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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Prefeitura de Fortaleza aceita conviver com estupro de crianças?

Por Luiz Eduardo Girão (*)

Quando pensamos ter visto tudo em violações do PT, somos surpreendidos por mais um escândalo contra valores e princípios dos cearenses. Após mensalão, petrolão e, agora, roubo do INSS contra aposentados - que parece envolver até o irmão do Lula, a “gestão” petista municipal escolhe um caminho perigoso que pode levar à aceitação da pedofilia como algo natural. É a mensagem que transmite a decisão da prefeitura de Fortaleza ao promover o implante subdérmico de etonogestrel como método contraceptivo em crianças e adolescentes a partir de 10 anos de idade!

Segundo o Ministério da Justiça, foram praticados 87.545 estupros no Brasil em 2024, sendo 2.028 só no Ceará. De janeiro a maio desse ano, foram mais 769 casos no estado. O flerte dessa turma com violações morais não é de hoje; nos primeiros dias do “Lula 3” foi revogada a fundamental Portaria 2561 de 2020 que obrigava médicos e profissionais a comunicar às autoridades policiais abortos decorrentes de estupro. O objetivo foi claramente favorecer o assassinato de crianças por nascer, mesmo que também facilitasse a prática do estupro.

O fato é que a alegação da prefeitura de Fortaleza, ao implantar esse programa com pretexto de reduzir a gravidez precoce, não se sustenta, pois admite a atividade sexual de crianças, ou seja, um crime previsto no Código Penal, que considera o sexo com menores de 14 anos estupro de vulnerável. É simplesmente uma confissão da falência do Estado no enfrentamento da erotização e da sexualização infantil.

Isso é semelhante à política de redução de danos defendida pelo PT, que, em vez de enfrentar os entorpecentes prendendo e punindo traficantes e tratando dependentes químicos nas comunidades terapêuticas, opta por conviver com o uso das drogas, tentando apenas reduzir malefícios.

Já pedi oficialmente explicações à Secretaria de Saúde, representei junto aos Conselhos Federal e Regional de Medicina visando anular essa medida, e aprovamos no Senado um requerimento meu para audiência pública ouvindo especialistas. Fazemos isso em consonância com o artigo 227 da Constituição que afirma ser dever da família, da sociedade e do Estado assegurar a crianças e adolescentes seus direitos fundamentais.

São necessárias políticas que reprimam severamente o estupro e a pedofilia e garantam a integridade da infância com a valorização da família para uma sociedade saudável. Isso não se resolve disseminando uso de contraceptivo, uma “bomba hormonal” com altos riscos para a mulher, e mais beneficia o lobby da indústria farmacêutica.

Portanto, a quem interessa aceitar conviver com a barbaridade do estupro de menores em vez de priorizar a prevenção e punição dos criminosos? Paz & Bem

(*) Empresário. Senador pelo Podemos/CE.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 3/09/25. Opinião, p.19.

quinta-feira, 31 de julho de 2025

UM PEDIATRA PARA CHAMAR DE SEU

Por João Borges (*)

A presença do pediatra é essencial em todas as instâncias do cuidado em saúde. Em cada etapa, ele é a ponte entre a ciência e o cuidado afetivo, a técnica e a escuta. É o pediatra que possibilita às famílias o acesso a uma assistência contínua, segura e personalizada. "Ter um pediatra para chamar de seu" descreve o vínculo de confiança, um relacionamento singular entre o pediatra e a família em todas as fases de seu desenvolvimento e dificuldades.

O acompanhamento desde o pré-natal até o adolescer é mais do que um ideal: é um direito e uma necessidade. A criança é um ser único, que se desenvolve dentro de um contexto familiar, social, econômico e cultural. Nenhuma outra especialidade médica é tão sensível e atenta a essa complexidade.

No contexto do serviço público, em pesquisa nacional (SBP-2024), apenas 20% dos pediatras aparecem com “vínculo seguro” através de Concurso Público. Essa situação mostra a fragilidade na assistência da criança e do adolescente. Ademais, é preocupante, a assistência nos serviços públicos de urgência e emergência onde 76% dos atendimentos são realizados por médicos generalistas e apenas 24% por Pediatras.

Esses dados confirmam a urgência de fortalecer a presença do pediatra em todos os níveis da atenção à saúde.

