles que não conseguem a libertação são obrigados a continuar através de ciclos de renascimento, e alguns deles podem até precisar atravessar oito infernos diferentes antes de renascerem. Uma vez liberada, a alma finalmente descansará ao lado dos deuses.

2. Xintoísmo

De acordo com antigas lendas japonesas, os mortos entram em um lugar subterrâneo escuro chamado Yomi, onde um rio separa os vivos dos mortos. Independentemente do seu comportamento durante a vida, todos os mortos acabam habitando esse reino sombrio, no entanto, pessoas menos virtuosas podem se transformar em espíritos chamados Kami depois de morrerem. É por isso que os seguidores do Xintoísmo aderem a uma série de rituais de purificação ao longo de suas vidas.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Mortalidade infantil cai 17,6% no Ceará, mas 62,5% são evitáveis

Por Penélope Menezes (*)

A taxa de mortalidade infantil (TMI) em território cearense registrou um declínio de 17,6% entre 2011 — quando 13,6 óbitos de crianças menores de um ano por mil nascidos vivos foram apontados — e 2024 (11,2 óbitos). A informação é do boletim epidemiológico de dezembro/2025 da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa).

De 2011 a 2024, o levantamento notifica que 21.221 mortes de crianças menores de um ano foram registradas no Estado. O número total corresponde a uma média de 1.542 óbitos/ano.

Já a proporção de óbitos infantis evitáveis variou de 71,2% em 2011 para 62,5% no ano de 2024. A porcentagem representa uma redução de 12,2%, com discretas flutuações no período.

"Mortes infantis evitáveis" são "aquelas consideradas preveníveis por ações efetivas dos serviços de saúde". Incluem "adequada e oportuna atenção à mulher na gestação e no parto; atenção ao recém-nascido; ações de imunoprevenção; ações adequadas de diagnóstico e tratamento e ações de promoção".

"A primeira questão é entender o que é morte evitável e morte inevitável", diz a ginecologista e obstetra Liduína Rocha." A morte inevitável é a que, mesmo que se faça diagnóstico, não existe tratamento. Principais causas: malformações fetais e as doenças genéticas". 

Já uma parte significativa das mortes infantis evitáveis acontece durante o período do perinatal, ou seja, a partir da 28ª semana até o final do primeiro mês e, especialmente, nos primeiros dias após o nascimento.

Entre as causas, predominaram no ano de 2024 as reduzíveis por ações de atenção à mulher na gestação e por adequada atenção ao recém-nascido. Ambas alcançaram 44%.

A terceira posição foi ocupada pelas evitáveis por adequada atenção à mulher no parto, com variação entre 11,4% (2011) e 8,3% (2024), registrando redução de 26,9%.

"Essas mortes neonatais precoces, que acontecem no momento do nascimento até o sétimo dia, uma parte significativa delas acontece na maternidade, mas por condições que poderiam ter sido prevenidas ou tratadas adequadamente no pré-natal. Um dos exemplos significativos é a prematuridade, que se associa muito à infecção", explica a profissional.

Para Liduína Rocha, durante o pré-natal, fazer cultura de urina de maneira sistematizada é uma prevenção efetiva.

"Outras condições maternas são responsáveis por prematuridade, causada por uma necessidade de intervir ou por descompensações que podem levar à morte ainda na gravidez ou logo após o nascimento. Duas condições são diabetes gestacional e uma condição da pressão alta induzida pela gravidez, que a gente chama pré-eclampsia", completa.

A ginecologista e chefe da Divisão Médica da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, Zenilda Vieira Bruno, aponta que, diante do cenário, a qualidade do pré-natal deve melhorar. As mudanças devem incindir na realização de exames laboratoriais e nas medicações.

"No momento do parto, é importante maior disponibilidade de leitos, para não ter atraso na resolução do parto, com maior disponibilidade de leitos de UTI neonatal para os bebês prematuros", relata Zenilda.

