quarta-feira, 18 de maio de 2022

O MELHOR PRESENTE

Por The Point Notícias

Durante o recente cessar-fogo, o líder da organização terrorista palestina Hamas, Khaled Mashal, enviou um presente para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em uma caixa elaborada, com uma nota.

Depois de ter a caixa examinada por motivos de segurança, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu abriu a caixa e viu que o conteúdo era fezes humanas.

Ele abriu a nota, escrita à mão em árabe por Mr. Mashal, que disse:

"Para você e as pessoas orgulhosas da entidade sionista".

Netanyahu, alfabetizado em árabe, ponderou a nota e decidiu a melhor forma de retribuir.

Ele rapidamente o fez, enviando ao líder do Hamas, um pacote muito bonito, com uma nota pessoal.

Mr. Mashal e os outros líderes do Hamas ficaram muito surpresos ao receber o pacote e o abriu com muito cuidado - depois de ser examinado pela segurança - suspeitando que poderia conter uma bomba.

Mas, para surpresa de todos, a caixa continha um minúsculo chip de computador.

O chip era recarregável com energia solar, tinha uma memória de 1,8 terabyte e com um visor em holograma 3D, e era capaz de funcionar em qualquer tipo de telefone celular, tablet ou laptop.

Era uma das tecnologias mais avançadas do mundo, com uma etiqueta pequena: "PRODUZIDO EM ISRAEL".

Na nota do Sr. Netanyahu, pessoalmente manuscrita em Árabe, Hebraico, Francês e Inglês, ele declarou muito cortês:

"Todo líder só pode dar o melhor do que o seu povo produz".

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).

MARTE OU ÁFRICA?

Por Vladimir Spinelli Chagas (*)

Desde 18 de fevereiro de 2021 o Providence, um veículo tipo rover, encontra-se explorando alguns quilômetros de Marte, com fotos, vídeos e sons daquele ainda misterioso planeta.

Para ter mais informações, serão coletadas amostras de diferentes locais da cratera onde se encontra o Providence. Mas essas amostras serão armazenadas lá mesmo e resgatadas pela Nasa, possivelmente depois de 2030.

Recentemente, assisti parte de um documentário sobre as explorações em Marte, em que eram mostradas hipóteses para uma sobrevivência humana naquele planeta, explorando vários pontos inicialmente negativos para isto. Uma questão, por exemplo, é que uma viagem a Marte tem que ser planejada para ocorrer em momento programado. Qualquer mudança de planos atrasaria o projeto em 26 meses, para retornar ao único ponto de alinhamento em que se consegue pousar com segurança.

A fina e fraca atmosfera marciana, composta em 98% de dióxido de carbono, obrigar-nos-ia a inalar 14 mil vezes, para respirarmos como aqui. As perigosas tempestades de poeira cobrem o planeta por meses. Água, somente nas calotas polares, na forma de gelo. Temperaturas variando de -125, no inverno, a 22 graus celsius, no verão marciano.

Tornar Marte habitável vem exigindo elevados investimentos. De 1960 a 1972, os norte-americanos investiram U$107 bilhões (preços de 2016) e, no atual orçamento, projetam outros U$26 bilhões, dos quais grande parte para o programa Artemis, que pretende retornar o homem à Lua, como uma espécie de escala para uma futura ocupação de Marte.

Enquanto isso, o ambiente na Terra vem sendo sistematicamente destruído pelo próprio homem, lembrado somente em intermináveis encontros das grandes potências, em discussões que nunca se tornam ações de fato. Se dele cuidássemos, não precisaríamos de outra casa.

E a África? Bem mais próxima, com inúmeras vantagens, uma população carente de tanto, extensas áreas que podem ser aproveitadas com tecnologias adequadas... Marte ou África? O bom senso aponta para África, mas a visão megalômana do homem, não. Destruir a Terra e partir para Marte parece ser o plano. 

(*) Professor da Uece, membro da Academia Cearense de Administração (Acad) e conselheiro do CRA-CE.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 25/04/21. Opinião, p.18.

terça-feira, 17 de maio de 2022

MEDICINA E HUMANISMO

Por Alfredo Guarischi, médico

William Osler (1849-1919) não considerava a medicina apenas ciência, mas via arte da medicina à luz da ciência. Ensinou que essa era uma arte magistral, com seu exemplo e textos sobre humanismo.

Formado pela Universidade McGill, em Montreal, em 1872, foi se aperfeiçoar na Europa, onde estudou com Rudolf Virchow, o grande patologista alemão. Osler foi considerado o Pai da Medicina Interna – clínica médica –, após retornar para sua universidade como professor. Adorado pelos alunos e pacientes, deixou saudades ao se mudar para a Universidade da Pensilvânia, nos EUA. Em cinco anos publicou centenas de artigos científicos, o que o levou a ser convidado a fundar o Serviço de Medicina da então recém-criada Universidade Johns Hopkins, em Baltimore. Lá desenvolveu “o método natural de ensinar aos estudantes de medicina”, que “começa com o paciente, continua com o paciente e termina no paciente, usando livros e aulas como ferramentas, como meio para servir ao paciente”. Nessa época a Johns Hopkins tinha os mais importantes médicos dos EUA: o cirurgião William Halsted, o patologista William Welch e o ginecologista Howard Kelly. Todos se tornaram ícones de suas especialidades. Em meses escreveu, como único autor, o “The Principle and Practice of Medicine”, em 1892, que se tornou um clássico com inúmeras edições.