Na minha prática em consultório, sempre me senti mais seguro e eficiente ao cuidar de quem eu conhecia pelo nome, pelas suas histórias, pelos marcos de seu desenvolvimento. O vínculo formado dá profundidade à escuta, precisão às decisões médicas e, acima de tudo, humanidade entre médico, criança e família. Como bem canta Roberto Carlos "Em certos momentos difíceis da vida... a sua palavra de força, de fé e de carinho me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho”.

Essa sensação de amparo é exatamente o que o pediatra oferece para ser um “pediatra chamado de seu”.

Por fim, podemos escolher dedicar parte de nossas vidas para melhorar o mundo e colher os bons resultados dessa escolha.

Eu escolhi ser pediatra, pois acredito no valor inestimável de cada vida. Cada gesto de cuidado importa. Toda criança merece ser protegida e acompanhada com responsabilidade, empatia e amor.

(*) Médico pediatra. Presidente da Sociedade Cearense de Pediatria.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 27/07/2025. Opinião. p.20.

quarta-feira, 9 de abril de 2025

A SAÚDE DAS CRIANÇAS NA ESTAÇÃO CHUVOSA

Por Fernanda Colares (*)

A estação chuvosa em Fortaleza sempre traz um aumento significativo de doenças respiratórias e infecciosas, especialmente entre as crianças. A combinação de alta umidade, temperaturas mais baixas e ambientes fechados cria um cenário propício para a proliferação de vírus e bactérias. Como médica pediatra e diretora de Recursos Próprios da Unimed Fortaleza, reforço a importância de medidas preventivas para garantir o bem-estar dos pequenos durante esse período.

Doenças como gripes, resfriados, bronquiolites e pneumonias tornam-se mais comuns nessa época do ano. Além disso, a exposição a águas contaminadas pode levar a infecções gastrointestinais, dentre outros problemas. Para prevenir contaminações, é fundamental adotar bons hábitos de higiene, como lavar as mãos regularmente com água e sabão e manter os ambientes domésticos limpos e arejados.

A alimentação equilibrada desempenha um papel importante no fortalecimento do sistema imunológico das crianças. Uma dieta rica em frutas, verduras e proteínas fornece os nutrientes necessários para combater infecções. Manter a hidratação adequada também é essencial, pois auxilia na manutenção das funções corporais e na defesa contra agentes patogênicos.

A imunização é uma ferramenta poderosa na prevenção de doenças. Certifique-se de que a caderneta do seu filho esteja atualizada com vacinas contra rotavírus, pneumonia, gripe, covid-19 e dengue. A vacinação reduz significativamente o risco de complicações e hospitalizações.

Em situações em que sintomas como febre alta persistente por mais de 48 horas, tosse intensa acompanhada de dificuldade para respirar, vômitos ou diarreia com sinais de desidratação estejam presentes, é fundamental procurar atendimento médico imediato. Esses sinais podem indicar quadros que exigem avaliação profissional para um diagnóstico preciso e a adoção das medidas adequadas de tratamento.

Com a adoção de medidas preventivas simples e o acesso a serviços de saúde é possível atravessar esse período com segurança e tranquilidade.

(*) Médica pediatra e diretora de Recursos Próprios da Unimed Fortaleza.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 14/03/25. Opinião. p.16.


domingo, 9 de junho de 2024

O MELHOR PRESENTE DE ANIVERSÁRIO

O pai entra na loja de brinquedos com a filha, pois é aniversário da pequena e ele quer comprar um presente para ela. E pergunta para a vendedora:

— Moça, quanto custa a Barbie que está na vitrine?

E ela responde:

— Qual delas? Nós temos: Barbie na academia por R$ 19,95; Barbie jogando vôlei de praia por R$ 19,95; Barbie vai às compras por R$ 19,95; Barbie no trabalho por R$ 19,95; Barbie na discoteca por R$ 19,95; E a Barbie divorciada por R$ 265,95.

O homem se assusta com o preço e pergunta:

— E por que a Barbie divorciada custa 265 enquanto as outras custam só 19,95??