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 5/01/2026. Cidades. p.17.


quinta-feira, 13 de abril de 2023

AS MEMÓRIAS NÃO TRAEM

Por Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Doutor Cabeto) (*)

Ao reler "Gente Pobre", de Dostoiévski , vi-me com 13 anos, numa casa simples em Messejana. Havia um caixão na única sala da casa e muita tristeza. Era a mãe de um amigo, que não vejo há tempos. A casa tinha somente um cômodo. Sentamos eu, ele e dois outros amigos de infância, os quais faleceram há pouco mais de um ano, infelizmente, juntos como nasceram, vítimas da Covid. Velamos o corpo durante toda a noite. Tudo só não foi pior devido à solidariedade dos vizinhos, que abrandavam a cada instante a sensação de solidão e desespero. Era para nós como se fosse o fim!

Quase uma década depois assisti a morte do meu pai, da dor no peito ao edema pulmonar e, enfim, à morte, foram pouco mais de duas horas. Tudo aconteceu tão rápido, mas com imagens claras. Ele estava sereno, apesar do intenso desconforto, pela sudorese e falta de ar. Pouco antes de perder a consciência, disse-me com os olhos que estava na hora e nada devia ser feito. Assim aconteceu...

Durante muitos anos essas imagens me retornam, assim de um jeito tão atual, que me traz a mesma sensação.

Na época já era quase médico. Ainda não imaginava que com o passar do tempo iria presenciar tantas cenas como aquela. De qualquer forma, ficou um pedaço da minha alma, ali!

Ser médico é assim, vamos acompanhando e somando nossos mortos.

Não é de todo ruim, já que nos permite uma vida diferente, uma percepção de valores que transcende o tempo em que vivemos, e, deixa claro a nossa finitude.

Encarar o sofrimento humano é cada vez mais agudo. As lembranças de cada casa que visitamos, dos olhares de desespero e da dor, nos traduz a história humana e suas múltiplas contradições. Da alma capaz de alegrar-se e sofrer ao mesmo tempo. De sorrir quando a dor interrompe, em cada ato. No dizer "Dr. quero viver mais um pouco, para meus filhos criar, quero ver meus netos", o último resquício de esperança.

Assim, instauramos nossa, ou pelo menos a minha e de alguns, angústia com o sofrer. E como adormecer em paz?

Agora entendo o que dizia meu avô, José Martins, "descansar, somente na eternidade". 

(*) Médico. Professor da UFC. Ex-Secretário Estadual de Saúde do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 27/02/2023. Opinião. p.19.

sábado, 19 de fevereiro de 2022

O FURTO DE CAJUS DE UM CEMITÉRIO

Dois amigos foram roubar caju em um cemitério.

Quando eles pulam o muro, caíram dois cajus para o lado de fora do cemitério.

Já do lado de dentro eles pegam vários cajus e começam a repartir:

- 1 pra mim, 1 pra você!

- 1 pra mim, 1 pra você!

- 1 pra mim, 1 pra você!

Um bêbado que passava, ouviu a divisão, e assombrado correu até a igreja:

-Seu padre, o diabo tá dividindo as almas com Jesus lá no cemitério!

O padre não acreditou, mas foi até lá olhar. Chegando lá, ouve a divisão dos 2:

- 1 pra mim, 1 pra você...

- 1 pra mim, 1 pra você!

- 1 pra mim, 1 pra você!

O bêbado diz:

- Eu num falei.

O padre:

- É mesmo.

De repente, a voz diz: Pronto só falta pegar aqueles dois que estão lá fora!

O padre diz:

Corre infeliz que agora é nóós!!!

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria definida.

sábado, 22 de janeiro de 2022

MORRE O MÉDICO E ESCRITOR PEDRO HENRIQUE SARAIVA LEÃO

 

Pedro Henrique Saraiva Leão no Espaço Cultural de Médico Escritores da Unimed Fortaleza.

Por Marcela Tosi, jornalista

Morreu ontem, 21, o proctologista e escritor cearense Pedro Henrique Saraiva Leão, aos 83 anos. Ele deixa a esposa, Maria das Graças Accioly Leão, e três filhos, Ana Luiza, Paulo e Ignez Carolina. A causa da morte não foi divulgada. Recentemente, Saraiva Leão esteve internado em hospital particular de Fortaleza durante dois meses. Segundo depoimento do próprio médico, divulgado pelo hospital, ele deu entrada às pressas com um quadro de diverticulite. Precisou ser intubado e passar por cirurgia.

