sábado, 18 de maio de 2013

Charge: Assaltos no Brasil





Fonte: Circulando por e-mail (internet).

SEPARAÇÃO DE BENS: patroa x doméstica




Segundo o Governo Federal, e de acordo com as últimas notícias, a Legislação Trabalhista está sofrendo mudanças e o empregado doméstico passará a ter os mesmos direitos que qualquer outro trabalhador.
Assim, o empregado doméstico passará a ter direito a férias, décimo-terceiro salário, jornada de 8 horas diárias, horas extras, adicional noturno, descanso semanal, férias remuneradas e acrescidas de 1/3, aviso-prévio, seguro desemprego, Fundo de Garantia.
Em consequência, já se fala que o casamento com separação de bens irá acabar, pois será melhor para a mulher ser empregada do marido do que estar casada com ele.
A tendência será as mulheres pedirem o divórcio e passarem a ser empregadas domésticas.
Atualmente, numa separação do casal, a mulher casada com separação de bens sai do casamento com “uma mão na frente e a outra atrás”, ao passo que se ela for empregada e levar um “pé na bunda”, terá direito a aviso-prévio, Fundo de Garantia e Seguro Desemprego. E quando dormir com o "patrão" somará horas-extras.
E, elas receberão um dinheiro mensal, ficando livres de marido "mão-de-vaca". A situação da mulher não irá melhorar?
E bastará colocar relógio-ponto na cozinha e câmeras gravando dentro de casa, para o caso de alguma ação trabalhista.
Realmente, o governo do PT é genial.
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pacote de segurança: um traque no tiroteio



Por Ricardo Alcântara (*)
O que a população acaba de receber do governador Cid Gomes – mais 70 milhões de investimentos em segurança pública como resposta aos seus anseios de paz – teve o impacto de um traque no meio de um tiroteio: a reação foi de indiferença.
Ali, se afronta os fatos ao insistir no grave equívoco de comprar veículos de alto custo, quando o esforço já se revelara excessivo face aos ganhos. É tão eficaz quanto tentar abrir uma porta pintada na parede. Vão rasgar dinheiro. De novo!
Recursos, o atual governador do Estado não se negou a gastar: foi quem mais investiu em segurança. Logo, ao agravamento do problema, o governo ofereceu a menos acreditada entre as respostas que a sociedade poderia dele esperar.
Se os recursos são necessários, pelos resultados obtidos mais do que provado está que, aplicados sem suficiente competência, gastá-los é como jogar pérolas aos porcos: eles nada saberão o que fazer com elas. A incompetência é perdulária.
Sem um plano de abordagem, maturado com inteligência técnica e discutido com a sociedade para com ela gerar uma sinergia cooperativa, gastar mais 70 milhões será como entregar um punhal nas mãos de uma criança. Vem mais sangue por aí.
O recurso que neste momento tanta falta faz ao governo, a ele os cofres públicos não pode oferecer. É algo sobre o qual tampouco sua bancada parlamentar poderia legislar, nem os meios de comunicação lhe oferecer: a ele falta humildade.
Humildade para, olho no olho, confessar à sociedade o fracasso de todo o esforço e com ela estabelecer um novo pacto. Humildade para acolher, dos governos bem sucedidos na abordagem do problema, o relato de suas experiências. Enfim, ouvir.
Incrível como algo tão simples possa parecer constrangedor para alguém que talvez esteja – por trás de sua mal construída persona autossuficiente – exigindo de si uma resposta complexa, que não cabe somente a ele encontrar.
Dizem que o governo reage mal a palpites de gente assim, “sem especialização na matéria”, mas se a coisa desandou de vez quando tudo esteve sob o comando dos seus especialistas, nos valeria dizer: antes nossa ignorância do que vossa erudição.
Mas tampouco dá o governo sinais de que os tem ouvido de fato: posto diante do problema, o que há de mais eloquente na postura oficial tem sido a acefalia de sua perplexidade muda. O governo esqueceu sua fala. Um menino teria dito mais.
Logo, a julgar pela falta de boas respostas ao desafio, não erram os cearenses ao temer que nossos 70 milhões, a serem gastos para reforçar a corporação policial, só irão acrescentar mais alguns zeros à esquerda do problema. É trágico. Mas real.
(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.
Pauta Livre é cão sem dono. Se gostou, passe adiante.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Cem Anos de Nascimento de Francisca Carlos da Silva