E a vendedora, com ar de vitoriosa, responde:

— Muitos simples, meu senhor. Porque a Barbie divorciada vem com: o carro do Ken; A casa do Ken; o iate do Ken; os móveis do Ken; o computador do Ken; e o melhor amigo do Ken!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


quinta-feira, 11 de agosto de 2022

A FOME ANCESTRAL

Meraldo Zisman (*)

Médico-Psicoterapeuta

Fome (do latim faminem) é o nome que se dá à sensação fisiológica pela qual o corpo percebe que necessita de alimento para manter suas atividades inerentes à vida, enquanto ancestral é um adjetivo relativo aos antepassados ou antecessores. Num círculo vicioso, cada vez mais famílias se aglomeram nas cidades, passando fome por não conseguir meios para suprir sua subsistência, fome que se inicia desde o começo da vida, ainda durante o tempo da gestação em útero. Se a mãe não tem o que comer como vai alimentar o embrião e o feto que está gestando?

As consequências dessas carências nutricionais refletem-se desde a média do tamanho dos recém-nascidos, sobretudo nas camadas menos favorecidas.

Porém, uma coisa não mudou— a fome ancestral— que assola a maior parte do povo brasileiro há alguns séculos. Já era própria dos seus antepassados ou antecessores. Se não, vejamos.

Quando se compara o tamanho dos neonatos de famílias pobres com o da população brasileira de melhor renda, as diferenças antropométricas são gritantes.

O comprimento médio dos nossos recém-nascidos permanece sendo de 47 centímetros.

Desde 1960 venho alertando que o nordestino tem baixa estatura devido a uma precária nutrição materna e quando falo em desnutrição, englobo todas as mazelas da adversidade psico-econômica-social. Nascer pequeno não é uma deficiência apenas física, é também emocional. Diminui a capacidade de aprendizado, aumenta o comportamento antissocial e a violência. Aqueles que nascem com menos de 47 cm são os que têm maior risco, já que um crescimento fetal insatisfatório poderá ter efeitos de longo prazo sobre a química do cérebro. O crescimento insatisfatório do bebê no útero influencia o comprimento do bebê no nascimento e prejudica o desenvolvi mento do cérebro. Além disso, deturpa a produção dos neurotransmissores como a serotonina, também conhecida como a substância “mágica” ligada ao desenvolvimento e ao humor de modo geral, notadamente baixa em pessoas com depressão.

O pouco crescimento no útero poderia ser causado pelo uso abusivo de drogas, inclusive álcool, pela mãe ou por uma dieta ruim, ou mesmo por um ambiente estressógeno e sobretudo da nutrição materna durante a gestação de fragilização ou ainda em situações adversas, como aquelas com problemas sociais, mães adolescentes e as com passado de criminalidade.

Há evidências mostrando que uma intervenção nessas mães pode ter efeito no desenvolvimento da criança, a longo prazo.

Porque não tentar agora, melhorando as cestas básicas das gestantes, com mais proteínas e melhores nutrientes, além de outras coisas mais?

E pensar em um acompanhamento pré-natal que não se resuma ao fornecimento de cestas básicas ou uma orientação médica de última hora. O melhor que se pode fazer, no momento, em prol das futuras gerações brasileiras é alimentar as populações mais carentes e não politizar, paralisar, e acabar com as diferenças e rivalidades polarizadas de direita ou esquerda e lembrar o velho ditado indiano: na casa onde falta o pão todos brigam e ninguém tem razão.

Concluo com a frase do gênio Millôr Fernandes: “Ninguém sabe o que você escuta, lê, se informa, e não importa a sua ideologia, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala ou escreve” — principalmente agora, nesta época do império das denominadas mídias sociais pioradas pelos avanços informatizados, as discrepâncias psicossociais tornam-se mais gritantes, sendo a principal delas a fome intergeracional, falta de alimentos ou erros alimentares que acontecem entre duas ou mais gerações. Daí a importância de distinguirmos a diferença entre as gerações das periferias das grandes cidades e aquelas do interior, além das migrações procedentes das nossas zonas rurais, desde que nos tornamos de um país predominante agrícola.

Ou, assim diziam minhas professoras, hoje cognominadas de tias postiças, do meu antigo curso primário de grupo escolar. O que quando criança eu escutava e pensava ser verdade, se verdade fora, agora não é mais.

(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE), da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES) e da Academia Recifense de Letras. Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

quarta-feira, 13 de julho de 2022

CADA CORAÇÃO CONTA - AS CRIANÇAS CARDIOPATAS DO CEARÁ

Por Valdester Cavalcante Pinto Júnior (*)

A cardiopatia congênita é a principal causa de óbitos no período neonatal. No Ceará nascem, por ano, 1.302 cardiopatas e, dessas, 1.042 necessitam de cirurgias. Com acesso exclusivo pelo SUS são 896 procedimentos/ano. Realizam-se 396 cirurgias/ano com déficit de 66% (MS/HCOR, 2018).