Como médico, criou o primeiro clube de ostomizados no Brasil em 1979. Trouxe a ideia e o formato de Londres, onde cumpriu estágio, e o implementou no Ceará. Quando foi presidente da Sociedade Brasileira de Colo-Proctologia (1981-1982), criou a Sociedade Regional Norte-Nordeste de Colo-Proctologia. Foi ainda fundador do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, em São Paulo.

Ao longo de quase 29 anos, Saraiva Leão foi também articulista no jornal O POVO. De 1991 a 2019, manteve sua "jornada de relator mensal em medicina, literatura, e outro temas de interesse geral". Despediu-se dos leitos com o texto Academia Cearense de Medicina II. Médico deixa 11 obras, entre publicações literárias e científicas

O caminho dele como médico, professor e escritor lhe rendeu diversas homenagens ao longo da vida. Em 2003, recebeu a Medalha Barca Pellon, a maior comenda médica do Estado do Ceará. Três anos depois, foi reconhecido com diploma de Notório Saber pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Em 2014, recebeu o diploma de Mérito Ético-Profissional pelo Conselho Regional de Medicina. Em 2018, o título de Professor Emérito da UFC.

Nas redes sociais, a Academia Cearense de Letras, da qual ele foi presidente entre 2009-2012, lamentou sua morte. "Expressamos nossos sentimentos de pesar a todos os familiares e amigos", publicou.

O ambientalista João Saraiva, primo do médico, também fez uma homenagem. "Levou para o céu os brilhantes conhecimentos da medicina, da poesia e da literatura!", escreve em publicação nas redes sociais.

O Instituto Histórico e Geográfico de Sobral também manifestou seu pesar, almejando, em nota, "conforto à família enlutada e à legião de amigos do Dr. Pedro Henrique Saraiva Leão". Afirma ainda que o médico "deixa muitas saudades no cenário científico e cultural cearenses".

Devido à pandemia de Covid-19, não haverá velório. (Marcela Tosi)

Fonte: Marcela Tosi. In: O Povo, de 16/01/22. Farol. p.3.

domingo, 17 de janeiro de 2021

MAU PRESSÁGIO NA NECRÓPOLE

Estou aqui no cemitério...

Caí na besteira e vim para o enterro de uma pessoa que nem conhecia, um tio de um amigo do meu vizinho. Após o sepultamento, a família tem uma tradição religiosa que sempre levam uma vidente para dizer quem é o próximo a morrer. Depois de fazer uma concentração, a vidente informou que o próximo a morrer seria o primeiro que saísse do cemitério.

Já estamos aqui desde 9h da manhã, o pessoal já pediu quentinha, galeto, churrasco, refrigerante, suco, água, café...

Tem uma turma jogando dominó; outra, baralho, outra, dama; uns já armaram tendas para dormir e estamos todos aqui sem previsão de deixar o local.

Estou esperando a vidente sair, pois nem a infeliz saiu ainda, imagine eu!

Fonte: Internet (circulando por e-mails e iPhones).