Francisca Carlos da Silva

Menos de dois anos se passaram da ida de nossa tia Fransquinha para a casa do Pai, e já estamos celebrando o centenário de seu nascimento. Foram 98 anos de bondade, despreendimento e de amor ao próximo. A nossa Tatinha – era assim que nós, os seus sobrinhos, a chamávamos, seguindo o exemplo do Paulo, o mais velho entre dezenas de sobrinhos - semeou o bem na Terra e conquistou um lugar especial na Pátria Celestial.
Estamos hoje, aqui, reunidos na Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, para agradecer a Deus a longa permanência dela entre nós. Nesta igreja pequenina, ela e suas irmãs Eugênia, Maria e Rita rezaram e ensinaram tantos e tantos outros, como catequistas e professoras que eram. Ajudaram a manter viva a fé do povo católico. Era na casa delas, na Rua Aprendizes Marinheiros um misto de escola e residência, que os livros da Paróquia eram guardados e sempre que alguém precisava do batistério para contrair núpcias, eram nossas tias que preparavam o documento. E confessando um segredinho: nós, mesmo crianças, disputávamos o direito de participar, seja anotando o nome do batizado, a data provável do batismo, dos pais e dos padrinhos, ou procurando o registro nos livros de batistério, tão grandes que nem podíamos com eles. Não raro, a pesquisa demandava horas porque os interessados mal informavam o próprio nome.
Ainda lembramos, com carinho e saudades, de quando se avizinhava a festa de primeira eucaristia das crianças da paróquia. A Tatinha, formada pela Escola Doméstica São Rafael e professora da Escola de Nutrição Agnes June Leight, comandava a feitura dos bolos, biscoitos e docinhos que seriam colocados nas sacolinhas dos neocomungandos, que iam para a Missa especial em jejum. No salão paroquial São Francisco de Assis, onde tia Rita lecionava, uma grande mesa era preparada para os familiares dos que haviam recebido a Eucaristia pela primeira vez. Tudo bancado pelas tias Carlos da Silva, que não esqueciam as rosas do altar, compradas no Jardim São José, no bairro de Otávio Bonfim. E com que alegria também ajudávamos na feitura das hóstias. Não sendo bentas, permitiam que ficássemos com as “aparas”. Com o mesmo empenho, tia Maria decorava a igreja para os casamentos que ela sequer conhecia os noivos.
Nossa querida Tatinha abriu mão de seu próprio casamento para cuidar dos irmãos mais novos em Fortaleza, enquanto os pais permaneciam no sítio em Acarape. Graças a ela, todos puderam estudar na capital. Depois, abrigou na mesma casa os sobrinhos, filhos do Valter, para que eles também estudassem em Fortaleza. A eles nós, os demais, nos reuníamos nas férias escolares, com direito a brincadeiras e até “curtir” juntos as doenças da primeira infância. Não tivemos Papai Noel, e sim, Titia Noel. Eram elas, Tatinha, Dadá (nome carinhoso da tia Maria) e tia Rita que não deixavam passar em branco as noites de 24 de dezembro. Todos ganhavam presentes. Eugênia, a nossa tia Niná, pouco tempo depois da morte de seu pai José Carlos da Silva, tornou-se religiosa e recebeu o nome de soror Margarida Maria, da ordem das irmãs visitandinas, observando a clausura em terras distantes de seu torrão.
Fransquinha, Maria e Rita uniram-se aos irmãos Luiz Carlos, Zezinho, Walter, Eugênia e aos pais José Carlos e Valdevina. E nós, que aqui ficamos, deles temos as melhores lembranças, de pessoas que só viveram para fazer o bem. Não havia no bairro quem não os conhecessem. Não havia na família quem não os amassem. Para a nossa tia, nascida no município de Pereiro, mas criada entre as terras do Sítio Pau Branco e depois no simpático bairro de Jacarecanga, deixamos aqui registrado um sentimento de gratidão eterna.
Paz e Bem.
De seus sobrinhos
15 de maio de 2013
Nota: Esse texto, lido por mim durante a missa gratulatória de ontem, foi elaborado por Márcia Gurgel Adeodato.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Centenário de Nascimento de Francisca Carlos da Silva



