quarta-feira, 6 de julho de 2011

A CRUZ DE FERRO E O VASCO

A Major Elza Cansanção, com 38 medalhas no peito, é chefe da preservação do acervo da memória da Força Expedicionária Brasileira (FEB), no Palácio Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e foi primeira enfermeira voluntária da FEB e uma das cinco primeiras a desembarcar, em agosto de 1944, no teatro de operações da Itália. Na Segunda Guerra Mundial, Elza fez parte de um grupo de 73 enfermeiras brasileiras que foram à Itália. Em entrevista ao site Uol, a Major Elza Cansanção contou uma das passagens mais curiosas do período em que esteve em solo europeu, durante a II Guerra Mundial:
"Certa vez, um nordestino foi servir de isca, para descobrir onde estavam os alemães. Todo mundo voltou do combate e nada de ele chegar. Até que, mais tarde, o soldado apareceu com um alemão levando um fuzil a sua frente. Todo mundo ficou doido, os superiores começaram a gritar que tinha um alemão armado, e o nordestino acalmou todo mundo: “Ele não está armado, não. Eu o desarmei. Esse aí é o meu fuzil, que mandei ele carregar porque eu estava cansado”. Para completar, contou que quase matou o alemão. “Quando eu ia enfiar a peixeira nele, vi que o cabra é do meu time." Ninguém entendeu nada, então ele apontou a Cruz de Ferro no peito do alemão e concluiu: "Vocês não estão vendo que ele é Vasco?”

terça-feira, 5 de julho de 2011

CONVITE LANÇAMENTO DE “PALAVRAS QUE VALERAM A PENA 3”

O Centro Cultural Oboé convida para a noite de autógrafos de “Palavras que valeram a pena: desenvolvimento humano no Brasil”, 30º livro do médico e escritor Antero Coelho Neto.
O autor, Antero Coelho, nasceu em Fortaleza (1931) e formou-se em Medicina na UFC (1957). Tem sido uma mistura de médico, cientista, professor, reitor, planejador e criador de faculdades e universidades, futurista, gerontologista e poeta. Publicou centenas de artigos em revistas e 29 livros nas áreas da Saúde, Educação, Planejamento, Literatura (Poesias) e Qualidade de Vida. Em 1980, publicou seu primeiro livro “Poemas do outro”. A partir de então autografou: “O homem e a poesia” (1983), “Fantasias” (1985), e “Eternidades” (1991). Na Colômbia, em 1993, publicou uma coletânea poética com o nome de “Geminianas”. Depois, ao regressar para o Brasil, em 1998, publicou “Um Homem Brasileiro” e, em 2004, “A Cidade Azul”. Desde 1993, tem participado das publicações poéticas da SOBRAMES com enorme satisfação.
Data: 5 de julho de 2011 (terça-feira), às 19h30.
Local: Centro Cultural Oboé (Rua Maria Tomásia, 531).
Importante: O livro será graciosamente ofertado aos que comparecerem a esse lançamento.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O MISTÉRIO DA MARIA