Em 1904 foi convidado a assumir a cátedra da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Ávido leitor, considerava a literatura e biografias como um incentivo à reflexão e à empatia, uma ferramenta para refletir sobre as pessoas, a essência do sofrimento e a vocação da profissão médica – uma maneira especial de ajudar os outros. Defendia a importância da “educação do coração”.

Osler escreveu: “A mais difícil convicção de entrar na mente de um iniciante é que a educação na qual ele está envolvido não é um curso universitário, mas um curso de vida, para o qual o trabalho de alguns anos com professores é apenas uma preparação.” Alertava também que “o bom médico trata a doença, o grande médico trata o paciente que tem uma doença”, e que “a velha arte não pode ser substituída, mas deve ser absorvida pela nova ciência”. Entendia a pessoa, ele a ouvia com atenção, usava a linguagem de forma simples, para que o paciente o entendesse.

Nos últimos 50 anos a medicina ganhou uma exponencial efetividade com a tecnologia, mas paralelamente diminuiu a perda da empatia entre médico e paciente, ocasionando desconfiança nessa relação. Para Osler a prática da medicina é uma arte, não uma empresa; “é um chamado em que seu coração será exercitado igualmente com sua cabeça”.

Sir Willian Osler faleceu de pneumonia, dois anos após da morte de seu único filho, apesar dos esforços dos seus amigos e grandes cirurgiões Harvey Cushing e George Crile, que o operaram no 47º. Casualty Clearing Station, posto avançado de tratamento de feridos, em Lozinghem. Edward Revere Osler, de 22 anos de idade, lutava, como tenente de artilharia, na frente de batalha na Bélgica, na Primeira Guerra Mundial.

Nota: Publicado no O Globo – Saúde em 29/01/2019.

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).

VIDA EM REDE

Por Sofia Lerche Vieira (*)

Em período recente, múltiplas manifestações da vida em rede passaram a dominar o cotidiano. Comunicações pessoais e profissionais se viram desde então atravessadas pelas redes sociais. Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp são apenas algumas de suas expressões. Guardando suas especificidades, determinam formas de convivência dos "tempos líquidos" de que falava Zygmunt Bauman, arguto intérprete das relações na era da informação.

Do ponto de vista dos usuários, enquanto uns são lentos nas investidas e respostas; outros, sagazes, demonstram agilidade invejável no uso desses instrumentos de comunicação. Se alguns delegam a terceiros a gestão de seus perfis; outros, os administram pessoalmente.

Há ainda os que preferem o anonimato, exercendo o direito de não serem capturados por estas novas formas de tirania social. Estar sob os holofotes, afinal, tem um preço e nem todos estão dispostos a pagar por ele.

Aprender a lidar com essas e instigantes manifestações da vida humana, por certo, é desafio para todas as gerações. Crianças, jovens e velhos - todos - precisamos cultivar a paciência em relação aos impactos diferenciados deste processo sobre uns e outros.

O que dizer à jovem que manifesta publicamente online sua irritação pela forma como muitas pessoas mais velhas escrevem seus textos? Na sua percepção, longos, descontínuos e enfadonhos. Por certo ela há de optar por OBG, BLZ, TQLO. Onde estaria o meio termo entre o texto detalhado e a quase ausência da palavra? Difícil precisar.

Como manifestar a alegria de uma mensagem visualizada e, por outro lado, saber relativizar o desprazer de um silêncio por resposta? Como evitar os que invadem a privacidade alheia sem convite? Como fugir dos golpes e dos trapaceiros?

A despeito das armadilhas da vida em rede, seus encantos parecem óbvios. Dentre as vantagens desses avanços tecnológicos inevitáveis está o extraordinário potencial de nos comunicarmos em tempo real com pessoas de qualquer lugar do planeta. Essa nova forma de vida permite não apenas cultivar afetos, mas também estreitar laços profissionais e humanos. Quem resiste? 

(*) Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Uece e consultora da FGV-RJ.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 25/04/22. Opinião, p.18.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

A GUERRA E A GARRA DE SERMOS ENFERMAGEM

Por Ana Paula Brandão (*)

De tempos em tempos, a Enfermagem parece voltar ao seu contexto histórico inicial para evidenciar a sua grandiosidade. Se foi na guerra que nos forjamos, é nela que parecemos permanecer ao enfrentamento os desafios diários que permeiam a rotina da maior classe profissional da saúde brasileira. Só no Ceará somos mais de 92 mil trabalhadores ativos, desenvolvendo uma atuação científica para estar 24h por dia ao lado dos pacientes.