Avaliação realizada pelo HCOR-SP e DCCVPed-SBCCV, solicitada pelo Ministério da Saúde, em 2018, analisou 54 unidades habilitadas em Cirurgia Cardiovascular Pediátrica, no Brasil, de um total de 69 unidades. Vinte daquelas tinham produção abaixo do estabelecido pela Portaria Nº 210, e dez não indicavam produção.

Desvela-se uma realidade nos últimos 20 anos. Há um abismo entre o real e as normas, metas e financiamento para a atenção à saúde. Passam governos e reeditam-se portarias, festejam-se lançamentos, mas os resultados não impactam na quantidade de procedimentos, tampouco na sobrevida das crianças.

O acesso é precário, sendo tão mais difícil quanto mais distante dos centros de referência. Acolhemos por aqui crianças de outros estados, num esforço de ajudar aqueles para os quais o tempo é exíguo. Assim, acumulam-se crianças e mesmo as de menor complexidade, pelo tempo de espera, passam a experimentar piora progressiva, chegando à inoperabilidade.

O foco nos números e gráficos, o apreço às normas, escritas em gabinetes e validadas por consultas públicas com pouca relevância, distanciam gestores dos cidadãos que clamam por socorro. Falta olhar nos olhos dessas crianças; segurar nas mãos das mães angustiadas; visitar a vida real, experimentar do choro escondido ou do compartilhado com as famílias diante da perda, por vezes, dada a gravidade ou, em muitas, pela falta do cuidado em tempo.

Portanto, é necessário desenvolver governança com empatia, levar em consideração na tomada de decisão que cada vida conta e que acesso a saúde não é um privilégio - é, acima de tudo, um direito constitucional. 

(*) Médico. Fundador e diretor técnico do Incor Criança.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 6/06/2022. Opinião. p.16.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

CÂNCER INFANTIL - inimigo de todos

Por Eduardo Jucá (*)

Lucas parou de ir à escola. Laurinha tem dores intensas. Tiago esteve internado durante um mês. Os pais de Bianca não estavam preparados para a despedida. Todas essas narrativas têm em comum o impacto do câncer na vida de crianças e suas famílias.

Neste 23 de novembro, celebra-se o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil. O câncer apresenta características específicas na faixa etária pediátrica. Muitos deles são mais agressivos nos mais jovens justamente porque as células ainda em desenvolvimento apresentam maior potencial de multiplicação. Os tratamentos também são específicos, e toda uma estrutura direcionada ao atendimento das crianças é necessária em um contexto multidisciplinar.

Os tipos de câncer mais comuns na infância são as leucemias e os tumores cerebrais. Os sintomas mais importantes e que devem levar a família a procurar atendimento o mais breve possível são palidez, fraqueza, dores de cabeça, no abdome ou nos membros, aparecimento de nódulos, vômitos e perda de peso. Apesar dos estigmas e da carga emocional que a doença traz, as chances de cura são altas quando há acesso precoce aos cuidados e ao tratamento.

No sistema nervoso, além de representarem risco ao desenvolvimento neurológico, os tumores implicam a necessidade de cirurgias no cérebro ou na medula espinhal, com potencial risco de sequelas neurológicas. É fundamental, portanto, que existam estruturas muito bem equipadas e que contem com a atuação articulada de oncologistas pediátricos e neurocirurgiões com formação específica e dedicação ao atendimento de crianças. Os tipos de tumores e a localização preferencial no cérebro, inclusive, são totalmente diferentes do que ocorre quando se trata de adultos.

O combate ao câncer infantil envolve histórias de muita luta, mas também de vitórias cada vez mais frequentes à medida que a ciência avança e o acesso ao tratamento é facilitado. Profissionais de saúde, gestores e sociedade civil precisam intensificar esforços e articulações para proteger os seres humanos mais frágeis da doença mais desafiadora. 

(*) Médico neurocirurgião pediátrico, professor, pesquisador e palestrante.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 23/11/2021. Opinião. p.18.

sábado, 18 de dezembro de 2021

O POLICIAL PRESTIMOSO

Um policial está andando pela rua um dia quando percebe um garoto muito pequeno tentando pressionar uma campainha em uma casa do outro lado da rua.