Zé namorava Maria há 5 anos. Uma moreninha de corpo escultural, bundinha perfeita, peitinho durinho de olhar para cima... Simplesmente as medidas de uma deusa grega. Só havia um problema para José: até hoje Maria não tinha liberado nada mais que uns amassos.
Um dia, os dois a rolar pelo sofá, pega aqui, pega ali, mão naquilo, aquilo na mão, etc., José começou a tirar a blusinha de Maria, abriu sua calça e quando achou que finalmente ia rolar, Maria cortou o barato falando:
- José, eu sou moça de família. Só vou transar com você depois de casar. Quando isso acontecer, até folhinha verde eu farei com você.
Sem entender o que era 'folhinha verde' José levantou-se e saiu. Foi à casa de Joana, uma loirinha aguada que era um caso antigo dele, daquelas que liberava geral. Ao chegar José não pensou duas vezes e foi logo para cima de Joana. Rola prá cá, rola pra lá, depois de várias posições ele não pensou mais e disse:
- Joana, não acha que já estamos sem muitas idéias para nossas transas?
- Também acho, Morzinho.
- Então, quem sabe você poderia fazer uma folhinha verde?
Joana ficou branca e logo gritou:
* - QUEM VOCÊ PENSA QUE SOU? POSSO SER SUA AMANTE, FAZER TODO TIPO DE SACANAGEM, MAS VOCÊ ESTA ACHANDO QUE SOU DESSAS QUE FAZEM FOLHINHA VERDE?!* -
A moça enfiou a mão na cara do coitado!
- *FORA DAQUI, JÁ!!!*
Jogou tudo o que tinha em cima de José, que não teve alternativa a não ser sair correndo, com as calças na mão. No dia seguinte José foi para o trabalho, mas não parava de pensar como deveria ser a tal 'folhinha verde'...
Claro que não perguntou para nenhum amigo, pois não queria passar vergonha. A solução seria uma visita a um puteiro. Para lá se dirigiu, à noite. Depois de beber umas e outras, sentiu-se preparado e chamou uma das 'garotas', linda, de parar o trânsito. Ao chegar ao quarto foi logo perguntando:
- Você faz realmente tudo?
- Claro. Estou aqui pra isso, fofinho.
- Qualquer coisa, mesmo?
- Sendo franca: estou aqui para ganhar dinheiro e faço tudo o que for preciso, o que você quiser.
- Então vamos começar logo com a folhinha verde?
Sem pensar, a putinha tascou um tremendo tapa na cara de José e foi gritando:
* - SEU SEM VERGONHA. SOU PUTA, MAS NÃO SOU QUALQUER UMA, VIU!!. QUEM VOCÊ PENSA QUE EU SOU???!!!* -
Meteu a mão na cara do coitado e continuou gritando, enquanto fora do quarto todo o mundo escutava seus berros.
Sem entender o que estava acontecendo o 'segurança' (vamos ser francos, o cafetão do local) invade o quarto, irritado, pergunta:
- O que está acontecendo aqui?
- Meu caro, eu só perguntei se ela fazia de tudo. - Respondeu José.
- Ora, aqui todas fazem de tudo. Não estou entendendo. - disse o cafetão.
- Mas, quando eu pedi para ela fazer folhinha verde ela enlouqueceu. .. Sem deixar José concluir a frase o cafetão saca revólver e vai berrando:
* - AQUI É UM PUTEIRO DE RESPEITO, MINHAS MENINAS NÃO SÃO DESSE TIPO. SAIA DAQUI, SEU FILHO-DA-PUTA, SENÃO TE FURO O RABO!!!* -
E José, novamente sem ter escolha, saiu correndo e foi para a casa de Maria. Ao chegar, falou:
- Maria, case comigo, agora, por favor.
Afinal, José não agüentava mais não saber o que era folhinha verde. Dois dias depois casaram-se e foram para a lua de mel. José esperançoso. Mas no caminho da lua de mel, sofreram um acidente e Maria morreu.
Até hoje José chora... Não de saudade, e sim de raiva, pois não conseguiu descobrir o que é folhinha verde.
E NÓS, também, vamos ficar com raiva. Afinal, se José não descobriu o que é folhinha verde, muito menos eu, que só recebi esta mensagem de um *FdP* que também não sabia, e perdi um tempão lendo essa porra deste e-mail e não descobri o que é essa merda de folhinha verde.
Então pensei, "Por que não dividir a frustração com vocês?"
Afinal, vocês são meus amigos(as), né?!
kkkkkkkkkk!!!!
A propósito: alguém aí sabe ou pode dar alguma dica, qualquer dica, sobre a tal *"Folhinha Verde?"*
Fonte: Internet (circulando por e-mail/ sem o crédito da autoria).

domingo, 3 de julho de 2011

GARI PSICÓLOGO

Dissertação de mestrado na USP por um psicólogo
'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'
'Fingi ser gari por 1mês e vivi como um ser invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
Por Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou um mês como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo.
Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'.
Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu.
Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de um mês trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais.
Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.
 Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe.
Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.
* Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!
Respeito: passe adiante!
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sábado, 2 de julho de 2011