terça-feira, 16 de junho de 2020

OS PAPA-DEFUNTOS


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
… Agenciador de enterros; papa-defunto
Não gostei do término do meu último artigo intitulado Nacionalismo vacinal conferir em https://go.shr.lc/2zvxj9H
Para uma pessoa ser enterrada, a família enfrenta muita burocracia.
Quanto mais tempo vivemos, mais documentos colecionamos, pois, deles se pode um dia precisar. Prudência ao morrer sem dar trabalho à família é uma lembrança que não esmaece, nunca. Idosos, tenham vossas papeladas em dia.
Nos tempos em que eu exercia a Medicina e dava plantão no Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, com a mão na massa ou na linha de frente, meu ofício e ganha-pão, assistia incrédulo como é que os Papa-Defuntos adivinhavam a morte de um paciente numa enfermaria de mais de 40 leitos, justo a morte do freguês da vez. Denominava-os Papa-Defuntos, estranhos personagens que ficavam rondando até que o infeliz morria, logo que botavam nele aquele sinistro olhar.
Não adiantava o esforço médico para tentar preservar a vida. O freguês estava condenado a morrer. O féretro já estava encomendado e não havia quem desfizesse a demanda. Não erravam uma, apesar de luta insana dos médicos, enfermeiras, técnicos, era óbito garantido. Olhar de “papa-defuntos” é morte certa.
Naquele tempo nem existiam as UTIS com paredes, separações ou vidraças. O pobre ou rico não morria como agora, com o carinho familiar e cercado de uma parafernália de tubos, engrenagens, aparelhos, transistores imensos. Mesmo os médicos e enfermeiros treinados no uso dos equipamentos existentes não podiam chegar perto do doente, quanto mais um familiar.
Mas os papa-defuntos estavam por lá, seja na sala de espera das enfermarias ou por perto.
Como não sei, porém, reconheço de longe um profissional do enterro: cara de defunto, paletó desbotado e puído, e uma gravata sebosa. Sapato gasto por um sem número de meia solas. Meias gastas e calças amarrotadas. Além do mais exalavam um cheiro de necrotério.
Não brigavam por defuntos e dividiam o troféu de maneira justa. Jamais assisti, em minha longa vida de médico, qualquer desavença ou a menor briga entre eles. Cada um ficava com o seu, garantido.
… O respeito com a família enlutada era grande e jamais faltavam com as condolências. A paz começava a ser eterna. É assim que deveriam comportar-se os cientistas e empresas que tratam de epidemias, produção de vacinas, medicamentos e outros remédios (remédio é tudo aquilo que pode curar ou aliviar o sofrimento) e nisso incluo os respiradores e similares…
Tomavam as providências cartoriais e o que era seu estava garantido, o enterro era pago primeiro pelo IAPI (Instituto de Aposentarias e Pensões dos Industriários.), depois passou para o INPS (Instituto Nacional de Previdência Social) e agora é pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que complicou as coisas. Quem morria no Hospital Agamenon Magalhães pertencia ao “Instituti”
Para mim os “papas- defuntos” podem até ter mudado de nome, mas, no meu coração, os sentimentos continuam os mesmos: verdadeiros especialistas em enterrar defuntos.
Como sabiam o tamanho do defunto, não sei. Mas o caixão chegava do tamanho exato do cliente. O respeito com a família enlutada era grande e jamais faltavam com as condolências. A paz começava a ser eterna.
É assim que deveriam comportar-se os cientistas e empresas que tratam de epidemias, produção de vacinas, medicamentos e outros remédios (remédio é tudo aquilo que pode curar ou aliviar o sofrimento) e nisso incluo os respiradores e similares.
Agora estão brigando para ver quem chega primeiro a uma vacina contra o COVID-19 e como vão distribui-la. Deus castiga, cuidado.
Os “papa-defuntos” nunca brigavam, executavam seus trabalhos equanimemente e com dignidade. Gente honesta cuja função era de providenciar o enterro de um sofredor. Pertenciam esses papa-defuntos a empresas concorrentes, mas guardavam e respeitavam a ética da vida. Porque os governos e grandes corporações não fazem o mesmo com a produção e distribuição de vacinas?
Cuidado, Deus está vendo.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE), da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES) e da Academia Recifense de Letras. Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

domingo, 10 de maio de 2020

A VIDA APÓS MORTE DO MARIDO


Marido e mulher, juntos há mais de 50 anos e crentes na reencarnação, fizeram um acordo: o primeiro a morrer informaria ao outro como era a vida no chamado “plano espiritual”.
O homem morreu primeiro e, através de um médium, contatou a mulher e contou como era sua rotina diária:
– “Levanto cedo e faço sexo. Em seguida faço a primeira refeição. A alimentação aqui é a que você queria que eu tivesse: muitos legumes, frutas, verduras. Você não imagina o que tenho comido de cenoura, justamente eu que odiava, lembra? Depois de comer, mais sexo e em seguida vou para o campo. Não paro um minuto sequer! Apanho muito sol, como você queria, e faço sexo mais algumas vezes. No almoço, mais legumes e verduras, e depois… Mais sexo! O jantar aqui é servido mais cedo, sempre com verduras frescas, e como escurece tarde, dá tempo de voltar ao campo. Aí, já sabe, né? Sexo até anoitecer! Depois durmo muito bem, para me recuperar, já que no dia seguinte começa tudo outra vez. Não posso me queixar da vida aqui!".
A mulher, feliz e espantada, exclamou:
– Nossa, então você está no Paraíso?
E o marido respondeu:
– Não, já reencarnei! Voltei como coelho numa chácara aqui em Botucatu.
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