No entanto, o menino é muito pequeno e a campainha é alta demais para ele alcançar.

Depois de observar os esforços do garoto por algum tempo, o policial se aproxima do garoto.

Ele caminha rapidamente e atravessa a rua, aproximando-se do garoto e, colocando a mão gentilmente no ombro da criança, se inclina e toca a campainha.

Agachando-se ao nível do menino, o policial sorri benevolentemente e pergunta: "E agora, menininho?"

Ao que o garoto responde: "Agora, a gente sai correndo!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

domingo, 15 de agosto de 2021

MENININHO QUER SE CASAR

Menino de 4 anos:

Pai, decidi que vou casar.

Pai: Que ótimo, você tem alguma garota em mente?

Menino: Sim... A vovó! Ela me ama, eu amo ela, ela cozinha maravilhosamente bem e é a melhor contadora de estórias do mundo!

Pai: Maravilha! Só temos um pequeno problema.

Menino: Qual problema?

Pai: Por acaso ela é a minha mãe. Como você pode casar com a minha mãe??

Menino: Por que não? Você casou com a minha, uai!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail” 

domingo, 11 de julho de 2021

O ALEMÃOZINHO MUDO

Um casal de americanos decidiu adotar um menino alemão. Depois de dois anos, a criança não falava e seus pais começam a se preocupar com ele. Depois de três anos, ele ainda não falava e depois de quatro anos, ele continuava sem pronunciar uma palavra sequer.

O casal achava que ele nunca iria falar, mas, ainda assim, ele era um filho adorável e, para o seu quinto aniversário, eles deram uma festa e fizeram para ele um bolo de chocolate com cobertura de glacê de laranja.

Os pais estão na cozinha quando o garoto entra e diz: "Mãe, pai, eu não gostei da cobertura de laranja no bolo de chocolate".

"Meu Deus”, diz a mãe. "Você pode falar?"

Ao que o garoto alemão responde: "É claro".

"Como é que você nunca falou antes?", pergunta o pai.

"Bem", diz o garoto, "até agora, eu tinha gostado de tudo".

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 10 de julho de 2021

Piada do Joãozinho: O QUE QUER SER QUANDO CRESCER?

Uma professora pergunta à turma das crianças pequenas: "O que vocês querem ser quando crescerem?"

O pequeno Joãozinho diz: "Quero ser bilionário, frequentar os clubes mais caros, andar com a mais bela e gostosa, garota, dar-lhe uma Ferrari no valor de um milhão de dólares, um apartamento no Havaí, uma mansão em Paris, um jato para viajar pela Europa, um cartão Visa infinito e fazer amor com ela três vezes por dia."

A professora, chocada e sem saber o que fazer com o comportamento e resposta do menino, decide não se demorar no assunto com ele e continua a lição.

"E você, Susie? O que você quer ser?" ela pergunta.

"Eu quero ser a garota do Joãozinho!" diz Susie.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 29 de maio de 2021

INFÂNCIA EM TEMPO DE PANDEMIA

Por Juliana Andrade Lima (*)

São notórias as mudanças que o contexto da pandemia do novo coronavírus trouxe para a vida das pessoas. Devido à sua complexidade, algumas repercussões surgiram com relação aos processos de adoção o que tiveram que passar por adaptações importantes em todas as suas fases.

Com as limitações ocasionadas pela pandemia buscou-se dar agilidade, em todas as instâncias, aos processos que envolvem crianças e adolescentes. Procedimentos de habilitação para inscrição no Sistema Nacional de Adoção, estágios de convivência, bem como demais processos judiciais - não só de adoção - diante da possibilidade de crianças e adolescentes retornem às famílias de origem ou sendo aptas para adoção (após destituição do poder familiar) sejam colocadas em família substituta. Todo empenho por parte do sistema de justiça objetiva abreviar o tempo de institucionalização e garantir o direito à convivência familiar e comunitária.

Vale frisar que o tempo - mesmo em cenário tão avassalador como o da Covid-19 - continua sendo fator determinante para crianças e adolescentes. Podemos trazer a dificuldade com relação às adoções tardias em que a demora pode significar perda de uma chance, embora, não se possa abrir mão de uma condução responsável e criteriosa como estabelece o ECA.