1º UNIMEDLIT

Por Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
Fartas vezes comprovamos serem Medicina e Literatura irmãs contemporâneas e quase siamesas. Realmente, as primeiríssimas descrições de ferimentos cirúrgicos foram feitas, presumivelmente pelo poeta Homero, na “Ilíada” e na “Odisseia”, os maiores poemas épicos da Grécia antiga.
Estou em que a Medicina parece mesmo influenciar a Literatura. Shakespeare, sogro de um médico – este também filho de médico – introduziu oito esculápios em sete de suas peças teatrais e usou matéria médica para delinear psicologicamente suas personagens, mormente aquelas psicopatas. Autores célebres como Dostoievsky, Proust, Sinclair Lewis, Hemingway, filhos de médicos, seguramente foram contaminados pela atividade profissional de seus pais. Em verdade, as duas são sócias na arte da ciência e na ciência da arte. Em artigos anteriores neste jornal (“Há que ler, há que ler”, 10/11/2007, e “Literatura para médicos?”, 11/3/2009) aludimos às congênitas ligações entre ambas.
Anton Chekhov (“A Enfermaria Número Seis”), A.J. Cronin (“A Cidadela”), Axel Munthe (“O Livro de San Michele”), Claude Bernard, Jules Romain, Alexis Carrel, Maranõn, William Carlos Williams, Conan Doyle (do Sherlock Holmes) eram igualmente médicos, como os houve, famosos, em Portugal: os Júlios, Dantas e Diniz, Miguel Torga, Fernando Namora.
No Brasil sobressaíram Manoel Antonio de Almeida (“Memórias de um Sargento de Milícias”), Joaquim Manoel de Macedo (“A Moreninha”), Graça Aranha (“Canaã”), Gastão Cruls, Arnaldo Vieira de Carvalho, Franco da Rocha, Martins Fontes, Guimarães Rosa, Pedro Nava, o recém falecido Moacyr Scliar (“História da Medicina na Literatura”), e tantoutros. Destarte, o convívio com a literatura abre as janelas d´alma dos nossos pacientes, melhora nossa competência humana, e nos reabilita a melhor entender e tratar seus males físicos e mentais.
Tão histórica, tamanha e tão fértil é a relação entre ambas que o Romantismo Literário brasileiro foi criado pelo médico José Gonçalves de Magalhães (Suspiros poéticos e saudades, 1836).
Por que tanta afinidade? Quiçá o médico, íntimo da vida e da morte (esta, ao fim a grande vencedora), leitor e escritor de prontuários, ciente das dores orgânicas e espirituais dos seus doentes, rende-se à sedução da literatura e desanda a cometê-la, em verso e prosa (revista “Literapia”, n° 12, junho, 2005).
O estudo das “humanidades médicas”, ou do binômio Medicina e Literatura iniciou-se nos EUA, em 1972, e aqui, em Santa Catarina e São Paulo, em 2011. Neste sentido, a Unimed Fortaleza (leia-se Mairton Lucena) reconhecendo esta encravada afinidade e valorizando ainda mais seus cooperados e clientes resolveu, prioritariamente no Norte e Nordeste, criar um curso semelhante a partir de agosto vindouro. Outra prova da mania de pioneirismo dos cearenses, do seu pirronismo (teimosia).
Aliás, como afirmou Mario de Andrade “O que existe deve ser tomado a sério. Porque existe”.
(*) Médico e presidente da Academia Cearense de Letras
ph.saraivaleao@bol.com.br
* Publicado In: O Povo, Opinião, de 22/06/11. p.4.
http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2011/06/22/noticiaopiniaojornal,2258969/1-unimedlit.shtml