O TAXISTA ASSUSTADO


Num dia chuvoso, um passageiro em um táxi rumo ao aeroporto precisa fazer uma pergunta ao motorista, e gentilmente cutuca o seu o ombro para chamar sua atenção.
O motorista grita de susto, perde o controle do táxi, quase atinge um ônibus, sobre no meio-fio e para a apenas dois centímetros da vitrine de uma loja, quase causando um acidente ainda maior. Por alguns instantes, tudo ficou em silêncio no táxi. Em seguida, o motorista vira para trás e pergunta ao passageiro: "Você está bem? Eu sinto muito, mas você me assustou demais!"
O passageiro, muito abalado, pediu desculpas ao motorista e disse: "Eu não sabia que um simples toque no ombro poderia assustar alguém tanto assim!"
O motorista respondeu: "Não, não, é inteiramente minha culpa. Hoje é meu primeiro dia como motorista de táxi, depois de passar 25 anos dirigindo um carro funerário..."
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

CORONAVÍRUS E A "GRIPE CHINESA"


A melhor matéria do dia sobre o Coronavirus veio, para não variar, de Rodrigo da Silva, em uma das melhores threads de twitter que eu já li. Ao contrário de grande parte do jornalismo brasileiro que prefere chutar e não apurar, Rodrigo acompanha, vai atrás, pesquisa, fundamenta, e argumenta de forma indiscutível. O coronavírus já pode ser considerado o Chernobyl chinês, um erro monstruoso camuflado por uma ideologia podre e uma ditadura comunista vergonhosamente tolerada pelo ocidente. Se esta doença não ganhar logo a alcunha justa e merecida de "Gripe Chinesa", a história falhará. Fiquem com bela thread e aproveitem para seguir o Rodrigo no Twitter.
A culpa pela pandemia de Coronavírus no mundo tem nome e sobrenome. É do Partido Comunista Chinês. E se você ainda tem alguma dúvida a esse respeito, precisa dar uma lida nessa thread.
1. De acordo com oficiais chineses, o primeiro caso de COVID-19 aconteceu no dia 17/11/19 e o primeiro indivíduo a testar positivo para a doença apresentava sintomas em 8/12/19. Segundo o The Lancet, o paciente zero foi exposto ao vírus no dia 1/12/19.

2. A falta de condições sanitárias de um mercado de animais silvestres em Wuhan, prática comum num país que não oferece segurança alimentar, foi fundamental para o surto. Só depois do SARS-CoV-2, tardiamente, o governo chinês prometeu acabar com a prática.

3. Um artigo publicado em 2007 por médicos de Hong Kong já alertava que havia reservatório de coronavírus em morcegos e que o hábito do sul da China de "comer mamíferos exóticos" era uma "bomba relógio". Mas essa bomba não se resume à vigilância sanitária.

4. A China é uma ditadura sem liberdade de expressão, de imprensa, política e religiosa, com ativistas de direitos humanos reiteradamente presos, torturados e condenados a campos de trabalho forçado. Foi nesse país que o SARS-CoV-2 se espalhou.

5. Em 2002, as informações sobre um outro coronavírus, o SARS-CoV, foram reprimidas pela ditadura chinesa, condenando centenas de pessoas à morte. Tardiamente, o Partido Comunista admitiu os erros e demitiu o ministro da Saúde e o prefeito de Pequim.

6. Como a preocupação de ditaduras é com a estabilidade do regime, e não com o bem-estar da população, sem enfrentar grandes resistências, o governo chinês teve com o SARS-CoV-2 os mesmos incentivos para novamente negligenciar uma pandemia de coronavírus.

7. No dia 30 de dezembro, quando a COVID-19 adoeceu 7 pacientes em um hospital de Wuhan, e um médico, Li Wenliang, tentou avisar outros médicos, a polícia chinesa o obrigou a assinar uma declaração de que seu aviso constituía "comportamento ilegal".

8. Li Wenliang e outros sete médicos de Wuhan foram obrigados a assinar um documento admitindo "espalhar mentiras". Isolado no trato de seus pacientes, sem amparo oficial, Li acabou contraindo coronavírus e falecendo, aos 34 anos.