Com isso, mesmo com o isolamento social as unidades de acolhimento, sob orientação da Defensoria Pública e do Poder Judiciário, tiveram que usar recursos como ligações e videochamadas para garantir a comunicação dos acolhidos com familiares e pretendentes e assim continuar trabalhando manutenção e fortalecimento dos vínculos afetivos tão importantes para o desenvolvimento da personalidade de toda criança e adolescente.

Em 2020, defensoras e defensores públicos que atuam tanto nas Varas da Infância e Juventude quanto em núcleos especializados nessa área, realizaram em Fortaleza, mais de 25 mil atuações, sempre afirmando e reafirmando, a partir da função institucional da Defensoria Pública de defender direitos individuais e coletivos de grupos socialmente vulneráveis, a prioridade absoluta que norteia os direitos de crianças e adolescentes. 

(*) Defensora Pública.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 29/03/21. Opinião, p.22.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

CRIANÇAS e PANDEMIAS (“o novo-normal”)

Meraldo Zisman (*)

Médico-Psicoterapeuta

As manchetes e os meios de comunicação, sejam profissionais ou sociais, são avaros em estudar/noticiar/ marquetear a repercussão sobre a saúde mental de crianças e jovens causada pela atual pandemia informatizada.

Como médico, enfrento desafios ao tratar pacientes com condições que não compreendo inicialmente ou que têm um repertório limitado de evidências do que denomino de fome ancestral, o que também me ilumina e me faz lembrar de que a arte da medicina costuma ser a “arte de não saber”. Livros e especialistas não têm as respostas. Essa incerteza requer humildade, uma mente aberta, exploração e ações sem compreensão total, tantas são as áreas envolvidas.

As manchetes e os meios de comunicação, sejam profissionais ou sociais, são avaros em estudar/noticiar/ marquetear a repercussão sobre a saúde mental de crianças e jovens causada pela atual pandemia informatizada.

Reflexos sobre as crianças, sobretudo aquelas desprovidas de segurança alimentar (neologismo para a fome crônica) desde a fecundação, crescidas ao desabrigo, desagasalho, desproteção, abandono, desamparo, desarrimo, orfandade, vivendo em favelas, mocambos, palhoças, palafitas, construções em encostas, sem falar na falta de saneamento básico, pois as manilhas de esgoto são desconhecidas do eleitor, ficam no subsolo, nunca à vista.

Durante a atual gripe sazonal, os agravos psicológicos sobre as crianças e adolescentes são pouco mencionados, muito embora a repercussão sobre eles das adversidades durante suas fases de crescimento seja a que deixa maiores feridas e marcas psicossomáticas. Por outro lado, um acompanhamento maternal é fundamental para o desenvolvimento saudável do futuro adulto.

Crianças com prováveis problemas de saúde mental apresentam mais do que o dobro de probabilidade de viver em famílias que estavam ficando para trás com suas contas, aluguel, desempregadas, em comparação com aquelas cujas famílias conseguiam pagar suas contas.

Durante a pandemia as famílias não têm o suficiente para comer ou dependem cada vez mais dos bancos de alimentos, em comparação com o antes da pandemia. As escolas fecharam, destacando o efeito desigual do bloqueio na aprendizagem, não falando na falta de “internet”, quanto mais para aquelas que nem têm comida nas suas casas. O que sei como antigo pediatra é que crianças com pais ou familiares em sofrimento psíquico tornam-se mais propensas a ter problemas de saúde mental, além de sofrimentos físicos e imunológicos. Os pesquisadores acadêmicos preveem que os efeitos cumulativos da não intervenção resultarão no aumento das desigualdades na saúde e na educação, nas gerações seguintes, porém poucos apresentam soluções.

Uma enorme quantidade de trabalho e envolvimento com crianças e jovens faz-se necessária e não somente sob o aspecto socioeconômico. Há um imperativo moral para maximizar o potencial de atendimento à saúde e ao bem-estar da próxima geração.

Para terminar gostaria de dizer: o sorriso de uma criança sempre me dá esperança de que tenhamos um mundo melhor no futuro. Muito embora eu saiba ser esperança um alimento da nossa alma, ao qual sempre se mistura o veneno do temor, do medo e das incertezas deste mundo pós-pandemia. E os que nos tentam impor o terror ainda têm a descaramento de denominar o futuro de Novo Normal. Seja lá o que isso queira dizer.