A pandemia, que ainda mata diariamente, jogou luz a uma escassez que, ironicamente, não é novidade para quem faz a assistência de enfermagem. Faltam profissionais nos postos de trabalho, existe carência na disponibilização de equipamentos de proteção individual; sobram situações limites, que exigem, para além da ciência, habilidade humana no trato e nas evoluções clínicas. Todos os dias.

Quiséramos nós, porém, que a luta diária da Enfermagem findasse ao término da sua jornada. Atualmente, a nossa briga passa, também, pela própria sobrevivência. Vivenciamos uma busca constante pela efetivação de prerrogativas previstas na Constituição de um país com a democracia em risco, onde o poderio ainda está nas mãos de quem detém o capital. Se por um lado fomos evidenciados na mídia, por outro ainda sofremos com o cerceamento do nosso direito de irmos às ruas denunciar abusos patronais. Mas, a gravidade dessa situação só nos encoraja.

A vitória conquistada na Câmara dos Deputados, no último dia 04 de maio, quando foi aprovado o Projeto de Lei 2564/2020, que fixa o piso nacional da enfermagem, foi mais um passo dado rumo à valorização que merecemos. Aguardamos a sanção presidencial muito mais cientes do nosso valor histórico, da nossa essencialidade na manutenção da saúde e, sobretudo, do nosso poder de mobilização que passa pela força dos profissionais, mas, sobretudo, conta com o apoio dos milhares de pacientes que atendemos todos os dias.

Se toda guerra tem seu fim, a nossa terminará com a vitória daqueles que não fogem à luta. Muito prazer, somos a Enfermagem. 

(*) Enfermeira, Vereadora de Fortaleza.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 12/05/2022. Opinião. p.18.

CECÍLIA MEIRELES

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)

Em 09/11/1964 falecia a grande poeta brasileira Cecília Meireles. Quase seis décadas do seu desaparecimento, ainda não surgiu no Brasil uma pessoa com sentimento poético tão profundo. Nasceu na Tijuca, bairro de classe média do Rio de Janeiro, três meses depois da morte do pai e, lamentavelmente, ficou órfã aos três anos de idade quando faleceu sua mãe. Sua avó materna, D. Jacinta, como tutora, cuidou da menina Cecília. Diplomou-se na Escola Normal em 1917, passando a exercer o magistério. Na juventude estudou história, línguas, filosofia e manifestações orientais, dentre outros ramos do conhecimento. Seu primeiro livro de versos, “Espectros”, foi publicado em 1919, quando ainda contava 18 anos de idade, recebendo muitos elogios por parte da critica. A partir de então, passou a escrever de forma intensa e ganhou prêmios, condecorações e ficou famosa internacionalmente. Quando falamos de Cecília Meireles, lembramo-nos de “Criança meu amor”; “Poema dos Poemas”; “Vaga Música”; “Pequeno Oratório de Santa Clara”; “Romanceiro da Inconfidência” e tantas outras obras. A poesia lírica de Cecília é uma das mais perfeitas e bonitas da literatura contemporânea. Traduzida para vários idiomas e musicada por muitos compositores famosos. Em “Romanceiro da Inconfidência”, acreditamos ser sua criação mais bela, vejamos: “Liberdade, essa palavra que sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”. “Tudo me fala e entendo: escuto as rosas e os girassóis desses jardins, que um dia foram terras e areias dolorosas”. Como são lindos os versos de Cecília Meireles! Sua obra poética é, ainda hoje, inigualável. Sempre revelou preocupação com os problemas sociais. Sua poesia é considerada, pelos críticos, intemporal, pois vivendo sob a influência do modernismo, mostra aspectos do simbolismo e criações literárias do classicismo, do romantismo, do parnasianismo, do realismo e também do surrealismo. Escreveu ainda em prosa, abordando temas pedagógicos e folclóricos, como também acerca de sua infância, suas viagens e crônicas diversas. Não temos palavras para expressar a nossa grande admiração literária por Cecília.

(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste, 20/05/2022. Ideias.

domingo, 15 de maio de 2022

UM CEO MUITO ZANGADO

A General Motors do Brasil, sentindo que estava na hora de fazer umas mudanças, contratou um novo CEO. O novo chefe estava determinado a livrar a empresa de todos os preguiçosos.

Em um passeio pelas instalações, o chefe notou um homem encostado na parede. A sala estava cheia de funcionários e ele queria demonstrar como a empresa seria gerenciada a partir de agora.

Ela se aproximou do homem encostado na parede e perguntou: "Quanto você ganha por semana?"

Um pouco surpreso, o jovem olhou para ele e respondeu: "Ganho R$ 400 por semana. Por quê?"

O CEO deu ao homem R$ 1.600 em dinheiro e gritou: "Aqui estão quatro semanas de pagamento. Agora, saia e nunca mais volte!"

Sentindo-se muito bem consigo mesmo, o chefe olhou em volta e perguntou: "Alguém quer me dizer o que esse maldito preguiçoso estava fazendo aqui?"

Do outro lado da sala, ouviu-se uma voz, dizendo: "Chefe, esse era o entregador de pizza".

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

 

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