Os sobrinhos e demais familiares de Francisca Carlos da Silva convidam para a missa gratulatória em celebração aos cem anos de seu nascimento, que transcorre hoje, dia 15/05/2013.
A nossa tão querida tia Tatinha foi a mais longeva dos irmãos de meu pai, tendo, em seus 98 anos de existência, espalhado e semeado o bem, legando imensa saudade aos que com ela conviveram.
A celebração eucarística acontecerá hoje, às 17h30, na Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, em Fortaleza, no bairro Jacarecanga, onde ela viveu a maior parte de sua vida.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

terça-feira, 14 de maio de 2013

LONGA NOITE



Por Olavo de Carvalho,
Se há uma coisa que, quanto mais você perde, menos sente falta dela, é a inteligência. Uso a palavra não no sentido vulgar de habilidadezinhas mensuráveis, mas no de percepção da realidade. Quanto menos você percebe, menos percebe que não percebe. Quase que invariavelmente, a perda vem por isso acompanhada de um sentimento de plenitude, de segurança, quase de infalibilidade. É claro: quanto mais burro você fica, menos atina com as contradições e dificuldades, e tudo lhe parece explicável em meia dúzia de palavras. Se as palavras vêm com a chancela da intelligentzia falante, então, meu filho, nada mais no mundo pode se opor à força avassaladora dos chavões que, num estalar de dedos, respondem a todas as perguntas, dirimem todas as dúvidas e instalam, com soberana tranqüilidade, o império do consenso final. Refiro-me especialmente a expressões como “desigualdade social”, “diversidade”, “fundamentalismo”, “direitos”, “extremismo”, “intolerância”, “tortura”, “medieval”, “racismo”, “ditadura”, “crença religiosa” e similares. O leitor pode, se quiser, completar o repertório mediante breve consulta às seções de opinião da chamada “grande imprensa”. Na mais ousada das hipóteses, não passam de uns vinte ou trinta vocábulos. Existe algo, entre os céus e a terra, que esses termos não exprimam com perfeição, não expliquem nos seus mais mínimos detalhes, não transmutem em conclusões inabaláveis que só um louco ousaria contestar? Em torno deles gira a mente brasileira hoje em dia, incapaz de conceber o que quer que esteja para além do que esse exíguo vocabulário pode abranger.
Que essas certezas sejam ostentadas por pessoas que ao mesmo tempo fazem profissão-de-fé relativista e até mesmo neguem peremptoriamente a existência de verdades objetivas, eis uma prova suplementar daquilo que eu vinha dizendo: quanto menos você entende, menos entende que não entende. Ao inverso da economia, onde vigora o princípio da escassez, na esfera da inteligência rege o princípio da abundância: quanto mais falta, mais dá a impressão de que sobra. A estupidez completa, se tão sublime ideal se pudesse atingir, corresponderia assim à plena auto-satisfação universal.
O mais eloqüente indício é o fato de que, num país onde há trinta anos não se publica um romance, uma novela, uma peça de teatro que valha a pena ler, ninguém dê pela falta de uma coisa outrora tão abundante, tão rica nestas plagas, que era a – como se chamava mesmo? – “literatura”. Digo que essa entidade sumiu porque – creiam – não cesso de procurá-la. Vasculho catálogos de editoras, reviro a internet em busca de sites literários, leio dezenas de obras de ficção e poesias que seus autores têm o sadismo de me enviar, e no fim das contas encontrei o quê? Nada. Tudo é monstruosamente bobo, vazio, presunçoso e escrito em língua de orangotangos. No máximo aponta aqui e ali algum talento anêmico, que para vingar precisaria ainda de muita leitura, experiência da vida e uns bons tabefes.