(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE), da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES) e da Academia Recifense de Letras. Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

CRIANÇA: Lições de moral

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)

Luizinho possuía oito anos de idade, era filho adotivo, há quase seis, do senhor João e de dona Helena, morava numa cidade média e cursava a terceira série do curso primário. Aluno exemplar e, apesar de pouca idade, voraz leitor de livros. A leitura era um bom vício daquela criança, querida e admirada por seus coleguinhas e pela professora Fátima. Era, carinhosamente, chamado pelos amiguinhos de professor Luiz. Sua leitura predileta eram as fábulas de Esopo. Certo dia o senhor João entrou no quarto do garoto e percebeu que ele estava com três livros contendo várias fábulas de Esopo. O menino, além de muito inteligente era precoce. Percebendo a presença do pai, convidou-o para ler e interpretar algumas histórias. Selecionou seis fábulas e disse ao senhor João: vou ler algumas e juntos examinaremos a lição de moral de cada. Dizia o nome da fábula (todas de Esopo), lia e tirava a conclusão. Seguem: “A águia e a raposa”- o agressor que não é punido por suas vítimas mais fracas, não escapa do castigo de Deus; “O cão que perseguia o leão”- os arrogantes recuam, quando os mais fortes reagem; “O corvo e a cobra”- existem pessoas que põe em perigo a própria vida para encontrar algo desprezível; “O leão furioso e o veado”- fique longe das pessoas poderosas que fazem o mal; “O sol e as rãs”- as pessoas levianas aplaudem sem sentido; “A cigarra e a formiga”- uma pessoa deve trabalhar para não passar necessidade. Após a leitura e interpretação das fábulas por Luizinho, seu pai ficou admirado e entusiasmado. Filho querido, você me enche de orgulho! Continuou, estou vaidoso! Não pense assim papai, pois orgulho e vaidade são armas usadas pelos fracos e frustrados, o que não é o seu caso. O senhor é humilde, bom e generoso. Sejamos, pai, semeadores de sonhos e esperanças para alcançarmos a realidade. Peço-lhe a bênção.

(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 4/9/2020.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

AS CRIANÇAS E A PANDEMIA DE COVID-19


Por André Luiz Santos Pessoa (*)
Nos últimos meses conhecemos o coronavírus, uma ameaça que não distingue classe social ou etnia. Coronavírus é uma família de vírus que causa infecções respiratórias e intestinais, e tem esse nome porque parece com uma coroa no microscópio eletrônico. Embora causem outras formas de infecções do trato respiratório, o tipo atual requer atenção especial.
Na maioria dos infectados, o quadro se assemelha a um resfriado comum, mas um percentual dos pacientes evolui com gravidade, principalmente em grupos de risco, como idosos ou pessoas com doenças crônicas, mas também tem sido relatado em jovens hígidos. Essa variante chamada Sars-CoV-2, causa a doença Covid-19, que pode causar uma Síndrome respiratória aguda grave (Sars) cursando com insuficiência respiratória e internação. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 81% desenvolveram sintomas leves, 14% sintomas graves e 5% estão em estado crítico. Sua letalidade é de cerca de 4%.
No meio do caos surge uma dúvida importante: quais os riscos e cuidados em relação às crianças? Por se tratar de uma "doença nova" ainda se carece de estudos científicos robustos que produzam evidências científicas que norteiem cuidados, complicações e tratamentos específicos. Até o momento artigos científicos de revisão, produzidos principalmente na China, mostram que os casos pediátricos têm sido menos frequentes e de forma geral menos graves. Esse dado serve de alento, mas não deve motivar uma despreocupação com os cuidados a serem tomados: a) Crianças devem ficar em casa saindo apenas para situações completamente essenciais, como vacinações, exames ou atendimentos médicos. O contato com outras crianças dentro de um condomínio deve ser evitado; b) Lavagem das mãos com água e sabão e/ou uso de álcool a 70%, com assistência de um responsável deve ser constante, principalmente ao tocar em objetos ou pessoas; c) Evitar-se tocar nos olhos, nariz e boca, pois as mãos podem estar contaminadas; d) Calçados usados fora de casa não devem ser usados em casa, roupas usadas fora de casa devem ser lavadas; e) Telefone celular é uma importante fonte de contaminação. Limpe-o periodicamente com álcool isopropílico; f) babás que retornam rotineiramente para os seus lares, devem ser licenciadas de forma remunerada; g) o calendário vacinal deve ser mantido. 
(*) Neurologista Infantil e professor do curso de Medicina da Uece.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 9/04/2020. Opinião. p.11.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