sexta-feira, 1 de julho de 2011

BREVE RETRATO DO BRASIL

O Foro de São Paulo, aquela entidadezinha que segundo os eminentes bambambãs do jornalismo brasileiro não tinha importância nem força nenhuma, aquela organização fantasmal na qual só os paranóicos enxergavam alguma periculosidade, domina agora metade da América Latina e não dá o menor sinal de cansaço na sua marcha para a conquista do continente inteiro. No Brasil, os partidos de direita agonizam. Seus líderes se afobam e se atropelam na pressa obscena de mostrar subserviência ao vencedor. O homem que entre sorrisos de auto-satisfação elevou a dívida nacional à casa dos trilhões, desgraçando as gerações futuras para ganhar os votos da presente, continua sendo aplaudido como o salvador da nossa economia e prepara seu reingresso triunfal no Palácio do Planalto. Denunciado à Justiça como corrupto e corruptor, ri e aposta, como um ladrãozinho qualquer, na lentidão dos tribunais, que não o pegarão em vida. Os bandos criminosos, treinados e armados pelas Farc -- por sua vez amparadas pela benevolência oficial --, matam 40 mil brasileiros por ano e, pela força desse exemplo, mantêm inerme e cabisbaixa uma população à qual o governo sonega tanto a proteção policial quanto os meios de autodefesa. Nas escolas, as crianças aprendem a cultuar a sodomia e a desprezar a gramática, só fazendo jus aos últimos lugares nos testes internacionais pela razão singela de que não há um lugar abaixo do último. As indústrias chamam técnicos do exterior, porque das universidades brasileiras não vem ninguém alfabetizado. Em todo o território nacional, só três coisas funcionam: a coleta de impostos, o narcotráfico e o agronegócio, que tapa o rombo aberto pelos outros dois e é, por isso mesmo, o mais odiado, o mais xingado dos três. Os juízes usam a Constituição como papel higiênico e a única ordem jurídica que resta é a prepotência dos grupos de pressão subsidiados por fundações estrangeiras. As Forças Armadas se aviltam, respondendo a cusparadas com muxoxos e rastejando ante os que as desprezam. A alta cultura desapareceu, há trinta anos não surge um escritor digno desse nome, as poucas mentes criadoras que restam fogem para o exterior ou definham no isolamento, o simulacro de pesquisa científica com que as universidades sugam bilhões de reais do contribuinte nada produz que valha a pena ler. Uma ortografia de loucos acabou se impondo como lei, assinada, e não por acaso, por um presidente analfabeto. Um palhaço iletrado que se elegeu por gozação é nomeado, na Câmara, para a Comissão de Cultura, um cargo para o qual, com toda a evidência, não se requer cultura nenhuma. Nas discussões públicas, as mentes iluminadas de comentaristas e acadêmicos se dispersam em mil e um detalhes fúteis, ostentando falsa esperteza sem jamais atinar com a forma geral do processo histórico que toda semana as desmente e as ridiculariza. E quanto mais erram, mais inteligentes parecem a um público que elas próprias emburreceram precisamente para isso.
Em suma, está tudo exatamente como há décadas venho anunciando que ia estar, e só me resta o consolo amargo de ter tido razão onde o erro teria sido mil vezes preferível. O povo mostrou-se incapaz de controlar seus governantes, os governantes incapazes de controlar seus mais baixos instintos, a elite nominalmente pensante incapaz até mesmo de acompanhar o que está acontecendo, quanto mais de prever o que vai acontecer em seguida.
O Brasil está dando um espetáculo de inconsciência, de insensibilidade, de sonsice irresponsável como jamais se viu no mundo. É um país que vive de mentiras autolisonjeiras enquanto naufraga em caos, sangue, dívidas e abominações de toda sorte.
* Publicado In: Diário do Comércio, 6 de junho de 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

PÉROLAS DO ENEM IV

25. "Republica do Minicana e Aiti são países da ilha América Central".
(Procura-se urgente um Atlas Geográfico que venha com um Aurélio junto.)
26. As autoridades estão preocupadas com a ploleferação da pornofonografia na Internet".
(Deve estar falando do CD dos Raimundos.)
27. "A ciência progrediu tanto que inventou ciclones como a ovelha Dolly".
(Teve a ovelha Katrina, também. Só que ela era meio violenta...)
28. "O Papa veio instalar o Vaticano em Vitória mas a Marinha não deixou para construir a Capitania dos Portos no mesmo lugar".
(Foi quando ele veio no papamóvel, lembra?)
29. "Hormônios são células sexuais dos homens masculinos".
(Isso. E nos homens femininos, essas células chamam-se frescurormônios.)
30. "Os primeiros emegrantes no ES construiram suas casas de talba".
(Enquanto praticavam “Tiro ao Álvaro”.)
31. "Onde nasce o sol é o nacente, onde desce é o decente".
(Indecente: o sol não nasceu pra todos.)
32. "A terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados no mundo. Os outros planetas menos demográficos são: Mercurio, Venus, Marte, Lua e outros 4 que eu sabia mas como esqueci agora e está na hora de entregar a prova, a senhora não vai esperar eu lembrar, vai? Mas tomara que não baixe minha nota por causa disso porque esquecer a memória em casa todo mundo esquece um dia, não esquece?".
(Quase chorei. Mas todo mundo deveria esquecer a memória em casa, ao menos um dia: isso é lindo.)
Fonte: Internet (frases selecionadas e comentários, sem autoria, circulando por e-mail).
 

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