Mas, assim como não vejo nenhuma obra de literatura imaginativa que mereça atenção, muito menos deparo, nas resenhas de jornais e nas revistas “de cultura” que não cessam de aparecer, com alguém que se dê conta do descalabro, do supremo escândalo intelectual que é um país de quase duzentos milhões de habitantes, com uma universidade em cada esquina, sem nenhuma literatura superior. Ninguém se mostra assustado, ninguém reclama, ninguém diz um “ai”. Todos parecem sentir que a casa está na mais perfeita ordem, e alguns até são loucos o bastante para acreditar que o grande sinal de saúde cultural do país são eles próprios. Pois não houve até um ministro da Cultura que assegurou estar a nossa produção cultural atravessando um dos seus momentos mais brilhantes, mais criativos? Media, decerto, pelo número de shows de funk.
Estão vendo como, no reino da inteligência, a escassez é abundância?
Mas o pior não é a penúria quantitativa.
Da Independência até os anos 70 do século XX, a história social e psicológica do Brasil aparecia, translúcida, na literatura nacional. Lendo os livros de Machado de Assis, Raul Pompéia, Lima Barreto, Antônio de Alcântara Machado, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Jorge Amado, Marques Rebelo, José Geraldo Vieira, Ciro dos Anjos, Octávio de Faria, Anníbal M. Machado e tantos outros, obtínhamos a imagem vívida da experiência de ser brasileiro, refletida com toda a variedade das suas manifestações regionais e epocais e com toda a complexidade das relações entre alma e História, indivíduo e sociedade.
A partir da década de 80, a literatura brasileira desaparece. A complexa e rica imagem da vida nacional que se via nas obras dos melhores escritores é então substituída por um sistema de estereótipos, vulgares e mecânicos até o desespero, infinitamente repetidos pela TV, pelo jornalismo, pelos livros didáticos e pelos discursos dos políticos.
No mesmo período, o Brasil sofreu mudanças histórico-culturais avassaladoras, que, sem o testemunho da literatura, não podem se integrar no imaginário coletivo nem muito menos tornar-se objeto de reflexão. Foram trinta anos de metamorfoses vividas em estado de sono hipnótico, talvez irrecuperáveis para sempre.
O tom de certeza definitiva com que qualquer bobagem politicamente correta se apresenta hoje como o nec plus ultra da inteligência humana jamais teria se tornado possível sem esse longo período de entorpecimento e de trevas, essa longa noite da inteligência, ao fim da qual estava perdida a simples capacidade de discernir entre o normal e o aberrante, o sensato e o absurdo, a obviedade gritante e o ilogismo impenetrável.
Publicado no Diário do Comércio, 4 de junho, 2012.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Aqui não, mamãe...



Por Ricardo Alcântara (*)
A gente torce – já torcemos em anos piores (1970) – mas a seleção brasileira hoje é isto: um presidente desmoralizado, um técnico ultrapassado e meia dúzia de armadores incapazes de liderar o time como maestros da bola.
Antes produtores de gênios, hoje o futebol brasileiro se destaca lá fora mais pelo talento de seus defensores (Dante, Tiago Silva, André Luiz) do que pela conhecida capacidade ofensiva que fez desta tradição uma referência da nacionalidade.
Vai cair tudo nas costas do jovem Neymar? Quem diz que Pelé brilhou na Copa do Mundo aos 17 anos, se esquece de que ele não carregava essa responsabilidade nas costas: jogava ao lado de cobras criadas, como Didi, Nilton Santos e Zagalo.
Por outro lado, vocês viram o bolão que os times alemães estão jogando? E olha que aquilo lá foi em cima dos espanhóis, atuais campeões de tudo. Sei não... a gente bem que podia ir disputar essa na Argentina. Derrota “em casa” é para sempre.
(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.
 

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