HISTÓRIAS QUE O MUNDO ADULTO NÃO DEVIA PRODUZIR


Por Luci Pfeiffer (*)

Tapas, surras, humilhações, castigos, privações, ameaças, tratamento como incômodo entre outras são algumas formas de violência que vão deixar suas marcas na criança e no adolescente, muitas vezes por toda a vida!
A violência contra crianças e adolescentes é uma doença universal, contagiosa, crônica e progressiva, habitualmente passada de geração a geração.
No Brasil, os números de situações de violência contra crianças e adolescentes são assustadores. Somente em 2017, foram registrados pelo DataSUS, 126.230 casos de violências praticadas contra esse grupo, sendo que cerca de 30 mil, ou seja, um quarto deles são de crianças até quatro anos de idade.
No Ceará tem-se o registro de 5.658 casos de violência em 2017, sendo 2.939 em crianças e adolescentes. Pelo Sinan, o Ceará está em 12º lugar em número de notificações de violência nessa faixa etária!
Sabe-se que esses números ainda são poucos e estima-se que para cada notificação de violência, tem-se outros 20 casos que continuam sem atendimento. A maioria acontece dentro de suas próprias casas, sendo os pais e parentes próximos os mais frequentes agressores em mais de 90% dos casos. A criança é refém permanente de seus agressores!
Sem o olhar atento da família, da saúde, da educação, da ação social e dos meios de proteção, segurança e justiça, que deveriam interromper a violência e encaminhar a vítima, responsáveis e agressores para tratamento médico e psicológico, ela se repetirá. Tem-se registros de que 38% dos casos de violências de repetição acontecem nessa faixa etária (DataSUS, 2017).
Se queremos seres humanos saudáveis, aptos para viver consigo mesmo e em sociedade, precisamos proteger a criança e o adolescente ou os teremos no futuro como adultos submissos a outras violências, seja como agressores de si mesmo, de todos ou de qualquer um!
Frente a uma suspeita ou saber de que uma criança está sendo maltratada, em qualquer família, raça, classe social, religião ou nível de escolaridade, acompanhe, oriente, encaminhe para tratamento pediátrico e psicológico e, notifique!
As notificações, que vão desencadear os meios de apuração da violência e os encaminhamentos legais, podem ser feitas ao Conselho Tutelar, ou à escola, unidade de saúde, Ministério Público ou pelo Disque 100.
Todos podem mudar essa realidade! Faça sua parte! 
(*) Médica e membro do Departamento Científico de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Fonte: O Povo, de 4/1/2020. Opinião. p.21.

sábado, 16 de novembro de 2019

8. PIADAS PARA CRIANÇAS II


Enquanto isso no supermercado:
– Olha, filho! Uma latinha com o seu nome!
– Eu te odeio, pai!
– Não diga isso, Mucilon.
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O menino chega em casa no final do ano e diz:
-Pai, tenho uma notícia pro senhor...
- O que é? - pergunta o pai.
- Lembra que o senhor me prometeu uma bicicleta se eu passasse de ano?
-Sim, meu filho.
- Então o senhor se deu bem. Economizou um dinheirão!
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Na aula, a professora de Juquinha mandou ele falar dois pronomes:
– Quem, eu? – perguntou o Juquinha.
– Acertou, pode se sentar.
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A professora pergunta aos alunos:
– Se eu for à feira e comer 3 peras, 7 bananas, 15 laranjas e 1 melancia, qual será o resultado?
Do fundo da sala, alguém grita:
– Uma dor de barriga danada!
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

8. PIADAS PARA CRIANÇAS I


Depois que Joãozinho voltou da escola, a mãe pergunta:
- Oi, meu filho. Como foi na escola hoje?
- Foi bem, mãe!
A mãe pergunta novamente:
– Que bom! Aprendeu tudo?
- Acho que não, mãe, porque amanhã vou ter que ir para a escola de novo.
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Na aula de biologia, a professora pergunta para o Zezinho:
– Zezinho, onde podemos encontrar as baleias?
– Em qualquer lugar, fessora. São bichos tão grandes que é impossível perdê-los!
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– Qual é o fim da picada?
– Quando o mosquito vai embora.
– O que é que a banana suicida falou?
– Macacos me mordam.
– Qual é o doce preferido do átomo?
– Pé-de-moléculas.
– O que o canibal vegetariano come?
– A planta do pé e a batata da perna.
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.
 

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