9. Entre o início de dezembro e 19 de janeiro, o Partido Comunista Chinês minimizou o surto a um problema local, limitado a um pequeno número de clientes de um mercado de Wuhan. Qualquer que fosse a causa da doença, "não era nada parecido com SARS". https://www.scmp.com/news/hong-kong/health-environment/article/3044723/six-more-hong-kong-patients-hospitalised-over

10. Ainda em 26 de dezembro, um técnico de um laboratório contratado por hospitais disse que sua empresa recebeu amostras de Wuhan e chegou a uma conclusão impressionante: as amostras continham um novo coronavírus com uma similaridade de 87% com a SARS.

11. No dia 24 de dezembro, uma amostra do SARS-CoV-2 retirada de um paciente foi enviada a um laboratório para o sequenciamento do genoma. Os resultados estavam prontos 3 dias depois, mas as autoridades de Hubei ordenaram que as amostras fossem destruídas.

12. Em janeiro, a polícia ainda controlava as informações, tratando o coronavírus como um boato. Em Wuhan, esse era o discurso oficial: "A polícia apela a todos os internautas para não fabricarem rumores, não espalharem rumores, não acreditarem em boatos".

13. Cabe lembrar que o Partido Comunista promove o maior ato de restrição à liberdade de expressão da História. 50 mil censuradores participam do processo de controle da internet no país, conhecido como o Grande Firewall da China. https://gking.harvard.edu/publications/how-censorship-china-allows-government-criticism-silences-collective-expression

14. Na China, são oficialmente proibidos serviços como Gmail, Google, Facebook, Youtube, Wikipedia, Reddit, Instagram, Twitter e WhatsApp. Como o governo monitora os aplicativos permitidos, controla todo o conteúdo online e o tráfego de informações.

15. O Partido Comunista também controla todas as redações de jornal do país. Segundo a Reporters Without Borders, em 180 países listados, a China é o 177º em liberdade de imprensa. Não há acesso no país à BBC, NYT, The Guardian, WSJ, Reuters, TIME, NBC...

16. Controlando a internet e os veículos de imprensa, o Partido Comunista Chinês não teve qualquer dificuldade em atrapalhar o fluxo de informações da população sobre o coronavírus, colaborando ativamente para que o surto se transformasse numa pandemia.

17. Li Wenliang, o médico whistleblower do início dessa thread, só foi liberado da prisão em 3 de janeiro, depois que assinou um documento assumindo a prática de "atos ilegais". Li contou à CNN que sua família se preocuparia se ele perdesse a liberdade.

18. Outro médico, Wang Guangbao, admitiu mais tarde que a especulação sobre um vírus semelhante à SARS era forte nos círculos médicos no início de janeiro, mas que as detenções dissuadiram muitos, inclusive ele próprio, de falar abertamente a respeito.

19. Em fevereiro, dois jornalistas chineses, Fang Bin e Chen Qiushi, desapareceram depois de trabalharem na cobertura do coronavírus em Wuhan e denunciarem as supressões de informações do governo. Qiushi entrou no topo da lista da One Free Press Coalition.

20. A China só declarou emergência em 20 de janeiro. Quando Wuhan foi isolada três dias depois já era tarde: o vírus estava sendo espalhado por todo país, levado pelos 400 milhões de chineses que se preparavam para viajar para comemorar o Ano Novo Lunar.

21. Durante quase 2 meses, enquanto o vírus se alastrava, o Partido Comunista Chinês aprisionou e intimidou médicos e jornalistas, controlou o fluxo de informação, minimizou os riscos do surto, não ampliou leitos de UTI, nem combateu mercados silvestres.

22. Xi Jinping, presidente da China, comentou publicamente pela primeira vez sobre a SARS-CoV-2 apenas no dia 20/01, mas já no dia 7/01, 13 dias antes, durante uma reunião do partido, ele admitiu, num discurso interno, conhecimento "do novo coronavírus".

23. Nesses 13 dias, enquanto negava o surto, o Partido Comunista organizou duas grandes reuniões em Hubei e reuniu mais de 40 mil famílias num banquete em massa em Wuhan, na tentativa de bater um recorde mundial. Xi Jinping poderia ter evitado a pandemia.

24. Apenas no dia 4 de fevereiro, assim como com a SARS em 2002, o Partido Comunista Chinês admitiu as “deficiências e dificuldades na resposta à epidemia”, e prometeu "melhorar nossas habilidades em lidar com tarefas urgentes e perigosas".

25. Mesmo dois meses depois do surto começar, depois da OMS pedir repetidamente às autoridades chinesas dados sobre a saúde dos profissionais médicos de Wuhan, o governo chinês ainda tinha dificuldade em ser transparente com a comunidade internacional.

Repetindo as trapalhadas do Politburo soviético no acidente nuclear de Chernobyl, em 1986, o Partido Comunista Chinês é o grande responsável por negligenciar um surto então local, reiteradamente ignorado pelas autoridades, transformando o novo coronavírus numa pandemia global.
Reprisando os erros da SARS em 2002, a ditadura chinesa deixou o mundo novamente à mercê de seus caprichos, pagando por suas irresponsabilidades, sem nenhuma garantia de que seja capaz de combater exemplarmente novos surtos nos próximos anos, dizimando populações inteiras.
E é exatamente por isso que a culpa pelo novo coronavírus tem nome e sobrenome, e que é tão importante responsabilizar os autores políticos dessa pandemia.
Inúmeras pessoas inocentes morrerão nas próximas semanas graças à ineficiência de uma ditadura.
A História será implacável.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Com autoria atribuída a Rodrigo da Silva.

quinta-feira, 12 de março de 2020

AFOGAMENTO, PREVENIR É SALVAR


Por Weiber Xavier (*)
Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) 16 brasileiros morrem afogados diariamente, a cada 91 minutos um brasileiro morre afogado sendo que 44% ocorrem no verão (dezembro a março).
Nossas crianças e jovens, infelizmente, são as maiores vítimas dessa tragédia, pois entre um e 29 anos de idade, o afogamento é uma das principais causas de morte. Os maiores fatores de risco são: idade menor de 14 anos; uso de álcool; baixa renda; baixa educação; etnia rural; comportamento de risco; falta de supervisão; pessoas epilépticas tem 15 a 19 vezes maior risco. Mais de 80% das mortes ocorrem por ignorar os riscos, não respeitar limites pessoais, e desconhecer como agir.
Segundo o professor David Szpilman "afogamento não é acidente, não acontece por acaso, tem prevenção, e esta é a melhor forma de tratamento". Prevenção é a ferramenta mais eficaz na luta contra os afogamentos. Algumas medidas de prevenção pessoal são recomendadas: aprenda natação e medidas de prevenção em afogamento; nade sempre acompanhado; obedeça a todas as bandeiras e sinalizações de segurança aquática; evite ingerir bebidas alcoólicas e alimentos pesados; antes de entrar na água, saiba como e quando usar colete salva-vidas; nade sempre perto a um posto de guarda-vidas e pergunte o melhor local para o banho; conheça as condições do banho e do tempo antes de entrar na água; sempre entre na água rasa ou desconhecida com os pés primeiro. Na praia, algumas medidas de segurança: praia só com guarda-vidas presente e nunca alcoolizado; não entre na água com bandeira vermelha; respeite a sinalização; nunca entre na água para salvar, jogue um material flutuante e aguarde o profissional chegar; caso seja pego por uma corrente fique calmo, não lute, flutue e acene por ajuda; ajude um afogado ligando 193. São três atitudes que podem ajudar na redução dos afogamentos em nosso País: conheça seu risco pessoal de afogamento e previna-se; compreenda o problema dos afogamentos em sua área; multiplique a prevenção e informe-se mais em sobrasa.org.
(*) Médico e professor de Medicina da UniChristus.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 13/1/2020. Opinião. p.18.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

VIVER E MORRER EM CRISTO


Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)
Diante do Senhor não há morte, há vida. Nosso Deus é o Deus dos vivos, da vida que dá sentido até à morte. Sem a fé a morte é peso, angústia, desolação. Iluminada pela fé a morte é esperança, amparo, confiança, perspectiva de reencontro. Na visão cristã a morte tem sentido positivo, a vida não termina com a morte, mas se inicia com a morte. Morremos para viver mais e melhor. Testemunho de Corações iluminados pela fé: "Eu não morro, entro na vida" (Teresinha). "Deus nos dá a vida para buscá-lo, a morte para encontrá-lo, e a eternidade para possuí-lo" (Francisco de Sales). "Não me prepara para um fim, mas para um encontro" (Bento XVI).
Recentemente, celebramos Finados e a Igreja nos convida a refletirmos sobre o viver e o morrer em Cristo. A reflexão sobre a morte está ligada à reflexão sobre o sentido da vida. Entender o sentido cristão da morte é aprender a valorizar a própria vida. O mundo moderno não nos ensina mais a morrer. Somos preparados para viver, não para morrer. Vivemos uma 'ditadura da felicidade', onde não há espaço para refletir temas existenciais como o sofrimento e a morte.
A morte se tornou um tabu. Falar dela é obsceno, constrangedor. Tudo é feito para esconder a morte, para incitar-nos a viver sem pensar nela. Infelizmente a morte e o morrer perdeu sua dimensão humana e religiosa. Hoje se morre nos hospitais, morte solitária, coisificada, fria, longe dos olhos, do calor do abraço sincero dos familiares. A morte chega a todos.
Essa verdade se mostra a nós todos os dias. É necessário viver bem, para adormecer bem. Nosso céu já começa aqui, quantas vezes já vivemos o céu…especialmente quando amamos e nos deixamos amar. Morre lentamente, quem passa os dias se queixando e murmurando da sua má sorte. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Felicidade é viver o agora sem pressa nenhuma. Passado não volta. Futuro não temos. E o hoje não acabou. Vale a pena lembrar que a vida é curta demais.
(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia.
Fonte: O Povo, de 9/11/2019. Opinião. p.16.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Povo que gosta de cemitério


Hoje fui ao velório da mãe de uma amiga e por uma tradição eles levam uma vidente ao velório para falar quem será o próximo a morrer.
Logo depois que ela fez todo ritual ela disse que o próximo a morrer seria o que saísse primeiro do cemitério após o enterro.
Estamos todos aqui há mais de 3 horas. Já pedimos uma pizza colocamos a conversa em dia e ninguém arreda o pé daqui.
Oooo povo que gosta de cemitério gente...
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Piada sem autoria explícita.

domingo, 4 de agosto de 2019

O MEDO DO CEMITÉRIO


Ontem eu estava caminhando na ida para casa e decidi pegar um atalho pelo cemitério.
Três moças me viram e me disseram que estavam com medo de caminhar por ali à noite, o que era bem comum.
Vendo o medo das moças, decidi deixar que caminhassem comigo. Eu disse a elas:
- Não tenham vergonha, é totalmente compreensível o medo que vocês têm de andar por aqui tão tarde da noite, com tudo escuro...  Eu também morria de medo de passar por aqui quando estava vivo.
Nunca vi ninguém correr tão rápido daquele jeito...
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

terça-feira, 13 de março de 2018

A MORTE E O PALHAÇO

Por Erasmo Miessa Ruiz (*)
Se a vida pode ser um espetáculo, por que não poderia ser então um espetáculo circense?
Às vezes temos que ser verdadeiros trapezistas sem rede de proteção ao fazermos escolhas.
Em outras oportunidades somos malabaristas equilibrando dezenas de pratos ao mesmo tempo vivendo a tensão de que tudo pode desabar a qualquer momento.
Muitos nos pedem que atuemos feito domadores de leões e só ficam felizes quando botamos a cabeça dentro da boca da fera.
Quanto e quantos coelhos já tivemos que tirar da cartola para buscar soluções para problemas aparentemente insolúveis?
Alguém já disse certa vez que a morte é uma piada de mau gosto inventada pela existência. Eu penso que na verdade a vida pode ser uma piada, principalmente porque a morte existe e nos desafia o tempo todo a termos um melhor humor para lidar com o dia a dia.
Sei que muitos querem nos fazer de palhaços. Mas sempre achei nobre a sua função de satirizar o absurdo e atrevidamente caricaturar o poder, tirando a roupa do rei revelando as reais intenções que se escondem por trás de mesuras e falsas preocupações.
A vida, tem que ter alguma graça. Quem sabe até ser uma boa palhaçada. Quero meu enterro com palhaços conduzindo o caixão e realizando todo o serviço fúnebre. Eu mesmo quero ir no caixão vestido de palhaço, este ser que talvez seja a mais sincera expressão da condição humana, um misto de dor e alegria que pode tornar cômico um final trágico.
Carpe Diem.
(*) Psicólogo. Professor da Universidade Estadual do Ceará. Diretor da Editora da Uece.
Fonte: https://www.facebook.com/carpediemmorte/
 

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